<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717</id><updated>2011-08-08T11:24:46.035-03:00</updated><title type='text'>Silêncio</title><subtitle type='html'>SChhhhhhhh!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>173</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-4023087335151732341</id><published>2010-10-05T01:53:00.002-03:00</published><updated>2010-10-05T01:57:46.051-03:00</updated><title type='text'>Novembro Quente</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Seria públicado na revista Apes&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Novembro Quente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Alessandro F.Soares&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial; min-height: 12.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial; min-height: 12.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Um dia, como qualquer dia desses, acordei suando de calor. O sol batia forte na veneziana de minha janela deixando quarto ainda mais abafado que de costume. Levantei, quase cai ao pisar nos sapatos que estavam distribuídos no chão. Cambaleando fui ao banheiro, lavei o rosto e o pescoço. A seguir, sentei na privada e caguei. Fiquei uns tantos vinte minutos entre depositar a matéria fecal propriamente dita e devaneios que iam do nada a lugar nenhum.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Limpei a bunda, lavei as mãos novamente e fui à cozinha. Os gatos se lamuriavam aos meus pés pedindo ração. Servi-los é engraçado. Num minuto para eles, eu era a pessoas mais carinhosa que existia, após servi-los não era apenas que um obstáculo ao seu desjejum.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Peguei a cafeteira em cima da geladeira. Duas colheres de sopa de café mais dois ou três copos de água soma-se a isso o coador e mais 3 minutos. Lá estava eu saboreando um ótimo café às nove e trinta da manhã de um dia qualquer de uma  semana qualquer. Me sentei no sofá a zapear o controle do aparelho televisor. Nenhum programa na televisão que me entretece, apenas o zunir dos carros num vai e vem frenético da cidade que nunca para. Desliguei a televisão, lavei a pouca louça que estava estacionada na pia. Voltei ao meu quarto, retornei a cama e fiquei pensando. Acometido por algumas ereções. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Pensando numa garota que eu tinha visto semanas atrás no terminal de ônibus enquanto fazia hora no bar tomando cervejas com grandes perdedores da vida. Devo uma simples descrição do bar. Esse  fica em frente ao movimentado terminal urbano, nele, muitos como eu, param para fazer alguma coisa ou coisa alguma, não importa. Ali, uns apostam no jogo do bicho, outros apenas entram e ficam observando o vai e vem das formigas humanas que vem e vão, uns tantos enchem a cara diariamente, enfim, um buteco sujo de parada final de linha de ônibus. Lá se vende ovos que flutuam numa água salmorenta, torresmos mais peludos que o mais peludo dos ursos, camisetas fraudulentas de times de futebol, e claro, todo e qualquer tipo de derivado de álcool de procedência e qualidade duvidosa e tantas outras porcarias tais como chocolates vencidos, cigarros de pedreiro, balas, pirulitos e chicletes e etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Numa noite de novembro resolvi passar por aquele bar. Estava muito quente por sinal. Saí do trabalho e fui tomar algumas poucas cervejas com os trocados que me restavam no final do mês. Sentei no banco do balcão e pedi uma cerveja e um cigarro solto. A conversa no bar girava em torno de mulheres, futebol e discos de forró e samba. Eu já tinha bebido uma garrafa quando pedi outra, e mais outro cigarro. O flameguista que estava me atendendo prontamente me deu a cerveja e o cigarro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu estava lá de corpo, minha mente vagueava em outras paisagens, não me lembro ao certo no que pensava, mas não prestava muita atenção no que aqueles digníssimos senhores falavam. Fui dragado de volta ao planeta Terra, quando vi uma linda garota que vinha em direção ao bar. Imagino que ela tenha descido na estação do metrô e passou por ali a fim de esperar seu ônibus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O seu andar, o traquejo de suas pernas dançavam aos meus olhos. Pareciam horas que se passaram em segundos. Seu bailar era sinuoso, tântrico, pecaminoso. Era um silvo de paixão e cólera numa noite quente e úmida de novembro na grande cidade. Suas coxas se sobressaiam no vestido de seda cor creme. Uma após a outra, suas pernas iam avolumando-se em minha retina, uma após a outra, sempre nessa sequencia pecaminosa e irrefreavelmente nauseabundo. Seus movimentos consumiam cada centímetro de meu corpo e sugavam minhas narinas em direção às suas tenras carnes volumosas e salientes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ela mais parecia dançar efusivamente enquanto andava, do que propriamente andar. Fui rigorosamente apanhado por seu traquejo simples, porém, com uma classe que há tempos eu não via em uma garota. Seu olhar distante, entretanto, aceso e esperto. Aquelas canelas formosas e roliças e um laço tatuado no fim de uma de sua canela. Seus tornozelos pareciam vigas gregas talhadas em ouro maciço que iam avolumando-se quanto mais próximo se aproximava de suas largas ancas. Eu estava sendo bombardeado por aquela visão angelical de montes de ossos rejuntados com  cartilagem e carne que colaram sua pela na minha retina me fazendo sonhar em penetrar na sua história  a fim de construir um edifício de nossos corpos colados um ao outro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Ao passar por mim, a fim de me fazer forte, tencionei não olhar rapidamente enquanto ela passava pelas minhas costas, e assim o fiz, fiquei com o corpo ereto me fazendo de duro e irrepreensível absorto no que pareciam serem meus pensamentos naqueles segundos, mas não pude, fui vencido rapidamente. Seu perfume me envolveu e fui dragado e expulso em direção novamente à sua pele. Ela passou. Quando estava entrando no cubículo do banheiro torci o pescoço em sua direção. A cerveja descia em minha garganta como se fosse a caída de uma cachoeira enorme. Eu não engolia mais. A cerveja simplesmente descia rapidamente por entre minhas veias jugulares, sendo que meu corpo todo se tinha voltado a aquela figura graciosa que sumiu ao entrar no banheiro imundo daquele bar que fica em frente a aquele terminal urbano da cidade suja de monóxido de carbono, gases tóxicos e muitos outros, bar esse que vende dentre tantas iguarias tais como, ovos mofados, camisetas falseadas, aguardente e outros derivados do álcool de péssima ou nula qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ao entrar no banheiro imundo a porta fez seu movimento pendular de abertura e foi se fechando vagarosamente e voltando ao seu lugar e deixei de ver seus cachos dourados assim que se fechou totalmente. Voltei a posição de costas para todos no bar, ouvia apenas os comentários daqueles digníssimos senhores,  isso tudo não levou mais que dez ou quinze segundos, e agora, naquele momento ela deveria estar no banheiro. Fiquei pensando, no que ela estaria a fazer naqueles minutos dentro daquele cubículo. Eu bem que poderia ter entrado no banheiro e tê-la salvo daquele imundo lugar. Passou-se um ou dois minutos que meu coração parecia inflar nas paredes do boteco sujo e meu ventre seria o lugar onde aquela criatura deveria fazer suas necessidades fisiológicas. Pensava no que ela estava a pensar. Será que pensaria algo das pessoas que tinha visto ao entrar? Ou mais provavelmente acharia que todos ali eram os perdedores de uma noite de novembro, que se satisfaziam em encher seus buchos com litros de cerveja e outras tantas bebidas? A pensar fiquei os tais momentos a imaginar as suas idéias sobre mim. Queria que fosse sobre eu! mas é claro. Acho que não, mais provavelmente ela estivesse angustiada de poder, ou ser obrigada a utilizar um banheiro insosso e gordurento. Deveria ela estar ansiosamente pensando em terminar tudo e sair, mesmo talvez sem se limpar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu fiquei aqueles minutos pensando nisso e em mais trocentas outras possibilidades. Eis que a porta se abre. Ouço o traquejo se seus sapatos. Naquela altura todos os sons apenas vinham de coisas relacionadas a ela. Vi uma de suas mãos desenroscarem a alça de sua bolsa da maçaneta. Seus dedos roliços e as unhas pintadas de alguma cor parecida com rosa, algo bem suave. Nada de uma cor forte, era uma cor com personalidade. Ela tinha personalidade, eu percebi isso no seu andar, na forma que ela cuidadosamente, mas sem perceber, andava distribuindo seu corpo, ora pra lá ora pra cá. Tais movimentos não facilmente passados de herança a herança, imagino. Parecer ser mais uma coisa, como poderia dizer, endeusante. Eu ali como um espectador dela. Se ela soubesse como tentei decifrar sua vida para além do seu corpo, sentaria por horas a fio comigo e repassaria suas aventuras em vida e me contaria, minuto a minuto do que ela poderia lembrar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os degraus que ela desceu foram muito bem vencidos por suas fortes pernas. Naquele momento, eu já tinha totalmente entregado meu corpo aos seus movimentos. Tinha em mente, tentar me fazer de forte e não observa-la, mas naquela altura do campeonato, meu jogo tático tinha ido às cucuias com a simples presença dela. Ao descer os degraus foi rapidamente rumando a saída do bar. Passou por mim, lançou um breve sorriso, que me petrificou, ao parar na entrada do bar, minhas narinas, traquéia, esôfago e todo sistema nervoso travou, tanto que minhas retinas apenas a observavam, eu fui sugado, totalmente por aquele ser. Jogado num redemoinho de vontades em tê-la por qualquer motivo que fosse. Seja lá, para conversar sobre as futilidades de seus amores, das impossibilidades dos sistemas operacionais, estagnação da cultura televisiva, colapso do sistema de transportes públicos da cidade de São Paulo. Seja para alguma coisa, eu me sentiria lisonjeado em dividir alguns momentos com aquela mulher e poder investigar seus odores mais íntimos e pessoais, descobrir suas aventuras de adolescência e ter em minha memória suas lágrimas de amores passados. Eu poderia dividir com ela minhas expectativas quanto aos planos futuros, contar-lhe sobre as desventuras de amor, explicar-lhe a meu ver porque o mundo continua ser habitado por seres moribundos que nos são indiferentes. Quem sabe ensinar alguns acordes de guitarra, ou mesmo, sobre as impossibilidade de jogar futebol imaginário na altura dos meus trinta e um anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ela se foi, atravessou a rua, meus pensamentos me consumiram de cima a abaixo. A febre que eu tinha no corpo foi aos poucos passando e os goles de cerveja foram descendo com mais calma e assim foi preenchendo meu estomago. Ao atravessar a rua fiquei preocupado, mas ela chegou muito bem ao outro lado, no terminal. Dali em diante era ela e sua condução, e de longe eu ainda pude vê-la por alguns parcos minutos. Quando seu ônibus chegou me levantei, mas não pude mais vê-la. O ponto estava cheio todos subiram, o veículo saiu e não mais sobraram pessoas na parada. Assim terminou a minha viajem por ela. Não consegui seu nome, telefone de casa ou celular. Também não consegui seu título de eleitor e muito menos seu número de identidade. Suas apólices de seguro, número de pessoa física, tipo sanguíneo. Nada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 11.0px Arial"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não tive coragem e me martirizo até hoje. Já fazem cerca de seis meses ou mais. Não a esqueço e nem ela a mim nas minhas memórias. Eu sei, ela sabe que eu a lia de cima a abaixo. Ela sabe quem sou. Pra mim, ela sabe, tem em sua memória o melhor homem a quem poderia proporcionar vida. Quem sabe um dia, eu a encontre em alguma esquina e quem sabe, ela venha me perguntar se eu seria um tal que num dia de novembro quente interpretou sua personalidade sem sentir o frescor de seu hálito. &lt;/span&gt;&lt;span style="font: 11.0px 'Lucida Grande'"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 11.0px Arial; min-height: 12.0px"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-4023087335151732341?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/4023087335151732341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=4023087335151732341' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/4023087335151732341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/4023087335151732341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2010/10/novembro-quente.html' title='Novembro Quente'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-2380857495412320563</id><published>2010-05-03T22:45:00.003-03:00</published><updated>2010-05-03T22:47:13.651-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Deixo um abraço à minha família em memória de Lin Mesquita, meu primo que se foi no início deste dia.&lt;div&gt;Esteja onde estiver...sua vida se faz presente em nossa memória. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um forte abraço primo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alessandro França Soares&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-2380857495412320563?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/2380857495412320563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=2380857495412320563' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/2380857495412320563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/2380857495412320563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2010/05/deixo-um-abraco-minha-familia-em.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-2537272032401683071</id><published>2009-10-29T11:10:00.002-02:00</published><updated>2009-10-29T11:13:27.444-02:00</updated><title type='text'>Mofo</title><content type='html'>&lt;p style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-add-space: auto" class="MsoNormalCxSpFirst"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-add-space: auto" class="MsoNormalCxSpFirst"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;Sentado de frente à porta para novas experiências e possibilidades que se desenrolarão nos próximos meses. A tartaruga vai lerda sobre o fardo de relva morta e alfaces recheado de lesmas negras, tão escuras como o céu numa noite fria de Agosto.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-add-space: auto" class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;Ao &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;substituir os armários por portas recheadas de cadeados eu caminho procurando a chave que possa abrir algumas daquelas porcarias, colocando-me a frente de algum acontecimento importante para essa época ridícula. Minhas calças cheiram a mofo e não me venham encher o saco dizendo que não as lavei. Pois, cavalheiro que sou, lavei elas (as calças) na última semana, mas como a máquina esta emperrada, chuveiro queimado, carpete sujo, boca mal-escovada, cuecas com freadas e mais um tanto de toneladas de coisas a serem arrumadas, lavadas, levadas ao proprietário as calças, sim elas, ficaram de molho por um dia, depois lavei e coloquei pra secar. Resultado. Estou andando com tecidos cheirando a mofo. Posso estar mofado para esses ridículos dias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-add-space: auto" class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;Tive algumas idéias e outras a muito custo foram transplantadas de minha cabeça fundida que regurgita numa órbita nada elíptica. Daqui algumas semanas, &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;retorno a casa dos meus pais, e de lá espero mudar um pouco. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Claro que não posso entregar meus próximos passos a um determinismo barato.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Eleger o retorno como fonte de mudança é um erro, mas quem sabe novas portas se abram, e eu entro nestas salas verificando cada centímetro e os ângulos a que foram jogadas as formas e os telhados, vasos, mesas, cadeiras, espirros, joanetes, bucetas, televisores, discos, chuveiros, livros, provas, piso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-add-space: auto" class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;Hoje mais um dia, o café que fiz dá nojo, mas bebo. Não tem pão, não tem sorvete, sem chocolate e muito menos comida japonesa ou pizza. Apenas café, arroz, sardinhas e ovos. O café ficou com gosto de queimado, como se estivesse sido feito no inferno pela luz de satanás que gozou litros de enxofre na cafeteira fazendo dela um hot spot de sêmen diabólico derramando pelo funil da falha de San Andrés e da dorsal meso-oceânica. De lá sai litros e mais litros de café com enxofre e de lá recuo meu olhar para o céu e vejo gotas de chocolate caindo das nuvens negras e observo sanguessugas bebendo sangue coagulado em meu saco escrotal. Andando pelas águas flutuo e afundo, mas não tenho medo de morrer afogado, nestes devaneios, posso morrer que não fará falta. A mim, a morte pode parecer um regresso a imemorialidade&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;de tempos tão soterrados nos acontecimentos do passado que tudo vai se ressignificar em paisagens de sanguessugas, amebas, bactérias, baratas e parasitas comendo e bebendo ao nosso redor litros e quilos de borras de café misturada com água do mar e enxofre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-add-space: auto" class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;Eu não reviso mais nada...sai tudo como um peido seco...!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-add-space: auto" class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-add-space: auto" class="MsoNormalCxSpMiddle"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-2537272032401683071?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/2537272032401683071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=2537272032401683071' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/2537272032401683071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/2537272032401683071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2009/10/mofo.html' title='Mofo'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-2414714541189510150</id><published>2009-10-21T10:12:00.001-02:00</published><updated>2009-10-21T10:13:50.898-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_M8biy2lIH94/St762xnDLeI/AAAAAAAAAAU/Qtwg7HRx1r8/s1600-h/LAERTE-27-09-thumb-600x181-5742.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 121px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395025222573436386" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_M8biy2lIH94/St762xnDLeI/AAAAAAAAAAU/Qtwg7HRx1r8/s400/LAERTE-27-09-thumb-600x181-5742.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Laerte...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-2414714541189510150?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/2414714541189510150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=2414714541189510150' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/2414714541189510150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/2414714541189510150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2009/10/laerte_21.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_M8biy2lIH94/St762xnDLeI/AAAAAAAAAAU/Qtwg7HRx1r8/s72-c/LAERTE-27-09-thumb-600x181-5742.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-7947050433555161739</id><published>2009-10-07T11:34:00.002-03:00</published><updated>2009-10-07T11:51:08.921-03:00</updated><title type='text'>Um pouco menos...por favor...</title><content type='html'>embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias passam mais estranhamente nas últimas semanas. Ao passar pela rua Augusta é perceptível o trastejar dos perfis de redes sociais que maqueiam suas personalidades. Na verdade, uma época chata esses anos 00. A internet conseguiu de certa forma democratizar o acesso à informação mas não ao conhecimento, e o que vejo é o bailar de idiotas pra cima e pra baixo como num desfile de carros alegóricos num carnaval esquizo.&lt;br /&gt;Pra se ter uma idéia...é tão chato conversar com alguém, que a coisa se torna uma troca de blog´s onde discografias ou livros estão disponíveis...&lt;br /&gt;Nós, e me incluo nisso, não temos mais a capacidade de contar uma história com suas tortuosidades discursivas. Temos sim a capacidade de dissecar tudo como num matadouro. Todos sabem de tudo. De religião a construção de canecas, de fotografia a mecanismos de tração, ta tudo na internet. E o problema não é a internet, mas o jeito que eu e você usamos essa ferramenta.&lt;br /&gt;Um exemplo claro disso, é a minha relação com a música. Gosto de música. Sempre gostei.&lt;br /&gt;Quando muleque comprava um disco e ficava a ler o encarte procurando informações para estocar na minha memória e ir atrás de outras coisas. Mas isso demandava uns 2 meses, ao comprar um disco, eu o dissecava de ponta a ponta, norte a sul, leste a oeste. O ouvia à exaustão, cada detalhe não me escapava a atenção. Já hoje, ao adquirir novamente possibilidade de baixar discos, eu fiquei meio louco por algumas semanas baixando qualquer disco que me viesse a mente, e o resultado disso? Conheci algumas coisas legais, mas no geral baixei discos por compulsão, e se ouço 30% do que baixo é muito.&lt;br /&gt;Todo mundo faz um download de qualquer artista, mas fazemos tentando pegar antes de qualquer outra pessoa a fim de construir nosso perfil nessa rede social e anexar mais um informação a ser gorfada numa conversa qualquer...&lt;br /&gt;Sinceramente...Alguém pode me explicar um pouco o que esta a acontecer com o ser humano?&lt;br /&gt;Eu não entendo mais nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-7947050433555161739?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/7947050433555161739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=7947050433555161739' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/7947050433555161739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/7947050433555161739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2009/10/um-pouco-menospor-favor.html' title='Um pouco menos...por favor...'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-7388257053657792787</id><published>2009-08-25T22:06:00.002-03:00</published><updated>2009-08-25T22:17:25.871-03:00</updated><title type='text'>Incerto</title><content type='html'>Errante - Que erra ou vagueia; erradio; andante&lt;br /&gt;Insconstante - Volúvel; instável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errático,adj.Erradio.Vagabundo.Que muda de lugar.Irregular.Transportado de longe, (falando-se dos fragmentos de rocha, que não são da natureza do terreno em que se encontram).(Lat. erraticus)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-7388257053657792787?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/7388257053657792787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=7388257053657792787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/7388257053657792787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/7388257053657792787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2009/08/incerto.html' title='Incerto'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-9108887184226797946</id><published>2009-07-28T19:33:00.002-03:00</published><updated>2009-07-28T19:37:21.802-03:00</updated><title type='text'>Fragmento de Novembro</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Ao descer os degraus foi rapidamente rumando a saída do bar. Passou por mim, lançou um breve sorriso, que me petrificou, ao parar na entrada do bar, minhas narinas, traquéia, esôfago e todo sistema nervoso travou, tanto que minhas retinas apenas a observavam, eu fui sugado, totalmente por aquele ser. Jogado num redemoinho de vontades em tê-la por qualquer motivo que fosse. Seja lá, para conversar sobre as futilidades de seus amores, das impossibilidades dos sistemas operacionais, estagnação da cultura televisiva, colapso do sistema de transportes públicos da cidade de São Paulo. Seja para alguma coisa, eu me sentiria lisonjeado em dividir alguns momentos com aquela mulher e poder investigar seus odores mais íntimos e pessoais, descobrir suas aventuras de adolescência e ter em minha memória suas lágrimas de amores passados. Eu poderia dividir com ela minhas expectativas quanto aos planos futuros, contar-lhe sobre as desventuras de amor, explicar-lhe a meu ver porque o mundo continua ser habitado por seres moribundos que nos são indiferentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-9108887184226797946?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/9108887184226797946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=9108887184226797946' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/9108887184226797946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/9108887184226797946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2009/07/fragmento-de-novembro.html' title='Fragmento de Novembro'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-5215137054898863383</id><published>2009-04-15T11:14:00.002-03:00</published><updated>2009-04-15T11:18:46.718-03:00</updated><title type='text'>Em memória de Amarelo</title><content type='html'>&lt;em&gt;Em memória dele que se foi no dia 06/04/2009.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Marelo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Texto de minha autoria de Outubro de 2006&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia sombrio, tão soturno quanto o cinza escuro. Enquanto o retrovisor registrava meus olhares em contratempos, e enquanto furtivamente caminhava uma outra pessoa ajustava suas malas a partir para todo o sempre que nos resta. Parece que tinha tempo limitado a convivência com ele, e como limitado que é – se foi - justamente na semana de um ano juntos. Suas poucas vestimentas ficaram espalhadas pela casa como que apregoasse a mim que eu não esquecesse jamais. Ele se foi. Deixou seu reinou e sumiu sabe-se lá para onde. Dias passaram e ao olhar pela janela nenhum sinal dele. A espera sufoca e mata a esperança de esperar pelos sinais característicos de sua pessoa.As roladas no chão, os cadarços a serem desamarrados...Tudo foi armazenado como nunca antes tinha sido feito em singular relação. O banho, as reclamações, os espirros de juventude, as roupas largadas pela casa, o seu cochilo em minha cama mordendo meus lençóis. Está tudo guardado. Restaram as lembranças ainda não empoeiradas de suas andanças e chiadas. Suas reclamações cotidianas por atenção e afim de brincadeira. Seu reino continua aqui. Intacto. E meu amor por ele o mesmo. A saudade afoga minhas lágrimas de tristeza e o grito mudo na garganta foge ante a inundação das lembranças.Levou-se consigo em sua mala um retrato de cada um de nós, em cada moldura uma lembrança a ele diz respeito. Separou suas roupas enquanto eu caminhava… E assim tão rápido ao chegar, pelo medo que tinha por aqui estar e como no passado em meu quarto se escondeu, de minhas andanças sumiu. Não deixou sequer um adeus. Ele se foi num dia sombrio tão soturno quanto o cinza escuro... Se bem que mais triste e soturno é a lembrança e a impossibilidade de sentir seus abraços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-5215137054898863383?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/5215137054898863383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=5215137054898863383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/5215137054898863383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/5215137054898863383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2009/04/em-memoria-de-amarelo.html' title='Em memória de Amarelo'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-8054910424060142564</id><published>2009-03-19T23:52:00.002-03:00</published><updated>2009-03-19T23:55:02.851-03:00</updated><title type='text'>Mulher</title><content type='html'>Montes de ossos rejuntados com cartilagem colam sua pele na minha retina e me faz sonhar em penetrar na suas histórias conseguindo construir um edifício de nossos corpos colados um ao outro.&lt;br /&gt;Felicidades&lt;br /&gt;Cumplicidade&lt;br /&gt;Salinidade&lt;br /&gt;Fecundidade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-8054910424060142564?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/8054910424060142564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=8054910424060142564' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/8054910424060142564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/8054910424060142564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2009/03/mulher.html' title='Mulher'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-7846945692966017276</id><published>2009-03-11T01:21:00.002-03:00</published><updated>2009-03-11T01:29:11.595-03:00</updated><title type='text'>Leitura</title><content type='html'>Quem lê nessa merda de país?&lt;br /&gt;Povo que não lê, se preocupa mais com o rabo sujo das personalidade na TEVElisão do que com a sua própria condição moribunda.&lt;br /&gt;Meus alunos estão se lixando para a literatura ou qualquer coisa que os faça ter de sentar o rabo numa cadeira por duas horas e ter de paulatinamente passar os olhos por letras, palavras, parágrafos e páginas.&lt;br /&gt;Gente que não lê, morre de inanição mental. Serão como os que eles mais renegam.&lt;br /&gt;Juventude amorfa, sem criatividade. Todos iguais, se vestem da mesma maneira, falam as mesmas asneiras. Mal sabem eles que caminham a passos largos para o que negam. Seus espelhos, seus pais.&lt;br /&gt;O ser humano é o único animal com possibilidade de sonhar um mundo e viver em outro, ou melhor, esse ser ERA o único bixo a poder fazer isso. A sonhar acordado. No momento sonham mortos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-7846945692966017276?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/7846945692966017276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=7846945692966017276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/7846945692966017276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/7846945692966017276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2009/03/leitura.html' title='Leitura'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-1380434042511129298</id><published>2009-03-03T00:11:00.002-03:00</published><updated>2009-03-03T00:36:58.580-03:00</updated><title type='text'>Projetos</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que pela primeira vez, eu, Alessandro França Soares, escrevo nesse blog para dar diretrizes mais reais do que anda acontecendo em minha vida.&lt;br /&gt;Diversos projetos em mente. O que me deixa mais calmo é que tranquilamente, devagar é verdade, esses projetos vem aos poucos se desenrolando e vou contar um pouco do que anda acontecendo.&lt;br /&gt;PFFFF! Escrevo isso como se uma grande parcela da população estivesse a fim de ler sobre isso, mas foda-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde Outubro do ano passado (2008), venho auxiliando meu compadre Marceleza na produção de um documentário que tem como papel o registro histórico de experiências vivídas dentro do que possamos chamar de punk no decorrer década de 90. Estamos em fase de recolhimento de depoimentos, já entrevistamos cerca de 20 pessoas e ainda faltam por volta de 60 entrevistas.&lt;br /&gt;Outro projeto importantíssimo, foi a minha entrada e de mais alguns comparsas num núcleo de pesquisa de uma ONG denominada Conceitos de Rua. Aliás, esse documentário é o pontapé inicial do nosso grupo na produção audiovisual dessa ONG, que tem por finalidade o resgate das experiências da população de acordo com o tema que delimitamos.&lt;br /&gt;Minha veia brega de escritor está sendo elevada a outro patamar, que não apenas neste blog, numa revista virtual que denomina-se Apes. Lançaremos dentro em breve a primeira edição dessa revista virtual. Nela escrevi um texto de minhas memórias de uma apaixônite que tive quando criança.&lt;br /&gt;E por fim, a tentativa de fechamento do meu projeto de mestrado. Por enquanto tenho dois títulos a definir. "A radial leste, um exemplo de política urbana na cidade de São Paulo" e, "Radial Leste. Uma identidade do processo de urbanização da Geografia Paulistana"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto companheiros é isso. Com o passar do tempo, e espero que com o desenvolvimento e produção destas matérias, eu possa dar mais referências.&lt;br /&gt;A título de informação, meu querido pai vai se recuperando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-1380434042511129298?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/1380434042511129298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=1380434042511129298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/1380434042511129298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/1380434042511129298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2009/03/projetos.html' title='Projetos'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-2552832862894954255</id><published>2009-02-06T00:37:00.000-02:00</published><updated>2009-02-06T00:40:31.029-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sentidos aguçam o olhar fazendo de um fragmento a verdade encostada na memória. Alguns fatos passados que ficam tatuados na retina de nossa lembrança, me fazendo mergulhar em rodamoinhos de caminhos tortos, um tanto mal entalhados, nos devaneios da imaterialidade conquistada através do processo da caoticidade reinante, complexa e acima de tudo, um trem! - É um trem! Que ruma desgovernado ao nada. Nada fazendo sentido aparente, até o mesmo o tal do nada. Que pra ser alguma coisa, o próprio nada, já é alguma. De certo, uma palavra com significado.&lt;br /&gt;Um trem, a vida. A sua corporeidade é o caos. A inconseqüente junção de atos, forças. Uma incontestável energia que suga e depois reinjeta tudo e engole novamente. É o ônibus que passa ao lado com um barulho ensurdecedor, são as putas que algazarram a pedido de clientes. Um buzinar incessante, a cantarolia de motores e putas. A chuva vai temperando com gás carbônico a paisagem. O tremular das roupas no varal vai revestindo a grade, escondido nas peças molhadas a pingar com as gotas de água que caem do céu. Juntamente com os pratos na pia sendo gotejados de gordura da panela suja. Tudo vai se modificando, a memória acima de tudo. E mais acima disso, os sentidos captam as coisas aleatoriamente muitas vezes, um sonho retido inadvertidamente no turbilhão dos acontecimentos diários.&lt;br /&gt;Inexpugnável entender o sentido da vida. Parece uma corrente de acontecimentos num rio em cheia, mas em certos trechos desse rio, se oferecem como quietos, porém com um ritmo alucinante. Um caldo de água que segue rompendo tudo, mas que observados de fora mostram uma certa calma. Em outros, as rochas tornam o percurso mais violento. As músicas, os sons, vão construindo e preenchendo o muro da memória.&lt;br /&gt;Deitado pensando, as horas passando. As unhas roídas jogadas na privada e os restos de comida jogadas no lixo misturadas ao odor de sujeira da areia dos gatos. Os lembretes de dívidas enroladas e guardadas em gavetas próximos a cinzeiros empoeirados e sujos de cinza de cigarro e maconha. A gata fuça na gaveta de bermudas a procura de diversão, e a música corre solta pelo corredor com o cheiro de cebola picada horas antes.&lt;br /&gt;As portas estão todas sujas com marcas dedos encardidos assim como nossas lembranças, todas elas, datadas de nossas digitais pessoais. Um bote furado no rio, de alguma forma todos irão afundar e se juntar às rochas, não há como lutar.&lt;br /&gt;Deito e deixo o fluxo me levar, tem de aceitar o que me dão. O que a vida provem. Nem sempre tão fácil é engolir sapos. Ou poderia esconder, dar um tempo, correr. Mas de que vale a vida então? Se para negar minha fome eu devo suscitar outras vontades e mais sentimentos presos, como uma prisão de ventre gigantesca vai se avolumando.&lt;br /&gt;Se me dissessem antes que seria assim, teria feito menos coisas. Será um dom perceber num futuro mais distante que o curso do tal do rio seria tão ou mais difícil, se tivesse de lutar mais. Sendo assim, ficaria mais cansado.&lt;br /&gt;Um quadro, fundo que posso entrar. Ir e voltar em outros pequenos quadros que se formam quando entro em um primeiro estágio. Lembranças, memória, sentidos e vontade. Passo a passo vejo mais ou menos coisas nesse quadro. É engraçado e incerto. Revestido de energia e vontade. Principalmente...incertezas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Desembarque...Não vou reler isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-2552832862894954255?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/2552832862894954255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=2552832862894954255' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/2552832862894954255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/2552832862894954255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2009/02/embarque-os-sentidos-agucam-o-olhar.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-1524710795288285744</id><published>2009-02-04T18:38:00.000-02:00</published><updated>2009-02-04T18:45:44.150-02:00</updated><title type='text'>InCompetências</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente consegui ligar a joça do computador que uso neste exato momento, essa porcaria não tem acentuação correta, mas vamos tentar construir algum tipo de relato.&lt;br /&gt;Bem, nas últimas semanas venho repensando minha relação com o álcool, não necessariamente penso que precise ir ao A.A., mas repensar a forma como vinha ingerindo litros e mais litros de todo e qualquer tipo de liquido alcoólico. Sem contar que por diversas vezes, me senti tão ridículo a dar demonstrações de total falta de controle, que sem fazer qualquer tipo de lamuriação depressiva neste momento, fiquei realmente a pensar.&lt;br /&gt;Essas férias estão indo pelo ralo, mais alguns dias eu volto à rotina cansativa de idas e vindas com o corpo molhado de suor e cansado de agüentar conversinhas de quem quer que for. Hoje eu compareci numa espécie de reunião de profissionais da minha área, que por alguma razão não vou citar. &lt;br /&gt;Que espetáculo deprimente! &lt;br /&gt;Eu poderia ter escolhido uma outra profissão, ou algo semelhante a um pedreiro (mesmo sabendo que sou preguiçoso demais para exercer essa função), sei lá! &lt;br /&gt;Porra, ver duas centenas de pessoas bobas e preocupadas com pequenisses da vida me vergasta o humor. Muitíssimo chato, apesar da conversa com uma garota até que esperta naquele saguão de idiotas. &lt;br /&gt;Ela era gostosa, me parecia quente e macia,&lt;br /&gt;- Ahhh! Se eu pudesse acaricia-la. Juntar e untar meu corpo ao dela.  Rir e sentir o ventilar de seu hálito em meus lábios... &lt;br /&gt;Mas não, a vida não é tão fácil assim, ou é? Penso que não. Sinto que não.&lt;br /&gt;Agora bateu uma puta vontade de fumar um cigarro. Evito gastar R$ 0,25 num derby, mas isso é bom, fico tentando controlar certas vontades. Uma delas é o sexo. &lt;br /&gt;O sexo é uma coisa louca, em alguns momentos, me satisfaço apenas com algumas punhetas batidas num dia quente como hoje. Em outros, assumo. &lt;br /&gt;Eu necessito de um corpo ao meu lado. Hoje é diferente do passado. Talvez o passar dos tempos, talvez minha ranhetisse, ou quem sabe uma força além. Mas fato é, mais do que nunca sinto uma ausência. Mais do que antes, do que anos passados de folia, hoje sinto que inconscientemente meu corpo procura repousar mais tempo que já tenha repousado no passado em outros corpos. Posso estar ficando velho e sem mais saco pra jogos de sedução, para conversinhas jogadas fora num flerte inerte e sem vida. Nessa demonstração de poder, e sucessão de bravatas, se fazer olhar, ser visto, se fazer num jogo falso. Cansei. Talvez o álcool tenha me cansado. Talvez “alto” possa ter encampanhado conversas loucas que possam ter sido efusivamente lembradas em algumas noites. Mas a realidade é essa. De qualquer forma, ao ver um bailar de um quadril nas ruas desta penosa cidade, ainda fico a pensar. Quem sabe um dia, mas num dia nem tão distante assim, espero, eu possa repousar nas curvas daquela grande bunda. &lt;br /&gt;Eu tinha mais coisas a escrever, como minha inoperância em escrever uma linha do meu projeto de mestrado, falar mais especificamente de minhas férias, ou melhor, de minha viagem, ou quem sabe, do retorno a um ritual que eu estava afastado a meses. Mas por enquanto, fico por aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-1524710795288285744?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/1524710795288285744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=1524710795288285744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/1524710795288285744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/1524710795288285744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2009/02/incompetencias.html' title='InCompetências'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-5655038226454326095</id><published>2008-12-29T12:16:00.002-02:00</published><updated>2008-12-29T12:20:34.820-02:00</updated><title type='text'>"Sim" Cartola</title><content type='html'>Sim,&lt;br /&gt;Deve haver o perdão&lt;br /&gt;Para mim&lt;br /&gt;Senão nem sei qual será&lt;br /&gt;O meu fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ter uma companheira&lt;br /&gt;Até promessas fiz&lt;br /&gt;Consegui um grande amor&lt;br /&gt;Mas eu não fui feliz&lt;br /&gt;E com raiva para os céus&lt;br /&gt;Os braços levantei&lt;br /&gt;Blasfemei&lt;br /&gt;Hoje todos são contra mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos erram neste mundo&lt;br /&gt;Não há exceção&lt;br /&gt;Quando voltam a realidade&lt;br /&gt;Conseguem perdão&lt;br /&gt;Porque é que eu Senhor&lt;br /&gt;Que errei pela vez primeira&lt;br /&gt;Passo tantos dissabores&lt;br /&gt;E luto contra a humanidade inteira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-5655038226454326095?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/5655038226454326095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=5655038226454326095' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/5655038226454326095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/5655038226454326095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2008/12/sim-cartola.html' title='&quot;Sim&quot; Cartola'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-3387836573398538722</id><published>2008-11-19T14:56:00.003-02:00</published><updated>2008-11-19T15:06:44.622-02:00</updated><title type='text'>Janela</title><content type='html'>Estou de bobeira aqui na escola, de janela. De janela é quando o horário te dá um refresco, ou seja, dou as duas primeiras aulas. A terceira eu fico na sala dos professores.&lt;br /&gt;Tenho pilhas de coisas pra corrigir e ainda algumas provas para redigir. Passarei boa parte da minha quinta-feira feriado redigindo e corrigindo coisas. E ainda tem jogo. Mas não vou justamente por isso, e talvez um pouco pelo incomodo da virilha que aos poucos vai passando.&lt;br /&gt;Eu preciso de uma massagista mulher pra dar um jeito nisso. Uma mulher experiente que possa massagear a área dolorida. Digo da minha virilha e de outras partes, inclusive o coração.&lt;br /&gt;Com esses computadores aqui na sala dos professores eu posso colocar em dia algumas das minhas vontades antigas, voltar a colocar essa porcaria de blog para frente. Já que aqui não posso ver pornografia, fico pensando em algumas coisas sentado no sofá. Tenho aula vaga, me sento aqui, e começo a pensar. Vejo meus emails, outras besteiras e me volto a tentar escrever coisas legais.&lt;br /&gt;Se fosse em casa, essa hora estaria em frente a algum site de gordinhas gostosas a descascar uma punheta.&lt;br /&gt;Ainda bem que essa sala esta vazia agora. São 15h05, o pessoal da cozinha deixou canjica aqui agora à pouco. Vou comer um pouco disso, logo menos tenho de subir. A porra do ensino fundamental com seus hormônios a flor da pele. Tá certo, na minha idade eu até era um pouco pior que eles.&lt;br /&gt;Ao menos eles são gentis comigo, não todos, mas algumas salas gostam do meu jeito retardado de ser, e olha que não me viram bêbado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-3387836573398538722?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/3387836573398538722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=3387836573398538722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/3387836573398538722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/3387836573398538722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2008/11/janela.html' title='Janela'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-2445203911939007982</id><published>2008-11-18T19:31:00.002-02:00</published><updated>2008-11-18T19:47:50.990-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Oprê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente problemas.&lt;br /&gt;Agora a porra do chuveiro que pifou, ou foi a fiação?&lt;br /&gt;Também, a semanas tomando banho e um perfume de fio queimado ao fim do banho. Fazer o que? Peguei a cadeira do meu quarto. Cadeira quebrada. Levei esse projeto de cadeira ao banheiro, subi, fuçei, poeira, espirrei, desliguei a chave geral e retirei o chuveiro.&lt;br /&gt;Olhando, vi os fios queimados, um puta cheiro ruim, que vai impossibilitar a continuidade de meus banhos.&lt;br /&gt;De ontem pra hoje, banho de balde. É foda. As coisas quando caminham de um jeito estranho, e eu nos últimos anos, ando fazendo um enorme esforço para não baixar a guarda e ficar resmungão. Mas em certos momentos, dá uma vontade de jogar tudo pro alto. Pegar um ônibus a qualquer lugar e tacar o foda-se completamente.&lt;br /&gt;Final de semana passado, no sábado, fui almoçar com meus pais. A noite, eu estava bêbado pensando sobre as cenas que eu tinha visto. O amor dos dois velhos. Não costumo falar de muitas pieguices aqui, ao menos nesta época não. Mas foi foda ver meu pai abraçando minha mãe e dizendo asneiras a ela. Eu nem me lembro do que dizia, o que me marcou foi a expressão de ambos e o gosto do café expresso com leite que ele tinha pago à ela, que eu pra variar serrei.&lt;br /&gt;Nessa mesma noite eu fiquei recordando uma música dos Racionais Mc´s. "Tô ouvindo alguém me chamar", num determinado trecho Mano Brow diz, (algo assim não me lembro ao certo)&lt;br /&gt;"-Tem algumas que você não vê, monte de criança na rua, o vento na cara, as estrelas a lua".&lt;br /&gt;Eu fiquei com essa impressão, esqueci do que falavam e eu ria das frases proferidas.&lt;br /&gt;Eu amo eles. E minha irmã também.&lt;br /&gt;Os significados vão se construindo estranhamente, ficar caminhando com meus pais pelo centro da cidade. Escutando o resmungar dos dois, e eu a torrar o saco da minha irmã... Ah sei lá...A vida é louca mesmo. Incrível como mudamos com o passar dos tempos.&lt;br /&gt;Me disseram que eu era hipócrita, e por isso que era bom. Ou melhor, que eu mudava de posicionamentos. Eu fico feliz. Fico feliz por poder ser eu e mudar a fim de tentar enfiar um sorriso em meu rosto. Eu mereço isso.&lt;br /&gt;Vocês todos sabem que sim.&lt;br /&gt;Afinal de contas, chegamos até aqui e não vamos largar o osso facilmente.&lt;br /&gt;O chuveiro está para ser arrumado. É aniversário do meu velho no sábado. E meu time ainda vai jogar sem minha presença. A virilha incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-2445203911939007982?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/2445203911939007982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=2445203911939007982' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/2445203911939007982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/2445203911939007982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2008/11/opr-novamente-problemas.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-414098444645628814</id><published>2008-11-13T16:38:00.002-02:00</published><updated>2008-11-13T17:01:20.331-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Entre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo dia, a mesma coisa. Eu cansado de dormir levanto, viajo ao computador mais próximo e começo a "folhear" os sites de pornografia. Boca na botija, ereção, carnes balançando e dá-lhe pornhub.com. Vídeos carregando e a ereção aumentando como um míssel que sai por aí.&lt;br /&gt;Após horas perdidas e semém gasto, saio pelas ruas de São Paulo a procura dos meus afazeres. Entro no trabalho, sou xingado (imagino) por alunos e caio na procissão de idas e vindas. Um bailar aqui e outro acolá me chama a atenção. Perdi a timidez, vou a luta carregado de vida. Conversas vem e vão, descolo um telefone aqui outro alí e segue o cortejo.&lt;br /&gt;Volto pra casa cambaleando de cansado. Recebo péssimas notícias, as lágrimas escorrem. Escondo a libido nas más notícias.&lt;br /&gt;Carrego os maus pensamentos numa caixa dentro da minha bolsa e o trenzão corre solto para o inferno.&lt;br /&gt;Boas notícias caminham aos passos de tartaruga, e o horário vai bater de saída num dia chuvoso.&lt;br /&gt;O terminal ta cheio, e paro num bar qualquer tomo uma cerveja para espantar os maus fluídos, ela caminha ao meu encontro pede a chave do banheiro do bar. Pernas grossas, laço na canela, sapatos fincados ao chão e meus olhos concretados aos dela. Ela, ao sair do banheiro, devolve a chave sorri, eu encho o copo e a vejo desfilar pela saída do bar. Penso sozinho.&lt;br /&gt; – Hoje eu saio do trabalho, paro no terminal e a espero chegar no ponto, caminho até ela e peço seus números de telefone.&lt;br /&gt;Casada ou não, eu vou conseguir. A imagem dela fica presa, retida na minha memória. E isso é bom, espanta os maus pressentimentos. Penso em vida e não em morte. Penso que tudo pode ser possível um dia, e a morte, eu sei, espera à espreita de nossas vidas.&lt;br /&gt;Ao amanhecer eu sei que vou procurar nos sites de pornografia alguma foto que se pareça com ela, e assim, vou derrubar mais líquidos ao chão. Mas é ótimo, me sinto vivo, mesmo triste por dentro, mesmo que maus pressentimentos se traduzam numa realidade negra nos dias que estão por vir.&lt;br /&gt;Eu não me canso, batalho um dia atrás do outro. Quem eu amo, sabe que faço votos por mudança e saúde. Boa saúde amigos. Ergamos as taças. Por mulheres gostosas e cheirosas eu clamo. Eu as amo!&lt;br /&gt; Fecha a porta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-414098444645628814?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/414098444645628814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=414098444645628814' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/414098444645628814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/414098444645628814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2008/11/entre-todo-dia-mesma-coisa.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-4897325692480697422</id><published>2008-10-14T11:30:00.000-03:00</published><updated>2008-10-14T11:31:14.941-03:00</updated><title type='text'>Falta Tempo</title><content type='html'>Eu acordo, abro a janela e venho ao computador. Penso no que devo fazer, visito sites de pornografia, verifico meu e-mail. Nenhuma novidade a não ser mensagens descabidas que chegam à minha caixa de contatos. Salto à sala. Observo os gatos a pularem de um lado a outro, retorno ao quarto, fuço em minhas mensagens antigas e leio as notícias da manhã. Conversas vem e vão, pessoas vem e vão e não consigo organizar minha cabeça. O feijão assovia, o arroz ferve e minha retina não aprisionada nada. O que fazer num momento de escassez como este?&lt;br /&gt;As mulheres mais gostosas, peitudas e bundudas estão por aí circulando num vai e vem frenético. Saio de casa em direção ao trabalho, elas passam por mim deixando seus perfumes em minha memória. Ao chegar no trabalho, parece que entro num matadouro. As pessoas me esperam para atendê-las. Aulas, e mais aulas. Falo como um vendedor de livros velhos tentando vender algo de bom. Entram e saem das salas. Mais pessoas. Mais cheiros e fico a solicitar a  alguém alguma possibilidade de alívio. Volto pra casa, janto assisto televisão. Fumo poucos cigarros, me deito no sofá, vejo os gols da rodada, assisto algum filme mediano, penso e não extraio nada, a não ser as mesmas coisas de sempre. Deito-me, penso no que vou fazer no próximo dia, saio em repouso e sonho com mulheres de todos os tipos, gordas, magras, negras, brancas, amarelas...enfim tudo se mistura e quando me vejo, estou novamente me pé com a cara amassada e remelento.&lt;br /&gt;Fazer café tomá-lo, ver e-mails, pensar no almoço. E assim segue o curso dessa vida. Nada de novo a não ser a mesma falta de tempo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-4897325692480697422?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/4897325692480697422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=4897325692480697422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/4897325692480697422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/4897325692480697422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2008/10/falta-tempo.html' title='Falta Tempo'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-6969262234635133829</id><published>2008-08-18T10:50:00.000-03:00</published><updated>2008-08-18T10:51:24.200-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Escrito a meses atrás e nem revisei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu saí andando e pensando sobre a vida. Na verdade mais sobre as desgraças que a vida nos apresenta. Estava com o estomago vazio e sem cigarros. Geralmente a quantidade de cigarros faz um bem para um desterrado que vaga de um lado a outro com falta de comida no estomago. Caminhava pelas ruas que cortam uma avenida próxima. Passava por vilas vazias e observava a arquitetura de algumas das casas dessas vilas. Meu dorso estava retesado, minha cabeça doía e meus ombros tensos. Meus olhos lacrimejavam e meu nariz pingava como de praxe e me deixava mais angustiado quando meu bigode mais parecia uma mata ciliar para o rio que corria de minhas narinas à boca. Os dedos de meus pés estavam com as unhas para serem cortadas, dessa maneira, faziam com que meus pés doessem mais.&lt;br /&gt;Os pensamentos dos dias passados e das palavras jogadas vinham e iam ao encontro do meu mau humor, rememorava as frases ditas numa noite de extrema raiva regada aos vapores do álcool. Me pegava pensando nas expressões de raiva e lembrando da serração da arcada dentária que pela raiva fazia com que eu ficasse serrando os dentes instintivamente.&lt;br /&gt;Ao chegar em casa, algumas batatas ainda estavam para serem cozidas. Batata doce sabia que fariam um verdadeiro estrago ao oxigênio quando essas batatas fossem cozidas e comidas. A flatulência que elas produzem num estomago vazio é digna da mais pura poluição de um grande centro urbano. Mas era apenas batatas que poderiam ser servidas naquela noite. Junto com os poucos cigarros que tinham sobrado, era a alimentação a ser servida num contexto de mau humor com fome.&lt;br /&gt;Às vezes a cidade parece um teatro em que os idiotas, seus atores, mais parecem ferozes leões que perseguem suas pobres riquezas a fim de mostrar tudo o que ganharam em dias de luta num círculo social da miséria.&lt;br /&gt;Aos que vencem sobram os louros da vitória, aos que perdem a bosta da memória a lembrar dos obstáculos não vencidos. A mim sobra a preguiça. Preguiça de escrever, do trabalho, das imperfeições, dos livros, dos copos, dos óculos, enfim, de tudo. Uma indisposição até para comer bem. Com um real poderia ir ao bom prato para satisfazer meu pobre estomago com alguns grãos e outras especiarias regadas a toneladas de salitre. Passar num sebo e observar os livros que gostaria de ter um tostão no bolso, não é uma boa experiência. Lembrar do gosto de uma boa refeição faz reavivar a gastrite fazendo com que o refluxo gastro-intestinal morra definitivamente, pois nada há no estomago a não ser o suco gástrico que um dia vai secar, como a água nesse pedaço de rocha que vaga no sistema solar.&lt;br /&gt;Então pergunto. Por que cargas dágua todos mentem tão descaradamente. Essa é uma pergunta que nem mesmo a população de filósofos, psiquiatras, terapeutas, psicólogos, médicos, professores, políticos, metafísicos não conseguiram responder.&lt;br /&gt;Ao ir ao cinema num dia desses que a entrada é mais barata, uma garota me perguntou se eu gostaria de comprar a porcaria de um jornal da causa operária. Veja bem, estava na entrada de um cinema que a classe média paulistana comparece. Um jornaleco vagabundo que tinha como matéria principal a tentativa ainda tardia de findar com o império dos países desenvolvidos sobre os países subdesenvolvidos. Gastou litros de saliva numa conversa velha tentando fazer com que eu desembolsasse alguns trocados por aquela porcaria de jornal. Obviamente não comprei, iria encontrar minha namorada e assistir algum filme com ela. Mas fiquei pensando no que faria aquela garota a insistir em querer me informar sobre as benesses de uma leitura amparada no bem, na busca por um mundo melhor e assim por diante. O mesmo blá blá blá velhaco de sempre, que nem meu pai agüenta mais dizer. Em textos anteriores já os coloquei a par dos malefícios de nossa angustiada espécie de autômatos sem razão, que por demasiada razão criam universos e mentiras a se satisfazerem. Aquela garota deve ter pensado que era eu um jovem de classe média abastada com os bolsos cheios de nota e barriga cheia de comida e que seria um perfeito idiota para ela passar à frente um exemplar ridículo de um jornalzinho de esquerda que ainda parado no tempo vocifera a luta do operariado. Se bem que ela queria vender para a classe média abastada. O que ela poderia esperar de mim? Um afago intelectual nas rosas da luta de classes, ou o mau hálito que saía da minha boca, pois estava caminhando a horas sem nada no estomago a não ser a fumaça dos cigarros fumados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai fora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-6969262234635133829?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/6969262234635133829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=6969262234635133829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/6969262234635133829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/6969262234635133829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2008/08/escrito-meses-atrs-e-nem-revisei.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-5487510141357635719</id><published>2008-01-26T13:33:00.000-02:00</published><updated>2008-01-26T13:34:22.006-02:00</updated><title type='text'>Homem Médio</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embarque&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;A solução para o confinamento dos nossos devaneios pode ser a total entrega aos desejos mais profundos que ali estão enterrados em nossa consciência. A arte de burlar nossos desejos foi consolidada a partir de anos pelos nossos antepassados. Asnos que somos, não enxergamos um palmo além de nossos narizes.&lt;br /&gt;O ínfimo sustentáculo consolidado nos atuais dias nos faz rumar ao fosso da desesperança e da própria comiseração e pobreza. Ao sustentar a mentira conseguimos esconder nossas consciências.&lt;br /&gt;O produto da minha geração é a falta de perspectiva e de transparência nos atos e nas vontades, essa geração de autômatos ruma direto com rapidez ao fosso do nada, e sem consciência de que vão a passos largos dinamitando as possibilidades de construção de seres mais vivos e pulsantes. Um balaio de incertezas e inconsistência se faz representar na atual geração de pessoas que mais se solidarizam com a possibilidade de se inscrevem e fazerem parte dos dentes dessa engrenagem imbecil e sem sentido. De qualquer forma, me parece que as coisas sempre foram assim. Uns correm de um lado a outro da cidade à procura de algo que nem mesmo sabem. Exercito de idiotas com fome e sede pelo mesmo que já sabem, ou melhor, que nascem, a saber, que já são pobres de espírito. O mesmo cortejo triste de animais que mal enxergam seus vícios e caminhos. Passam de um lado a outro da esfera sem darem conta dos gastos da vida.&lt;br /&gt;Esperar o que de nós? Poderia perguntar alguém saído do passado distante, ou mesmo do futuro.&lt;br /&gt;A esperança é o desejo de um banco de madeira que recebe nossas bundas sujas de merda de tanto que produzimos esterco mal cheiroso. Conseguimos num passe de mágica construir um castelo de opressão e violência. Esperar o que de nós, a não ser mentira, vilania, inconsciência, pobreza, miséria e fartura de lágrimas. A cada litro de lágrimas produzidas por nossos semelhantes, observamos o choro dos crocodilos que não mentem tão bem quanto nossa espécie mequetrefe e sem sentido.&lt;br /&gt;A atualidade é um misto de vomito recém saído de nossas gargantas somadas à ruminação eterna de nossas dores mais profundas.&lt;br /&gt;Vejamos o homem médio. Suas preocupações atuais são mais parecidas com as de um ser anômalo sem sentido ou direção. Ao passear de ônibus, visualizo a tentativa de demonstração de status através da simples aquisição de um bem de consumo idiota. Celulares com milhares de funções, câmeras de fotografia com flashs supersônicos que disparam a cada flatulência, relógios que pregam seus donos na racionalidade, tênis de astronauta com possibilidade de inflar contra as intempéries da vida na cidade, óculos que cegam, roupas que amortizam a vida, calças com desenhos enganadores pela industria têxtil, enfim, essa nossa geração é a atualidade do lixo que o homem se tornou.&lt;br /&gt;Fazer o que nesse momento, a não ser observar o desfile desbundoso de mulheres sem sal e sem tempero, e homens com a personalidade um biscoito deixado meses atrás no armário.&lt;br /&gt;Como disse linhas atrás, a esperança é um banco de madeira que possa receber minha magra bunda a fim de que eu possa pacientemente assistir o movimento sem sentido desses seres desencarnados em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-5487510141357635719?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/5487510141357635719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=5487510141357635719' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/5487510141357635719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/5487510141357635719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2008/01/homem-mdio.html' title='Homem Médio'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-7981110152238421675</id><published>2008-01-25T19:41:00.000-02:00</published><updated>2008-01-25T19:44:26.750-02:00</updated><title type='text'>Planeta do Ridículo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um dos males da humanidade é a super estimação da bondade. Ninguém é bom. Todos nós somos a exata soma do reino animal transformado em arte por um Deus qualquer. A origem de nossa espécie se pauta no intermitente e sofrível governo do mais forte e do mais capacitado sobre o mais fraco. Sempre foi assim e me parece que assim sempre será. Nos resta observar o tombar diário de nossos anseios mentirosos por justiça e paz. Somos a espécie mais suja e vil que esse pedaço de rocha já pode conceber. Consentimos com a pobreza alheia e de um passe de mágica esperamos a mudança tombar sobre nossas cabeças como se víssemos um clarão de luz a nos direcionar. Um macaco em estado de morte é mais franco que essa sujeira que somos. Os desmandos de nossos semelhantes mais parecem a construção de um reino de asneiras à procura de uma resposta lógica a esse estado de coisas.&lt;br /&gt;Ontem fomos as caças, formamos hoje exércitos e nos transformamos em caçadores em potencial a aniquilar qualquer força que nos oponham, e nos gratificamos por isso. Ficamos gratos por vivermos em sociedade, em grupo conseguimos o que grupo nenhum de espécie alguma conseguiu. A construção do reino de idiotas e imbecis. Uma espécie de mistura de mentirosos, corruptíveis, estupradores, vagabundos e falsos. O reino dos interesses dos poderosos nos chama atenção, nos oprime a querer o que eles têm. A contínua caça consolida a violência em forma de socialização forçada. Incrível não sentirem nojo disso tudo. A gama de políticos filhos da puta que tem pra si a possibilidade de vociferar seus pontos de vistas poderia ser resumida numa algazarra numa jaula de macacos retardados.&lt;br /&gt;O homem conseguiu. Basta ver a quantidade de explicações pelo ardor numa luta externa. Todos gritam por eles, todos querem ser eles, mas não largam o osso de suas fraquezas. Uma espécie em fim de linha é o que somos. Pior ainda, é que continuamos a perpetuar a lógica da bondade. Seja a igreja, os governos, as casas de massagem, os partidos políticos, a elite, os despossuídos, os livreiros, os vendedores de cachorro-quente, os flanelinhas, as socialites, os enfermos, os boêmios, os analistas de sistemas, os escritores, os extremistas radicais de direita e de esquerda, os filósofos, os intelectuais enfim, a tal da coletividade que vive nessa pocilga imunda de cidade. Todos mentirosos, a fazerem univocamente votos de pobreza, ou em alguns casos, dores de consciência, gozam da mentira e adornam suas frases de efeito com simbologias sem sentido que nem aos vermes que vivem em seus estômagos enganam.&lt;br /&gt;Milhares de páginas de livros, compêndios escritos ao motor da mentira. Grandes manuais de como gostar e gozar da cara alheia. Preocupações todos têm. Problemas? Alguns mais que outros. Soluções? O planeta do ridículo se diz solucionar todos os males.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-7981110152238421675?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/7981110152238421675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=7981110152238421675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/7981110152238421675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/7981110152238421675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2008/01/planeta-do-ridculo.html' title='Planeta do Ridículo'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-1126221099907863795</id><published>2008-01-25T18:46:00.000-02:00</published><updated>2008-01-25T18:47:19.962-02:00</updated><title type='text'>Engrenagem Humana</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui descendo do ônibus pude observar o trajeto que faria da minha vida a partir das transformações que a mim vinham sendo desenvolvidas. Eu não era mais o mesmo.Tentaria me livrar do passado a busca do futuro.&lt;br /&gt;Dessa forma iniciou-se o trajeto das minhas lamentações pelo vasto mundo. Ao deixar minhas memórias soltas, pude verificar que recortei tudo a fim de alcançar um certo sentimento de paz interno e duradouro. Obviamente não alcancei tal objetivo, e não seria nem pelo fato da própria manipulação das minhas memórias, mas sim, por diversas outras questões que chamariam minha atenção no decorrer do trajeto deste pelos lugares. Nossa atenção é uma coisa engraçada, ontem me peguei observando o bailar de uma garota pela rua. Via um belo traseiro desfilando acintosamente no arruamento, e transformava a rua numa espécie de ponte movediça, que se move ao suave toque de seus pés no chão obrigando necessariamente o bailar de suas ancas. Ela bailava de um lado a outro da calçada e eu observava o seu dançar de forma que tudo balançava ao nosso redor devido ao poder destruidor de suas ancas, ou seria de seu bailar? Bem, deixaremos essas minúcias para outro lado. Ao movimentar-me no mesmo molejo da garota a ereção me pegou desprevenido, só que eu mais parecia estar tão enfiado naquela bunda que uma ereção naquele momento não me tiraria atenção daquelas formas arredondadas e macias.&lt;br /&gt;Se houvesse a possibilidade de viver numa anca, eu viveria. Mas sem dúvidas. Sentir o suor escorrer pela maciez de uma grande bunda, pertencer a aquele lugar, desfrutar de todas as benesses de uma vida regada a suores e odor de merda. Uma delícia praticamente. Sentir as formas dos sulcos diariamente, pertencer ao mundo das curvas, das ascendentes e das descendentes.&lt;br /&gt;Referindo-me a prática do manuseio de uma bela anca, me lembro que dias atrás ao manusear aquela linda porção de carne, eu pude ver suas formas serem ocupadas pelas minhas mãos. E deixei estacionada minha mão naquela grande e robusta sacola de carne até que eu me cansasse de tal atividade. Observei as formas se transformarem através do contato de minha boca com a superfície tenra da daquela área, percebi que tinha ficado arrepiada de acordo com o manuseio do maquinário. Mexer num corpo feminino é como observar o movimento de um motor de carro e arrumá-lo, caso de alguma emergência, de preferência aquele ajuste que necessariamente você terá de enfiar a mão. Não digo desses novos espécimes com motores, que mais parecem naves espaciais quando abrimos o capô do carro. Eu falo de enfiar a mão no motor e mexê-lo de cima a abaixo, redirecionar suas peças e suas engrenagens de modo a sair com mão suja de graxa viscosa.&lt;br /&gt;Devemos enfiar a mão com gosto e perceber os dentes da engrenagem, a localização dos parafusos e porcas. Ao besuntar com mais graxa a engrenagens devemos movimentá-las de forma a ligar o motor e escutar o relichar do motor e esperá-lo esquentar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-1126221099907863795?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/1126221099907863795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=1126221099907863795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/1126221099907863795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/1126221099907863795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2008/01/engrenagem-humana.html' title='Engrenagem Humana'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-9176302147738855304</id><published>2008-01-25T16:38:00.000-02:00</published><updated>2008-01-25T16:49:24.325-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma idéia brota de nossa massa cinzenta? É essa pergunta que me norteia nessa construção.&lt;br /&gt;Diariamente eu sonho em acordar, abrir os olhos, tomar um bom café, fumar um cigarro e sentar nessa pobre cadeira dura e me fazer de um rio em torrentes caudalosas vazando letras, palavras e sentenças certeiras que atiram chumbo quente no meu coração e no resto do mundo.&lt;br /&gt;Hoje tentei ser mais racional, escolhi um assunto fértil que poderia permear um bom texto. Pensei numa boa argumentação e fiquei deitado na cama por volta de uns quarenta minutos pensando no tipo de discurso que eu iria fazer. Os carros buzinavam e cintilavam suas cores no teto do quarto, meu estomago resmungava e gritava sempre a cada vez que prendia minha atenção nele, meus olhos ainda sujos de lágrimas derramadas pelo sono, um gosto de obsoleto na boca e assim por diante eu ficava deitado observando e arquitetando as diversas formas que eu deveria usar para chegar à constatação que um dia eu teria a possibilidade de me ouvir sem parecer que soou um outro sujeito que escreve, e por isso, ao não me reconhecer descarto rapidamente tal escrito.&lt;br /&gt;Bem! Que seja! Levantei-me fui ao banheiro. Mijei e meus pés agora eram alvos de minha atenção. As unhas estavam grandes e sem formas de unhas. As veias de meus pés tinham saltado e mais parecia que eu estava suturando algo corte no pé, o calcanhar duro e áspero (daria para lixar um Ford landau). Em seguida minha atenção se prendeu as pernas e assim por diante até chegar no rosto.&lt;br /&gt;Quando observei meus olhos, tive dó. Já estavam cansados, novamente eu estava a olhar para mim por falta de ter um assunto descente a desenvolver. Claro que falar da minha carcaça que se arrasta de um lado a outro é assunto demasiado interessante, mas não sei. Queria outra coisa neste exato momento. Uma outra visão, paisagem, um outro lugar para que eu pudesse me prender e observar cada contorno, e então assim, quem sabe, melhor me expressar.&lt;br /&gt;Fico elencando inúmeros assuntos com as mais obtusas abordagens que possa existir, mas quando me sento nesta cadeira, o que mais penso é como deveria soar bom, mas tão bom para mim mesmo. Como poderia controlar o desenvolvimento de um texto, (ou melhor, meu texto) com uma desenvoltura e liberdade que me deixasse um pouco mais satisfeito. Escrever é um ato de diversos níveis. Há aqueles que são gênios.&lt;br /&gt;Não sei porque cargas d´água esses (gênios) nasceram com o dom mágico da generosidade na concepção de todos os detalhes de um tal contexto. Conseguem exprimir tudo, mais parece que a experiência da realidade pode ser vista em todos os ângulos, por diversas situações.&lt;br /&gt;Há a espécie dos pré-genios. Esses são aqueles que você nunca os leu, e possivelmente não os lerá em vida. Todos falam deles, não são clássicos, mas é aquele tipo de escritor meio burocrata na tarefa árdua da escrita. Pode-se ler um dois ou três parágrafos que já se resumi todas as capacidades do sujeitos. De qualquer maneira, conseguem editoras vão a coquetéis e demais eventos comemorativos de tapinhas nas costas. Esses são sortudos, não são os azes das coisas, mas se viram. Diferentemente de mim (esse falaremos mais adiante).&lt;br /&gt;A classe dos picaretas é composta pelos próprios picaretas. Sujeitos desprovidos de vergonha na cara que vão a portas de estabelecimentos reconhecidamente artísticos e mendigam alguns trocados pela sua arte. Esses escrevem em qualquer lugar, são os chamados patologicamente artistas não reconhecidos. Os seus méritos podem ser descritos pelos outros mais que do que pelos próprios indivíduos. Um termômetro interessante sobre essa categoria é a vergonha alheia. Quanto mais vergonha alheia você sentir por um sujeito desse, mais esse sujeito estará desvelando sua arte pela cidade. Esse sim se acha um vencedor, se bem que ele dá cara à tapa, enfim...Sobra a categoria dos arqueólogos preguiçosos.&lt;br /&gt;O mérito desse, me incluo nesse quinhão, é a modéstia preguiçosa, tudo o que os sujeitos dessa categoria escrevem é um porcaria. São arranjos de algumas boas frases com a produção do desconexo em série. Como somos preguiçosos são tomamos o labor da escrita com grande entusiasmo, em algumas vezes sim, mas na maioria ficamos  a observar o vai e vem das idéias e depois achamos recortá-los tão bem, que erramos no escavamento. O mérito, voltando a falar do mérito, é a preguiça por uma cobrança interna pelo reconhecimento do “mundo artístico” até se tem vontade, mas sabendo das possibilidades de um país modernizado à força e guela abaixo, a leitura nunca será um objeto relevante à coletividade. E ficamos num bate papo de cego surdo e mudo, uma conversinha vazia a procura dos objetos que estão ao nosso redor e por fim, sentamos numa cadeira dura depois do sono com um cigarro à mão a brincar de escritor genioso não reconhecido que vende suas argumentações na porta de cinemas freqüentados pela composição mediana de poder aquisitivo com um pouco de preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-9176302147738855304?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/9176302147738855304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=9176302147738855304' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/9176302147738855304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/9176302147738855304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2008/01/embarque-como-uma-idia-brota-de-nossa.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-5737449235696518721</id><published>2008-01-06T15:46:00.000-02:00</published><updated>2008-01-06T15:49:39.846-02:00</updated><title type='text'>Eu não vou reler essa porcaria!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fingia estar satisfeito com o andamento da minha vida, me refiro a anos atrás. Não que hoje esteja totalmente feliz, mas anos atrás eu tinha a preocupação com os estudos, diversas responsabilidades das quais eu não poderia falhar com nenhuma delas, nenhuma mesmo.&lt;br /&gt;Arquitetava minha passagem da classe dos acéfalos para a classe dos possuidores de tato, refinamento, critérios. Enfim, uma série de novas experiências me aguardavam na passagem dos anos.&lt;br /&gt;Essas coisas são engraçadas, num momento besta da sua vida nós podemos perceber que definitivamente mudamos de uma coisa à outra. As responsabilidades continuam ali. Intactas! Se bem que até mesmo essas mudam de uma coisa à outra. Mas os critérios são largos, e para se ter critérios é necessário ter refinamento, sofisticação. Bem, seja lá o que for a coisa é o seguinte. Nós, todos nós mudamos. E podemos perceber isso pelas novas responsabilidades que adquirimos nas coisas mais fúteis do dia-a-dia.&lt;br /&gt;Eu, por exemplo. Ontem ao ir dormir deixei a porta aberta e o telefone acima da cômoda à espera do soar pela manhã. E como num passe de mágica, ele não tocou. Se bem que poderia ter tocado muito cedo, mas o mais engraçado é que ele não tocou e nem por isso saí direto ao banheiro para olhar meus olhos.&lt;br /&gt;O que nos faz mudar? Certamente novos contextos, mas num sentido mais humano e individual, o que me forçou a mudar alguns hábitos no decorrer desses anos? Alguns de bate e pronto, diriam. – A dor! Outros, entretanto, diriam – A política! E terceiros assoviariam alguma outra coisa, isso deixo a cargo de vocês, caros leitores.&lt;br /&gt;De qualquer forma, sempre estamos observando nossos atos e posturas, e, sobretudo, pensando sobre o que eles podem significar deslocados num determinado momento. Medo.&lt;br /&gt;Pois um ato falho numa tal situação, ou melhor, um posicionamento passado, num contexto presente nos faz ficar rubro e/ou dar voltas em milhares de explicações, enfim, uma série de divagações sem um tantinho assim de verdade. A mesma enrolação do passado agora com um pano de refinamento medíocre mergulhado em certos “academissismos” pueris e pobres. Fico me perguntando quando, mas quando escreverei uma linha se quer, mas uma única linha que eu possa dizer a mim mesmo. – Isso aqui sou eu!&lt;br /&gt;Vejo um sem número de idiotas transitando de um lado à outro evocando um romantismo servil e entregue. Uma ode à natureza morta, um tal de troca de palavras a fim de nada! A fim de mais e mais troca de abraços e conversas forçosamente despretensiosas em mesas de bar acinzentadas por quilos de cigarros engolidos minuto a minuto.&lt;br /&gt;Mas como de início, o que nos faz mudar. Eu cheguei a uma conclusão na altura dos meus 29 anos. Já fui muito contemporizador, mediando as situações com preocupações mil, em sair tudo lindo, trabalhado, correto. Várias são as situações que não fui eu. Mudei, mas mudei pelo contexto que empregava certa aceitação de um determinado status de situação. E quando tentava me soltar, me danava todo.&lt;br /&gt;Mas digamos que tudo fosse jogado ao ventilador. Digamos que as papas na língua fossem esquecidas. Alguns ouviriam sentenças desagradáveis. Digamos que no passado, e ao olhar a ele, eu tivesse sido mais inconseqüente. O que seria de mim hoje? Melhor? Pior? Diferente? Ainda pulsante?&lt;br /&gt;Mais ácido sim, mais eu quem sabe? Menos humano? Menos carinhoso e menos Alessandro? Será?&lt;br /&gt;Quando me recordo de certas passagens que observei me resguardo o direito da autocrítica. Como pude, tendo uma certa rede que filtra seres indesejados, deixar que alguns seres sujos e rastejantes trocassem ao menos olhares comigo. Se bem que me diriam alguns -É o maldito contexto.&lt;br /&gt;Mas dá uma certa raiva. Uma alta dose de raiva, digamos assim.&lt;br /&gt;E se levarmos em consideração que as táticas dos outros também levam em consideração suas fraquezas. Para ser franco e aberto, isso tudo é um monte de bosta. Pra variar essa é a coisa mais fácil de ser dita.&lt;br /&gt;Para mim atualmente, alguns contextos passados estão definitivamente enterrados, se bem que...Talvez, estejam ainda sobrando algumas pás de areia e cal para enfim, deixar essas picuinhas no passado.&lt;br /&gt;Se eu subir o cursor até a primeira linha, já sei que o que estou escrevendo aqui nada tem a ver com as linhas iniciais desse texto.&lt;br /&gt;Num pano de pretensão e superstição consigo mesmo alguns acham que estão desfilando sua mediocridade num filme, ou melhor, numa película passada em certos anos. Mas o que acho melhor nisso tudo é a falta de capacidade de ser alguém com punhos cerrados a fim de ir à frente no ringue de luta. Aplicam um tal blasé muito comum nas grandes cidades, ficam num farfalhar de palavras vazias e sem sentido.&lt;br /&gt;Meus amigos costumam dizer que sou um tanto seletivo demais para não dizer, que sou extremamente fechado. Vá lá. Posso até ser um tanto fechado, mas uma coisa é certa e o passado me pregou tal obra.&lt;br /&gt;Quem tiver que ser, que se faça por onde. Não me venham com meias palavras e um tanto de sorrisinhos. Alguns que eu nem mais vejo costumam me ver na rua. Dirige-se (alguns) a mim como se fosse uma grande tarefa a ser feita. Um gorfo de meias verdades e uma produção salivar de deixar qualquer babão de queixo caído.&lt;br /&gt;Fracos são os que deixam ser corrompidos pelas mesmas ladainhas de sempre, o mesmo cheiro fétido de palavras jogadas aos ventos ao sabor dos contextos.&lt;br /&gt;Agora eu vos pergunto, que bosta de contexto e como este nos cinge a necessidade de mudança?&lt;br /&gt;De algumas coisas que aprendi nesses meus 29 anos, uma delas é manter a raiva. Ela é força criadora e em certa medida faz com que eu retorne às minhas memórias. Essas que nos demonstram que no passado, lá atrás, eu não deixaria as coisas correr por esses caminhos.&lt;br /&gt;Será que já percebeu ser, em algum dia, um ser humano medíocre? Uma tal organização de órgãos podres com uma cabeça mais podre ainda e um olhar de peixe morto?&lt;br /&gt;Mas é claro que não, pois afinal de contas, sei bem, que quando nos olhamos nos espelhos lembramos de nossas mães nos dizendo o quão lindo e perfeito somos, que nenhuma defeito nos foi deixado, e que, no futuro tereis o mundo a seus pés. Mentira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou reler essa porcaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“É um fato comprovado que os intelectuais mais transcedentes se tornam muitas vezes violentamente agressivos quando discutem a necessidade de suprimir a agressão. O fato não surpreende. Para dizer as coisas de maneira delicada, nós atravessamos uma grande confusão, e é muito possível que no fim deste século tenhamos acabado por nos exterminar completamente...&lt;br /&gt;...Só um indivíduo verdadeiramente agressivo pode fitar os olhos dos outros durante algum tempo.“&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-5737449235696518721?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/5737449235696518721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=5737449235696518721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/5737449235696518721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/5737449235696518721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2008/01/eu-no-vou-reler-essa-porcaria.html' title='Eu não vou reler essa porcaria!'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-5798281267322790585</id><published>2007-12-28T14:27:00.000-02:00</published><updated>2007-12-28T14:30:31.848-02:00</updated><title type='text'>Dois Pobres movimentos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sento, respiro e descanso.&lt;br /&gt;A fúria do meu estomago me remete a uma guerra que é travada no meu corpo. Sinto fome. Observo as barracas dos vendedores de badulaques e churrasco. Um senhor pula uma possa de água da chuva de dias atrás e eu respiro. O suor desce lavando a minha testa e sinto o estomago puxar sirene de alerta. Uma senhora passa ao meu lado, desenruga a pele para me observar com seus olhos caídos, e o muleque de rua insiste em querer engraxar minhas botas. Eu sei que estas estão sujas. Mas tenho apenas três reais para pagar o metrô e ainda se possível comer algo que preste.&lt;br /&gt;Finjo enganar meu estomago. Levanto e prossigo no cortejo pobre dessa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem com um amigo, ficamos a falar do teatro ridículo que é a vida, seu processo.&lt;br /&gt;Hoje fico a falar groselhas aqui na pobre expectativa que alguém de um sinal, do tipo, “Nossa como você escreve tão firmemente e entregue”, ou melhor, “Isso é genuinamente de um escritor em tal fase, veja os movimentos dos textos”. Montes de blá blá blá, na vã possibilidade de reconhecimento.&lt;br /&gt;Ao ser indagado nesses dias como corriam meus dias, lembrei dos momentos que estão expressos logo acima, dias de calor, minha testa pinga suor, a fome continua corroendo meus órgãos. Meus olhos estão ressecados e ao coçarem começo a espirrar. O fluxo das idéias continua da mesma forma intermitente e desorganizado, nada bom para um sujeito organizado.&lt;br /&gt;Minhas botas cada vez mais empoeiradas e não digo isso pela falta de uso, mas pela falta de água que deveria ser vertida do céu. Um calor desgraçado e ainda preciso correr atrás de documentos de um lado para outro e apenas ver meu rosto refletido em possas de água deixadas a oras atrás pelos vendedores de espetinhos da rua.&lt;br /&gt;Eu me sentiria mais feliz, se não tivesse que iniciar essa bosta de ano já com milhões de preocupações na cabeça e um sem tanto de coisas a ter de fazer e lugares que não conheço a ter de ir, trocentos formulários a preencher, litros de saliva gastas a solicitar verbalmente andamentos e informações. Sorrisos, olhares, pedidos e mais um sem número de coisas a fazer.&lt;br /&gt;Enfim, mais e mais, inchação e encheção de saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-5798281267322790585?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/5798281267322790585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=5798281267322790585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/5798281267322790585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/5798281267322790585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2007/12/dois-pobres-movimentos.html' title='Dois Pobres movimentos'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-6647071749967977892</id><published>2007-10-24T23:07:00.000-02:00</published><updated>2007-10-24T23:12:42.711-02:00</updated><title type='text'>Atrito</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pendulo das horas vai e volta, tateio a língua no céu da boca e observo o caminhar dos transeuntes pelas calçadas encharcadas de sangue. Não me sinto pertencido ao vai e vem da rotina angustiante que me sufoca a cada dia.&lt;br /&gt;Vou cambaleando de esquina a esquina esperando um sopro de vida libertador que me faça voar ao infinito dessa maldita vida medíocre que levo e que me faz rodar atrás do meu próprio rabo insistentemente sem fim incitando minha mente a pedir por paz e liberdade.&lt;br /&gt;Todo santo dia acordo à espera de uma alegria efusivamente cheia de pertences ociosos, para que eu possa cambalear sozinho sem ter horário ou demais funções a cobrir. Há dias venho pensando. Todos nós nos conhecemos muito bem. Mas não a si próprios.&lt;br /&gt;Uma luta infindável na minha cabeça se ergue sem que eu possa me erguer e obstruir isso. Meu espírito quer liberdade, eu preciso repousar minha retina no teto sem ter ocupações ou fichas cadastrais para preencher, preciso de tempo para mim, preciso conhecer-me como nunca tenha estudado. Falo de tempo. De eras a pensar para fé, sugestão e vida. Falo do sopro que acalenta nossa alma, que nos faz gozar de pé juntos e contorcidos, ou para outros abertos e esticados. Eu falo, grito de liberdade.&lt;br /&gt;Poderia observar os grandes feitos da nossa inútil sociedade industrial e observar com liberdade, tempo e cautela cada produto desses titãs dos dias passados e atuais.&lt;br /&gt;Eu, ou melhor, nós todos. Deveríamos parar. Sentar e observar o vai e vem da poeira e da areia que nos cega os olhos por alguns segundos e deixar as lágrimas rolarem pelo rosto. Deveríamos deixar o pé no acelerador eternamente na estrada romper os caminhos ir ao final sem tempo a nos impedir.&lt;br /&gt;Eu cansei do matraquear mentiroso da cidade, do seu processo envolvente e apaixonante, se pudesse ficaria sentado observando o caminho das formigas, que caminham e andam de lá para cá. Mas nós ficaríamos apenas observando.&lt;br /&gt;Depois, quem sabe, sairíamos por aí a conversar sobre a força de tais organismos.&lt;br /&gt;Será que um dia isso muda? E a paz? Para produzir calmamente. Esse furduncio danado é contraproducente... pombas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-6647071749967977892?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/6647071749967977892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=6647071749967977892' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/6647071749967977892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/6647071749967977892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2007/10/atrito.html' title='Atrito'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-7620518171186251875</id><published>2007-08-20T23:18:00.000-03:00</published><updated>2007-08-20T23:41:10.317-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim então?&lt;br /&gt;De lá pra cá insistentemente sem rumo.&lt;br /&gt;Desapaixonado pela vida.&lt;br /&gt;Vagando sem rumo.&lt;br /&gt;Desalmado.&lt;br /&gt;Destino incerto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-7620518171186251875?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/7620518171186251875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=7620518171186251875' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/7620518171186251875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/7620518171186251875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2007/08/embarque-assim-ento-de-l-pra-c.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-636531427792705728</id><published>2007-05-04T15:21:00.000-03:00</published><updated>2007-05-04T15:36:46.554-03:00</updated><title type='text'>Sentença</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Embarque&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Comecei algumas outras linhas e apaguei-as deliberadamente. Eram péssimas. Há tanta coisa pra se escrever, que até me perco. Poderia começar a relatar as impressões dos últimos dias, ou quem sabe alguma experiência do passado. Ou mesmo deliberadamente misturar sonho, com realidade, bater tudo no liquidificador. Beber e vomitar aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sigamos o meu raciocínio. São tantas coisas...Que só de pensar em tentar escolher alguma coisa já seria uma tarefa por demais trabalhosa. Quem sabe a pobreza pode ser um bom assunto a ser enredado e amarrado. Talvez escolha alguma outra situação. Pensei poder falar de escolhas, mas se não escolhi pelo assunto pobreza porque cargas d`água haveria de falar de escolhas. Ta, mas e daí? Escolhas e mais escolhas na minha mão, e algo resolvido? Muito pelo contrário meu caro leitor. Já se foram algumas boas linhas e o pêndulo vai e vem sem aparente resolução. Acho que por hoje essa sensação do não saber os porquês da vida se abateu sobre mim. Tranqüilamente eu observei o cortejo de ontem, aliás, eu fiz parte desse cortejo. Empurrei-o com louvor e observei as cores das flores e o sol luzia mais forte que nunca. Poderia ter chovido no dia anterior, assim a grama ficaria molhada e mais reluzente aos raios solares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A vida é uma coisa engraçada, nos reconhecemos em certos períodos tão complicados de nossa existência que chega a ser tragicômico. Reconhecer o obvio e sentir o companheirismo dos ventos que sopram na minha orelha, construindo frases com as formas de choque do vento contra meu rosto. A cumplicidade nesse momento se faz presente, a cada amanhecer e a cada vez que a janela é aberta o mesmo companheiro pronuncia algo. Ao soar nos meus ouvidos suas palavras tomam cores e reluzem ao sol da manhã anêmica de outono. Os tons pastéis, com vozes ásperas e arrastadas, o rio de asfalto azul escuro corre ao fim do mundo pintando a paisagem entregue e absorta. Eu posso sair e caminhar, ver o sorriso anêmico dos presentes e conversar com os ventos que me cercam, e me conduzem ao fim do rio de asfalto, sendo iluminado pelo anêmico sol de abril e maio. Sendo cercado por quilos de folhas mortas que são sopradas pelos ventos na minha retina. Em formato de serras, essas folhas quebradas rasgaram meu globo ocular, e depositando-me ao chão me protejo dessas folhas, a sentir a dor nos olhos. Mas antes, me certifico que ainda enxergo. Os tons estão ainda mais fortes, uma espécie de amarelo morto aguado e um azul que dá ânsia de vomito de tão forte e escuro que é. As serras das folhas ainda estão em meus olhos, mas observo as coisas. A certificação que posso observar os outros e as coisas ao meu redor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A obviedade do ser se tinge de pobreza quando este outorga da sua felicidade pelo bom andamento do consenso atual da coletividade. Frases, palavras e dor, mais sentenças e encaminhamentos, e quando as malditas serras das folhas rasgavam meus olhos, senti a luz preencher meu estomago e de uma ânsia de vomito ininterrupta que vomitei no rio de asfalto fazendo um caminho de vomito que não parava de sangrar minhas narinas e correndo fui ao farmacêutico com o canto dos ventos aos meus ouvidos sendo cercado de mortos vivos pude ver a maldita luz anêmica desse sol que teima tingir minha pele de amarelo enquanto sofro de dores no estomago ao vomitar os espinhos das folhas serrantes no eterno azul escuro do asfalto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O mesmo de sempre da mesma forma com os mesmos contornos interpelando os mesmo, de mesmo, pelo mesmo, afeito aos mesmos...A fim de conseguir algo. Do gênero literário pulamos para a fábula medíocre dos tolos e incompreendidos do mundo anêmico que nos rodeia, ou que nos rodeamos. Somos anêmicos, medíocres e entregues. Famélicos e fáceis de usurpar, a fim de sermos estuprados todas as noites enquanto nossas lágrimas irrompem por nossos olhos endireitamos nosso traseiro ao enorme consolo que vai rasgar nosso pobre rabo fraco e vamos chorar calados sem reclamar. Vamos sentir os dentes rasgando nossa pele como os dentes das folhas rasgaram meus olhos. Eu principalmente vou me deitar e pedir, porque sou pobre de espírito e devo me entregar aos pobres e famélicos, fáceis e idiotas, aos vermes, lixos, medíocres, usurpáveis, finitos em existência, tristes e corruptíveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Uma insana dança de mortos vivos são vistas nos dias, um bailar idiota e que cheira a bosta. Uma dança idiota com seres idiotas iguais a mim e a você. Iguais a nós. Eu queria esmagar suas cabeças com as minhas mãos. Enfiar um machado nas suas bocas, quem sabe arrancar o maxilar em alguns golpes certeiros, e depois embarcar esses corpos a um incinerador central, e de lá faríamos fogueiras pra nos aquecer e nos lembrar de quão vermes e baixos somos todos. Iria explodir as centrais telefônicas pra que ninguém, nenhum pai ou mãe falasse com seus filhos, que nenhum trabalhador se organizasse e nenhum maldito patrão conseguisse chegar a seu lugar de destino a tempo de vender suas coisas a tempo de lucrar e seu veículo seria invadido por grandes roedores que comeriam até a cartilagem de suas gengivas de tanta fome que sentem. E nós seríamos o prato principal a ser degustado com raiva e apreço pelo ódio de nossos espíritos. Os mortos vivos como nós, seriam entregues numa espécie de fornalha e queimaríamos nossos corpos, ardendo em nossas narinas as chamas nos reduziriam a cinzas, depois essas, seriam espalhadas por aí.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-636531427792705728?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/636531427792705728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=636531427792705728' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/636531427792705728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/636531427792705728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2007/05/embarque-comecei-algumas-outras-linhas.html' title='Sentença'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-6320071441997843743</id><published>2007-05-01T02:48:00.000-03:00</published><updated>2007-05-01T19:48:11.022-03:00</updated><title type='text'>Cortejo do mesmo silêncio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Embarque&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hoje  escolhi não sair. Não ver mais ninguém, viver o meu casulo inquebrável de minutos e mais minutos, que se tornam horas e dias passam, rugas brotam e a velhice se aproxima mais e mais. Sem que ninguém pudesse perceber fiquei horas e mais horas sem fazer absolutamente nada. Pela minha preguiça, com alguns posso ter falhado, outros desmarcado e a todos um sincero pedido de desculpas. Mas hoje não! Não pude deixar meu cansado corpo a vagar por aí.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Fiquei em casa alimentando meus outros amigos e cuidando de uma amiga que está doente do pulmão e não come nada a dias. Tinha pensado em sair, mas mudei de idéia. A vontade de novamente se sentir só retornou a esse lar, e como vem sendo tive de tentar lidar com isso, a diferença foi a escolha. Partiu de mim. Geralmente tentava me cercar de todos pra não me sentir só, fazia questão do auê da rua, das conversas, gritarias e tantas outras coisas. A quantidade de cerveja bebida hoje não me convenceu, até porque não bebi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;As risadas, os gestos, as piadas. Os pedidos, as contas, caminhadas e o sono. Não! Por hoje não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Desde que tudo se iniciou, esse cortejo vem sendo diferente. A cada túmulo visitado o silêncio é ouvido de maneira diferenciada. Hoje o silêncio apenas quebrado pelas reclamações e pedidos de refeição de um amigo que não pára de engordar e pede mais comida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Achei que fosse ser um dia realmente diferente, mas optei pelo mesmo. O cortejo do mesmo silêncio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Também não esperava nada mais que isso, sozinho talvez pudesse eu ouvir mais minhas comiserações e questões relativas a isso. Completamente afundado em meus devaneios não cheguei a lugar algum. Depois de alguns acordes, e idas e vindas do meu quarto, uma boa quantidade páginas lidas, alguns minutos de televisão assistida, enfim, cá estou da mesma forma que antes. Meus passos se inscrevem no tapete e os leio mais e mais, sem que possa me ver novamente. Um cansado corpo se esvai lutando pela manutenção das memórias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A roupas jogadas pelo chão, as marcas das caminhadas e as feridas abertas a sangrar mais um pouco a deixar um lastro de sangue espalhado no carpete.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A dor que pesa no pescoço me faz sentir também dor de cabeça. O peso do copo de água é demais no dia de hoje, e já foi assim quando tive de esvaziar minha bexiga no banheiro minutos atrás, o corpo é pesado da mesma forma que o copo se fora antes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Um diálogo sem interlocutor e a escolha feita a esse caminho silencioso. Poderia sair agora e caminhar pelas ruas exatamente às 2h15, exatamente nesse momento essas ruas são uma representação do meu espírito. Um sinal de buzina ao fundo, uma xiado da geladeira, o pinga-pinga da torneira da pia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tudo do mesmo jeito e nada no seu lugar. O cansaço da vista contrasta com novas visões ou seriam devaneios ocasionados por esse problema. A divisão das casas e todos dormindo, alguns andando pra cima e pra baixo, gritando a procura de seus comparsas na noite, que come a noite a vomitar o dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Estive ali, sentado o início da noite toda, preparando as gorjetas ao senhorio da noite. Esse homem que vem às vezes pra recolher seu sagrado dízimo da putrefação dos relacionamentos e da vida. Sentado fiquei ao assistir os programas televisivos e o requintado senhor chegou cobrou e caiu fora. Mais uma vez, com ele nem precisei dialogar, já me conhece esse velho. Diria que sabe pra onde vou, já especulando de onde vim. Mas sem problemas, ele funciona assim. Completamente absorto nem me lembro por onde ele possa ter passado, isso não era o mais importante nessa noite. Cheguei a conclusão que ficar sozinho hoje, se constituiu muito mais que uma conjugação do destino que possa ter imposto isso, muito pelo contrário. Eu impus o destino dessa noite a partir do momento que pensei nos diferentes caminhos que poderia ter tomado. Ou melhor, impus isso na medida que me senti vazio. E necessariamente pra se sentir totalmente vazio, eu preciso não fazer nada. A não ser explicitar minha ausência aqui. O espelho do atual momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Das outras falei de organização, dessa vez nem toquei nesse ponto. Me parece que a partir do momento da escolha por um determinado caminho o mar silencioso se ocupou por organizar minha cabeça e fazer com que eu pudesse ficar quieto sem pronunciar uma palavra se quer por horas e a conversar apenas com meus vazios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Engraçado que de tanto medo da solidão, hoje esta foi a escolha a ser tomada. Ao olhar pra direita consigo ver ainda minhas pegadas no chão. Mas sei que serão apagadas como as pegadas são apagadas na praia com o aumento da maré oceânica. Vem sendo assim, minhas pegadas vem sendo esquecidas há dias. Sei que podem ser esquecidas todas elas, tentarei não ter mais medo no futuro, se bem que diariamente lidando com isso, como hoje, eu mesmo possa pegar uma escavadeira e dar um fim nessas marcas do passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Daqui a pouco vou me deitar e ficar sonhando com os olhos abertos retornando aos meus dias de juventude e escondendo nas memórias a fim de me esconder da vida. Mas o tempo passa, e mesmo que não queira que as pegadas se apaguem elas já estão sendo removidas de algum modo, por alguém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Pois é, cheguei aqui e não sei como retornar não sabendo se ir adiante é a melhor coisa a se fazer. Como disse anteriormente, hoje se traduz assim; deixei a algazarra pelo silêncio. Ausência de minha voz propagada aos quatro cantos da terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ausência de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-6320071441997843743?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/6320071441997843743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=6320071441997843743' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/6320071441997843743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/6320071441997843743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2007/05/cortejo-do-mesmo-silncio.html' title='Cortejo do mesmo silêncio'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-8597899817526182576</id><published>2007-04-10T19:04:00.000-03:00</published><updated>2007-04-10T19:10:49.463-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: arial;" lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: arial;" class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;If you could read my mind - Johnny Cash&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;If you could read my mind, love,&lt;br /&gt;What a tale my thoughts could tell.&lt;br /&gt;Just like an old time movie,&lt;br /&gt;'Bout a ghost from a wishing well.&lt;br /&gt;In a castle dark or a fortress strong,&lt;br /&gt;With chains upon my feet.&lt;br /&gt;You know that ghost is me.&lt;br /&gt;And I will never be set free&lt;br /&gt;As long as I'm a ghost that you can't see.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If I could read your mind, love,&lt;br /&gt;What a tale your thoughts could tell.&lt;br /&gt;Just like a paperback novel,&lt;br /&gt;The kind the drugstores sell.&lt;br /&gt;When you reached the part where the heartaches come,&lt;br /&gt;The hero would be me.&lt;br /&gt;But heroes often fail,&lt;br /&gt;And you won't read that book again&lt;br /&gt;Because the ending's just too hard to take!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'd walk away like a movie star&lt;br /&gt;Who gets burned in a three way script.&lt;br /&gt;Enter number two:&lt;br /&gt;A movie queen to play the scene&lt;br /&gt;Of bringing all the good things out in me.&lt;br /&gt;But for now, love, let's be real;&lt;br /&gt;I never thought I could act this way&lt;br /&gt;And I've got to say that I just don't get it.&lt;br /&gt;I don't know where we went wrong,&lt;br /&gt;But the feeling's gone&lt;br /&gt;And I just can't get it back.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you could read my mind, love,&lt;br /&gt;What a tale my thoughts could tell.&lt;br /&gt;Just like an old time movie,&lt;br /&gt;'Bout a ghost from a wishing well.&lt;br /&gt;In a castle dark or a fortress strong.&lt;br /&gt;With chains upon my feet.&lt;br /&gt;But stories always end,&lt;br /&gt;And if you read between the lines,&lt;br /&gt;You'll know that I'm just tryin' to understand&lt;br /&gt;The feelin's that you lack.&lt;br /&gt;I never thought I could feel this way&lt;br /&gt;And I've got to say that I just don't get it.&lt;br /&gt;I don't know where we went wrong,&lt;br /&gt;But the feelin's gone&lt;br /&gt;And I just can't get it back!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Desembarque&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-8597899817526182576?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/8597899817526182576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=8597899817526182576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/8597899817526182576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/8597899817526182576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2007/04/embarque-if-you-could-read-my-mind.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-5011553898549714786</id><published>2007-04-10T17:55:00.000-03:00</published><updated>2007-04-10T18:07:29.129-03:00</updated><title type='text'>Minha Ausência</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Embarque&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“... eu preciso andar um caminho só, vou buscar alguém que eu nem sei quem sou. Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá pra você. Guarde um sonho pra mim”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;Rodrigo Amarante – Los Hermanos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.2pt; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Voltei. Tinha passado alguns minutos e tão puto que estava com o texto anterior que vou tentar fazer algo que me satisfaça mais. Percebi que às vezes o barulho e tão grande na minha cabeça que não consigo concentrar-me e as lágrimas rolam pelo meu rosto por eu não conseguir organizar meus sentimentos. Tudo pode ser fácil. Veja bem, mas ninguém disse que seria fácil, disse que poderia. Mas por que afinal de contas eu posso afirmar que pode ser fácil. Todo mundo sabe que é uma bosta esse encadeamento de momentos. Alguns momentos destes nos fazem morrer aos poucos ao observar a falsa serenidade alheia. Eu luto pra ver a minha serenidade e me desespero e me aterrorizo ao não conseguir aplacar os meus medos. O tempo vai passando, os encadeamentos dos momentos fogem do meu poder e me sinto descontrolado correndo com a cabeça de uma lembrança a outra sem qualquer organização e corro pra essa porra de cadeira e me observo nos textos, mas não mais me enxergo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; Meu coração parece querer pular pela garganta e me abandonar. As malditas lagrimas rolam pelo meu rosto e não consigo controlá-las. Pareço perdido no meio do não-lugar e tento gritar e pulo, sento e arranco o solo do chão. Enegreço minhas unhas urrando de raiva tentando ver alguém que eu conheça. Mas nada. Não conheço mais ninguém, porque não me reconheço. Luto contra minhas memórias e elas vão corroendo pelo que eu era, em contrapartida do que sou. Alem de me sentir ausente e só, não consigo organizar minhas próprias idéias e tudo se perde num mar de lamentação e lágrimas como a água suja que escorreu da pia quando a limpei minutos atrás.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tenho a impressão de fugir do meu próprio eu, não consigo organizar um pensamento sequer. Ontem ao caminhar pelas ruas, eu ficava extasiado observando os rostos, imaginava a riqueza de detalhes de todos. Hoje eu caminho tão absorto nos meus devaneios que a todo momento sou sugado por elas. Antes eu conseguia compor algo que mesmo pobre tinha um acabamento coerente. Hoje as coisas vêm à cabeça e não consigo organizá-las coerentemente. E não é questão de ser racionalista, mas sim de minimamente conseguir me organizar frente ao mundo que parece querer me engolir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Antes aquela canção tocava no meu âmago, antes eu seguia minha vida em virtude de outra vida, antes eu chorava ao sentir a ausência. Antes tudo, e hoje me parece que nada. Uma ausência fria me fere os poros. Ausência de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Eu queria poder correr na praia. Se for pra se sentir só que fosse vendo o movimento de idas e vindas da água salgada do mar. Se fosse assim, poderia caminhar de uma ponta a outra da praia. Cansar e sentar na areia e cavar. Fazer castelos de areias e depois destruí-los com ódio, ou deixá-los ao desamor das marés que sobem e descem corroendo todo que está a sua volta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; Hoje percebo que o tempo me corroeu. Lavou o meu sentimento e fiquei ainda sentado naquela praça me lamentando. Afogando-me nas próprias lágrimas ao ser iluminado pelos faróis dos carros que passavam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; Nesse momento, as responsabilidades parecem se dobrar em mim, e com medo pareço um pequeno jovem que pode não dar conta de um determinado trabalho. A fuga dos meus sentimentos é a decretação de minha derrota enquanto homem. Tudo enrolado, desorganizado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; O guia, produção, dor, confusão, cicatrizes, números, símbolos e signos. Sangue, sal, seguro, caminho, merda, arranhão. Projeto, letras, discurso, telefone, vazio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Eu gostava de ficar quieto e observava os detalhes das coisas, continuava vendo cada curva se fosse uma mulher, ou se fosse uma música cada nota. E se um livro, me afundava em seu discurso. E quando frio minha carne estava, eu rasgava ela pra ver se estava vivo e deixava o sangue escorrer e cair no chão. A previsão que tinha dos meus acontecimentos era que retornaria ao meu normal. Era passageiro o momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Hoje meu momento é de desconcerto e vou levando por aqui pra ver até aonde eu chego com a desorganização discursiva. Se pretendo sentir e operacionalizar num sentido mais formal, quero ver aonde chego com esse blá blá blá sem princípio e sem final organizado mais parecendo uma torrente de um rio que desce depois de ser explodida sua represa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se lá um dia aonde e como vou conseguir retornar as coisas e continuar a observar as coisas da mesma forma, ou quem sabe nunca mais volte. Que daqui pra frente será isso. Ausência de mim mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Qual é a sensação de estar perdido? É não conseguir se organizar e fazer as coisas como antes. Pra mim é desse jeito que se apresenta essa coisa. Antes eu tinha uma tal preocupação com um realce estilístico quando escrevia. Pensava nas palavras. Eu as corroia na minha cabeça. E hoje estou mais pra ejaculação precoce do que nunca, as coisas vêm e assim que chegam vão sendo gorfadas aqui. Achava que tinha de ser reconhecido enquanto sujeito que tentava escrever e organizar meus sentimentos na forma de palavras. Uma do lado da outra são frases, e quanto mais frases um texto e quanto mais texto mais dor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Não há escapatória, saída, porta de emergência ou coisa do tipo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Não sei como cheguei aqui, e parece-me que terei de revisar. E vou chegar à mesma definição que já tinha expressado linhas atrás – desorganização.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; Não consigo mais explicar nada, nem satisfatoriamente me colocar e fazer com que entendam o que está aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Desembarque&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-5011553898549714786?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/5011553898549714786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=5011553898549714786' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/5011553898549714786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/5011553898549714786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2007/04/minha-ausncia.html' title='Minha Ausência'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-4456884565963876464</id><published>2007-04-10T16:01:00.001-03:00</published><updated>2007-04-10T16:03:41.556-03:00</updated><title type='text'>Soluço</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Embarque&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Às vezes eu ouvia minha voz lá no fundo gritar e mais alto que gritava eu mais tentava abafar aquilo. Quando mais andei, mais abafei essa voz no passado. Estranho dizer, pois sempre queria tudo claro, e quanto mais pedia isso, mais tentava dar também. Em tudo. Clareza, atenção, carinho. Todos esses gestos eram parte e extensão de tudo o que eu sentia de mais perfeito e bonito. É como se eu retornasse aos meus 12 ou 13 anos. Quando às vezes arrumava briga na escola e brigava, batia ou apanhava. De qualquer forma voltava dolorido pra casa. Cansado mesmo. Com meus nervos em frangalhos.&lt;br /&gt;Dores musculares percorriam meu corpo como se eu estivesse sido açoitado, e por assim dizer posso ter sido mesmo. Mesmo que um agente externo não tenha me esbofeteado, eu mesmo o fiz. A dor é correspondente aos passos dados em direção ao nada, ou melhor, sabe-se lá pra onde eu possa estar rumando e a forca vai me sufocando na medida que vou me distanciando.&lt;br /&gt;Fiquei observando meus atos, meus sentimentos, e não cheguei a conclusão alguma, e pode ser que não chegue nunca. Apenas aquela ausência, e de maneira diferente que do passado. As noites têm sido longas, demasiadamente longas, e os pensamentos correm para lá e para cá sem repousarem em nenhum lugar. Diagnósticos e mais levantamentos do passado e do futuro.&lt;br /&gt;Eu nunca fui muito bom em dar conta de certas coisas e acho que continuo sendo um tanto quanto relapso, é verdade. No sentido que meu pai falava em certas ocasiões. Nesse momento a louça esta pra ser lavada. Já tentei três vezes dar conta dela, o banheiro está um lixo e tenho um monte de roupas a passar. Estou acompanhado de meus dois gatos que correm de um lado a outro. Mas eu queria um abraço, um carinho. Por mais que possa parecer estranho me sinto desprotegido e ausente de mim mesmo. Meu pescoço pesa, a respiração é funda e os olhos ardem. A voz embarga e a garganta parece se fechar.&lt;br /&gt;Mais uma vez de um lugar a outro sem percorrer linearmente minhas idéias. Ultimamente escrever tem sido um martírio. Uma vontade louca de destruir tudo ao redor. Explodir com o mundo. Eu já disse isso outras vezes, minha voz é como a de tantos outros e isso me mata.&lt;br /&gt;A saudade, inexperiência, raiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Paro com essa bosta de texto por aqui. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-4456884565963876464?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/4456884565963876464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=4456884565963876464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/4456884565963876464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/4456884565963876464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2007/04/soluo.html' title='Soluço'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-8947207892266235894</id><published>2007-02-22T15:00:00.000-02:00</published><updated>2007-02-22T15:16:07.434-02:00</updated><title type='text'>Voltear</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Embarque&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hibernei por meses deste lugar. Passei dias a pensar se voltaria um dia a escrever. Como a maré do mar que sobe e desce, os dias se passaram a vida se movimentou de forma muito estranha nestes últimos meses. Indo e vindo os pensamentos corrompiam minha mente a pensar sobre tudo. Sobre o ato de escrever, sobre a água, vida, morte, paz, destruição e tudo mais. Sentia-me vazio, não conseguia coordenar pensamento algum a chegar a algum resultado sobre os fatos que me motivaram a esquecer desta página. O último suspiro disto, a alguns meses, foi o sumiço de meu gato. Antes mesmo deste fato já estava visivelmente desprovido de vontade de externar qualquer sentimento que fosse. Visões sobre o que deveria escrever vinham e iam como a água que sai da torneira e finda no ralo, não organizava nada na mente apenas via paisagens escorrerem pelos meus dedos e não sentia vontade alguma de organizá-las. Me parece que a preguiça as vezes me compelia a rejeitá-las, em outras ocasiões sentia que estes pensamentos nada mais eram que visualizações tão ordinárias que não deveria dividi-las com os demais. Como vagões de metrô eu mergulhava em algumas lembranças e ia, descia em alguma estação e esquecia o que tinha pensado minutos antes, mesmo que um determinado assunto passado me soasse vivo, eu de forma alguma os organizava. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dei um tempo, matutei sobre o papel deste espaço e novamente sem nenhum resultado aparente deixei de lado tais equações. É engraçado como mesmo nestes momentos algumas lembranças teimavam a grudar em mim, como às vezes teias de aranhas nos surpreendem quando andamos. Eu andei e pensei a chegar a algum resultado, algum porquê destas e de outras linhas expurgadas no passado. Revisitei meus medos mais intestinais e nada, apenas o mesmo vazio a permear. Inclusive pensei em largar, na verdade ainda assim penso, sempre que qualquer linha se inicia o enorme vazio e o sentimento de perda me invade. Pareço estar numa selva e vejo uma série plantas, mas nenhuma chama atenção, ou melhor, o que me chama atenção é a mesma pergunta. Por que teimo em tentar externar isso. Por que destas linhas, e mais ainda, por que os pensamentos me seguem? Antes imaginava poder tão bem organizá-los que imaginava coisas e guardava na memória, mas ultimamente como falei linhas acima, não sentia mais necessidade de organizar nada. A falta de um direcionamento certo a isso foi sendo a mim desvelado. Sentia que os gritos do passado, eu os tinha berrado. Essa coisa de organizar os fatos e colocá-los de forma a satisfazer a mim é uma tarefa por demais complicada, ainda mais quando o ato de escrever é um ato por assim dizer de açougueiro. Cortar cada peça em certo sentido, refrigerá-las a tal temperatura, esperar tal época a disponibilizar isso ou aquilo. E quando não se há vontade de organizar tudo isso, esqueça, pois demandaria uma tarefa tão chata que não se conseguiria, e foi assim que o vácuo me preencheu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Outra coisa maluca de minha cabeça era o tamanho do texto, como os grandes de outrora, eu queria fluir, ser uma torrente violenta em meio ao silêncio e que essa violência fosse externada com maestria. Bela bosta! Primeiro eu me ressentia de certa humildade, vou explicar. Querer igualar estas pobres linhas aos mestres é uma tarefa idiota demais, uma preocupação tão vil que me fez debruçar horas, dias, meses numa idealização de escrita, e mesmo assim sem resultado aparente. Na verdade, gostaria que minha voz fosse única, pode até ser que seja assim tão única quanto o tamanho dos dedos de meu pé, ou a quantidade de dentes da boca, mas tinha lembrar-me todos temos dedos e dentes. Preocupações mais idiotas essas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E a cada parágrafo findado, lá vinham as indagações, a saber, do que eu falaria no seguinte, se não soaria repetitivo, que ou quais palavra deveria usar, como construir uma frase de modo a impressionar e como utilizar as palavras no sentido mais estético, musical que seja. E assim, mais momentos iam escorregando, as idéias mal acabadas ficavam ainda mais mal amarradas, e ao passo que ia aumentando o tamanho da balela escrita aumentava na mesma medida o sentimento de desprezo ao finalizar tal texto. A primazia de escrever me parecia uma heresia sem tamanhos quando me debruçava sobre qualquer linha escrita numa ou noutra página de livro, anúncio de emprego, aviso de cigarro, encarte de disco, receita médica, capa de jornal, enfim qualquer coisa me parecia mais completo do que estas linhas. Até mesmo um calendário todo organizado me satisfazia mais que as minhas próprias linhas, que achando eu serem a tradução da minha alma, e se assim forem, meu espírito é por demais mal organizado, convenhamos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em outros momentos já posso ter externado sobre isso, mas julgo ser um momento apropriado a este retorno. E quanto a armazenar uma ótima idéia a trabalhar com ela mais tarde. Um enorme fiasco no sentido mais puro do termo. Dias desses estava caminhando no parque pensando, tinha ido lá a fim de espairecer a cabeça dos problemas da vida. Caminhando, passo a passo, sinto um comichão, imagino ser aquela idéia que primeiramente me salvaria do vazio da escrita e que bem organizado daria uma boa tentativa de um texto mais...Digamos, mais refinado. Pensei o tema por alguns ângulos o ataquei de forma a senti-lo mais vivo na mente, quando de repente me vejo sentado num banco num parque público divagando sobre as possibilidades e existência de um inseto. Porra! Foda-se as possibilidades desse caralho de vida, passa o dia voando e morre ao entardecer. E lá se tinha ido a bosta da idéia anterior, e o pior, eu não tinha esquecido, quando retomei o tema era de uma coisa tão sem graça que não consegui nem engatar os primeiros passos no sentido a retormar os termos aos quais tinha utilizado a fim de me empolgar novamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Numa outra ocasião num momento “criativo” resolvi utilizar uma agenda. Acordei meio de ressaca com uma enorme dor de cabeça e resolvo pegar uma caneta e a tal agenda, já faz mais de um ano isso. Me sento, atrás de mim um amigo ronca como uma britadeira preguiçosa. Sentado, a mesa organizada, caneta cheia, copo com água com mais dois daqueles remédios cura ressaca, começo a destilar o veneno. Imagino que vou arrebentar começo a escrever meus calos da mão até doem de tanto que escrevo, acho que nunca escrevi tanto. Penso no passado e vou vomitando as coisas, penso no presente e dá-lhe tinta no papel, idealizo o futuro e lá vem linhas. Como esse texto ficou na tal agenda “infelizmente” nós não tivemos a possibilidade de lê-lo aqui. Como faz mais de um ano deste sopro criativo e como não o publiquei, só eu tenho a cópia desta merda, e assim me refiro, pois semanas atrás limpando meu quarto não é que achei o dito cujo. Puta merda, umas das piores coisas na vida é revisitar o passado assim tão, digamos claramente. Quando o folheei novamente, tive quase que ânsia de vômito daquelas de perder a bílis depois de beber litros de cerveja e ao fim da noite lascar nos destilados. Era uma coisa tão deprimente que possivelmente venha a publicar para dividir com sei lá quem as pérolas que ali estão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O diagnóstico que chego depois disso, é nenhum sai do ponto zero, circulei, circulei, circulei...E onde estou?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-8947207892266235894?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/8947207892266235894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=8947207892266235894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/8947207892266235894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/8947207892266235894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2007/02/embarque-hibernei-por-meses-deste-lugar.html' title='Voltear'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-116233749619239797</id><published>2006-10-31T20:30:00.000-03:00</published><updated>2006-10-31T20:32:53.153-03:00</updated><title type='text'>Amarelo Cinza</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Num dia sombrio, tão soturno quanto o cinza escuro. Enquanto o retrovisor registrava meus olhares em contratempos, e enquanto furtivamente caminhava uma outra pessoa ajustava suas malas a partir para todo o sempre que nos resta. Parece que tinha tempo limitado a convivência com ele, e como limitado que é – se foi -&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;justamente na semana de um ano juntos. Suas poucas vestimentas ficaram espalhadas pela casa como que apregoasse a mim que eu não esquecesse jamais. Ele se foi. Deixou seu reinou e sumiu sabe-se lá para onde. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Dias passaram e ao olhar pela janela nenhum sinal dele. A espera sufoca e mata a esperança de esperar pelos sinais característicos de sua pessoa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;As roladas no chão, os cadarços a serem desamarrados...Tudo foi armazenado como nunca antes tinha sido feito em singular relação. O banho, as reclamações, os espirros de juventude, as roupas largadas pela casa, o seu cochilo em minha cama mordendo meus lençóis. Está tudo guardado. Restaram as lembranças ainda não empoeiradas de suas andanças e chiadas. Suas reclamações cotidianas por atenção e afim de brincadeira. Seu reino continua aqui. Intacto. E meu amor por ele o mesmo. A saudade afoga minhas lágrimas de tristeza e o grito mudo na garganta foge ante a inundação das lembranças.&lt;br /&gt;Levou-se consigo em sua mala um retrato de cada um de nós, em cada moldura uma lembrança a ele diz respeito. Separou suas roupas enquanto eu caminhava… E assim tão rápido ao chegar, pelo medo que tinha por aqui estar e como no passado em meu quarto se escondeu, de minhas andanças sumiu. Não deixou sequer um adeus. Ele se foi num dia sombrio tão soturno quanto o cinza escuro... Se bem que mais triste e soturno é a lembrança e a impossibilidade de sentir seus abraços.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-116233749619239797?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/116233749619239797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=116233749619239797' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/116233749619239797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/116233749619239797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/10/amarelo-cinza.html' title='Amarelo Cinza'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-116092977647924519</id><published>2006-10-15T13:27:00.001-03:00</published><updated>2006-10-15T13:29:36.510-03:00</updated><title type='text'>Porra!</title><content type='html'>Cansei-me...de tudo...&lt;br /&gt;Das responsabilidades!&lt;br /&gt;Eras sem passar por aqui!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-116092977647924519?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/116092977647924519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=116092977647924519' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/116092977647924519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/116092977647924519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/10/porra_15.html' title='Porra!'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-115440430315182236</id><published>2006-08-01T00:49:00.000-03:00</published><updated>2006-08-01T00:53:36.630-03:00</updated><title type='text'>Visões</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Embarque&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                    &lt;p class="MsoBodyText2" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Sempre me perguntei se um dia conseguiria escrever algo que fosse mais coerente, ou literalmente falando, mais alinhado a uma determinada corrente política qualquer. E sempre que terminava tal escrito saia frustrado em todas as extremidades de meu ser. Se é que isso é possível.&lt;br /&gt;Nos diversos vai e vem do dia-a-dia vários insights me apregoavam a possibilidade de alcançar este singelo objetivo. A cada possibilidade não externada, ou a cada idéia esquecida, ficava completamente emputecido pela incapacidade a pregar cada idéia a uma folha de papel. Ou não tinha papel à vista, ou tentava fincar esta na massa cinzenta deste que vos expele seus pensamentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Aos passos dados idéias brotavam como se eu estivesse visualizando uma nascente de água, e tudo corria tão rapidamente que não conseguia segurar nada, ia andando e as palavras brotando em minha mente como cogumelos que nascem da merda bovina. Em conjunto a estas, logicamente vinha a frustração de não conseguí-las traduzir a mim mesmo, ou melhor articulá-las.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;A cada estação vencida do metrô, a cachoeira de idéias vinha como um furacão de água e como tão rápido vinham, mais rápido iam ao nada, ao enorme fosse negro do total esquecimento. E como de costume. Raiva acoplada a essas experiências.&lt;br /&gt;Certo dia saí da estação de trem mais próxima da casa de meus pais, impregnado de palavras, idéias, enfim mergulhado nas minhas visões. Crente que quando abrisse a tela do computador estas brotariam como uma tempestade em dias de verão, daqueles que caem como balas de rifles disparadas por um maníaco. A cada rua ultrapassada sentia que minhas palavras se esvaziavam do meu couro e acertava mais o passo e mais rápido andava afim de logo chegar em casa. Faltavam vencer ainda algumas boas quadras e andava tão rápido que decidi correr. Se ao menos tivesse algumas sujas folhas de papel poderia sentar em algum banco sujo e lá depositar estas visões, mas como Deus, esse todo poderoso velho filho da puta não da asa a um anjo sujo como eu e nem a cobra, eu corria, e como corria. Tentava perfilar todas as idéias, do começo ao fim. E quanto mais me prendia a não perde-las, mais elas escoavam de minhas pobres mãos como um rio que desce rumo as suas planícies. Venceria a última rua e tentei tatuar estas idéias na minha cabeça, e mais pensava em abrir logo o portão, vencer as escadas sem que ninguém viesse a ter comigo um diálogo besta como sempre teriam a protagonizar. Avistando a rua de casa, uma imensa alegria preenchia meu corpo. Quando lá chegar poderia me esvaziar como uma grande represa explodida. Mais parecia querer cagar de tão estranho e rápido que caminhava. Estava similar a um idiota que com o buxo cheio de bosta teria de defecar tão rápido que de tão rápido que caminhava o bolo fecal parecia telegrafar minha cueca. Vencido o portão, a escada, a porta de casa faltava rumar ao computador e lá depositar meu enorme bolo fecal constituído de várias idéias.&lt;br /&gt;Adentrando a casa e adrenado, faltava ligar a maquina, depositar meus pertences n`algum lugar, tomar um bom gole d`água e esperar o sistema operacional iniciar a maldita maquina e comecar. Sentado a espera do ritual de iniciação de mais alguns textos&lt;br /&gt;E lá vem, abre-se o editor de texto. Caga-se se come parágrafos e nada que preste.&lt;br /&gt;A raiva começava a comer o sistema digestivo deste. Pensava nos grandes, a minha mente corria por Miller, Dostoiéveski, Kafka, Camus, Hemingway, o velho Buk, Niestche, Ginsberg, e muitos que me acompanharam nestes anos, e o que estes demônios fariam no meu lugar. E as porras dos parágrafos não se constituíam não se reproduziam e eu como um mobral catando milho das idéias e tentando achar as espigas que me haviam inundado.&lt;br /&gt;Mas pra variar, porra nenhuma.&lt;br /&gt;Saia do quarto ia a sala, tomava um gole de um JB de meu pai para tentar aclarar visões, mas apenas um bolo no estomago depois de alguns tragos. E voltava a maquina que comia minhas idéias e começava a esmurrar o teclado com raiva a fim de achar algum parágrafo que fosse algo de um pouco de qualidade, um “que” de palavras juntas que púdesse me contemplar. Mas zero. Um enorme zero à esquerda apenas isso. E quando pensava ter escrito algo da qualidade de uma cerveja barata mais frustrado ficava e nem revisava a merda do escrito, aliás, preciso obter essa qualidade a de um revisor de meus escritos.&lt;br /&gt;E quanto mais afundava em parágrafos infundados mais mentia a mim mesmo, pois sabia que as malditas idéias que tinham vindo há horas passadas em algum lugar tinham se esvaído no mar de lamentações, correria, atenção, enfim tudo tinha ído por água abaixo completamente.&lt;br /&gt;Pois é. É assim que as coisas caminham, ou teimam caminhar. Pode ser uma espécie de tarefa a ser trabalhada num outro momento.&lt;br /&gt;Hoje as coisas caminharam mais ou menos da mesma forma. Só que diferentemente do passado não saí correndo pelas escorregadias ruas, com medo das escorregadelas de minha memória. Relaxei. Deixei pensamentos vir e ir, passando minha retina pelas paisagens da grande cidade tentando relacionar estas idéias com alguma coisa que valha.&lt;br /&gt;Relaxei. Apenas isso.&lt;br /&gt;Revisar? Reler isso aqui?&lt;br /&gt;E a tal história do diamante bruto, que quanto mais bruto, menos brilha. Ou que quanto mais lapidado mais pode mentir.&lt;br /&gt;Sofisticação. Com isso não me preocupo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-115440430315182236?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/115440430315182236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=115440430315182236' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/115440430315182236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/115440430315182236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/08/vises.html' title='Visões'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-115430098323595182</id><published>2006-07-30T20:08:00.000-03:00</published><updated>2006-07-30T20:09:43.253-03:00</updated><title type='text'>Refazer</title><content type='html'>Preguiça.&lt;br /&gt;Reler e refazer o texto abaixo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-115430098323595182?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/115430098323595182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=115430098323595182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/115430098323595182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/115430098323595182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/07/refazer.html' title='Refazer'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-115404130156711420</id><published>2006-07-27T19:58:00.000-03:00</published><updated>2006-07-27T20:01:41.596-03:00</updated><title type='text'>O Cúmplice</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu resolvi seguir seus passos, sempre que pela mesma rua passava sentia aquele olhar perturbador, digo o meu. Uma enorme necessidade de saber o que aquele verme estaria fazendo naqueles dias depois de ter-me golpeado por trás. É verdade, eu tinha uma certa sede de saber porque tal fato motivou a ira daquele filho da puta a golpear-me pelas costas. Sabendo disso, eu comecei a seguir seus passos e diariamente percorria o mesmo caminho a fim de alcançá-lo um dia sozinho e proceder com algumas perguntas a ele.&lt;br /&gt;Quando saía de casa sempre pesava a minha consciência as lembranças do gosto de sangue que percorria pela minha boca, e se esvaia por minha garganta. Lembrava de seu sádico sorriso e deus cupinxas ao golpearem minha cabeça. Não consegui de forma alguma esquecer aquele brilho amarelo de seus dentes separados. Pode-se dizer que era um sentimento –por vezes- meio sádico de minha parte a lembrar de certos detalhes, principalmente os de expressão que me reportavam ao fato.&lt;br /&gt;Semanalmente presenciava chegar o ódio a minha maxila e começava a serrar meus dentes. Sempre essa serração chegava com a lembrança dele. Ficava absorto submergido ao lugar que eu presenciara há anos atrás. Num dia, numa rua qualquer de meu bairro de infância o vi, e como a tempos não o via resolvi seguí-lo a passos largos afim de encontrá-lo a algum espaço resumível a meu favor e esbofetear a fuça daquele sujeitinho.&lt;br /&gt;Num certo momento me escondi num arbusto, pois ele parou numa banca de jornal e olho para trás, imaginando – penso- estar sendo seguido, ou mesmo, ele possa ter lembrado daqueles minutos aos quais foi surrado. Será que ele lembraria disso? Pouco importa.&lt;br /&gt;Pensava apenas em encontrar aquele filho da puta e enfiar um garfo torto e enferrujado em sua garganta fazendo-o engolir de forma passar a ele a mesma sensação que engoli há anos.&lt;br /&gt;Ao sair da banca de jornal, ele entrou em seu prédio, ou penso que o fosse. Fiquei por alguns minutos indeciso a porta do prédio, não sabendo o que fazer. Dei a volta a quarteirão e encontrei sua janela, me escondi para que não me observasse.&lt;br /&gt;Que poderia eu fazer numa situação daquelas. Subir a seu apartamento, pedir licença a seus familiares e esmurrá-lo até que sua face se desmanchasse em meus punhos, ou esperaria ele a sair de sua casa fora da visão de sua mãe e o mataria a poucos e certeiros golpes?&lt;br /&gt;Que faria eu? Seria mais covarde que ele? Largaria minha sede de vingança e voltaria a meus trabalhos. Resolvi subir.&lt;br /&gt;Ao observar sua janela tentei ver com mais clareza em qual bloco ele morava. Achei.&lt;br /&gt;Pensava comigo mesmo, como abordaria aquele homem.&lt;br /&gt;E se ele ao abrir a porta, já me lançasse um golpe? Fiquei mais tenso e a boca seca parecia ressecar todo meu corpo, principalmente meus punhos serrados. Decidi subir. Ao passar pelo porteiro disse que iria ver um síndico do condomínio, falei que era de uma revista de anúncios de condôminos, o idiota prontamente indicou-me ao apartamento do tal síndico, mas com meu objetivo intocado resolvi ajeitar a mochila que carregava. Chegando a seu andar, quando ia bater a sua porta voltei e uma súbita falta de ar me acometeu e fui jogado à cegueira por alguns minutos. Cai próximo ao degrau da escada e quando recobrei minha consciência, o referido rapaz ajudava a minha recomposição, e o pior ele nem fazia idéia de quem eu era. Rapidamente buscou um copo com água e o porteiro veio a meu socorro prontamente dizendo que eu tinha me dirigido ao apartamento errado, que o do síndico era um outro. Recostei-me a parede e fui lentamente tentando recobrar meu juízo, meu rosto eles diziam estava branco, perguntaram se tomava algum tipo de medicamento e eu sem pronunciar uma única palavra. Queria na verdade reconstituir minha consciência e sumir daquele lugar sabia que não poderia fazer nada naquele estado. Rapidamente pronunciei algumas palavras dizendo que estava tudo bem, e que teria de retornar a redação da revista a qual nunca trabalhei.&lt;br /&gt;Sai correndo maldizendo a mim mesmo e querendo mais do que nunca enfiar um cutelo na barriga dele, com a impressão que fiquei por ter sido arremetido por um mal súbito, pensei que o medo tenha me inundado, ao imaginar que mais uma vez teria de ser jogado ao chão e apanhar como um cachorro sem dono na rua e pedir clemência aos céus. Não. Ele vai sentir o peso de meus punhos nem que eu tenha de preparar um plano para isso.&lt;br /&gt;Sabia que agora aonde morava, poderia pular o muro num dia chuvoso e rumar a seu encontro sem tremer, sem mal súbito algum. Isso eu podia.&lt;br /&gt;Dias se passaram, fiquei com uma impressão de medo e rancor que me faziam ter ojeriza da cara daquele sujeito, por isso teria de fazer alguma coisa. Sabia que minha saúde era boa, não das melhores, mas não havia uma causa para que ficasse tão mal como tinha ficado dias atrás.&lt;br /&gt;Meu dia se aproximava, tinha delimitado um certo número de dias para que minha consciência se reconfigurasse e eu marchasse a seu encontro a fim de findar aquele ódio que corroia o estomago, punhos, olhos e maxilares e mais outras tantas partes do meu corpo.&lt;br /&gt;Pensei pegá-lo na saída pela manhã ir a seu percalço até seu trabalho e lá fazer o serviço, que para mim a essa altura já era questão de honra. Como um arquiteto, novamente voltei a segui-lo, pelas manhas desta vez, fazendo o caminho que ele fazia. Ficava a uns cem metros de distância apenas observando seu trajeto e o perfazendo a cada centímetro meu ódio.&lt;br /&gt; A manhã foi escolhida. Na noite anterior, preocupei-me em alimentar-me muito bem. Arroz, feijão, um pedaço de carne, ovos, uma taça de cerveja gelada e um bom cigarro após esta refeição. Ao me deitar refiz em minha cabeça todo o plano, fiquei por duas horas lembrando desde o dia que fui surrado por aquele merda, até pensando em como tal substância digerida em meu estomago pudesse ajudar-me na tarefa de findar a vida daquele ser.&lt;br /&gt;Consegui pegar no sono. Ajustei o relógio para as cinco da matinha, para aproveitar que todos estariam dormindo, para pegar a chave de fenda que seria meu instrumento de trabalho para aquele dia.&lt;br /&gt;As três e meia acordei com uma pequena alteração no paladar e com um pequeno suador no corpo, achava que fosse algo da minha imaginação ou mesmo que fosse minha concentração demasiada nos meios de chegar a meu objetivo.&lt;br /&gt;Dali à uma hora levantei com uma enorme ânsia de vomito, que irrompeu pela minha garganta a jorros de suco gástrico, meu traseiro assava e sentei-me no vaso e um jorro de merda quente como piche se esvaia de meu cu como uma cachoeira, fiquei por quarenta minutos cagando água negra e com a cabeça recostada a pia vomitando. Sabia que algo poderia acontecer, não seria aquele dia que daria cabo do serviço.&lt;br /&gt;E dá-lhe suco gástrico no estomago a me importunar pelos dias que se passaram. O plano estava construído, pegá-lo-ia na saída de casa ainda com o dia a raiar e fazê-lo engolir seu próprio punho.&lt;br /&gt;É amanhã! Pensava comigo mesmo. Na noite anterior resolvi me prevenir e comer apenas arroz, feijão e um pouco de ensopado de frango. Nada de cigarro ou cerveja. Ao deitar, da mesma forma, por volta de duas horas a dormir repensando tudo, do plano ao jantar, de plutão ao astro sol.&lt;br /&gt;Dormi, ao acordar tinha percebido que a pilha do despertador tinha acabado no meio da noite. Não quis prolongar minha ira, me vesti com algumas roupas e sai correndo a seu encontro. Chegando a seu condomínio esperei por alguns minutos e nada, a luz ainda acesa estava e decidi subir. A cada lance de escada que subia sentia a secura atacar novamente, como o porteiro estava cochilando e o portão aberto consegui desvencilhar-me da portaria sem que ninguém soubesse que tinha ali retornado. Frente a frente a sua porta,a luz acesa da janela me dizia que ele ainda estava lá. Três batidas a porta. A campainha não funcionava e ódio me corroia, pensava porque aquele verme não abriria logo a porta, e eu não poderia arrombar seria muito escândalo para aquele horário. Esperando e angustiado a porta se abriu e sua mulher atendeu-me, com um fio de couro a mão ensangüentada e totalmente nua com um olhar fixo de terror. Pediu para que entrasse em seu apartamento. Quando adentrei o recinto ele estava completamente revirado. Meu olhos corriam pelo lugar, e também pelo seu belo corpo. Tinha uma deliciosa bunda branca e grande. Quando sai da sala e entrei no quarto observei o filho da puta com os olhos esbugalhados e com um vergão no pescoço e um gordo fio de sangue que saia de sua boca pingando no chão. Ela pegou na minha mão e recostou sobre sua boceta molhada e também ensangüentada. Começou a morder-me o pescoço e o lóbulo de minha orelha direita, acintosamente pedia com seu gestual que eu massageasse sua enorme e molhada boceta, o fiz e ela agarrou meu pau que pulou pra fora da calça num supetão. Aos olhos do morto começamos a trepar como cachorros no cio, ela envolvia o fio ainda sujo em seu pescoço enquanto eu a penetrava ferozmente e a cada estocada percebia que meu pênis a ela parecia uma faca que rasgava suas tenras carnes. Ao manipulá-la quando cavalgava em meu membro sentia seu apertando cu a mastigar meus dedos. Besuntei meus dedos e afundei naquela apertada válvula, e quanto mais apertava ela se retorcia mais e mais e ia apertando o fio ainda mais a seu pescoço. Eu mamando em suas grandes tetas parecia querer suturar o bico de seus seios a minha língua.&lt;br /&gt;No sofá joguei-a de costas besuntei seu cu e enfiei, quando a apertada válvula se abriu sentir um esgar de sua parte ao compasso que ia me despejando mais e mais a seu corpo, sendo observado pelos pés de seu marido morto, pés estes que estavam para fora de seu quarto.&lt;br /&gt;Quando ia gozar parava por alguns minutos e apertava mais o fio a seus pedidos e enfiando mais a mão em seus túneis fazia com que ela uivasse em silêncio. Me introduzi totalmente em seu cu, sentimento minhas estocadas percebia que ela olhava ao morto como que dizendo que ela sabia que eu tinha ido a matar-lhe e que mais valeria a pena, ela o matar e esperar para que eu a brindasse com um banho de porra. Banho este que foi dado em sua válvula e também em suas costas.&lt;br /&gt;Quando estava me limpando ela enojada de si, imagino pegou uma faca e enfio em sua boceta ainda úmida, fiquei completamente aterrorizado ao observar aquele ato de selvageria com seu próprio corpo. Ela enfiava mais e girava dentro de si, chorando e rindo ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;A  loucura daquela fêmea tinha atingido seu andar mais alucinado quando começou a pedir que eu a penetrasse por trás, a faca ainda introduzida a sua ensangüentada boceta preenchia a minha visão com um espetáculo de horror e tesão ao mesmo tempo, sentia um comichão correr meu corpo. Ela enfiava a faca até o cabo e retirava ela banhada de sangue grosso, de repente começou a voltear-se sobre si parecia tonta, quando ia cair a peguei e ela pedia que eu a enforcasse com fio que a essa altura já tinha caído ficando muito próximo ao senhor filho da puta a quem achava eu seria seu marido. Peguei o fio negro dei uma volta no seu pescoço e comecei a estrangulá-la. Percebia seus seios de enrijecerem, e movendo minha mão a sua boceta ensangüentada apertava contra sua falha em frangalhos de carne viva. Percebi que ia amanhecer e teria de fugir dali rapidamente se não quisesse ter de dar explicações aos senhores da lei. De um rápido movimento desloquei seu pescoço fazendo com que suas articulações se despedaçassem e ela rapidamente repousou em meus braços. Retirei o fio em volta de seu pescoço, eu o levaria para que nenhuma pista minha fosse possível de ser encontrada. Meu problema a essa altura seria sair do prédio sem que ninguém me visse.&lt;br /&gt;Dei uma rápida e sorrateira afastada na cortina. O porteiro já havia sido despertado de seu cochilo. Teria de trocar de camisa, pois a minha estava suja de sangue, entrei no quarto deles vendo o corpo do verme estendido na cama, dei uma cusparada gorda em sua cara, ao lado havia uma pilha de roupas. Peguei uma camiseta branca. Retirei a minha camisa, dobrei-a e coloquei em meu bolso, vesti a outra e minha atenção novamente se prostrava a quais possibilidade de saída daquele apartamento eu teria sem que fosse avistado.&lt;br /&gt;Enrolei o fio, joguei no outro bolso e fiquei observando ao lindo corpo ensangüentado daquela mulher e pensando como faria pra me livrar daquele grande sanduíche de merda que eu tinha participado. Uma boa possibilidade seria pular pela janela, pensava. Mas se eu caísse e rompesse com os ligamentos do joelho seria a prova cabal de que eu estava metido até o pescoço com aquilo, mas também haveria a possibilidade de me dar bem, ou seja, pular cair e ninguém reparar em nada.&lt;br /&gt;-          São sete da manhã. Falei comigo mesmo.&lt;br /&gt;-          Que faço agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi abrir a janela e visualizar a área detrás do edifício. Poderia cair nessa área, ir pelo estacionamento e pular rapidamente o muro, lembrando que nenhum vestígio posso deixar aqui, ou cair de meus bolsos.&lt;br /&gt;-          É o que farei. Pensava com meus botões. Pulo e saio correndo de espreita.&lt;br /&gt;Ao pular teria de ser muito rápido, passar por um jardim e chegar ao estacionamento para assim chegar ao muro e dali fim dos problemas. E foi o que fiz. Como eles moravam no terceiro andar do prédio enfiei-me pra fora da janela sem que fosse avistado, fui escorrendo e me segurando a parede até o que possamos chamar de segundo andar e meio.&lt;br /&gt;De lá soltei meu corpo, parecia um vôo. Um vôo a liberdade, e chegando ao chão correndo ao encontro do muro tropecei, mas nenhuma das provas caíram. Pulei rapidamente o muro e já estava a outro terreno contíguo ao prédio. Fui calmamente caminhando ao supermercado mais próximo a fim de comprar álcool e fósforos e foi o que fiz. De lá a um terreno baldio a algumas quadras da minha casa.&lt;br /&gt;Sentei num tronco queimado e lavado pelos anos, um pedaço grosso de tronco que ninguém conseguia retirá-lo dali e o queimavam sempre que pudessem. Retirei os pertences de meus bolsos, esvaziei-os para que não restassem dúvidas de minha idoneidade.&lt;br /&gt;Abri a embalagem de álcool os lavei como também a minha mão e lancei os palitos acesos de fósforos. As chamas comeram a minha camisa e retorciam o fio. Fiquei ali observando aqueles pertences minha camisa sendo devorada pelas chamas e o fio, o instrumento do primeiro assassinato imaginava eu.&lt;br /&gt;Olhava os espaços de meus dedos ainda avermelhados pelo sangue da boceta daquela gostosa assassina. Quando me deparei com um fato. Estava eu vestido com a camisa dele, com a camisa daquele que parecia ser o meu fantasma de infância, será que com ela ele me vergastou naquela manhã de anos atrás?&lt;br /&gt;Tentei lembrar, mas de nada adiantava a aquela altura do campeonato. Adiantava apenas me livrar daquelas coisas e me lembrar que ela -sim ela- aquela proprietária daquele corpo santo que lavou minha mão com seu sangue quente, ela a quem desloquei seu pescoço tinha dado cabo do filho da puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-115404130156711420?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/115404130156711420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=115404130156711420' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/115404130156711420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/115404130156711420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/07/o-cmplice.html' title='O Cúmplice'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-115349518868277120</id><published>2006-07-21T12:17:00.000-03:00</published><updated>2006-07-21T12:22:42.963-03:00</updated><title type='text'>Palavras</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: lucida grande;font-family:arial;"  class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Embarque&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                    &lt;p style="font-family: lucida grande;font-family:arial;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A espera de alguma situação que configurasse a possibilidade de uma escrita acabada. Mesmo sentindo um ódio imenso às vezes pela impossibilidade da imposição na forma textual de minhas idéias, ainda assim retorno a este corpo a dar sempre meus últimos suspiros e que na verdade não serão finalizados tão cedo – assim imagino.&lt;br /&gt;Quando se começa a expor as coisas dessa maneira, parece que um verme que rasteja em nosso corpo nos obriga a sempre retorna, como uma visita a uma lápide não acabada. Sempre, ou melhor, desde minha primeira aparição ao mundo das palavras assim tem sido. Posso não escrever textos primorosos e saio da frente do computador querendo –às vezes- esmurrar o teclado, ou minhas idéias, qualquer coisa que valha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Fico enfastiado. E o pior, já saio explanando a minhas próprias orelhas novas formas de armazenamento de minhas idéias para melhor aproveitamento destas num futuro não muito distante. O artifício da escrita assim me parece um exercício viciante. Pior que narcóticos, álcool, enfim destas coisas que citei, a escrita imprime uma tatuagem em nossa caixola a cada novo bolo textual enxertado no mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A cumplicidade entre as imagens guardadas na minha caixola e articulação da mesma no exercício peristáltico da introdução destas memórias no mundo dito real, me causa espanto. O não controle da memória por soltar, ou o esconder imagens me frustra, tal qual os erros gramaticais que cago no mundo. Atualizo diariamente os temas que serão abordados por mim, e edito passagens recortando o que entraria ou não nestes, mas tudo isso num passe muito rápido. E essa edição foge a meus dedos ao ser atraído por alguma imagem qualquer. Os olhos são mais rápidos que os dedos e não consigo condicionar tão rapidamente em escritos o que minha mente capta por milésimos de segundos, e isso me enfurece de sobremaneira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O vagar de minha lembrança me faz adquirir fórmulas só por mim testadas na vã possibilidade de um certo aprendizado mais regrado nestes campos da escrita, mas tudo por água abaixo, pois dali a segundos, estou mais preocupado com quais palavras que usarei para expressar de forma mais encarnecidada tal fato e isso me faz carregar de um lado a outro um trilhão de idéias, mas sem possibilidade de exercício algum por parte destas lembranças na transformação de idéias em texto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tento um trabalho que tem de ser mediado pela escrita. Uma tarefa difícil e por algumas vezes chatas a cumprir nestas próximas semanas. Não posso falhar de maneira alguma, e as palavras agora precisam me ajudar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Por vezes as xinguei de tão raiva que sentia por não achá-las, fiz quilos de arquivos de palavras em minha cabeça, as escrevia de forma tão usual que pouco a pouco passei a arquivá-las em linhas de papel que mais pareciam receituários de ódio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Agora preciso me desculpar com as palavras, pedir seu perdão, retorna ao núcleo desta, como se fosse a primeira coisa que fizesse ao nascer. Desculpem-me palavras todas unívocas. Peço perdão a todas vocês pelo descalabro de anos e pelo mau uso de eras. Agora preciso de sua ajuda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E não sumam de meu horizonte, bastardas!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family: lucida grande;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-115349518868277120?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/115349518868277120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=115349518868277120' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/115349518868277120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/115349518868277120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/07/palavras.html' title='Palavras'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-115324478546782301</id><published>2006-07-18T14:45:00.000-03:00</published><updated>2006-07-18T14:46:25.483-03:00</updated><title type='text'>Cortiço</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu tinha tantas coisas organizadas nas gavetas da minha caixola que estas tantas coisas estavam dispostas a servirem de acordo com os usos que fossem quais fossem as necessidades lançaria mãos a estas lembranças que vagueavam como naus no infinito mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ao ser lançado nas correntes revoltas dos meus pensamentos visualizava imagens de minha infância e juventude, e como estas tinham marcado em mim uma memória avessa a que tinha sido construída através dos reveses de nossas vidas. Recordo-me de diversos fatos e como estas foram cindidos em meu corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Atravessando este imenso aterro de impressões, reportando e recortando muitas das minhas viagens ao centro do meu ser, lembro-me de um dia destes, enquanto visualizava o matraquear verborrágico de um circulante no centro da cidade como minha cabeça viajava pelos confins da minha memória. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Grandes merdas tudo isso...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;De que importa este paupérrimo texto...que vai do nada ao lugar nenhum. Tenho quilos, caralhadas, montanhas, toneladas, litros de textos a ler.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Umas parcas semanas a dar conta de estudo, e voltar ao trabalho. Mas que penso dessa vida medíocre e chata. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O vai e vem de sempre, e eu tentando a todos enganar, ou com sorrisinhos amarelados falsos, ou com um pretexto de diamante verbal localizado a este endereço, tão pobre e idiota quanto eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A raiva que sinto de ter-me apercebido do quão igual a um escaravelho rola bosta que sou, que tive de recompor a uma idéia do que ia escrever arquitetando e organizando na cabeça, tudo nos seus mínimos detalhes tal qual um vira merda que vai rolando na terra com um borrão de bosta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Acho que nunca usei de tantos palavrões pra me expor aqui. Isso é triste, me refugio ao lugar comum, perdi, zero, vazio. Escoltado ainda pelas memórias e agora pela raiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A incapacidade do ser. O porvir, devir, sorrir, fingir. Fingir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-115324478546782301?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/115324478546782301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=115324478546782301' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/115324478546782301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/115324478546782301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/07/cortio.html' title='Cortiço'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-115214255242739184</id><published>2006-07-05T20:34:00.000-03:00</published><updated>2006-07-05T20:35:52.450-03:00</updated><title type='text'>O orvalho que lava feito lava</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O olhar se apresenta aos tons azuis cintilantes do alvorecer, e meus olhos remelentos e lentos ainda que estão num zunido de sono se fecham a lutar por mais sono. Todo dia assim tem sido. E forço a pupila abrir ao mundo, feio por ser cedo é verdade. Mas a maré caminha desse jeito, e já que esse barco ruma deslizando ao porvir me aprumo e vou adiante, deixando o útero da minha quente cama pelas nuas calçadas banhadas pelo orvalho da noite que escorre das janelas das casas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;São tantas coisas a amarrar a atenção que o sono se esvai, juntamente aos passos deixados a metros atrás, segundos passados, memórias trocadas e pensamentos salvos. Adentro a esfera lúgubre do diversos caminhos às diferentes localidades, e exercendo o caminhar dirijo-me a estaca zero do amortecimento corpóreo a prostrar-me num gélido banco, o sono me traz de volta a sensação do útero quente. Mas é passageiro e sou também passageiro. Sentado e sem encosto para minhas costas, espero o navio que me conduzirá sem volta  ao raiar do dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A fila de escravos se compromete a luta por assentos no navio, observo os sorrisos que brilham sem sol, e me pergunto como conseguem. Mas isso até ser conduzido a minha passageira cela de trinta minutos. Já devidamente encarcerado persigo o resto de sono que ainda parecia vivo, mas como de costume, as pupilas já estão salientemente abertas demais para que seja novamente decretado o cochilo. As paisagens começam a dançar, umas corretamente perfiladas a outras num encadeamento chatíssimo pra serem lidas tão cedo. Outros navios passam, outros portos, outros escravos, outros cansados, outros olhos remelentos, outros lentos. O balanço desta embarcação faz com que muitos vomitem, e lá vem de tudo que possamos imaginar. É um vômito meio seco, que escorre como pasta de dente das cloacas verborrágicas, e depositam-se sobre fendas na minha memória e vão concretando minha atenção a esta suja substância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Meu porto de desembarque se aproxima. Tenho de esforçar-me para que meu corpo se desprenda de minha cela. Uma vez solto, rumo ao fim da embarcação. Sacudo a sinaleta ao comandante, que tangenciando no mar dos porcos vivos e mortos, deposita minha sonolenta carcaça ao porto de destino. Agora tenho de subir a passos largos a fenda chamada rua. Entrando nesta definitivamente a lembrança do útero quente vai ficando para trás. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O que sobra são apenas as visões. Um infinito emaranhado de sensações delegadas pelo sono. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O que resta são das diversas possibilidades do resto do dia. Dentre estas, certamente o cansaço reina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Infinito, vivo e reinante delimitador vír-a-ser...Cansado que seja...Vír-a-ser cansaço no útero cansado do cotidiano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-115214255242739184?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/115214255242739184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=115214255242739184' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/115214255242739184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/115214255242739184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/07/o-orvalho-que-lava-feito-lava.html' title='O orvalho que lava feito lava'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114979415979665066</id><published>2006-06-08T16:14:00.000-03:00</published><updated>2006-06-08T16:15:59.813-03:00</updated><title type='text'>Teodorus Amarellus Jeremias Juvenal</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ele fica deitado aqui a minha frente, mas antes disso subiu por mim como quem sobe para o morro afim de buscar alguma substância. Esse filho da puta de aspecto doce e carinhoso não dá a mínima para nada, o negócio dele e comer e sair por aí desfilando o verniz de sua cara de pau como se fosse o rei da selva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Costumeiramente ao citarem em rodas de amigos que teria de dividir a casa com este ser sujo, eu refutava de primeira. Dizia os contras de morar com um indivíduo que come as próprias sujeiras com sua língua áspera que mais parece um escovão de privada. Digo isso porque neste início de semana este ser a quem homenageio com estas linhas, deitou-se próximo e começou a lamber-se de maneira muito própria e satisfatória, quando percebi o mesmo estava enrolado a meus braços chupando suas patas quando sua língua resvalou em meu braço...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Neste momento depois de Ter usado este que vos escreve como suporte a subir nesta mesa deitou-se como o rei que pensa ser e a observar os seus súditos. Nessa ordem – o sofá, a mesinha no centro da sala, o espanador de pêlos, a caixa de fósforo, o isqueiro, a agenda, o controle remoto, e claro eu também deveria ser listado nessa lista do rei. Ele volteou-se pela mesa observando cada súdito seu com uma certa indiferença é verdade. Veio até mim, cheirou minha orelha, volteou-se novamente e deitou jogando ao chão uma agenda rosa e biombo de discos. Colou seu pequeno rabo noutra agenda e desmaiou neste exato momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A moral da história? Não há. Até porque ela não acabou. Acabado teria se este verme na semana passada não tivesse voltado a seu reino, deixando seus súditos tristes e depressivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Miaaauuuuu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114979415979665066?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114979415979665066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114979415979665066' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114979415979665066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114979415979665066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/06/teodorus-amarellus-jeremias-juvenal.html' title='Teodorus Amarellus Jeremias Juvenal'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114960274566858187</id><published>2006-06-06T10:58:00.000-03:00</published><updated>2006-06-06T11:05:45.683-03:00</updated><title type='text'>mais e menos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Gradualmente já estou morto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Especialmente como anteriormente dito, a indiferença que nos permeia foi exaustivamente a tempos testada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Afundar-se no mar da indiferença foi o marco na tentativa de apoderamento da vida. O mote central sempre foi a morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não com medo da mesma, mas como linha processual de um caminho a ser seguido de uma forma ou de outra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sem medo, lido em algum lugar..."Não tenho tempo de temer a morte". Ela faz parte, estou vivo e pulsante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Mais tempo, mais vida, mais linhas, mais sangue, muco, ar, dor, urro, menos pêlos, mais pernas, lingua, dedos, saliva...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Enfim...tocar o barco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114960274566858187?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114960274566858187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114960274566858187' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114960274566858187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114960274566858187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/06/mais-e-menos.html' title='mais e menos'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114607510868391401</id><published>2006-04-26T15:10:00.000-03:00</published><updated>2006-04-26T15:11:48.700-03:00</updated><title type='text'>Eu vou tomar banho agora.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Era como se eu caminhasse pela rua à espera de algum afago da multidão sem rosto. Quando chegava a esse estágio, estava sepultado o amor próprio que eu tinha pela forma como pude me estabelecer como homem. As pessoas, elas mesmas, eu as via caminhando soltas pelas calçadas sujas da imensa cidade que cabeça de cachorro, e sentia o fétido hálito que vinham de suas bocas, principalmente quando estas se escancaram na perspectiva de romper o silêncio que jaz dentro de seus próprios corpos. Ao correr por estas ruas eu queria também perder meu rosto e que minha identidade fosse suprimida pela grande coletividade formada por grandes jumentos que são e que gostam de se empanturrar com tanta idiotice.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Por vezes e mais vezes sentia a necessidade de afundar-me no solo e sumir deste reino pútrido da maluquice que todos teimam em carregar, suprimiria meus sentimentos mais nobres pelo total desaparecimento de minha pessoa afim de deixá-los todos em paz, sou um fardo até pra mim. O que não dizer para os outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Poderia a esta altura da vida tornar-me indiferente a tudo e todos que me rodeiam, arrisco dizer que seria de bom grado e talvez até saudável, mas essa perseguição por essa indiferença só demonstra minha fraqueza diante dos fatos que rasgaram minha pele por anos a fio enquanto eu buscava uma saída. E essa, revestia-se de sentimentos tão diferentes que eu fui um turbilhão tão mal talhado que tem razão os que por mim tomaram certas impressões. E mais saudável seria sentir a indiferença desse tal reino, assim poderia eu, o pequeno rato saltitante, aprender com essa coisa. A grande indiferença pela vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Talvez eu seja demasiadamente romântico, como nos dizeres de Mencken, aumento tudo a uma escala desproporcional, e a meus olhos tudo parece tão sublime que mesmo a pobre multidão em derradeiro percurso tem seu toque singelo e único.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ao calcular esse apego pelo aumento de um olho nu, eu compreendia que assim deveria ser feito, que esse próprio desapego pelo pé no chão fosse um toque romântico de outras formas de percepção da vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Hoje compreendo que posso aumentar o tamanho de uma infinita pulga apenas por capricho próprio, por querer me enfastiar a qualquer custo com algo que possa ser classificado como um inenarrável tipo de sentimento nobre por algo. Nessas andanças que tive pela vida compreendo este tipo de calculo que diariamente faço e assim as impressões do passado são variavelmente aumentadas e pode ser que aquilo tudo não necessariamente fosse aquilo tudo. Mas de que importaria eu dizer hoje que não aquela pulga não seria tão grande, ou que o cachorro que achei tal pulga é demasiado pequeno, ou mesmo que eu estivesse sem óculos por tempo, ou mesmo alguma coisa relacionada a isso. Quem garante a propriedade das lembranças, ou melhor, quem garante o caráter não manipulador destas imagens?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não importa na verdade. Se fosse mesmo indiferentes a isso, estas linhas não teriam sido paridas nessa tarde de profunda preguiça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Até o exagero de minha preguiça é demasiado grande, tarefas a dar conta e uma série de etapas a processar e a ultrapassar e protelo até o infinito para ficar olhando a imensidão do firmamento sonhando estar numa praia, campo ou noutro planeta deste sistema ou de outro sistema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Articulado ou não, diferença isso não faz mais. O olhar se articula a enxergar o que quer e o que reconhece enquanto indentificável. O meu olho pode exagerar, posso alterar a quantidade de emoglobina no sangue, ou a impressão de uma foto pode tomar imensa proporção e sabe-se lá porque fui talhado dessa forma. Um dia me peguei pensando na minha infância e como em alguns dias eu teimava em sair de casa e lutava com minha mãe pra ficar em casa quieto e indiferente, mas é claro que pensava nas malditas lições de matemáticas que poderiam ser passada pela professora a qual eu tinha uma paixão secreta e mesmo assim, mesmo com a possibilidade de ver aquele grande quadril eu relutava a ir vê-la mas ficava, ou melhor, tentava atingir o núcleo de um eu que não existia. Esse núcleo imaginava era construído com indiferença de todos por tudo e qualquer sentimento que naqueles dias vinham assolar meu humor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sem dúvida, minha estada neste reino tem sido uma imensa procura pelo sentimento da indiferença do desapego por tudo. Compreendo que eu possa nunca achar essa qualidade em minha caixa de qualidades, mas mesmo assim reconheço desde os primórdios essa busca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Quando naquelas tardes ensolaradas eu inventava alguma doença repentina, ou aquela dor que as vezes dava na minha próstata e com dez ou onze anos de idade procurava o silêncio de meus próprios sentimentos. Um silêncio que de tão silencioso fazia tanto barulho e via que nada adiantava e que muito silêncio era muito ruído que cansava meu pobre ouvido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Por isso ao andar e ver a pobre humanidade caminhar perdida por estar ruas eu sentia pena. Pena deles e de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não vou repassar o texto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114607510868391401?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114607510868391401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114607510868391401' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114607510868391401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114607510868391401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/04/eu-vou-tomar-banho-agora.html' title='Eu vou tomar banho agora.'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114562740191612045</id><published>2006-04-21T10:48:00.000-03:00</published><updated>2006-04-21T10:50:01.933-03:00</updated><title type='text'>Neil Young - "Old Man"</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Old man look at my life &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; I'm a lot like you were &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Old man look at my life &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; I'm a lot like you were &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Old man look at my life &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Twenty four and there's so much more &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Live alone in a paradise &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; That makes me think of two &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Love lost, such a cost &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Give me things that don't get lost &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Like a coin that won't get tossed &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Rolling home to you &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Old man take a look at my life &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; I'm a lot like you &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; I need someone to love me &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; the whole day through &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Ah, one look in my eyes &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; and you can tell that's true &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Lullabies, look in your eyes &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Run around the same old town &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Doesn't mean that much to me &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; To mean that much to you &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; I've been first and last &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Look at how the time goes past &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; But I'm all alone at last &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Rolling home to you &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Old man take a look at my life &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; I'm a lot like you &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; I need someone to love me &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; the whole day through &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Ah, one look in my eyes &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; and you can tell that's true &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Old man look at my life &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; I'm a lot like you were &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Old man look at my life &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; I'm a lot like you were&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114562740191612045?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114562740191612045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114562740191612045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114562740191612045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114562740191612045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/04/neil-young-old-man.html' title='Neil Young - &quot;Old Man&quot;'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114550474824245960</id><published>2006-04-20T00:44:00.000-03:00</published><updated>2006-04-20T00:45:48.256-03:00</updated><title type='text'>Amorfo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;00h15. Editor de texto aberto afim de receber palavras e mais das mesmas. Da minha caixola um enorme vazio, faço e refaço caminhos perpassando todos os pontos que precisam ser melhorados mas não consigo transformar todos pontos em texto. E fujo pra liberdade de outro tipo de escrita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sim eu iria escrever coisas hoje a noite, já vi que dessa noite nada brotará, e olha que ao esfregar e enxaguar os pratos o arcabouço estava todo montado na memória, mas paciência. Amanhã é um outro dia, e quem sabe consigo fugir da estagnação criativa que me aflige a alguns meses. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;E estes dias tem sido todos bem difíceis. Vontades que sufocam meu corpo, e como um faminto que não quer comer eu me resigno e tento respirar e dar tempo ao próprio tempo, que de tanto tempo já comeu meu tempo no passado. O ar às vezes parece tão pesado que como toneladas de rochas parece comprimir meu corpo e minha visão fica turva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Nós, todos nós caminhamos a passos certos rumo ao desconhecido e este tal desconhecido pode ser tão morno, sem graça e infinitamente amorfo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Todos sonham e bocejam momentaneamente sempre que possível...e...por onde se escorregaria mesmo estas palavras?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tsc, tsc, tsc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Fim...eu sou amorfo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114550474824245960?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114550474824245960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114550474824245960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114550474824245960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114550474824245960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/04/amorfo.html' title='Amorfo'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114514030065046831</id><published>2006-04-15T19:30:00.000-03:00</published><updated>2006-04-15T19:31:40.663-03:00</updated><title type='text'>M.Lanegan &amp; I.Campbell</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;" &gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#ff8080;"&gt;&lt;a name="b10"&gt;Honey  child what can I do&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Wishin', hopin', for that old familiar feeling&lt;br /&gt;That takes you miles above, yeah it's called love&lt;br /&gt;Would you do it for me&lt;br /&gt;'Cause i'm feelin' lonely&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prayin', hopin', and i leave the door wide open&lt;br /&gt;I see you and you catch your spill&lt;br /&gt;But come and sit by me&lt;br /&gt;'Cause i'm feelin' lonely&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maybe i'm a stupid fool&lt;br /&gt;Chasin' butterflies like you&lt;br /&gt;On these days they seem so cruel&lt;br /&gt;But honey, child what can i do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maybe i'm a stupid fool&lt;br /&gt;Chasin' butterflies like you&lt;br /&gt;On these days they seem so cruel&lt;br /&gt;But honey, child what can i do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honey, child what can i do&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114514030065046831?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114514030065046831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114514030065046831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114514030065046831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114514030065046831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/04/mlanegan-icampbell.html' title='M.Lanegan &amp; I.Campbell'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114485858362144049</id><published>2006-04-12T13:15:00.000-03:00</published><updated>2006-04-12T13:16:23.636-03:00</updated><title type='text'>tsc</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Novamente sentado a espera de alguma idéia. E sem caminho algum uma porra de sede e por mais que litros e litros de água me banhe ainda sedento fico. Sabe por quê? Nem mesmo sei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ontem ao subir no ônibus vi uma senhora cantarolar a seu ente querido, ao menos assim parecia, que um dia qualquer ela conseguiria vencer a sua fraqueza e caminhar solícita pelo mundo afim de transformar sua própria vida. E ainda fico a pensar como essa senhora ainda tenta e relativizo com ela sem saber porque. Mas sabe de uma coisa, eu não sou tão bom assim como penso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ao vê-la deparei-me e depurei como caminho na terra. Tenho vontade de afundar minha cara suja na terra e sufocar-me de tanta raiva que sinto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sentado aqui arquiteto formas e mais formas de parecer normal e tento mudar mas sou um presidio em mim mesmo, preso pelas memórias e afogado pelo gosto da dor. Canso sempre do meu ranso e lanço as fortunas de um novo ser apenas em minha cabeça, folheio livros na espera de uma saída e canso de mim mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Viu! Aqui novamente estou e? E nada, nem torrão de açucar eu posso pegar e em enfartar disso, pois eu me canso fácil, eu preciso mudar e trazer um novo eu, como nunca consegui ser. Estou cansado, minha vida me farta, estou farto dos sorrisos, da comemoração furtiva sem sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Agora alguém me diz aonde posso chegar? Eu sei, ninguém pode dizer nada e por este motivo me sento e tento mudar o caminho e articulo tudo na minha cabeça, mas nada muda e continuo como um jumento carregando meu pobre mundo e mudo fico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Cansei-me de tudo, e de deste escrito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não devia jamais nada e fugir na imensidão do nada. Meses e dias atravessam minha cabeça como uma flecha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Angustiado numa escada, fracassado, fraco, imóvel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tens medo? Eu tenho um caminhão de fracassos, e não quero o amor coletivo a reunião...Quero só...Só eu posso assim ficar sem nada, e assim sem poder articular. Um miserável, covarde, fracassado, vil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Que tento aqui retomar? Um algo, uma antiga substância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Devia nunca Ter crescido, ainda a ser aquele ser que ficava no final da sala escondido de todos e de mim mesmo a querer explodir as doces cabeças de todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu odeio o mundo e não sou o primeiro a externar isso. Nem articular mais nada, me perco no turbilhão do tudo. Um enorme fracasso em todas as extremidades de meu ser. Não quero ser melhor que hoje, o agora basta e um feixe de luz poderia tostar este lixo de ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tudo isso para o que? Para o desfile pobre de um sorriso amarelo e sem graça, e sabe mais o que a falsidade que todos carregam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Pra quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Pra onde?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Por quem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;POR NADA! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114485858362144049?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114485858362144049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114485858362144049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114485858362144049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114485858362144049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/04/tsc.html' title='tsc'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114442029199346677</id><published>2006-04-07T11:30:00.000-03:00</published><updated>2006-04-07T11:31:32.006-03:00</updated><title type='text'>be quiet and drive (far away) - Deftones</title><content type='html'>&lt;p&gt;This town don’t feel mine&lt;br /&gt;Fast to get away&lt;br /&gt;Far&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I dressed you in her clothes&lt;br /&gt;Now Drive Me&lt;br /&gt;Far Away, Away, Away&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It feels good to know you’re all mine&lt;br /&gt;So drive me&lt;br /&gt;Far Away, Away, Away&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Far&lt;br /&gt;Away&lt;br /&gt;I don’t care where Just far&lt;br /&gt;Away&lt;br /&gt;I don’t care where Just far&lt;br /&gt;Away&lt;br /&gt;I don’t care where Just far&lt;br /&gt;Away&lt;br /&gt;I don’t care&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114442029199346677?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114442029199346677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114442029199346677' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114442029199346677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114442029199346677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/04/be-quiet-and-drive-far-away-deftones.html' title='be quiet and drive (far away) - Deftones'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114321242327745845</id><published>2006-03-24T11:59:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T12:00:23.290-03:00</updated><title type='text'>Arial, Saudade e ódio</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A saudade vocifera atrás de minha orelha a teimosia de um dado momento, e cada palavra cuspida pela saudade vejo os contornos tão expressivos e mágicos de seu rosto que tão juntos aos meus ficava ilegível e apenas os sentia com o plainar de minhas mãos sobre aquele corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Enquanto entrava ao metrô corria meu pensamento solto por não sei onde quando teu cheiro penetrou por minhas narinas, e pensei que naquele vagão estivesse tu sentada a me esperar com um buquê de flores para nós que contemplaríamos os dias vindouros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Como era verdadeiro teu olhar e a cada piscada sentia um nascer de meu coração por ti, e o sol raiava nossas peles e iluminava nosso caminho e seguro por tanto tempo foi que sorri de alegria quando encontrei-te ao descambado mar asfáltico e tuas mãos lindas mãos com teus bonitos dedos a apontar meu rumo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Foi disso, assim. Nem mais nem menos e há tempos que ouvia essa voz que solicitava ser premiado com seu olhar a fazer-me louco a cada sorriso seu. Comprimia a dor em alegria e esperança e alongava minha respiração aos montes de espasmos de alegria quando juntava e untava minha pele a sua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ao fim disso tudo um enorme fosso se abriu e caminhei por ele a anos (em dias), ou melhor, nem sei mais se ainda caminho, sei que ainda fico a espera de uma mão que guie este cansado corpo a meu porto seguro e construa a paz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Esperei por muito tempo a paz, tranqüilidade, amor enfim um caminhão de boas notícias e com isso tudo que fosse capaz de iluminar esta existência...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A cada segundo passado tinha a impressão da resistência e ao descaminho foi aberto e solicitado um novo caminho como aquele trilhado por minha mão naquelas lindas bochechas e boca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Fim! Fim do lamaçal de experiências e do diverso passeio de alheios terceiros por aquilo que quero. Que se fodam com a boa vontade mentirosa que fodem com minha boa vontade e me jogam no limbo. Ao inferno com as mentiras e as experiências contadas pelo prisma único, cansei-me! Digo reafirmo, sem metáforas. É agora ou nunca, ou se planta uma jaqueira, ou pé de jacarandá ou não encham o saco com falsas promessas de verdade e resignação. Porra tudo que já tinha de acontecer já aconteceu. Uns e umas sumiram e outros e outras teimam em voltar, em reaparecer ao circo que já foi totalmente queimado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Calados! Ainda não terminei o fraco espetáculo que protagonizo nestas linhas. Meses atrás, dias atrás os passos eram certos e o inferno solapou estes, sabe por quê? Por espaço. Fodam-se os de boa índole eu cansei. Morto, fixo, amorfo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Enquanto pobre estive, derrotado, aviltado em todas extremidades de meu ser só estive. De agora em diante caminho a certos passos a um certeiro andar ao que me traga tranqüilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Estive tranqüilo...mas se foi...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Impressões, expressões de meses e dias atrás...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114321242327745845?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114321242327745845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114321242327745845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114321242327745845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114321242327745845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/03/arial-saudade-e-dio.html' title='Arial, Saudade e ódio'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114295457989580223</id><published>2006-03-21T12:20:00.000-03:00</published><updated>2006-03-21T12:22:59.906-03:00</updated><title type='text'>Trapezista</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Nem muito oito ou oitenta, nem muito céu nem muito inferno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Agarre minha mão e me guie junto a ti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Equilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Equiilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Equilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; EquiilíbrioEquilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; EquiilíbrioEquilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; EquiilíbrioEquilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; EquiilíbrioEquilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; EquiilíbrioEquilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; EquiilíbrioEquilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; EquiilíbrioEquilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; EquiilíbrioEquilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; EquiilíbrioEquilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; EquiilíbrioEquilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; EquiilíbrioEquilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Equiilíbrio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ah!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114295457989580223?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114295457989580223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114295457989580223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114295457989580223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114295457989580223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/03/trapezista.html' title='Trapezista'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114259528555742051</id><published>2006-03-17T08:32:00.000-03:00</published><updated>2006-03-17T08:34:45.566-03:00</updated><title type='text'>Isso sim!</title><content type='html'>The Angels Of Light "How I Loved You".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114259528555742051?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114259528555742051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114259528555742051' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114259528555742051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114259528555742051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/03/isso-sim.html' title='Isso sim!'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114243319730883251</id><published>2006-03-15T11:31:00.000-03:00</published><updated>2006-03-15T11:33:17.323-03:00</updated><title type='text'>O sonho de um deserto. 1...2...3...!?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Acalentando o fim dos dias caminho a passos largos ao encontro do enorme desfiladeiro com a garganta seca e os lábios rachados de tanto sol que incide sobre meu cansado corpo. A paisagem é agreste e quente, o sol queima minha retina. Pareço andar no próprio inferno e encontro um íngreme terreno seco e rachado como meu corpo. A expressão interna é vista nesta paisagem os tons amarelados e o gosto de terra na boca, a visão cansada, o corpo ressequido e inerte, sou perseguido pelo sol que não dá paz. Ele torra minha pele e racha meus lábios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Cansado e sem água não há mais como caminhar, prefiro deitar-me sobre o solo quente a espera de alguma nuvem a quebrar o galho colocando-se a zênite de meu corpo, mas como deus todo poderoso não existe, nuvem alguma nasce e pertenço mais que nunca a este deserto quente e seco. Ao lado de meus pés cabeças de bois secas e a minha mão apenas um graveto que agarrei assim que cai pesado. Pensava quando cai segurar algum tipo de fragmento mais presente que a presença da própria terra amarela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Uma voz se perde na imensidão da minha memória e também deste deserto. A árvore seca a qual recostei-me dá abrigo, sinto seu corpo morto, rachado e aberto. De vida está gelada, findada pela alta temperatura e pela falta de água, mesmo assim agora ela me serve de algo, protege este cansado corpo. Estou a milhares de quilômetros de algo, perdido e cansado com três companheiros – o sol, a terra quente e a árvore morta – além deste, apenas minha voz. Há também um sopro quente misturado a cristais de rocha que entram no meu olho e cego fico por alguns momentos. Não há mais como prosseguir, deitado espero. Aguardo de alguma forma algum tipo de ajuda, estou tão cansado que as pernas insistentemente tremem e já desisti de controlá-las. Encosto ao podre tronco e espero um milagre...1...2...3...!?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114243319730883251?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114243319730883251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114243319730883251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114243319730883251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114243319730883251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/03/o-sonho-de-um-deserto-123.html' title='O sonho de um deserto. 1...2...3...!?'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114063510684597667</id><published>2006-02-22T16:04:00.000-03:00</published><updated>2006-02-22T16:05:06.856-03:00</updated><title type='text'>flecha Febril</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ontem me peguei sonhando de olhos abertos. Como se as luzes da rua fossem as únicas que proporcionassem iluminação a um recinto fechado e quente, e também como no passado o rádio estagnado em alguma estação que gritava para calar os meus urros. Estes urros que eram sinais da entrega total. Premeditadamente eu deixei o rádio tocando enquanto passeava pelas minha lembranças ao passo que minha mão brindava-me com certeiros toques e observava um filme protagonizado por mim mesmo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O rádio cortava o silêncio da noite afim de afogar a saída dos uivos animalescos do quarto e a cortina escura vincava de modo que em segundos a luz da rua penetrava naquele quarto. Suava muito e adorava, sentia o fluxo do corpo indo e vindo e eu o controlando assim como minha ereção. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Noites quentes a quais perfurava o gelado bloco da vida com minha certeira flecha febril, e ia costurando e alargando o espaço de minha casa de forma a estocar minha história numa gaveta, mas uma gaveta molhada e extremamente viscosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Lembro destas luzes e do soar da rádio em conjunção com os movimentos nada uniformes de nossos corpos naquela cama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114063510684597667?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114063510684597667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114063510684597667' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114063510684597667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114063510684597667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/02/flecha-febril.html' title='flecha Febril'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114036950128994720</id><published>2006-02-19T14:17:00.000-03:00</published><updated>2006-02-19T14:18:21.303-03:00</updated><title type='text'>Desarticulado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Segunda chance.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;As palavras não tem sentido,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;As letras são como grãos de areias a serem coladas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não articulo nada de produtivo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sinto o bombar de meu peito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;E isso não produz palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Envergonhado e aberto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Horrível essa sensação de improdutividade, nem escrever consigo. Minhas ásperas mãos precisam ser cuidadas. A água sanitária me corrói, por dentro e por fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Isto é apenas um podre tentativa de algo. Não pareço eu! Mas sou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Colo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Calor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Odiei este texto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114036950128994720?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114036950128994720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114036950128994720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114036950128994720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114036950128994720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/02/desarticulado.html' title='Desarticulado'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114027660945860338</id><published>2006-02-18T13:28:00.000-02:00</published><updated>2006-02-19T14:26:27.533-03:00</updated><title type='text'>Desolation Row - Bob Dylan</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;font-family:Courier,Courier New;font-size:100%;"  &gt; They're selling postcards of the hanging&lt;br /&gt;They're painting the passports brown&lt;br /&gt;The beauty parlor is filled with sailors&lt;br /&gt;The circus is in town&lt;br /&gt;Here comes the blind commissioner&lt;br /&gt;They've got him in a trance&lt;br /&gt;One hand is tied to the tight-rope walker&lt;br /&gt;The other is in his pants&lt;br /&gt;And the riot squad they're restless&lt;br /&gt;They need somewhere to go&lt;br /&gt;As Lady and I look out tonight&lt;br /&gt;From Desolation Row&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinderella, she seems so easy&lt;br /&gt;"It takes one to know one," she smiles&lt;br /&gt;And puts her hands in her back pockets&lt;br /&gt;Bette Davis style&lt;br /&gt;And in comes Romeo, he's moaning&lt;br /&gt;"You Belong to Me I Believe"&lt;br /&gt;And someone says," You're in the wrong place, my friend&lt;br /&gt;You better leave"&lt;br /&gt;And the only sound that's left&lt;br /&gt;After the ambulances go&lt;br /&gt;Is Cinderella sweeping up&lt;br /&gt;On Desolation Row&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now the moon is almost hidden&lt;br /&gt;The stars are beginning to hide&lt;br /&gt;The fortunetelling lady&lt;br /&gt;Has even taken all her things inside&lt;br /&gt;All except for Cain and Abel&lt;br /&gt;And the hunchback of Notre Dame&lt;br /&gt;Everybody is making love&lt;br /&gt;Or else expecting rain&lt;br /&gt;And the Good Samaritan, he's dressing&lt;br /&gt;He's getting ready for the show&lt;br /&gt;He's going to the carnival tonight&lt;br /&gt;On Desolation Row&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now Ophelia, she's 'neath the window&lt;br /&gt;For her I feel so afraid&lt;br /&gt;On her twenty-second birthday&lt;br /&gt;She already is an old maid&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To her, death is quite romantic&lt;br /&gt;She wears an iron vest&lt;br /&gt;Her profession's her religion&lt;br /&gt;Her sin is her lifelessness&lt;br /&gt;And though her eyes are fixed upon&lt;br /&gt;Noah's great rainbow&lt;br /&gt;She spends her time peeking&lt;br /&gt;Into Desolation Row&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Einstein, disguised as Robin Hood&lt;br /&gt;With his memories in a trunk&lt;br /&gt;Passed this way an hour ago&lt;br /&gt;With his friend, a jealous monk&lt;br /&gt;He looked so immaculately frightful&lt;br /&gt;As he bummed a cigarette&lt;br /&gt;Then he went off sniffing drainpipes&lt;br /&gt;And reciting the alphabet&lt;br /&gt;Now you would not think to look at him&lt;br /&gt;But he was famous long ago&lt;br /&gt;For playing the electric violin&lt;br /&gt;On Desolation Row&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Filth, he keeps his world&lt;br /&gt;Inside of a leather cup&lt;br /&gt;But all his sexless patients&lt;br /&gt;They're trying to blow it up&lt;br /&gt;Now his nurse, some local loser&lt;br /&gt;She's in charge of the cyanide hole&lt;br /&gt;And she also keeps the cards that read&lt;br /&gt;"Have Mercy on His Soul"&lt;br /&gt;They all play on penny whistles&lt;br /&gt;You can hear them blow&lt;br /&gt;If you lean your head out far enough&lt;br /&gt;From Desolation Row&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Across the street they've nailed the curtains&lt;br /&gt;They're getting ready for the feast&lt;br /&gt;The Phantom of the Opera&lt;br /&gt;A perfect image of a priest&lt;br /&gt;They're spoonfeeding Casanova&lt;br /&gt;To get him to feel more assured&lt;br /&gt;Then they'll kill him with self-confidence&lt;br /&gt;After poisoning him with words&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And the Phantom's shouting to skinny girls&lt;br /&gt;"Get Outa Here If You Don't Know&lt;br /&gt;Casanova is just being punished for going&lt;br /&gt;To Desolation Row"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now at midnight all the agents&lt;br /&gt;And the superhuman crew&lt;br /&gt;Come out and round up everyone&lt;br /&gt;That knows more than they do&lt;br /&gt;Then they bring them to the factory&lt;br /&gt;Where the heart-attack machine&lt;br /&gt;Is strapped across their shoulders&lt;br /&gt;And then the kerosene&lt;br /&gt;Is brought down from the castles&lt;br /&gt;By insurance men who go&lt;br /&gt;Check to see that nobody is escaping&lt;br /&gt;To Desolation Row&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praise be to Nero's Neptune&lt;br /&gt;The Titanic sails at dawn&lt;br /&gt;And everybody's shouting&lt;br /&gt;"Which Side Are You On?"&lt;br /&gt;And Ezra Pound and T. S. Eliot&lt;br /&gt;Fighting in the captain's tower&lt;br /&gt;While calypso singers laugh at them&lt;br /&gt;And fishermen hold flowers&lt;br /&gt;Between the windows of the sea&lt;br /&gt;Where lovely mermaids flow&lt;br /&gt;And nobody has to think too much&lt;br /&gt;About Desolation Row&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yes, I received your letter yesterday&lt;br /&gt;(About the time the door knob broke)&lt;br /&gt;When you asked how I was doing&lt;br /&gt;Was that some kind of joke?&lt;br /&gt;All these people that you mention&lt;br /&gt;Yes, I know them, they're quite lame&lt;br /&gt;I had to rearrange their faces&lt;br /&gt;And give them all another name&lt;br /&gt;Right now I can't read too good&lt;br /&gt;Don't send me no more letters no&lt;br /&gt;Not unless you mail them&lt;br /&gt;From Desolation Row&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114027660945860338?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114027660945860338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114027660945860338' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114027660945860338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114027660945860338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/02/desolation-row-bob-dylan.html' title='Desolation Row - Bob Dylan'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-114018218398704282</id><published>2006-02-17T10:59:00.000-02:00</published><updated>2006-02-17T11:16:24.030-02:00</updated><title type='text'>duas importantes letras</title><content type='html'>Solitary Man&lt;br /&gt;Johnny Cash&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belinda was mine 'til the time that I found her&lt;br /&gt;Holdin' Jim&lt;br /&gt;And lovin' him&lt;br /&gt;Then Sue came along, loved me strong, that's what I thought&lt;br /&gt;But me and Sue,&lt;br /&gt;That died, too.&lt;br /&gt;Don't know that I will but until I can find me&lt;br /&gt;A girl who'll stay and won't play games behind me&lt;br /&gt;I'll be what I am&lt;br /&gt;A solitary man&lt;br /&gt;A solitary man&lt;br /&gt;I've had it here - being where love's a small word&lt;br /&gt;A part time thing&lt;br /&gt;A paper ring&lt;br /&gt;I know it's been done havin' one girl who loves you&lt;br /&gt;Right or wrong&lt;br /&gt;Weak or strong&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+-+-+-+-+-+-+&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walking after you&lt;br /&gt;Foo &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fighters&lt;/span&gt;&lt;h2 style="font-family: arial;" id="sz"&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tonight I'm tangled in my blanket of clouds&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Dreaming aloud&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; Things just won't do without you, matter of fact&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; I'm on your back, I'm on your back, I'm on your back&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you'd accept surrender, give up some more&lt;br /&gt;Weren't you adored&lt;br /&gt;I cannot be without you, matter of fact&lt;br /&gt;I'm on your back&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you walk out on me, I'm walking after you&lt;br /&gt;If you walk out on me, I'm walking after you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Another heart is cracked in two, I'm on your back&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I cannot be without you, matter of fact&lt;br /&gt;I'm on your back, I'm on your back, I'm on your back&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you walk out on me, I'm walking after you&lt;br /&gt;If you walk out on me, I'm walking after you&lt;br /&gt;If you walk out on me, I'm walking after you&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;       &lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-114018218398704282?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/114018218398704282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=114018218398704282' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114018218398704282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/114018218398704282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/02/duas-importantes-letras.html' title='duas importantes letras'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113871827733811864</id><published>2006-01-31T12:35:00.000-02:00</published><updated>2006-01-31T12:37:57.363-02:00</updated><title type='text'>rochedo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Nos momentos críticos de minha vida o desespero sempre pareceu ser a porta mais saudável a ser usada, sabia que não sairia ileso de coisa alguma, mas me refugiava no próprio silêncio e no escuro que meu quarto proporcionava e ali ficava deitado sempre. Fraco que era, e não digo que sou forte, ficava escondido da vida apenas observando o correr das lágrimas pelo meu rosto. Nestes momentos nada podia inflar meu peito e dizer que eu podia ser feliz, nada mesmo, e além disso sentia uma tal fuga de mim mesmo. Um enorme vazio, um tal de sem porque se estacionava no tronco central de meu corpo e não conseguia respirar direito. Engolia doses e doses de algum destilado que me golpeasse e eu caísse no ringue de minha cama a não mais levantar por algumas horas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Dias se passavam e ficava ali escondido, bebendo dos meus demônios e suando de raiva por responder assim à vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Engraçado como o amor nos fornece um zilhão de possibilidades mas quando a outra porção de amor sumia do horizonte como sós ficávamos a bebericar fortes doses de tristeza e isso ia secando a coisa dentro de si...Ou não. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;É difícil falar de tudo isso e sentir tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não consigo olhar ao passado e Ter uma boa visão das minhas fugas, sempre fui fraco e mentiroso comigo mesmo, rogava que o que fazia naquela situação fosse estancar o rio de sangue que corria do meu peito, e não digo uma coisa subjetiva cagalhona, eu digo que escorria litros e litros de meu sangue eu os via quando me olhava ao espelho com receio de não conhecer aquele ser. E o conhecia, mas uma face que a tinha conhecido a muito tempo passado, a qual sentia algo parecido com o liquor da tristeza que é servido em algum bar n”alguma situação da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Neste momentos críticos eu mesmo ficava a maldizer minha própria história e maldizia o que tinha feito, mas sem forças não conseguia transformar as situações, e nestes momentos mais infelizes tornava a fugir, por ser um arremedo de mim mesmo, alguém que eu não conseguiria reconhecer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sei que sempre que sentia um “quê” de atração por alguém eu me entregava a este, e depositava nos dias o horizonte de construção do tal propalado amor, mas quando o tapete era puxado e eu ficava no centro do picadeiro sozinho como um palhaço sem público eu chorava, esperneava e ria de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não quero mais ficar desse jeito, e não ficarei. Eu amo é verdade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;E as conversas duras tem sido costumeiramente colocadas em pauta. Mas sei como sou, procuro um abrigo a meu eu mais íntimo e quero ser abrigo a esse você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu preciso de paz tranqüilidade e serenidade, tudo já foi muito caótico nessa vida, eu mereço um pouquinho de paz, mesmo que sozinho, mesmo que se a solidão se abater sobre mim passarei a ela ileso e não quero desferir golpes a ninguém e nem a mim mesmo. De tudo que quero é paz nada além de paz e correr. Correr como se fosse me jogar do desfiladeiro e voar ir para outro lugar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Pois eu acredito sim, continuo a acreditar não sei até quando, mas continuo e me talho de restos de madeira e as farpas entram em minha pele, mas corro mesmo assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tenho a impressão de ser a maior concessão de felicidade que já puder ser, o passado também me assombra, mas não vivo dele. Eu sou muito estranho, talvez devesse sentir mais medo que muitos outros sentem, mas não sinto, parece que sempre estarei pronto a pular do desfiladeiro. E não me entendo as vezes, porque também lembro de como tudo me afundou, mas não parece nem um pouco, ou melhor nada de quando estou perto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Parece que eu sinta essas coisas me assombrar pra me fazer jogar a frente. Eu sou estranho, talvez uns digam que posso ser impostor e mentiroso e outros eterno coração que se doa. Escolham! A alguns sempre serei um talho que verterá sangue quando me aproximar e a outros um enorme músculo que pulsa por alegria e esperança...Eu não penso muito a respeito, resguardo o direito de apenas sentir um quê de alegria e sim...Sim! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Mas deveria temer e não temo. Todos temem eu também, mas disso não. Sei do assombramento do passado e não digo isso apenas em relação ao externo, mas sim também aos mecanismos internos. Aos modos como reagi no passado são cortinas sujas e não as quero mais em minha casa, mas elas ficam como lembranças de coisas passadas, mas sinto que consigo retirá-las das janelas e ver o sol que doura minha pele e me faz andar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Talvez eu devesse...Ou não...Sei que sinto, mas as condicionantes...Meu coração sente e meu peito arfa...O passado é bom e ruim...Lembranças são vestígios de lágrimas, mas não apenas disso, digo e reafirmo...Eu corro, corro muito e tudo mudou como nunca pensei que mudaria, vejo mesmo a diferença, em mim e nos outros e complicado que é, ainda idealista que sou, deposito a minha maior fuga para a felicidade naquilo e sei que soa assim apenas a mim, e por isso devesse sentir medo, o medo faz bem...Não sinto muito medo e me dá uma grande força e não quero que esta seja o algoz de minha partida a outros rumos. Essa força que sinto. E não devesse ser tão forte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Falam de calma, ou que cada dia a mais é um a menos para o encontro acontecer. Não quero mais saber de nada disso, apenas de algo que me guie a minha paz, quero me repousar e repousar meu amor mesmo que só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu preciso de paz, a tormenta já atormentou-me demais quero só deitar minha cabeça ao rochedo do desfiladeiro e depois pular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113871827733811864?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113871827733811864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113871827733811864' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113871827733811864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113871827733811864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/01/rochedo.html' title='rochedo'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113832882460808026</id><published>2006-01-27T00:26:00.000-02:00</published><updated>2006-01-27T00:27:04.620-02:00</updated><title type='text'>sopro de vida</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Como começar...a falar? A começar essa coisa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Bem não sei...fico a pensar em coisas, muitas aliás. Uma infinidade de lembranças e como dito pelo 2046, “lembranças são vestígios de lágrimas”. Eu discordo. Não apenas isso. Se não viajaria noites a pensar em coisas boas. Não penso apenas em lágrimas. E elas já rolaram demais das faces de todos nós. Não quero mais isso. Ninguém merece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;As lágrimas escorrem em momentos difíceis é verdade, mas nem todos os momentos precisam Ter o caráter de momentos passados, simplesmente assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tudo muito simples eu sei, mas eu sou isso. Direto, transparente e afeito a construir e as tentações. Eu sou a tentação mais louca que já provaram e sei qual a quantidade de peso que isso demanda. E tudo demanda uma força específica, enfim tudo demanda esse tipo de esforço, ou qualquer tipo de esforço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu sinto um esforço inconsciente de meu corpo um sopro que vem de dentro e não consigo controlar e ele me controla, me quebra se faz de bom e é bom.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113832882460808026?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113832882460808026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113832882460808026' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113832882460808026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113832882460808026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/01/sopro-de-vida.html' title='sopro de vida'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113811408849514123</id><published>2006-01-24T12:46:00.000-02:00</published><updated>2006-01-24T12:48:08.513-02:00</updated><title type='text'>Seu...Ele mesmo!</title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Tive razão&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 id="sz"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Seu Jorge&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Tive razão&lt;br /&gt;Posso falar&lt;br /&gt;Não foi legal, não pegou bem&lt;br /&gt;Que vontade de chorar, dói&lt;br /&gt;Em pensar que ela não vem, só dói&lt;br /&gt;Mas pra mim tá tranquilo, eu vou zuar&lt;br /&gt;O clima é de partida, vou dar sequência na minha vida&lt;br /&gt;E de bobeira é que eu não estou,&lt;br /&gt;E você sabe como é que é, eu vou&lt;br /&gt;Mas poderei voltar quando você quiser.&lt;br /&gt;ô ô ô ô ô ô ô ô, lá lá lá...&lt;br /&gt;Demorô vai ser melhor...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113811408849514123?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113811408849514123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113811408849514123' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113811408849514123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113811408849514123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/01/seuele-mesmo.html' title='Seu...Ele mesmo!'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113778775177777094</id><published>2006-01-20T18:08:00.000-02:00</published><updated>2006-01-20T18:09:12.916-02:00</updated><title type='text'>Este corpo me faz verdadeiro. Ele é. Em Ponto Maiúsculo sendo.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Fome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O estômago aponta sua necessidade e meu corpo respira na sua presença, se faz livre disforme e reinventa sua própria espacialidade, se compraz em ser tocado tão sublimemente. Respira e infla de ar com ardor por viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Um corpo respira. Ali, escondido dos olhares, ele respira se mistura aos lençóis lavados já de outros corpos, solitariamente este corpo se entrega e sonha com outro. Este corpo nu, suado e dentro dele vai crescendo uma coisa que não sabe explicar. Ele sonha e cresce, mexendo-se a cama retirando os lençóis das dobras as refazendo em seu corpo nu. Este corpo nu doura-se ao contato com a luz e muda com os toques certeiros. Toques certeiros toques e uma mão escorrega com propriedade por este corpo nu. Apega a sua propriedade de vida e se compraz a perceber certas mudanças. Este corpo e fome. As serpentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Este corpo imperfeito, disforme, incompleto e disposto, posto é composto de carne. Este corpo sujo e entregue aos prazeres de sua mente. Este corpo não dorme nem repousa se entrega a seu cúmplice com leveza. Este corpo nu suado e sua caixa registradora que capta as nuances deste corpo. Este corpo alegre quando entregue e leve quando cansado, se entrega ao luar, a dor, a morte, e aos toques próprios dele. Este corpo é tocado pelo próprio corpo que o conhece como ninguém e a este corpo revive ali o passado. Este corpo solitário corpo que se compraz a ser um corpo nu e solitário numa cama onde os lençóis reinventam suas dobras neste corpo e desprendem-se da cama se prendendo as dobras e aos movimentos deste corpo nu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Este corpo sente raiva e ama como um corpo, não qualquer corpo, mas este corpo. Sim ele! Apenas ele faz e refaz movimentos e sente novamente como se fosse verdade o toque neste corpo. Este corpo nu caminha pelas planícies entregues ao forte sol e ao rachado chão e tenta encontrar um esconderijo nestas rachaduras destes corpos, mas soube ele que nenhuma rachadura desta será sua casa, pois casa mesmo é seu corpo e neste corpo ele se encontra sem precisar de fechaduras. Este corpo corre como um animal solícito por enlace que corre buscando seu parceiro, e , pensando se achar noutro corpo se perde mas é deste corpo se perdendo que este corpo precisa e este grita com sua caixa registradora. Este corpo não foi alfabetizado ele não sabe que a vida dá e toma e que possivelmente já tenha tido a sua oportunidade, mas...Este corpo não se entrega tão facilmente e luta contra si. E para este corpo se o silêncio se abater ele se abre e grita a plenos pulmões marcando o que é mais corpo e reconhecível de si. Que ele é corpo de alguém, e por alguém advoga o corpo. Seu próprio corpo. Este corpo nu que muda de tamanho com o pensar. Para este corpo eu saúdo e lhe entrego uma taça de vinho para este corpo banhar-se afim de mais saboroso ficar. Este corpo sente e exala o perfume quando sente os sublimes toques. Este corpo não foge nem do frio pois sabe que ao passo que as correntes frias o percorrerem serão acalentadas e esquentadas nestas dobras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Este corpo é de aço. É de carne. É de pedra. É de um músculo ou vários pulsantes que transformam este corpo em corpo nu e afeito por vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu sou este corpo e luto por este corpo sinto por este corpo e choro por este corpo lambo este corpo e beijo este corpo. Este corpo sou eu. Entregue, destravado, aberto, nu, solícito, pedinte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Este corpo, aquele. Um em milhar a sonhar com sonhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu inflo meu peito e vocifero aos ouvidos dos miseráveis a vida que eles não enxergam grito pelos quatro cantos do universo o que mais me faz verdadeiro...mas eu não sei o que me faz verdadeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Este corpo me faz verdadeiro. Ele é. Em Ponto Maiúsculo sendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113778775177777094?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113778775177777094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113778775177777094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113778775177777094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113778775177777094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/01/este-corpo-me-faz-verdadeiro-ele-em.html' title='Este corpo me faz verdadeiro. Ele é. Em Ponto Maiúsculo sendo.'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113778087283209834</id><published>2006-01-20T16:13:00.000-02:00</published><updated>2006-01-20T16:14:32.866-02:00</updated><title type='text'>Dias chegam, dias passam, dias correm.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Dias chegam, dias passam, dias correm.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Vejo tudo correr ao largo passo dos dias, escorro por entre meus próprios dedos, e me refaço de rocha para encarar as ondas que querem destituir-me do que sou. Me encaro num espelho que despi no passado as minhas vestes, e eu mesmo não sei mais de mim e não me preocupo muito em cobrar isso. Ontem eu senti novamente aquele grande sopro de vida, e admito corri como um louco fugindo deste sopro estranho que conduzia ao paraíso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tinha raiva de como tão facilmente este vento me levava, esmurrava as paredes e queria enfiar minha própria mão na garganta e arrancar este colérico sopro de vida que envolvia-me nestas situações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não faço mais planos, tudo vai correndo e o tal sopro volta, e vai mexendo com minha boca. Quando o encaro, está fazendo eu de aberto corpo estendido esperando por este vento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Os dias correram muito rápido as lágrimas secaram o contexto condiz contra, e o espetáculo acabou. Por tudo que rogo de mais sagrado sem mais espetáculo por todos nós. De muito mesmo, mas muito mesmo tempo passado, hoje me apego ao que sinto de verdade, e sei que sou um turbilhão de substâncias e sentimentos, e quando o desespero tenta acorrentar-me, dou um grande suspiro me encho de ar e pulo. Caio na água fria e salgada das minhas próprias manifestações comiserativas, mas sou eu e tão familiar que são tantas estas eu as manipulo, respiro mais fundo e mergulho a metros ainda da posição que estava anteriormente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu sou isso, uma coisa assim sem explicação sem fim nem começo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Já estou me explicando demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu sinto uma explicação mais próxima do que sou, é que sinto. Sinto demais por tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113778087283209834?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113778087283209834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113778087283209834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113778087283209834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113778087283209834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/01/dias-chegam-dias-passam-dias-correm.html' title='Dias chegam, dias passam, dias correm.'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113777685386649082</id><published>2006-01-20T15:05:00.000-02:00</published><updated>2006-01-20T15:07:33.880-02:00</updated><title type='text'>Daqui adiante ou ali...</title><content type='html'>&lt;h2 style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Primeiro Andar&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt; &lt;h2 style="font-family: arial;" id="sz"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Los Hermanos&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt; &lt;p style="font-family: arial;" id="cmp"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Composição: Rodrigo Amarante&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Já vou, será&lt;br /&gt;eu quero ver&lt;br /&gt;o mundo eu sei&lt;br /&gt;não é esse lá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por onde andar&lt;br /&gt;eu começo por onde a estrada vai&lt;br /&gt;e nao culpo a cidade, o pai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vou lá, andar&lt;br /&gt;e o que eu vou ver&lt;br /&gt;eu sei lá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não faz disso esse drama essa dor&lt;br /&gt;é que a sorte é preciso tirar pra ter&lt;br /&gt;perigo é eu me esconder em você&lt;br /&gt;e quando eu vou voltar, quem vai saber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se alguem numa curva me convidar&lt;br /&gt;eu vou lá&lt;br /&gt;que andar é reconhecer&lt;br /&gt;olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu preciso andar&lt;br /&gt;um caminho só&lt;br /&gt;vou buscar alguém&lt;br /&gt;que eu não sei quem sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escrevo e te conto o que eu vi&lt;br /&gt;e me mostro de lá pra você&lt;br /&gt;guarde um sonho bom pra mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu preciso andar&lt;br /&gt;um caminho só&lt;br /&gt;vou buscar alguém&lt;br /&gt;que eu não sei quem sou &lt;/span&gt;       &lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113777685386649082?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113777685386649082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113777685386649082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113777685386649082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113777685386649082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/01/daqui-adiante-ou-ali.html' title='Daqui adiante ou ali...'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113751562819074211</id><published>2006-01-17T14:29:00.000-02:00</published><updated>2006-01-17T14:33:48.200-02:00</updated><title type='text'>Um lugar no passado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Lembranças&lt;br /&gt;Inchar-se, elevar-se a condição do sonho e das lembranças.&lt;br /&gt;Retornei a casa da minha mãe, estou aqui no meu antigo quarto visualizando estas paredes que tanto me observaram por anos a fio. Elas viram minhas vitórias e derrotas, tanto umas quanto as outras foram insistentemente por elas vistas, sem possibilidade de fugir elas viam tudo, toda minha nudez e todo meu castigo de situações, afinal foram 22 anos de vida nestas entranhas.&lt;br /&gt;Lembro de tanta coisa, tanta lágrimas aqui derramei, tantas noites imaginei melhorar, fugir, morrer, gozei, gemi. Sim estas paredes.&lt;br /&gt;Nestes últimos dias muitas coisas tem passado pela minha caixola, desde as experiências mais angustiantes e tristes que vivi até outras, tão sublimes e alegres. Tenho me mantido um pouco distante do álcool, as vezes já me sinto inchado sem nem colocar uma gota na boca.&lt;br /&gt;Melhor passar alguns dias sem o exagero, por outro lado venho pensando muito e alterando meu estado consciente com minha mente, apenas minhas idealizações de situações e pessoas. Vontades e mais vontades nisso mesmo, venho depositando grande quantia de tempo. Pensando nas minhas vontades e onde estas podem me levar. Estou diferente é verdade, me sinto o mesmo, mas um pouco modificado. Talvez a vida tenha ludibriado demais este e penso que mudei um pouco, mas não nego, por mais tenha corrido em direção oposta, algumas coisas voavam a mim e me abraçavam elevando meu corpo a outros níveis de percepção.&lt;br /&gt;Estava distante é verdade, pode ser distante de mim mesmo, porque tinha medo. Eu ainda tenho medo de mim. Mas eu não abro mão do meu jeito de ser.&lt;br /&gt;Eu sou puro coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113751562819074211?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113751562819074211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113751562819074211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113751562819074211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113751562819074211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/01/um-lugar-no-passado.html' title='Um lugar no passado'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113693567680803372</id><published>2006-01-10T21:25:00.000-02:00</published><updated>2006-01-10T21:27:56.820-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;2046 - Os segredos do Amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Preciso rever esse filme. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113693567680803372?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113693567680803372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113693567680803372' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113693567680803372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113693567680803372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/01/embarque-2046-os-segredos-do-amor.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113684912495897337</id><published>2006-01-09T21:24:00.000-02:00</published><updated>2006-01-09T21:25:24.973-02:00</updated><title type='text'>“... os dias que eu me vejo só são dias que eu me encontro mais, e mesmo assim eu sei tão bem...existe alguém pra me libertar”</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Três tentativas desperdiçadas frente a milhão de idéias de escrever sobre mim mesmo. E no final alguns rabiscos são paridos numa dor imensa. Gostaria de Ter o tal fluir sobre a arte de escrever, mas isso pouco importa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sinto que preciso mesmo de  um óculos, pois este período sem essas malditas lentes estão me deixando louco, faço a promessa de amanha ir atrás de novos olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Preciso também de um grande amor. Às vezes me sinto uma jovenzinha que implora por isso, mas sinto que preciso como Whitman diz, empurrar um tal músculo. No meu caso acho que preciso empurrar novas lembranças a se tornarem novas histórias. Minha cabeça dá um nó do tamanho dos nós que temos de linhas férreas aqui nesta cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Hoje uma tal indisposição visitou-me e forçar a vista para ler é uma merda, em certa medida até dói acima dos olhos...Mas está escrito ali em cima...de amanha não passa. Mas voltando ao tal da indisposição, pois é.  Não botei a fuça fora de casa. Não sei por quais coisas, mais fui acometido para agir assim. Tinha algumas coisas a fazer ficaram ainda a fazer. A insônia veio como sempre, a lembrança por corpo e consequentemente masturbações, banhos para um dia quente como este. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ter feito arroz, lavado louça e outras tarefas de cunho domésticos, mas tudo isso no perímetro de casa, nada além disso. Os compromissos desmarquei-os, melhor assim, sem responsabilidades por algumas horas. Apenas esperar o fim do raiar do dia de hoje. Amanhã talvez melhor eu esteja e mesmo que não, coisas precisam ser feitas e me conhecendo do jeito que conheço as farei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu sou um grande rochedo, as vezes as ondas arrancam um pedaço de mim, mas fico aqui resoluto, e das minhas possibilidades retiro a força que me guiará ao amanhã...que seja um pouco mais feliz que o dia de hoje. Um pouco disposto e propositivo. Não tanto ao ostracismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Gostaria sinceramente de vazar algumas coisas, sinto-me inchado de não sei o quê. Alguma substancia circulando por mim a produzir certos efeitos e a mudar a forma como lido com certas situações e espero um fim pra tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Assim espero, ou melhor...assim me talho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ah quer saber...eu quero mesmo é me encher disso, estar ali absorto pela presença, sentindo o fluir dos vapores que nos levaram a este lugar. Isso mesmo, cansei-me de um monte de coisas, mas ao mesmo tempo estou aqui. Diante de mim apenas um grande monte de rochas, mais ninguém e talvez um cavalo. Escalo o monte ou cavalgo pelas planícies? Escolhas, escolhas, escolhas, perdas, perdas, perdas e algum ganho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Mas o que estou a falar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Nem mesmo sei, me perco a todo momento num turbilhão de lembranças boas e ruins, fico absorto em minha cama as sentindo como um filme passando pela minha retina da memória a iludir-me que estou neste lugar por aqui, por ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Preciso de uma bóia salva-vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;“... os dias que eu me vejo só são dias que eu me encontro mais, e mesmo assim eu sei tão bem...existe alguém pra me libertar”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113684912495897337?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113684912495897337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113684912495897337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113684912495897337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113684912495897337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/01/os-dias-que-eu-me-vejo-s-so-dias-que.html' title='“... os dias que eu me vejo só são dias que eu me encontro mais, e mesmo assim eu sei tão bem...existe alguém pra me libertar”'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113642796624890853</id><published>2006-01-05T00:24:00.000-02:00</published><updated>2006-01-05T00:26:06.270-02:00</updated><title type='text'>Sonho</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A memória nos prega peças e sonhos por mais irrealizáveis que são se tornam tão concretos quanto qualquer ereção juvenil creditada ao amor de uma jovem de qualquer sala de aula (ou seria sela? pouco importa), que se distrai torneando mais suas pernas na frente de rapagotes afeitos a toques.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sonhos! Sentir a realidade numa mistura de névoa de lembranças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Teu hálito voltava a me tocar como as rochas são tocadas pelas ondas do mar e sentia o suave toque de suas mãos e os reconhecia pela textura que as mesmas tinham, e assim, segurava em meu membro enrijecido e completamente desprovido de roupa, e teus dedos passeavam pelo meu corpo como nunca mais este sentira em vida. Conseguia tocar teus seios e tua vulva que se encharcava a cada passeio de meu corpo pelo teu e sentia o tremer e os suspiros que saiam de sua enorme boca enquanto grudava meu lábios a seus lábios molhados e nos tornávamos uno e indivisível. Corria teu corpo como um playground do amor e sentindo a maciez e a temperatura de suas carnes ia me colocando em casa completamente afeito aos teus toques mais íntimos, e tu amor, passeava por mim, por tudo que possa parecer ou que fosse eu. Estava completamente a suas mãos e as sentia correr com propriedade toda vastidão nua de meu corpo e me fazendo uivar numa noite fria que afeitos ao amor, nossos corpos dançavam e cortavam a baixa temperatura, e sentia verter de sua boca as palavras mais sujas e lindas pronunciadas por uma boca que aumentava de tamanho e cada estocada de palavras que pronunciava e fosse como um falo ereto que se faz feliz ao adentrar uma buceta quente e molhada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sentia o correr de teus dedos as regiões mais guardadas de meu corpo e tocava a carne intima de meu corpo com tal propriedade que parecia manejar um instrumento muito além de conhecido e familiar. Destrava meu corpo duro e o abria completamente a suas mãos como um cirurgião abre com um bisturi qualquer ser, e passeava alegremente por este com uma única esperança, a de enlouquecer-me de prazer. Suas mãos tão afeitas ao meu corpo me tocava de um jeito tão sublime que achava lindo o manuseio que se fazia de mim, não apenas a imagem de posse de meu corpo, mas como me manuseava e ia abrindo todas as portas ao nosso prazer, se comprazendo a manter estas carnes quentes e pulsantes em suas mãos. Sentia o ir e vir de seu hálito e de quando em quando sentia a aspereza de seus doces lábios que juntos formavam uma ferramenta da completa e irrestrita entrega, seu hálito próximo a mim sugava este a dentro de ti. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Este hálito quente e característico que saía de sua boca uterina se pretendia um tempero a minha saliva e essa tua boca quente abaixo de sua nobre cintura era tocava pelos meus lábios e língua. Enquanto relinchava tal qual uma égua no cio eu brindava meus lábios com os teus lábios inquietantes que inquietavam minha língua e faziam com que ela trabalhasse insistentemente no emprego do prazer e em conjunto com meus dedos que passeavam pelas tuas grutas molhadas e refaziam o percurso como ordenastes minutos atrás, antes mesmo de eu tocar este lindo corpo que me apaixona a cada lembrança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Morria a cada suspiro de prazer que você dava amor, sentia a flacidez de sua esponjosa carne que escondida está dentro de ti e morria a cada toque que dava em mim, a cada arranhão, a cada sublime beijo, a cada feroz chupada e a cada abraço quente e nu. A beijava como se fosse meu último dos beijos a dar-te e sentia o arfar de seus peitos em minhas mãos e quentes que estavam os apertava e pulava com seus bicos pontudos a frente, indicando quem os deveria chupar com propriedade tal que aumentavam de tamanho em contato com minha língua molhada e insinuante que fazia um caminho úmido deixando em ti um percurso dos meus toques e ainda assim não a ti cansava e me queria mais ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ai amor. Sugava a última gota do que vertia de suas entranhas a tentar alimentar meus membros e minha montanha de carne se predispunha sempre por ti, sempre que sentia o roçar de seu corpo ao meu já acordava afeito a tocar-lhe o útero, a boca, as mãos toda e qualquer parte deste lindo corpo a qual costumo chamar de meu também como sou a ti. Teu também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ao sentir o peso de seus seios com ele sentia já o brincar de seus lábios colando aos meus e meus braços entrelaçavam aos seus, minhas pernas as tuas, meus pés aos teus, mãos, dedos, olhos, carne, secreções. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sentia quando passeava por ti o uivar de suas carnes a minha boca, e passeava com ela por tua linda vastidão a tocar-lhe profundamente onde quer que fosse e degustava teus odores e gostos como que nunca os tivesse sentido, e sempre da primeira a última vez sentia descer pela minha garganta sempre um pouco de ti. Eu a comia com prazer e propriedade e ela me fodia com tesão e certeza de que eu a amaria para sempre. Me alimentava destas secreções que vertiam de nossos corpos e sentia novamente o seu tocar. O sublime tocar de seus dedos a minhas partes mais íntimas e passeava por estas com tal certeza de que iria enlouquecer-me que amava isto, entreguei-me nisto e meu peito arfava por estes toques, sabia do que fazia como fazia e onde deveria apertar e meu corpo modificava de tamanho para seu delírio e localizava seu sorriso a me contemplar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Estava a suas mãos entregue sem armas, sem resistências e sentia apenas meu falo rijo e pulsante a pedir pelo abraço das pétalas de suas carnes intimas e isso se fez de maneira tão sublime que uivamos a noite inteira e rimos como dementes a boca do nosso orgasmo e quando a ele chegamos um enorme rasgo ela fez em mim como que pretendendo fazer brotar outro pênis pois ela queria que eu fosse mais de um. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A ergui. Novamente brinquei com os bicos sisudos de seus peitos que pesados que estavam pareciam necessitar de um toque de minhas mãos e sentia ainda o nosso verter por entre nossas pernas. E junto as suas pernas novamente deitei minha boca a seus lábios uterinos quentes e tateava aqueles com vigor a deixando louca e refazendo o caminho de meu falo, mas agora com minha língua e dedos. A chupava com amor, raiva, ódio, tesão, com um fulgor dos deuses. A chupava buscando o seu gozar em mim, na minha boca como que seu bebesse água numa bica, eu bebia ela pelo ventre quente que se aprazia a cada passeio de língua que dava por este lugar e meus dedos pacientemente tocavam a carne escondida de seu corpo. A achei. Destravei-a, sentia ela entregue como entregue estive, e sua boca aumentava de tamanho e observava como linda estava quando colado a boca uterina eu estava, e como agarrava os lençóis a cada passeio meu por suas quentes carnes. Até que esguichou-se em mim e prendeu minha cabeça ao meio de suas pernas como que ordenando nunca mais retirar-me de sua vida, e eu a observava e a seu quadril que volteava e rebolava insistentemente prendendo minha cabeça a ponto de deixar-me sem fôlego e totalmente molhado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Minha língua cansada que estava foi delicadamente tocada pela sua. Ela enxugava a umidade de minha boca com suaves beijos e ia refazendo minha consciência com palavras de amor e ainda me tocando como que me introduzindo novamente naquilo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Finalmente, sentia o nosso adormecer ao raiar do dia, da fresta da janela observava o mundo voltando ao seus eixos e eu me ajeitava docemente ao meu eixo, colando meu quadril ao dela, sentia que aquilo era o meu lugar e ao raiar do sol deste dia, raiaríamos juntos a mais uma odisséia do sexo e amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113642796624890853?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113642796624890853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113642796624890853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113642796624890853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113642796624890853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/01/sonho.html' title='Sonho'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113628109305248674</id><published>2006-01-03T07:37:00.000-02:00</published><updated>2006-01-03T07:38:13.073-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Insônia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113628109305248674?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113628109305248674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113628109305248674' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113628109305248674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113628109305248674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/01/insnia.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113611221540340810</id><published>2006-01-01T08:41:00.000-02:00</published><updated>2006-01-01T08:43:35.416-02:00</updated><title type='text'>Amanhece sempre</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Amanheceu. Exatamente às 7h43min a insônia abate a mim. Cansado ainda estou das nuances dialógicas, idas e vindas e uma infinidade seqüencial de situações que fodiam com a minha cabeça, meu corpo e minha auto-estima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Recentemente me vi sozinho novamente e tentando sair de novo desse círculo que não me compraz de alguma forma, e observar o taxamento do que foi sentido e as fotografias lavadas com água sanitária com fins a serem limpadas das memórias coletivas. Essa observação dói, pois permitiu-se o descartamento das sensações e da própria humanidade. A limitação da própria raiva, do ódio por um maldito bem que doía mais que mil agulhas perfurando meu olho insistentemente e ainda assim não entendido, não dialogado, morto. Uma morte que é perpétua e se transforma assim quando os quadros foram pintados em minha memória, e este consigo próprio, para não mais passear pelas pradarias do sofrimento e meu olhar escarrava um nada, um completo vazio, mas o entendimento é uma força a ser usada e não apenas receptivamente ser aproveitada. É preciso ter força de vontade para tanto, ter fome de entendimento se pretender ouvir, querer ao menos fazer parte de algum outro maldito ponto de vista. Mas não! Isso é demais, estamos todos preocupados com as nossas próprias sensações e como poderemos manter o círculo de situações de forma que estas façam bem ao nosso ego, pouco importa o que do outro lado do espelho se passa, basta cultivar o não diálogo, a confusão de frases e situações, situações, situações e tudo regado a muito sangue dos jogadores, e assim a vida tornou-se um jogo e quando um participante quis participar de outra partida o verdadeiro não-entendimento entra em cena e aí sim o não-diálogo perpassa as situações e sangue escorre como um rio revolto por nossas vidas e o ódio retorna como um tufão levando nossas casas e sentimentos, esperanças e tudo mais que algum dia teria sido plantado. Aí sim as flores são pisadas, as fotografias deixadas ao limbo e tudo esquecido em nome do próprio ego e assim todos caminhamos serenos por sermos assim, por cobrar e não dar em troca sequiosos de que o tempo sozinho reconstruirá um algo nunca mais sentido. E disfarçando em olhares a própria morte e não querendo mais ser sugado pelo vortex e correndo ao encontro de algo que seja bom e não se transforme num rio de sangue e não mais tempestade passe por alguns tempos pelo meu lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;As 8h10 desta manhã sinto um certo regurgitar em meu corpo, talvez seja meu estômago podre por eu ter escolhido o caminho das tentativas mais fracas e humanas que pude presenciar, ou mesmo por ter conseguido aqui chegar ainda vivo depois de chorar horrores como um feto desmamado. Amar dói demais é dois demais sofrendo por querer compor um bem pelos demais. Fraquezas. Eu odeio as minhas próprias fraquezas. Mas as vencerei de meu jeito, e posso não muito bem não entrar nos anais da classificação humana e novamente ser taxado, ou nem isso. E, para tanto basta acostumar-se com isso, sentir muito próximo a indiferença e isso a vida já me fez entender. A indiferença faz parte dos sentimento dos que por mim brincavam. Não basta nada além disso, desta singela e bonita demonstração do nada com um alguém. Eu sinto-me assim. Lavado da memória. E até que é bom, pois, assim afogo mais rapidamente o que existia não deixo mais pedra sobre pedra, mais nada. Implodo tudo, como a indústria extrativa que implode uma mina na procura de um bem mineral, é assim que tudo acontece com todos. Implodiremos nossos grandes edifícios de amor, amizade, lealdade e tudo mais que compõem, ou melhor, compunha um que de alguma coisa qualquer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Aproximação por bens, sofrimento por amor, amar por perfeição, dor por escolha. Rasgando em tiras de carne com uma lata de cerveja ainda molhada decompondo vou cada centímetro deste em tiras de carne e não se sangra mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Quem sabe este ano, sim este ano, seja coisa melhor? Quem sabe estes dias o vento mude o lado por onde sopra e poderemos rumar com nossos barcos a outros lugares?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Quem sabe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ainda esperamos o vento mudar o rumo dos acontecimentos, e sentado espero, espero, espero o nada chegar, assim de repente com ele estarei com o mais pobre vazio, com um vácuo sufocante que inflige a meu esôfago a pior das sensações e novamente sentido o enforcamento no momento certo e também pedir pelo que? Por amor, vida, esperança, completude, amizade, irmandade, paixão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Pediremos por que quando tudo isto terminar? Talvez, ou nem isso, por uma pequena porção de terra pra que nossos restos mortais sejam depositados. Assim, como todos deveriam ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Mas não faço parte deste jogo, não quero mais isso. Não quero e não mereço mais nada disso. Sei que peco por tentar, mas eu tento, errando eu tento. Abrindo latas de lixo, ou portas, ou latas de comida, meu próprio corpo, entrando em casas noturnas, dançando a noite inteira, bebendo como um porco, chorando como uma criança sozinha na rua, tentando um prato novo, um trabalho novo, um homem novo. Eu quero alguém que lave minha pele com um tipo de substância nunca usada, que me toque como ninguém nunca me tocou, que me ame como ninguém nunca amou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Estou mais velho, menos esperançoso mas talvez mais realista, e vejo o véu negro ser solicitado por todos. Tempos de morte, solidão e abate no matadouro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113611221540340810?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113611221540340810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113611221540340810' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113611221540340810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113611221540340810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2006/01/amanhece-sempre.html' title='Amanhece sempre'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113606758996451777</id><published>2005-12-31T19:30:00.000-02:00</published><updated>2005-12-31T20:19:50.033-02:00</updated><title type='text'>Nu e afeito por vida.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E novamente uma coisa se fecha, como uma ostra morta que se fecha a vida. Meus pés cansados ainda marcham rumo a minha felicidade. Por muitas ocasiões não sei se ando corretamente pela linha que trespassa as nossas vidas, mas tento corriqueiramente ser um cara melhor, mesmo que muitos não achem, mas pouco me importa o que pensam, ou o que deixam de pensar.&lt;br /&gt;Um ciclo ainda a ser fechado, e uma nova história a ser inaugurada a ser construída e penso, penso demais sobre o passado e sobre as pessoas. Choro pela esquinas da memória maldizendo minha história, mas isso passa é uma noiva coisa, se inaugura. E um coração sangra e deixa um lastro vermelho, é, assim um mapa de minha história. A mim.&lt;br /&gt;Mais a ninguém isso importa só a mim. E as circunstâncias rescreveram o meu olhar. Ando descalço cansado pelos campos cheio de espinhos a procura de algo ou de um alguém e este é apenas a minha própria imagem, e forço o olhar para me enxergar e a confusão das lágrimas secadas no tempos passados servem para saciar a sede deste quando estas derreterem frente a radiação solar no deserto das compaixões. Bebo minhas próprias feridas que ainda vertem um certo líquido que serva para matar a sede por uma novo lugar.&lt;br /&gt;Este ano de esvai, escorreu pelos meus dedos. Mas vivi, acertei um monte e errei um monte. Uma montanha de vida. Um enorme monte esculpido pela ação do tempo e sua correlação com as formas, as ditas circunstâncias. Este ano se foi. Acabou! Histórias ao ralo foram sugadas e fotografias retiradas amores despedaçados e tudo pela vida. Pela própria vida. Não canso de correr e um dia encontro a mim mesmo melhor, um pouco melhor que agora e um tanto melhor que o passado.&lt;br /&gt;Como quando as folhas caem ao chão os sulcos da terra são corroído pelas lágrimas alheias que ainda rezam por um bem ao nossos entes e todos estamos tão cansados que esperamos baluartes da explicação da vida.&lt;br /&gt;Por alguns taxados de mercadores da felicidade e por outros denominados de simples mercenários de vida. Eu olho e procuro um homem nu e despido de toda e qualquer esperança. Da resignação ao ostracismo e novamente uma coisa de fecha, como uma ostra morta que se fecha a vida.&lt;br /&gt;As portas velhas foram demolidas e a chuva lava a pele deste que vos expõe estas impressões e ainda o tal não entende por pulsar um algo, o que não sei realmente, mas taxo de afogar no vale lamacento de outras decepções e outras virão e pronto estarei e certeza tenho que tanto nós como vós estarão prontos também para cada um a seu modo para afogar no mar lamacento nossas lamúrias e taxá-las de passadas. Ultrapassadas. E creio que todos seremos fortes para fincar a nossas bandeiras noutras elevações de terra, e marcando outros territórios todos caminharão por outros vales afeitos a se redescobrirem enquanto homens. Enfim este ano se esvai para mim neste exato momento são 20h03 min do dia 31 de Dezembro de 2005. Quero caminhar por outros lugares e ir a partes ainda não visitadas por este, cansado estou, mas disposição a mim não falta e nunca faltará, é farto é fato é vida.&lt;br /&gt;Quero de coração um novo viver, uma nova coisa. Uma nova história.&lt;br /&gt;A todos vocês que se despedem deste ano de merda que um novo ciclo se inaugure agora. Todos ainda respiramos e somos capazes de refazermos laços ou mesmo de destruí-los de uma vez por todas, mas por todas e em todos os âmbitos que sejam destruídos e limpados os devidos pratos.&lt;br /&gt;Aqui cheguei e não pretendo voltar, minha pretensão maior é ser eu mesmo, deste jeito, nu e afeito por vida.&lt;br /&gt;Por mim sei que ainda estarei cantarolando as orgias deste e por mais imperfeito que seja, se torna perfeito em tentativas.&lt;br /&gt;Que um novo mundo se inicie, mesmo que no meu umbigo e para meu próprio entendimento.&lt;br /&gt;A todos! Um grande gole!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113606758996451777?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113606758996451777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113606758996451777' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113606758996451777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113606758996451777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/12/nu-e-afeito-por-vida.html' title='Nu e afeito por vida.'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113561990120482351</id><published>2005-12-26T15:56:00.000-02:00</published><updated>2005-12-26T15:58:21.220-02:00</updated><title type='text'>Voe, voe sempre que possível!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2886/458/1600/corvo.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2886/458/320/corvo.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113561990120482351?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113561990120482351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113561990120482351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113561990120482351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113561990120482351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/12/voe-voe-sempre-que-possvel.html' title='Voe, voe sempre que possível!'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113556948070321936</id><published>2005-12-26T01:19:00.000-02:00</published><updated>2005-12-26T01:58:00.753-02:00</updated><title type='text'>Foo Fighters</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrenado correndo ao encontro do nada e me jogo no infinito laço meu corpo ao nosso encontro.&lt;br /&gt;Correndo a seu encontro com fones de ouvido que explodem essa canção e meu olhos lacrimejam por nossos sublimes toques, assim de supetão vou me jogando contra o ar e ele não resiste e joga meu corpo a frente sempre mais e mais. E mais alto ouço esta canção e corro como um leopardo africano a seu encontro e luto contra resistência do ar e a essa hora não enxergo mais nada a não ser um arco-íris formado a partir de minhas próprias lágrimas que deixam um lastro de tristeza e reconhecimento por quem já ousou trocar mais que uma dúzia de palavras comigo e continuo correndo a chegar ao fim de minha estrada sendo ela com ou sem asfalto. Parece agora as nuvens transformarem-se em caixas de som altas e todos ouvem esta canção e levantam seus membros por nós. Pulam todos das suas camas gosmentas e todas tão sujas de lágrimas que as jogam pela janela e as queimam, não precisamos mais de camas nem de roupas de dormir muito menos de nossos trabalhos. A torrente de lágrimas lavou os nervos dos homens e mulheres desta terra. Luto, corro até minhas pobres pernas bambearem mas não paro e prossigo num esforço sobre-humano mas ouço alguns acordes e luto contra minha indisposição e refaço os caminhos talhados e os esqueço, quero outro, outra, motivos me levam a correr sempre a seu encontro e enxugo minhas lágrimas sujas de musgo marítimo e avisto os seixos que me levariam a seu encontro e pareço estar sendo alimentando por gasolina e cuspo fogo pela minhas ventosas, gostaria de voar e aí chegar agora fugindo do meu monstro solitário pintado por anos a fio e como essa música é linda e inflamável e transforma em chama meu corpo traduz um novo significado a este cansado corpo que atravessa as vastidões áridas de nossos sentimentos e sendo empurrado e esmurrado por minhas próprias sensações correndo ao encontro do meu eu do mesmo lugar que tinha reconhecido e fujo dos que não me entendem e pretendo encontrar meu outro eu que lutou por mim nas guerras passadas e retornarei dos foscos passados e das luzes mal iluminadas e meu estômago ainda se retorce mas hoje de cansaço e não mais de medo ou supressão das vontades já que todas foram vividas sangradas e choradas. O último gole de vinho foi pacientemente bebido, mas cheguei tarde não havia mais uma gota de nada que pudesse alcoolizar este pobre ente querido de todos nós que luta por ele apenas e se esquece que esta luta pode ser universalmente reconhecida enquanto a luta pelo amor humano e carnal e escurraçado dos álbuns de fotografias e das lembranças corriqueiras dos lugares o reorganizaram e lavaram sua fachada e tudo foi re-contado e esquecido mas corro com estas duas pobres e magras pernas corro sim a meu encontro a cem por hora a passadas de um campeão olímpico que corre como um jato ou tubarão que sente o gosto de sangue nas águas salgadas não fugindo de seu papel na cadeia evolutiva corre atrás de sua presa e no meu caso a presa sou eu já que vou correndo a seu encontro e seu hálito me chama puxando minhas vestes carnes e tudo mais que possa compor este e esta musica explode das nuvens dos arvoredos do asfalto do céu de todos os lugares ouço essa canção e não acaba nunca e me bomba o corpo a não parar e não canso mais luto como um boxeador luta com propriedade e esmurro o vento que menos mas muito menos veloz que eu é atingido por meu golpes certeiros eu sou e eu vou eu luto e sinto eu choro e odeio eu amo e entrego o cálice à suas mãos.&lt;br /&gt;Eu que sempre corri, não morro nunca. Por mais que queiram minha morte. EU SOU VIDA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Way Back&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-family: arial;"&gt;Lately, I've been livin' in my head&lt;br /&gt;The rest of me is dead, I dying for truth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Make me believe, no more left and right&lt;br /&gt;Come on take my side, I'm fightin' for you&lt;br /&gt;Fightin' for you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pleased to meet you, take my hand&lt;br /&gt;There is no way back from here&lt;br /&gt;Pleased to meet you, say your prayers&lt;br /&gt;There is no way back from here&lt;br /&gt;But I don't care&lt;br /&gt;No way back from here&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wake me, I'm ready, somethin' don't seem right&lt;br /&gt;I was dreamin' I was talkin' to you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memory, bear me, know I've seen my share&lt;br /&gt;Things I can't repair, I'm breakin' to you&lt;br /&gt;I'm breakin' to you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pleased to meet you, take my hand&lt;br /&gt;There is no way back from here&lt;br /&gt;Pleased to meet you, say your prayers&lt;br /&gt;There is no way back from here&lt;br /&gt;But I don't care&lt;br /&gt;No way back from, here... yeah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pleased to meet you, take my hand,&lt;br /&gt;There is no way back from here&lt;br /&gt;Pleased to meet you, say your prayers&lt;br /&gt;There is no way back from here&lt;br /&gt;But I don't care&lt;br /&gt;No way back from, here... yeah&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113556948070321936?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113556948070321936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113556948070321936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113556948070321936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113556948070321936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/12/foo-fighters.html' title='Foo Fighters'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113508732259162497</id><published>2005-12-20T12:00:00.000-02:00</published><updated>2005-12-20T12:02:02.603-02:00</updated><title type='text'>uma coisa, uma história, uma indiferença</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu sou uma história mal contada esperando pelo abate na fila do matadouro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu sou o seu pior pesadelo e seu melhor reencontro com sua história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sempre me apresento ao mundo como o descompasso apenas por mim sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sou eu quem vocifera ao pé de sua orelha as frases mais sujas ouvidas por um ser nestas terras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Nem a cem léguas encontrarás alguém como este sujeito que ousou escrever estas pobres linhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sim, eu sou o limite entre e você e o desconhecido. Portanto, não se aproxime...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Isso dói! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desembarque&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113508732259162497?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113508732259162497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113508732259162497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113508732259162497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113508732259162497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/12/uma-coisa-uma-histria-uma-indiferena.html' title='uma coisa, uma história, uma indiferença'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113440350906528200</id><published>2005-12-12T13:59:00.000-02:00</published><updated>2005-12-12T14:05:09.080-02:00</updated><title type='text'>F. Pessoa</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:+2;"&gt;Cansa ser, sentir dói, pensar destruir.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;center&gt;&lt;table&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;table&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt; Cansa ser, sentir dói, pensar destruir.&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Alheia a nós, em nós e fora,&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Rui a hora, e tudo nela rui.&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: arial;"&gt;Inutilmente a alma o chora.&lt;/b&gt;  &lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;b&gt;De que serve ? O que é que tem que servir ?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pálido esboço leve&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do sol de inverno sobre meu leito a sorrir...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vago sussuro breve.&lt;/b&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;b&gt;Das pequenas vozes com que a manhã acorda,&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Da fútil promessa do dia,&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Morta ao nascer, na 'sperança longínqua e absurda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em que a alma se fia. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;/center&gt; &lt;br /&gt;F. Pessoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113440350906528200?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113440350906528200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113440350906528200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113440350906528200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113440350906528200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/12/f-pessoa.html' title='F. Pessoa'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113430532335455551</id><published>2005-12-11T10:46:00.000-02:00</published><updated>2005-12-11T10:48:43.366-02:00</updated><title type='text'>afundando ou boiando na maré</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;"Reestruturação urbano-industrial no Estado de São Paulo: a Região da metróple desconcentrada"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a merda do semestre que não acaba nunca...por favor joguem um salva vidas ou afudem-me de vez!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113430532335455551?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113430532335455551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113430532335455551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113430532335455551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113430532335455551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/12/afundando-ou-boiando-na-mar.html' title='afundando ou boiando na maré'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113405543652731334</id><published>2005-12-08T13:22:00.000-02:00</published><updated>2005-12-08T13:23:56.536-02:00</updated><title type='text'>estaca zero</title><content type='html'>Eu ainda me lembro de tudo que quero esquecer, de volta a estaca zero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113405543652731334?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113405543652731334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113405543652731334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113405543652731334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113405543652731334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/12/estaca-zero.html' title='estaca zero'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113339058107779650</id><published>2005-11-30T20:40:00.000-02:00</published><updated>2005-11-30T20:43:01.086-02:00</updated><title type='text'>Vezes porém eu espero, vezes porém eu fujo...</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre entreveros e empurrões os olhos se foram para o ralo, agora só resta um borrão negro na face solitária deste imundo e intransigente homem.&lt;br /&gt;Hoje pessoas, amanhã o silêncio. O completo silêncio. Mãos dadas no meio do turbilhão e uma inexpressiva esperança. A mesma? Outras? Esperanças. Esperanças e mais esperas.&lt;br /&gt;Por muito tempo fugi de mim mesmo na pobre possibilidade de encontrar um outro eu. Mas o que quero mesmo é poder amar, me entregar de carne e espírito a alguém. Pecar por isto?&lt;br /&gt;Sabe, talvez sim. Hoje não mais amor preenche os caminhos de todos e sim outras situações. Eu me zerei, fui ao fundo onde antes não tinha chegado nunca, e esse ano vai se encerrando e chego no limiar. No fim, no limite. E um despenhadeiro afim de jogar-me mais uma vez só. Novamente com outros me encontro no descompasso da vida, e por que queria que fosse diferente?&lt;br /&gt;Quais são as minhas vontade de vida? Sexo? Apenas isso?&lt;br /&gt;Hoje mais do que nunca a imensidão das possibilidades se apresentam a mim. A urbe e a possibilidade de ir além, mesmo sabendo que chegaremos num novo limiar.&lt;br /&gt;Fim de mais um ano. Lembro dos outros fins, confins, afins, serafins. E retorno minha atenção para as responsabilidades do dia-a-dia, alguns diriam que fujo assim, mas a realidade apresenta-se assim. Que fazer?&lt;br /&gt;Mas algo novo brota, um novo lugar e pessoas que ajudaram-me neste ano de bosta. Permeado por lágrimas e envolto em braços cai num sono profundo, sonhei, tive pesadelos escuros e úmidos, meus pés doíam com o número do sapato que calçava. Eram uns três números a menos do que estou acostumado a usar e com a umidade ia rasgando a pele de meus cansados pés. O couro quando secava diminuía de tamanho e ia apertando até eu gritar. Esmurrar o vento imaginando um adversário mais forte que eu e quando ele me esmurrava eu gozava, mas não deixava por menos. O esmurava de volta a engastar meus punhos naquela imunda face.&lt;br /&gt;Uma embassidão na vista, manchas. Pareço mais que nunca um trapo, mas vou construindo meu conceito de sorte, amor, liberdade, vida. Cerveja, cigarros, café, arroz e feijão, sal, alho, cebola, bife acebolado com fritas, pinga, suor. Pessoas que reaparecem depois de anos sumidas e num espaço de tempo retornam com um "alo".&lt;br /&gt;Nada além de impressões e sugestões. Caminhar ainda. Hoje e sempre.&lt;br /&gt;Correr é preciso.&lt;br /&gt;Por hoje basta. Texto, anti-inflamatório, discussões, frases encarceradas na garganta e uma imensa vontade de gritá-las ao ar.&lt;br /&gt;Mais uma vez deixado ao léu de toda as situações. Mais uma vez esperando no banco da estação de trem. Mais uma vez meu fígado espera para ser transplantado,. Mais uma vez, mais uma vez.&lt;br /&gt;Vezes porém eu espero, vezes porém eu fujo. Todos os dias eu cuspo na própria face, e usualmente eu tento cumprir minhas tarefas, diariamente eu tento e tento e até arrisco a dizer que consigo fugir, e vou ao encontro dos meus próprios testículos.&lt;br /&gt;A quilômetros de distancia das exasperativas situações, a metros do que poderíamos dizer...Um novo homem.&lt;br /&gt;Tarefas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113339058107779650?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113339058107779650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113339058107779650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113339058107779650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113339058107779650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/11/vezes-porm-eu-espero-vezes-porm-eu.html' title='Vezes porém eu espero, vezes porém eu fujo...'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113329470628307671</id><published>2005-11-29T18:02:00.000-02:00</published><updated>2005-11-29T18:05:06.293-02:00</updated><title type='text'>sem mais para o momento</title><content type='html'>Intransigência. 1. Falta de transigência; intolerância. 2. Austeridade de caráter; severidade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113329470628307671?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113329470628307671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113329470628307671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113329470628307671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113329470628307671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/11/sem-mais-para-o-momento.html' title='sem mais para o momento'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113285603415557257</id><published>2005-11-24T16:12:00.000-02:00</published><updated>2005-11-24T16:13:54.170-02:00</updated><title type='text'>Ritual</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritual é o mesmo. Sentar e fingir pairar sobre minhas visões de mundo e da vida miserável que todos levamos com exceção ao sexo. Em se tratando de sexo, sei que não finjo.&lt;br /&gt;Pode ser numa taberna escura, num ônibus num dia cinza, como as cinzas que um dia irão nos compor, ou num dia de calor estafante, num bar, banheiro, cozinha, cinema, parque, enfim, em todos e muitos outros lugares sento e finjo repousar meu corpo nas minhas lembranças. Estas últimas compreendo às vezes muito mais quando minto, ou seja, quando manipulo tais experiências na forma de um pobre texto como este.&lt;br /&gt;Dias desse me parei pensando se não deveria escrever sobre isto ou aquilo, tentando criar um mosaico de alguma coisa que valha a pena e me contemple como um principiante na arte de escrever.&lt;br /&gt;Como dito anteriormente, navego pelo mar dos estilos a não achar o meu estilo. E será que o acharei? Pouco importa!&lt;br /&gt;A este altura do campeonato o tiro de largada já foi dado e espero impacientemente os vencedores chegarem ao final do percurso felizes por suas vitorias.&lt;br /&gt;E todo momento de total introspecção mergulho nas lembranças e me deparo com o mesmo problema – a extensão da coisa. Tal como prolongar o coito na felação. E falando em coito...nossa que vontade.&lt;br /&gt;E já vou cercando o assunto, dando voltas, girando em torno dele e me encontro novamente extenuado e insatisfeito. Mas já que o cerco vamos destrinchar o mesmo, tática de jack – o estripador. Parte por partes., compondo o todo.&lt;br /&gt;Falava anteriormente em estender o tal do texto de forma que não soasse chato, nem pedante, mas um pouco cativante.&lt;br /&gt;Isso?&lt;br /&gt;Sim era isso...não a vocês mas a mim que pensava sobre as diversas maneiras de preparo do espírito ao ato da exposição textual.&lt;br /&gt;E quando vou-me afundando nas tais formas e nos conteúdos que foram programados, penso no ato sexual...já que assim é vamos a ele e não mais a nada.&lt;br /&gt;O que nos resta nesta a não ser um par de lindas tetas e pernas, uma voluptuosa e simpática bunda? O que resta nessa vida?&lt;br /&gt;Para mim aquele momento que me deposito dentro de uma vulva quente, seja lá com mãos, pés, falo, língua, dedos, enfim quando entro e me enterro no espectro mais incompreensível e incomensurável do homem. O ato sexual.&lt;br /&gt;Sou um amante disto, recorro ao sexo para viver como um sujeito pulsante em todas as formas do próprio ser. Do meu ser, do meu viver.&lt;br /&gt;Carregado ou não de significados, pouco importa. E é nisso que a coisa esquenta, pois por dia vasculho em todos os lugares os diversos animais que compõem a flora humana e assim os penso relinchando quando estão nús. Mulheres!&lt;br /&gt;As mulheres são como as formigas que trabalham insistentemente. As vejo carregando pastas, malas, bolsas, cadernos, folhas. Uma infinidade de papéis, relógios, tralhas, badulaques...tralhas mesmo por assim dizer. A todas que consigo ver, caminho por elas. Persigo seu andar por suas formas, de forma a brincar com minhas imaginações na possibilidade de passear minha língua por tais lugares. Não as vejo como pedaços de carne num frigorífico, se fores me acusar de machista o façam. Não me importo. Me importo sim com elas, todas elas dispostas como estátuas lindas e vivas, lógico que vivo como animais que são e felizes por respirarem e por cagarem como todos cagamos e felizes que somos, pulamos e uivamos de alegria à porta de mais um orgasmo.&lt;br /&gt;Relinchar como cavalos que com seus grandes falos introduzem em grandes vulvas, criando a vida e o prazer a todos que pedem por vida.&lt;br /&gt;Mulheres!&lt;br /&gt;As amo de forma tão incondicional que percebo em seu bailar se estas podem levar jeito para a coisa, ou não. Se é que me entendem.&lt;br /&gt;Uma vez a muito tempo, um amigo assaltante disse que roubavam no centro da cidade, mas que percebiam a quem iriam abordar a partir do ato de andar. O princípio é o mesmo. Observar.&lt;br /&gt;Observo cada gesto, cada toque, cada passada de perna e traço minhas idealizações, achando se esta ou aquela garota é afeita à entrega total.&lt;br /&gt;É lógico que tudo isso é por demais superficial para traçar um paralelo entre o ato de andar e o ato sexual em si. Mas quem se importa com isso?&lt;br /&gt;Tudo não deixa de ser idealização e devaneios. Mas que faço, sim isso eu faço.&lt;br /&gt;Colho cada centímetro de quem me chama a atenção e fico a brincar com meus miolos na vã possibilidade de saber o que se passa naquele corpo nu. Dias desses passava pela praça da República e vi. Caralho! Que jeito de andar. Parecia esmagar todos os homens da face desta pobre terra com aquele suave, mas delicioso andar. Estava sentado comendo um acarajé e a linda mulher passou pelas minhas costas. Séria como estava e bem vestida poderia ser alguma sei lá o que de algum escritório das redondezas...E como era redonda aquela bunda, e as pernas roliças tolhiam a todos. Uma beleza ímpar. Fiquei observando extasiado a figura daquela mulher. Ao passar pelas minhas costas observei seus olhos penetrantes. Não preciso nem dizer que não se penetravam em mim, mas penso que deveriam penetrar nalgum problema cotidiano que ela deveria ou resolver.&lt;br /&gt;Pensei em Ter um dia um particular com a tal. Destes particulares, mas bem particulares mesmo. Ela parecia um grande tanque deste de guerra que saem de algum pântano lamacento como se tivessem passado por um mar de rosas. Como era estrategicamente bélico seu andar, parecia atiçar a guerra com aquele certo molejo. O mais impressionante talvez fosse que a mesma não se percebia de tal poder, tão inserida num qualquer problema que daria cabo. E foi-se...sumiu no mar de gente que se aglutinava para ver um senhor de grande barba que esmurrava a bíblia e dizia frases satânicas a socar seu enorme punho na capa do livro sagrado.&lt;br /&gt;O que escreveria mesmo?&lt;br /&gt;Esqueçamos isso. Amanhã é um novo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113285603415557257?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113285603415557257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113285603415557257' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113285603415557257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113285603415557257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/11/ritual.html' title='Ritual'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113271682893800231</id><published>2005-11-23T01:33:00.000-02:00</published><updated>2005-11-23T01:33:48.940-02:00</updated><title type='text'>Sabedoria</title><content type='html'>"Buscamos preencher o vazio de nossa individualidade e por um breve instante desfrutamos da ilusão de estarmos completos. Porém, é só uma ilusão: o amor une e depois divide."(Lawrence Durrel)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113271682893800231?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113271682893800231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113271682893800231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113271682893800231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113271682893800231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/11/sabedoria.html' title='Sabedoria'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113271656114101738</id><published>2005-11-23T01:05:00.000-02:00</published><updated>2005-11-23T01:29:21.186-02:00</updated><title type='text'>psiu</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hey!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psiu! Nós conseguimos fugir!&lt;br /&gt;Pra onde mesmo? Ninguém consegue dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo nós?&lt;br /&gt;Como assim nós?&lt;br /&gt;Nós para quem cara pálida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom foda-se...&lt;br /&gt;Volta tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hey psiu!&lt;br /&gt;Você mesmo, viu o carro que passou aí ao lado de ti?&lt;br /&gt;E viu a placa dele?&lt;br /&gt;Queria ter pego aquela carona e caído fora. Mas o fim tá chegando e não vou precisar mais de carona pra fugir de meus próprios medos.&lt;br /&gt;As mudanças se processaram. Novas perspectivas de situações.&lt;br /&gt;Saindo de uma sala cheia e com monte de olhares percustrativos a enlaçar numa nova situação novos....novos o que mesmo, qual seria o início disso tudo mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raizes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;raiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religação noutro contexto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconexo, copletude, inserção, confusão, solução...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113271656114101738?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113271656114101738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113271656114101738' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113271656114101738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113271656114101738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/11/psiu.html' title='psiu'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113236867862155567</id><published>2005-11-19T00:49:00.000-02:00</published><updated>2005-11-19T00:51:18.633-02:00</updated><title type='text'>período e extensão</title><content type='html'>Como dito antes. Que a vida seja mais vivida e por mais sofrida que seja, se torna mais vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113236867862155567?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113236867862155567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113236867862155567' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113236867862155567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113236867862155567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/11/perodo-e-extenso.html' title='período e extensão'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113233868412933269</id><published>2005-11-18T16:30:00.000-02:00</published><updated>2005-11-18T16:31:24.143-02:00</updated><title type='text'>asfalto quente</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vários anos vinha notando o caminhar que venho percorrendo na procura por um lugar mais aprazível. Pensei ter achado minha casa, pensei estar desamparado muitas vezes e só caminhei por inúmeros vales a procura de alguma coisa.&lt;br /&gt;E por tempos pensei ter me perdido nos braços do mundo que me afagava com pétalas de rosas manchadas de sangue a qual eu deveria sugar estes corrimentos, ou melhor, os próprios ferimentos que eu mesmo tinha produzido.&lt;br /&gt;Pensei ter alcançado a paz de espírito, mas o mesmo se mostrou apenas um momentâneo caminho. E corria desesperadamente, desenfreadamente aos braços de quem pudesse acudir-me em dias de tempestades. Não queria mais levantar da cama e viver – fugia da minha própria respiração, acalentando vapores escuros que inundavam minha lucidez e as lágrimas escorriam pela face cansada deste homem.&lt;br /&gt;Cai e levantei trocentas vezes, pegava um pires com seiva das folhas mais amargas e bezuntava meu corpo na esperança do desprezo total e irrestrito para o mundo. Notícias iam e vinham e não parava de entupir-me de raiva e desesperança. Um pequeno homúnculo me tornei e fugindo da minha essência fui caminhando na esperança de encontrar algum tipo de veio d’água que lavasse um corpo tão cansado como este se tornará. E afim de esperar o maldito bem absoluto me reconheci novamente, me achei.&lt;br /&gt;Encontrei-me onde nunca esperava que fosse encontrar. E não falo de sexo, mas sim de um conflito interno alimentado mais pelo meu medo do que por situações. Tudo podia naquele que a mim tinha ensinado a viver, a própria história de dor tinha talhado a ferro e fogo a lembrança e não mais iria choramingar pelos cantos da vida esperando o tão proclamado dia da salvação desta alma.&lt;br /&gt;Ao grudar meu tempo presente na história vivida achava minha possibilidade de vida, de vitória, de saída. E do últimos dos rebentos da corja humana achei o pão que alimentará meu correr pelos campos verdejantes de nossas vidas. Caí e de uma vezes por todas esfolei meu corpo ao asfalto quente que corroía primeiramente minhas vestes e depois minha pobre carne.&lt;br /&gt;Levantei nu e desperto para mais segundos e minutos. Para mais vida e conflito. Para mais dor. E como sempre digo, "que a vida seja vivida, e quanto sofrida se torna vida."&lt;br /&gt;O ministério da saúde advertiu. Somos, fomos e seremos todos abortados espontaneamente! E ainda seremos todos queimados e ingeridos de volta à terra.&lt;br /&gt;Assim queriam os deuses, e assim retornaremos ao útero quente e aprazível de nossas mães.&lt;br /&gt;Como dito antes. Que a vida seja sofrida e por mais vivida que seja, ela sempre será sofrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113233868412933269?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113233868412933269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113233868412933269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113233868412933269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113233868412933269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/11/asfalto-quente.html' title='asfalto quente'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113193227917499250</id><published>2005-11-13T23:14:00.000-02:00</published><updated>2005-11-14T16:00:27.583-02:00</updated><title type='text'>corre-corre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span &gt;Embarque&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span &gt;Um corre corre incompreendido na rua, e ninguém observa a candura de um olhar perdido na imensidão da cotidianeidade. É sempre assim. Todo mundo se perde no corre-corre de suas comiserações e ficamos observando apenas o próprio corre-corre dos piolhos aos nossos sujos umbigos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O sexo. Ah! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O maldito sexo que irrompe meu sono e faz-me acordar e pedir por erupções que se enfilam na memória e as vou catalogando para quando só estiver n'algum lugar possa brincar com tais devaneios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De memórias a lugares ainda não visitados caminho pelo pátio negro com uma garoa fina a depositar-se nas camadas mais sujas de minha pele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parem! Um grito surrado corre, e pede que todos parem!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;por favor parem com tudo. Eu preciso de um minuto de atenção, afim de mostrar o quão cansado estou apesar de ainda respirar, gostaria de não ouvir mais o alento de meu coração que insistentemente pulsa por vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu grito agora! Morte! A mesma passeia pelos caminhos já conhecidos da espécie humana e todos nós tememos como os cachorros temem a água. E como os democratas temem a turba insadecida por nada, apenas prazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um gole de pinga, branca, alva e pura pinga. Ruim! É o que resta a beber ou sentir o gosto do nada da água.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que seja amargo ou que desça por nossas entranhas a nos rasgar de tanta feldade e assim comprimi os elementos mais básicos da unidade humana. Dor, morte, miséria,. vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu deus como é ruim. As gotas descem como se fosse lava quente queimando o esôfago e depois o colo do estomago, ou seria outra ordem? Foda-se a isto. Neste momento nada importa a não ser uma pálida possibilidade de tirar a cabeça das esperanças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pobre de nós que esperamos a mal grado a chegada do carteiro com novas correspondências e um novo cartão de natal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar que um final de ano se aproxima e nosa comprimimos entre tarefas e problemas para dar cabo da falsa felicidade dos dias de hoje!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como terminar...não sei apenas inflo mais uma vez o pulmão velho de guerra, encho o copo e espero o amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lavar roupa, cozinhar, beber, fumar, trepar, cagar, amar, fugir, dormir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algo disso,com um pouco daquilo, num outro lugar, n'outro momento. Por outras impressões por outras situações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vida sempre. Por mais vida a mesma vida se torna ainda mais sofrida! E por mais sofrer queremos e desejamos um dia não mais sofrer e sim viver um mar de rosas. Não ele não chegará e raiará o dia que ainda na mesma rotina estaremos e ainda por sexo brigaremos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que vale na vida? Não sei. Ereções e espamos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por hoje basta!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desembarque&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113193227917499250?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113193227917499250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113193227917499250' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113193227917499250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113193227917499250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/11/corre-corre.html' title='corre-corre'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113094976117076522</id><published>2005-11-02T14:40:00.000-02:00</published><updated>2005-11-02T14:42:41.183-02:00</updated><title type='text'>Same Diference</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudanças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maldita espera! A tal das frases soam sempre iguais.&lt;br /&gt;O segundo plano entra em fase de gestação numa forma pra lá de um pouco mais já testada e sou a cobaia.&lt;br /&gt;Sempre quando criança me sentia como um apêndice de pessoas e em certas situações estas minhas impressões tornavam-se vivas . &lt;br /&gt;E não é que acostumei-me com isso. E vos digo, não é de hoje que observo isso em pessoas que tentam explorar-me. Digo sem maniqueísmo qualquer. Mas percebo.&lt;br /&gt;Sim!&lt;br /&gt;Indiferença pelo amor, pela tentativa de algum dia construir algo. O que queremos ouvir? Sujeiras ou pieguiçes? O amor morreu há tempos. Sepultado espera ser diluído no solo e talvez um dia renascer.&lt;br /&gt;É sexo que querem? É sexo que terão e sem prendimento algum. A bucela pela buceta em sí. Não mais em relação a uma situação idealizada na cabeça de um palhaço que macaqueia por atenção.&lt;br /&gt;O macaquear cansa demais o humor!&lt;br /&gt;Me quer? Peça!&lt;br /&gt;E se não quiseres fuja, pois engulo a cada suspiro teu os filamentos de teus cabelos mais íntimos afim de comê-los ao sorver o vinho que verte de meu corpo.&lt;br /&gt;Incompreendido afim de fugir deste miserável circo a qual estamos presos.&lt;br /&gt;Gritei e não... Não escutaram-me. Prenderam-se ao que tenho no meio das pernas e se assim o querem...Assim o terão.&lt;br /&gt;O músculo se infla de sangue esperando mais uma gruta fria a passear. E mais outra virá. E não espero nada além disto. O amor acabou, a paixão foi morta com um balde de água que corrompeu e chama e a transformou em cinza a ser digerida por terra e há algum dia retornará a algo classificável.&lt;br /&gt;Não esperam mais comiserações de minha parte. Já chorei demais por todos nós e ninguém mais merece essa cretinice.&lt;br /&gt;Quer pedir peça...mas não me espere mais. Estou só. Eu com meu botões e tudo mais o que te deixa mais tesuda e molhada nestes dias. Ao caminhar forjei um vagão de trem de encontro a uma buceta molhada que me espera. Sim!&lt;br /&gt;Qualquer buceta!&lt;br /&gt;Critérios? Pffffffffffffff, a vida já se revestiu criteriosa demais e aonde estou? Cá estou sangrando semém por amor...Patético!&lt;br /&gt;Intoxicado pelos vapores da vida. A vida deixa um lastro tóxico por mais.&lt;br /&gt;Queria deitar meu pau sobre a mãe terra e verter nela homens e mulheres de verdade. Não simples arremedos de gente medrosa e sem vontade de desgustar o semén da vida.&lt;br /&gt;Sim...nojo é isso...consegui!&lt;br /&gt;Tenho nojo e apreço por todos. Os odeio e os amo. Aos gritos vocifero calamidades históricas e cuspo a esperança de volta às tuas vestes de uma brancura nova.&lt;br /&gt;Aspiraria o ar que saí de sua falésia afim de louco ficar e nunca mais a ela retornar. Sim, raiva!&lt;br /&gt;Esperava o que disto? Desta carcaça. Não ache, ou melhor se impressione. Eu sou o porco que come e sempre comeu dos restos que deixados por ti a mim me felicitavam.Quão pobre sou.&lt;br /&gt;Vejo o bambolear de um quadril na rua. Gostaria de engastar-me como um carrapato naquele grande transeiro e nunca mais de lá sair. Que meu mundo fosse aquelas duas grandes maçãs de carne quente e cheirosa. De um cheiro alvo e gordo. Gostoso e grande!&lt;br /&gt;Passearia pela buceta molhada enquanto a proprietária da mesma de engancharia em alguém n'algum transporte público. Na medida que a mesma fosse sendo bolinada eu iria lentamente à sua buceta banhar-me de muco, que escorrendo de sua grande falha lavaria meu pequeno corpo de carrapato. Até o momento de seu banho ao qual me prenderia em teu cu. Fazendo gozar loucuras impronuncáveis ao morder aquela carne escura entumecida em saliva.&lt;br /&gt;É sexo que querem é sexo que terão.&lt;br /&gt;Sim eu mudei. Não me reconheces mais...é porque ausente esteve de mim. Ao leu fiquei e esperei. Por todos vocês esperei e ganhei um grande e sonoro NÃO. Não é possível. Não o sendo, não reclame de mim. Jamais reclame deste.&lt;br /&gt;Já está na hora!&lt;br /&gt;A coisa verte...sem filtro algúm...ou à alguma tentativa do mesmo. Cansado e ereto. O mastro se mostra vivo. E penso no carrapato preso a uma grande bunda. Sacolejando, passeando pela cidade num lugar tão bom e cheiroso e além disso extremamente carnudo. Ao extremo da carne, pelo extremo do falo!&lt;br /&gt;Ao extremo de todas as estocadas que molham a boca dos úteros.&lt;br /&gt;Sexo! É isso que querem. É isso que terão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gozem todos e gritem pelo soar das malfadadas tentativas do amar! Amo sempre. Sempre que possível...É claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trânsito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113094976117076522?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113094976117076522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113094976117076522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113094976117076522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113094976117076522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/11/same-diference.html' title='Same Diference'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-113007409506961258</id><published>2005-10-23T11:27:00.000-02:00</published><updated>2005-10-23T11:28:15.076-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"O corpo é uma razão em ponto grande, uma multiplicidade com um só sentido, uma guerra e uma paz, um rebanho e um pastor."&lt;br /&gt;F. Nietzsche&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-113007409506961258?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/113007409506961258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=113007409506961258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113007409506961258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/113007409506961258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/10/o-corpo-uma-razo-em-ponto-grande-uma.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-112679520619910402</id><published>2005-09-15T11:35:00.000-03:00</published><updated>2005-09-15T11:40:06.210-03:00</updated><title type='text'>ofício</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo ainda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tempos passados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pelos nossos antepassados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vida passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fome de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retorno a possibilidade da nudez. Há tempos não voltava a este corpo textual para mostrar-me o quão diferente as situações haveriam de produzir situações, e além disso a correria do dia-a-dia impossibilitava este exercício mais elaborado de nitidez da vida.&lt;br /&gt;Escrever é um exercício imenso de uma procura por um estilo ainda inimaginável, é como se eu estivesse cego dentro de um buraco fundo na terra e cravasse minhas unhas na tentativa de sair dessa buraco, que, além de escuro é sujo e ainda por cima cego estou.&lt;br /&gt;Uma luta insessante por conseguir de alguma forma trilhar um caminho único, que eu mesmo possa reconhecer como novo. E a sensação de frutração ao fim de uma torrente de palavras é tão imensa, que talvez por isso ainda exercite este ofício.&lt;br /&gt;Por várias vezes saio deste corpo quando leio estes textos e parece que outro os escreve. E pior, os acho ruim, superficial, se pretendem enquanto profundo, sério, doloridos. Mas nada são que montes de frases soltas sem uma construção.&lt;br /&gt;Transparência  seria a bola da vez então. Em todos os campos já os pratico, penso que falte neste momento à minha escrita. Não sou transparente na escrita, quero copiar um estilo na vã possibilidade da construção do meu próprio estilo, e isso soa demasiado fraco e sem personalidade, mas sendo assim é verdade. Que posso eu neste momento? Apenas tentar, tentar e tentar mais e mais. É o que sobra de tudo. As tentativas, mesmo que falsas, são tentativas de algo. Escolhas, caminhos e esse monte de baboseira que todos estão carecas de ver e ouvir sairem de minha boca qual nascentes de rios.&lt;br /&gt;Há quem procuro, para quem escrevo, há quem quero amar?&lt;br /&gt;Perguntas que não param de passear pela minha cabeça. &lt;br /&gt;Está na hora de mudar mesmo, e agora me digo já que estou a trilhar novos caminhos e ainda soe falso dizer certo, mas caminho com pés e mãos feito um cachorro cego. Quando é que a calma e placidez a todos atingirão? Nem devia me preocupar com isso, como no passado novamente acho que as minhas visões são as mais bonitas do mundo, que meus pobres textos os mais profundos e sangrentos e que minhas palavras cortam as carnes. Nada disso! Sou um idiota, mas feliz estou por ter chegado ao fundo do posso e cego cá estou. Calmo espero o dia raiar. Talvez assim, mesmo cego possa sair deste buraco e calmamente construir um texto que seja... a me contemplar.&lt;br /&gt;Aos navegantes...Boa viagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu parti ontem, para o infinito. Levo comigo o cesto de doces e salgados. Não sei quando volto e se volto.&lt;br /&gt;Beijos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-112679520619910402?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/112679520619910402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=112679520619910402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112679520619910402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112679520619910402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/09/ofcio.html' title='ofício'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-112369597006553269</id><published>2005-08-10T14:42:00.000-03:00</published><updated>2005-08-10T14:46:10.073-03:00</updated><title type='text'>texto antigo "Obediência ao impulso cego", de fev/05</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tive que me atirar à correnteza, sabendo que provavelmente iria afundar. A grande maioria dos artistas está se atirando com salva-vidas ao pescoço, e quase sempre é o salva-vidas que os faz afundar. Ninguém que se entregue voluntariamente à experiencia pode se afogar no oceano da realidade. O pouco progresso que exista na vida não é fruto da adaptação mas da ousadia, da odediência ao impulso cego. "Nenhuma ousadia é fatal", disse René Crevel, uma frase que nunca hei de esquecer. Toda lógica do universo está contida na ousadia, isto é, na criação a partir do ponto de apoio mais inconsistente e reduzido. No início, essa ousadia é confundida com a vontade, mas com o tempo a vontade esmorece e o processo automático assume o seu lugar, e este, por sua vez, tem que ser interrompido ou abandonado para que se instaure uma nova certeza alheia ao conhecimento, à habilidade, à tecnica ou à fé. Pela ousadia chega-se a essa misteriosa posição X do artista, e é esse porto seguro que ninguém consegue exprimir com palavras, que no entato perdura e destila cada linha que se escreve."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No seu espantoso estado atual, o homem parece ter uma atitude, a fuga `a temores, mas, o que é pior, teme os seus temores. Tudo parece infinitamente pior do que é, diz Howe, "só porque estamos tentando fugir". Esse é o verdadeiro paraíso da neurose, uma cola feita de medo e ansiedade, à qual, a não ser que queiramos nos salvar, poderemos ficar presos para sempre. Imaginar que seremos salvos por intervenção externa, quer sob a forma de um analista, um ditador, um salvador, ou mesmo Deus, é pura insensatez. Não existem barcos salva-vidas suficientes para todos, e, de qualquer forma, conforme aponta o autor, precisamos de muito mais de faróis do que de salva-vidas. De uma ampla visão e mais clara - e não de aparelhos de segurança!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Homúnculo tem muito medo de ser soterrado, mas o Grande Homem espera sê-lo; o Homúnculo recusa-se a engolir um tantinho de sua experiência, encarando-a como má, mas o Grande Homem a ingere todo dia, mantendo a casa aberta para o inimigo entrar; o Homúnculo fica aterrorizado de que possa passar da luz para a escuridão, do visível para o invisível, mas o Grande Homem percebe que é apenas o sono ou a morte e qualquer dos dois é a própria prática de sua recreação; o Homúnculo depende dos "artifícios" ou do golfe para o seu bem-estar, procurando médicos ou outros salvadores, mas o Grande Homem sabe pelo processo profundo de suas convicções íntimas que a verdade é paradoxal e que ele está mais seguro quando menos defendido...A guerra da vida é uma coisa; a guerra do homem é outra, sendo a guerra pela guerra, a guerra contra a guerra, numa regressão infinita de argumentos ofensivos e defensivos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos trechos extraídos de "a sabedoria do coração" de Henry Miller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar por estes dia tem sido uma prova alteração da minha percepção e um certo movimento de volta à meu próprio ser. Cada passo que dou recheia-se de dor, sangra e escorre rasgando mais e mais minha doce carne, mas tirar proveito disso faz a vida ser talhada e fazer algum sentido. &lt;br /&gt;Buscar o sentido da vida, e buscar a dor. Sentir a necessidade de batalhar é se entregar a uma vida mais dolorosa e tanto mais gratificante e contempladora.&lt;br /&gt;Estes dias tem sido de dor, lágrimas, auto-reconhecimento, abraços e luz.&lt;br /&gt;Continuarei a destilar meu doce gosto pela vida, e assim a temperar a paisagem citadina com minha presença, mesmo que sufoque certas expectativas e caia de joelhos pedindo clemência. Sofrer e caminhar, obedecer ao meu instinto...a aquela voz que pulsa no fundo de meu ser, ela que direciona algumas de minhas atitudes e que todos os dias constroe os princípios do que sou, e do que hei de ser.&lt;br /&gt;Vencer é perder...&lt;br /&gt;ah...o senhor Miller tem me ajudado muito, a ti agradeco grande Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herculano Netto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-112369597006553269?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/112369597006553269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=112369597006553269' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112369597006553269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112369597006553269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/08/texto-antigo-obedincia-ao-impulso-cego.html' title='texto antigo &quot;Obediência ao impulso cego&quot;, de fev/05'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-112341970333121607</id><published>2005-08-07T09:59:00.000-03:00</published><updated>2005-08-07T10:01:43.336-03:00</updated><title type='text'>Pois é</title><content type='html'>&lt;em&gt;Pois é &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;M. Camelo &lt;br /&gt;Los Hermanos 4 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"pois é, não deu &lt;br /&gt;deixa assim, como está, sereno &lt;br /&gt;pois é de deus tudo aquilo que não se pode ver &lt;br /&gt;e ao amanhã a gente não diz &lt;br /&gt;e ao coração que teima em bater &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;avisa que é de se entregar o viver &lt;br /&gt;avisa que é de se entregar o viver &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois é, até onde o destino não previu &lt;br /&gt;sem mais, atrás vou até onde eu conseguir &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deixa o amanhã e a gente sorri &lt;br /&gt;que o coração já quer descancar &lt;br /&gt;clareia minha vida, amor, no olhar &lt;br /&gt;clareia minha vida, amor no olhar"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-112341970333121607?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/112341970333121607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=112341970333121607' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112341970333121607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112341970333121607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/08/pois.html' title='Pois é'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-112241736741116472</id><published>2005-07-26T19:32:00.000-03:00</published><updated>2005-07-26T19:39:16.970-03:00</updated><title type='text'>"Darling be home soon" por Joe Cocker</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trilha sonora da feliz derrocada desta tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darling Be Home Soon - Joe Cocker&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come&lt;br /&gt;And talk of all the things we did today&lt;br /&gt;Here&lt;br /&gt;And laugh about our funny little ways&lt;br /&gt;While we have a few minutes to breathe&lt;br /&gt;Then I know that it's time you must leave&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But darling be home soon&lt;br /&gt;I couldn't bear to wait an extra minute if you dawdled&lt;br /&gt;My darling be home soon&lt;br /&gt;It's not just these few hours but I've been waiting since I toddled&lt;br /&gt;For the great relief of having you to talk to&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And now&lt;br /&gt;A quarter of my life is almost past&lt;br /&gt;I think I've come to see myself at last&lt;br /&gt;And I see that the time spent confused&lt;br /&gt;Was the time that I spent without you&lt;br /&gt;And I feel myself in bloom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So darling be home soon&lt;br /&gt;I couldn't bear to wait an extra minute if you dawdled&lt;br /&gt;My darling be home soon&lt;br /&gt;It's not just these few hours but I've been waiting since I toddled&lt;br /&gt;For the great relief of having you to talk to&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Instrumental break]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darling be home soon&lt;br /&gt;I couldn't bear to wait an extra minute if you dawdled&lt;br /&gt;My darling be home soon&lt;br /&gt;It's not just these few hours but I've been waiting since I toddled&lt;br /&gt;For the great relief of having you to talk to&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Go&lt;br /&gt;And beat your crazy head against the sky&lt;br /&gt;Try&lt;br /&gt;And see beyond the houses and your eyes&lt;br /&gt;It's ok to shoot the moon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So darling&lt;br /&gt;My darling be home soon&lt;br /&gt;I couldn't bear to wait an extra minute if you dawdled&lt;br /&gt;My darling be home soon&lt;br /&gt;It's not just these few hours but I've been waiting since I toddled&lt;br /&gt;For the great relief of having you to talk to&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-112241736741116472?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/112241736741116472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=112241736741116472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112241736741116472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112241736741116472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/07/darling-be-home-soon-por-joe-cocker.html' title='&quot;Darling be home soon&quot; por Joe Cocker'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-112240623541263827</id><published>2005-07-26T16:27:00.000-03:00</published><updated>2005-07-26T16:30:35.423-03:00</updated><title type='text'>escorreu</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espera do soar telefônico, algo tão distante quanto galáxias. O trinco trancado a espera pela chave correta a ser introduzido pela fresta da vida a destravar a loucura dos corações em fúria.&lt;br /&gt;Horas se passaram naquela noite a qual estava deitado como morto semiconsciente a chorar por entranhas situações vivenciadas.&lt;br /&gt;Inquieto, e há um comichão no pensamento me impede de pensar na rua, ou nas bolsas. Penso na chave que destravará a minha felicidade, e tão distante ela parece estar que me entrego a vastidão de uma indisposição ao respouso.&lt;br /&gt;A saudade é algo que perdura mesmo quando não sabemos mais como o futuro talhará os caminhos dos próximos capítulos. Aqui ainda há esperança. E o engraçado e lembrar de trocentas situações que na qual todas são à mente chamadas pela lembrança que a própria lembrança da pessoa amada nos fez passar, ou melhor, fazer algo em tal situação. É assim com telefonemas ao sair de uma instuição qualquer que sufocasse um coração radiante, inflamado por amor. Contar os minutos, para ouvir por poucos minutos uma voz distante do outro lado, mas que semeava um jardim tão grande dentro de mim que engradecia este que vos fala. Os aparelhos telefônicos quando problemáticos passavam a serem parte reinante da ira particular de momentos nos quais eu não achasse um maldito telefone público a discar um determinado número que pós troca de vozes, perfilaria em meu ser e introduziria nele uma imensa carga de uma coisa tão boa e grande, que parecia ter comido dez pratos de arroz com feijão e pronto sairia para enfrentar o mundo de peito tão aberto, que de tão exposto aos medos alheios, tais sentimentos fugiriam da terra.&lt;br /&gt;Engraçado sentir isso e lembrar como sorridente corria ao encontro de ônibus em ruas encharcadas por lágrimas e lama, afim de o mais rápido possível chegar no lugar da conversão do olhar. Do achar-se engastando-se no outro. Me sinto feliz por lembrar disso, por sentir que o amor inundou como nunca antes este individuo.&lt;br /&gt;Fazendo-me sangrar de tanto amar. E correndo ao encontro de telefones públicos eu ficava como criança a correr atrás do balão que lá no céu voa, tão distante quanto o amor, mas tão lindo quanto seu voar desmedido e simples.&lt;br /&gt;Eu sou aquele que amou, que se predispôs a derrubar as barreiras das situações e as próprias barreiras do ego. Aquele que chorou, resmungou, vomitou, sujou, jogou, violentou. Pelo seu próprio corpo e pela dor que sentia enquanto o vácuo me recheava.&lt;br /&gt;Fui tostado num clarão de eletricidade quando coloquei-me na posição de franco atirador. E atirado a esta situação descobri braços não conhecidos, mas que eu não os sentia abraçando-me como dantes fora.&lt;br /&gt;Amar e ser amado. A promessa que fazemos inconscientemente ao nascer, já que nascemos pelo fato de sído concebidos no ato do amor, da entrega total descomedida ao corpo estranho, mas esse estrangeiro nos conhece tão bem que passeia por nós a brincar num grande playground de prazer suspirando pelos nossos suspiros.&lt;br /&gt;Miséria é não poder amar com todos os orgãos, necessitar o sopro do hálito que me envolve como num lençol branco, macio e quente. Envolto nesse odor adentro teu corpo quente e ele me chama, grita pelo meu nome e vou até o fim. A disposição volta, com raiva de vida de fazer tudo de uma nova forma. De procriar, jogar tudo aí, na mesa da vida num jogo de cartas cego, que escolhemos pelo tato, pela sensação mais aprazível.&lt;br /&gt;Eu sou aquele mesmo, como Whitman, nú. Este sou eu. Não Herculano, Joe, Jimmy, Fernando, Gilberto, Márcio, e assim por diante.&lt;br /&gt;Eu sou eu. Eu tento sempre e me rasgo de raiva por ter de acordar cedo, choro ao ouvir Joe Cocker e Elvis Costello. Eu acredito no nosso poder da diferença e para isso basta vontade. Eu sinto, luto, choro, morro, vomito. Eu vivo cada dia como uma amálgama de de dor e resignação, mas luto contra a confusão. Não quero morrer nunca e choro aqui e agora por querer me engastar a terra e virar o tudo de todos. Minhas lágrimas escorrem querendo pregarem no chão, no solo, mas não deixo. As chupo de volta a meu corpo. Se púdessem ver o que vejo agora, acreditariam que talvez a vida possa valer a pena., e faz 10 minutos que aqui sentei, sem saber o que dizer, como e porque.&lt;br /&gt;Navegaria por esta canção por milênios a nunca mais me perder dela, nunca mais. A gritar como ele canta a viver como eu vivo, e a chorar como ninguém chorou neste terreno.&lt;br /&gt;Que em situações meu estomago não diminuísse, que eu passasse por estas provações de vida sofrida, que nos faz amar e odiar a vida. Mas sempre na positividade, na proposição.&lt;br /&gt;Proponham!&lt;br /&gt;Lutem!&lt;br /&gt;Eu choro pela pobreza que vejo nos olhos das pessoas e choro pela alegria dos olhos das crianças, engulo minhas próprias lágrimas sabendo que ainda não é tempo de me repousar ao solo e ruínas de carne transformar. Gritaria por oras se púdesse. E quem disse que não posso? Gozaria por oras, gozaria alegria e plantaria sementes nos lugares onde meu semém depositasse.&lt;br /&gt;Eu quero mesmo! Diferença todos podem fazer e ainda bem que respiram como eu respiro, deposito em mim a minha única possibilidade de saber o que farei do meu futuro. Se soubessem o que eu sinto ao ouvir esta canção. Perdoaria todos os pecados, e que todos os fracos de espírito púdessem sentir isso que sinto exatamente neste momento que fica parado em minha memórias e mais lágrimas escorrem pela minha barba.&lt;br /&gt;Eu sou um rochedo feliz! Estou feliz e quero mais e mais ficar feliz. Dêem-se as mãos e orem por nós, pelo agora. Tudo podemos naquele que acreditamos, naquele que construímos. Em nós. Oremos, lutemos pelo homens e mulheres de nossas vidas. Perdoemos à todos.&lt;br /&gt;Pela vida quero gozar e me engastar nas tuas entranhas quentes a fazer do nosso untado o óleo da felicidade. Eu quero amar. Posso estar velho e piegas para isso. Daqui a semanas posso discordar destas linhas, mas pouco importa. Daqui a semanas posso estar, preso, morto embalsamado. E o que pensado, sentido tenha de ser dito e sem esferas de poluição dos diálogos vindouros. Água azul e salgada escorre de nossas entranhas minha doce querida. É o mar. A vida.&lt;br /&gt;A grande canção de nossos corpos é o "big ben" (sic) que nos conduzirá ao paraíso. Me entrego, esôfago, intestinos, penis, falanges, lágrimas. Eu sempre me entrego e sofro por isso, e sou feliz por isso. Por conseguir ser o que sou, não sei o que rola agora, mas não consigo segurar nada, numa torrente a descer do morro tudo escorre me carregando e violentado meu corpo rumo ao mar, ou a um fundo de vale qualquer.&lt;br /&gt;O que eu tenho? Apenas um pulmão e um coração que teimosamente bate, bate, infla se enche de ar, sangue. Que ambos se encham de força é isso mesmo, eu quero viver para sempre, não morrer nunca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-112240623541263827?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/112240623541263827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=112240623541263827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112240623541263827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112240623541263827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/07/escorreu.html' title='escorreu'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-112229714909622004</id><published>2005-07-25T10:10:00.000-03:00</published><updated>2005-07-25T10:12:29.106-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Insônia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-112229714909622004?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/112229714909622004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=112229714909622004' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112229714909622004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112229714909622004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/07/insnia.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-112204458922811775</id><published>2005-07-22T12:00:00.000-03:00</published><updated>2005-07-22T12:03:09.233-03:00</updated><title type='text'>Um velho</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esvaziado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arquiteto do fim dos dias e da comiseração. O acaso arranca meus pés do chão e num tufão carrega este corpo para longe, o mais longe dos lugares. Estou mudando, talvez retornando a algo do passado. De um passado muito distante para vocês. Onde toda a dor era sentida através da própria escolha por ela. Arquiteto, ou melhor, andarilho. Andar somente andar. Caminhos não precisam mais com força e dor serem esculpidos. Sentar e chorar pra quê? Digam-me para quê! Melhor estar a serviço da corrente dos dias vindouros. Agarrar-se a própria sorte, deixar que o mar consuma o que resta de digno e formoso de uma impressão. Que os ácidos, desencavem destas sujas carnes algo que não seja as impressões passadas e sedimentadas a meses pelo medo da minha entrega a meu destino.&lt;br /&gt;Delega-se ao contexto a foice da morte dos nossos deuses. Diante deste diagnóstico idiota, vos entrego a palidez, indiferença. Não mais lágrimas.&lt;br /&gt;Tive visões, que resgatava um chicote e vergastava minhas costas em sinal de entrega a meu destino. Vi também um velho cego que mostrou-me uma foto. Disse-me ele que a água da chuva tinha corroído o rosto da pessoa da foto, e que essa pessoa era eu. Que eu tinha sído corroído pelas torrentes gotas que caiam do céu.&lt;br /&gt;Não chorei. Sábia o que tinha feito. Um enorme bolo juntou-se em meu estomago e de lá saí correndo. Tentando insistentemente vomitar, mas apenas saliva em forma de espuma de minha boca saía, e um fétido hálito. Ele disse que eu morreria após a saída destes liquídos, mas que renasceria se cuspisse tudo ao alto. Corri por cidades a chegar a desertos, a vastidões de terras áridas e me via na paisagem pobre. Mais magro e pobre. Sabia que morrer duraria dias e não conseguiria matar-me, pois nada havia alí a não ser terra seca. Morreria de inanição.&lt;br /&gt;Quando o velho reapareceu um raio vindo do céu rasgou-me o corpo, e no sequente segundo, um calor. A descer de minha cabeça a queimar pés e mãos. Não chorei, este era meu destino. Estava feliz por entregar-me de vez, por deixar meu corpo suavemente ser carregado pelo movimento da maré.&lt;br /&gt;Não havia mais estomago para lutar, pois nada mais teria de ser consumido e transformado em energia para a luta. Nais mais cansaço havia, nem fome, esperança, dor, felicidade. Transformei-me num monolíto no deserto.&lt;br /&gt;Apenas algo a mostrar o que tinha sído muito gritado e pouco feito. O quão grande tinha-se transformado e vazio.&lt;br /&gt;Meses se passaram. Abro os olhos e ao lado escuto o ranger dos ossos, e o descer das lágrimas. Estou num vale de lama deitado e ciente. Não há mais necessidade da ajuda e da força. Num mosaico em forma de filme vejo as pessoas passarem pela minha vida, sem pedir nada em troca, nem companhia.&lt;br /&gt;Quando o antigo velho dos confins próximo ao deserto tinha mostrado a foto a mim, tinha me alertado para a própria morte. Uma morte diferente, que possivelmente se processasse por dias e por situações. Também disse do tal mangue de lágrimas. Que renasceria disso e que mudaria por nutrir-me dos alimentos deste lamaçal.&lt;br /&gt;Zerado. Zero à esquerda. Gosto de lama na boca, lama salgada. Volta a chover e não mais lágrimas cairão do céu. Por mim mesmo alcunho o rochedo feliz. A rocha fria que estagnou-se em minhas lembranças a apenas compor o enterro.&lt;br /&gt;Um enterrado vivo. A remoer-se dum passado distante, e que hoje arrepende-se do próprio monolíto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herculano Netto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-112204458922811775?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/112204458922811775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=112204458922811775' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112204458922811775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/112204458922811775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/07/um-velho.html' title='Um velho'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-111999749582070027</id><published>2005-06-28T19:23:00.000-03:00</published><updated>2005-06-28T19:24:55.826-03:00</updated><title type='text'>Nada</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada o que colocar para fora, nem vômito. Cansaço não é colocado para fora. São movimentos peristálticos da preguiça afim de morrer por alguns parcos minutos numa tarde chuvosa. O vidro escorre o semén de Jesus que escorre após ele ter espirrado sua grande mangueira verlmelha sobre todos nós.&lt;br /&gt;E dá-lhe a gritaria na companhia cosmodemoníaca de transporte coletivo (Salve, Miller) e eu tento em pé cochilar por alguns minutos e mais formigas entram no vagão, pareço suar frio.&lt;br /&gt;Pareço feliz?&lt;br /&gt;Pareço satisfeito?&lt;br /&gt;Apenas pareço e desapareço!&lt;br /&gt;Precisamos todos vagar. Mas um vagar desprendido de tudo o que se busca. Tudo é inalcansável, quanto mais de tenta, mais de machuca.&lt;br /&gt;Lei do minímo esforço.&lt;br /&gt;Quem nos dera capacidade para que assim fôssemos. Não adianta corremos atrás de tudo. Nem mesmo vejo mais o dia passar. Dentre celas a celas vejo o alvorecer a falo como um papagaio bebâdo sem beber.&lt;br /&gt;Indiferença. Talvez seja essa a chave para a passagem dos minutos.&lt;br /&gt;Indiferença.&lt;br /&gt;Cansaço.&lt;br /&gt;Ânsia de vômito.&lt;br /&gt;Tardes perdidas.&lt;br /&gt;SOnhadas e sentidas.&lt;br /&gt;Pútridas e feridas.&lt;br /&gt;Suco gástrico&lt;br /&gt;Herculano Netto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-111999749582070027?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/111999749582070027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=111999749582070027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111999749582070027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111999749582070027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/06/nada.html' title='Nada'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-111879808862997822</id><published>2005-06-14T22:12:00.000-03:00</published><updated>2005-06-14T22:14:48.633-03:00</updated><title type='text'>tarde de filme e sol</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tarde saborosamente degustada à espera da ocupação e assim meio que pego de bobeira a assistir uma romântica película o cair do dia. A reinserção dos olhares, a motivação e oxigenação dos brônquios, desobstrução da vida.&lt;br /&gt;Vontades buscadas no fim daqueles gavetas poeirentas, envoltas em envelopes pardos escondendo os corações rasgados.&lt;br /&gt;E tentaram ser soterrados pelas possíveis escolhas. O mosaico maluco tentam pintar, o modos se sobrepõem uns aos outros as impossibilidades de antigamente colocam-se de outra forma.Afundamos todos e deixamos o suave movimento das águas nos carregar para a infinitude da esperança e uma noite de sono mal dormida, mas sonhada, pensada, gozada, experimentada de saudade e muita saudade.&lt;br /&gt;Peito cheio de ar, inflando para gritar. Um urro de raiva e alegria. A possibilidade de provar do gosto da vida.&lt;br /&gt;A real vida, a substância amarga do dia-a-dia, mas saudável a quem por mais vida precisa ser vista.&lt;br /&gt;Vida, vida, vida. Um amontoado de sensações à espera de conceituações e um passeio numa tarde.&lt;br /&gt;despretensiosa,&lt;br /&gt;instigante,&lt;br /&gt;dedos entrelaçados,&lt;br /&gt;bocejos,&lt;br /&gt;envoltos em braços morremos e nos ouvimos. Sim! A nossa máquina encarnecida bate. E sempre espera, mesmo que caminhando a outras pradarias, o ouvido ser colado no peito para ser festejado a batimentos.&lt;br /&gt;Dispostos na vastidão de lençóis usados e entalhados momentos esperam ser concluídos e talhados novos e felizes sorrisos aguardam serem acordados lindos como sempre foram numa manhã de sol primavera que nos inflam os pulmões por vontade de vida.&lt;br /&gt;Saber que algo vale a pena é alimento a ser dividido entre os entes vivídos que querem lastrar suas vidas pelos verdejantes campos do senhor homem.&lt;br /&gt;De volta a antiga casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herculano Netto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-111879808862997822?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/111879808862997822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=111879808862997822' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111879808862997822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111879808862997822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/06/tarde-de-filme-e-sol.html' title='tarde de filme e sol'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-111816853290155626</id><published>2005-06-07T15:19:00.000-03:00</published><updated>2005-06-07T15:22:12.906-03:00</updated><title type='text'>Teimosia</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suando. Perdendo horário. Dormindo pouco.&lt;br /&gt;Sendo expectador de um assalto. Reluzindo o canhão de aço ao meu lado brilhava insistentemente e assim ainda olhava a aquele tipo de luz.&lt;br /&gt;Montes de lembranças amontoam-se na minha cama quando deito e vejo o firmamento iluminar a minha vida, mesmo numa noite escura que o que brilha é o julgamento dos gatos noturnos, lutando pelos doloridos prazeres.&lt;br /&gt;O ponteiro vermelho enganador olha-me sabendo que logo cedo o estarei observando espumando de raiva, pedindo que logo a morte se abata sobre este que vos fala. Não como saída, mas paz, silêncio. Solidão.&lt;br /&gt;Multivisões num diapasão noturno. Estado no qual expomos nossas vãs experiências.&lt;br /&gt;Um desenho animado de criança. Olhos sendo insistentemente arranhados por pó. Um cachorro carrega um carrinho pelas pálpebras.&lt;br /&gt;A mesma coisa de sempre. O mesmo cansaço. A mesma indiferença.&lt;br /&gt;Subindo as escadas vejo os olhos reluzindo de esperança. Cuspo nas faces da ignorância e ânsia de vômito permeia os sentimentos e os vapores.&lt;br /&gt;Álcool?&lt;br /&gt;Não senhores!&lt;br /&gt;Silêncio, caixa verde, livros, lápis, discos, fitas, gavetas.&lt;br /&gt;Gavetas! Engavetaram nossas felicidades, dentro dela reluz, além do revólver do indivíduo desta manha, cartas, fotos, cheiros, texturas, significados.&lt;br /&gt;Uma geladeira num necrotério frio e convidativo a solidificarmos um outro reino.&lt;br /&gt;Cá estamos nós, sozinhos, cansados mas vivos. Latejando em vida sempre. Perceba a grandiosidade da persistência pela vida.&lt;br /&gt;Teimosia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herculano Netto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-111816853290155626?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/111816853290155626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=111816853290155626' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111816853290155626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111816853290155626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/06/teimosia.html' title='Teimosia'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-111801773050880009</id><published>2005-06-05T21:25:00.000-03:00</published><updated>2005-06-05T21:28:50.513-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tarefas, obrigações, responsabilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-111801773050880009?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/111801773050880009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=111801773050880009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111801773050880009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111801773050880009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/06/tarefas-obrigaes-responsabilidade.html' title=''/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-111765553181959951</id><published>2005-06-01T16:30:00.000-03:00</published><updated>2005-06-01T16:52:11.843-03:00</updated><title type='text'>Transbordar e retornar. Incondicional.</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adquiram a forma de produzir o maldito espaço!&lt;br /&gt;Não é um dado apriori.&lt;br /&gt;A espera continua, mas espaço precisa ser produzido. E tentação se faz no dia a dia.&lt;br /&gt;Produza o tal do espaco, ele é ausência ou presença de sujeito.&lt;br /&gt;O dado apriori é irreal. Retomo &lt;em&gt;é apenas ausência ou PRESENÇA de um dado sujeito.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O amor forja espaço por mais espaço.&lt;br /&gt;O sangue que escorreu de mim forjou uma couraça de papel higiênico.&lt;br /&gt;Por que?&lt;br /&gt;Por que é amor.&lt;br /&gt;Precisa a mesma couraça ser destruída por quem de direito se apresente.&lt;br /&gt;A espera sufoca e conter essa espera é um castigo para quem precisa do transbordo.&lt;br /&gt;Transbordar. Retornar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu transbordo...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E vou recebendo a chuva...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu transbordo &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;sim, eu sei...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sem dar vazão...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu transbordo...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vou correndo sangrando a sua procura para estancar minha represa,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; ou a ela destruir de vez.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu transbordo...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;não meço as consequências &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e uma enxurrada me compraz a ser assim. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Incondicional.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu transbordo...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e como um pequenino peixe que busca desovar no alto do rio, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;luto contra a correnteza.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu transbordo...Sim...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como aquele caminho d'agua que revolto, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;destrói tudo que a seu caminho se prosta.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas a vida, torna-se vida, quanto mais sofrida se for vivida.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não contenham o amor!&lt;br /&gt;Ele perfaz nossa vida de dor.&lt;br /&gt;Viva a via láctea do amor.&lt;br /&gt;A sofrer por mais amor, cuspo meu labor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herculano Netto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-111765553181959951?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/111765553181959951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=111765553181959951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111765553181959951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111765553181959951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/06/transbordar-e-retornar-incondicional.html' title='Transbordar e retornar. Incondicional.'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-111755967306835637</id><published>2005-05-31T14:09:00.000-03:00</published><updated>2005-05-31T14:14:33.073-03:00</updated><title type='text'>Arthur Rimbaud</title><content type='html'>Ela foi encontrada!&lt;br /&gt;Quem? A eternidade.&lt;br /&gt;É o mar misturado&lt;br /&gt;       Ao sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha alma imortal,&lt;br /&gt;Cumpre a tua jura&lt;br /&gt;Seja o sol estival&lt;br /&gt;Ou a noite pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois tu me liberas&lt;br /&gt;Das humanas quimeras,&lt;br /&gt;Dos anseios vãos!&lt;br /&gt;Tu voas então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Jamais a esperança.&lt;br /&gt;Sem movimento.&lt;br /&gt;Ciência e paciência,&lt;br /&gt;O suplício é lento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venha a manhã,&lt;br /&gt;Com brasas de satã,&lt;br /&gt;          O dever&lt;br /&gt;          É vosso ardor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi encontrada!&lt;br /&gt;Quem?&lt;br /&gt;A eternidade.&lt;br /&gt;É o mar misturado&lt;br /&gt;        Ao sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-111755967306835637?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/111755967306835637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=111755967306835637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111755967306835637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111755967306835637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/05/arthur-rimbaud.html' title='Arthur Rimbaud'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7439717.post-111738018493232429</id><published>2005-05-29T12:19:00.000-03:00</published><updated>2005-05-29T12:23:04.936-03:00</updated><title type='text'>impossível, fumaça, pigarro.</title><content type='html'>Embarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temperatura exterior caindo e a interior subindo num rompante indescritível por toques.Mas mesmo assim ainda certa solidão perdura, mesmo podendo por mil abraços estarmos envolvidos o silêncio ainda permeia o horizonte gélido da vida.Num final de semana buscamos experiências, ok? Sim. Isto posto, transparente como água. Lutamos afim de encontrar algo que valha a pena. De bar em bar, rua a rua, em suma destilando olhares na arte da própria projeção do ego.Afinal do que é que estou a falar?Sobre impossibilidades apenas isso. Assim nos apresenta a vida. O mundo das impossibilidades e quando tentamos insistentemente quebrá-las, nos machucamos profundamente.Tente para ver no que dá! Mas coloque-se. Expresse a tentativa na sua vida. Não em rompantes regados ao vapores do álcool somente. Também. Mas faça de suas tentativas as possibilidades da felicidade instantânea.A não ser que o medo ainda nos permeie, sendo assim, retorne ao infinito campo da comiseração e da própria sorte.Tenhamos pena de nós mesmos! Por medo ou insatisfação não conseguimos rasgar as amarras da vida.Construir sempre. Bloco a bloco. Assentando o terreno, dia após dia. Velando a vida juntamente com a terra adubada.Nada perdurará sem o jardineiro. Um jardim sem jardineiro não existe. Idealismo. Metafísica.Despregar-se das categorias da vida. Da sujeição as situação elevando ao absoluto o que é sempre construido.Tá frio e sou um forno esperando a lenha. Sempre serei. Sou quente por natureza, por substancia. Por ser o que sou, tudo sou neste que vive. Nada mais, nada menos.Obrigações não as consegui vencer, dias e mais dias se passaram e não consegui dar cabo de certos labores que a mim são depositados. E ligo quanto a isto? Não.A vida se extende muito mais que momentos de insistentes tentativas laborais afim terminar com tais obrigações.O preço é sempre alto. Que elevamos o nosso preço então.Que tudo ao alto seja jogado, e presentemente visto quando ao chão ser beijado.&lt;br /&gt;Desconexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembarque, destravem-se, desandem, destoem, despir-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7439717-111738018493232429?l=encravado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://encravado.blogspot.com/feeds/111738018493232429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7439717&amp;postID=111738018493232429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111738018493232429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7439717/posts/default/111738018493232429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://encravado.blogspot.com/2005/05/impossvel-fumaa-pigarro.html' title='impossível, fumaça, pigarro.'/><author><name>Encravado Alessandro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08979473737020762168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
