Embarque
Compreender o que é dado é um fardo, sem mais para o momento andando a esmo como um cavalo. Olhando ao chão com medo de tudo, prendendo a atenção no chão. Neurose.
Apatia minha. Desta forma parto do ponto zero, o início do fim. O fim é tudo. Já apreendido.
As dúvidas de vida que anteriormente foram cúspidas são hoje a prova. Sim, a prova. A capacidade da inoperancia. A prova. Eu ví. Não ví? Sim, eu ví
A dúvida, eu a construo como certeza. O sumisso das certezas sem dúvidas se construirão, ou melhor, com um tanto assim ó -grande- de certezas. Doloridas.
Eu vejo, fujo, me prendo a paredes na esperança de fundir-me ao concreto e dalí a fundação e dalí a rocha e dalí a quilômetros de distância de lugares pelos quais cavalgo cegamente a passar invisivelmente por todos.
Compreender o fim, e a ele dizer a sí próprio todos os dias. Do alvorecer ao fim do dia e do amortizamento do dia ao amanhecer. Construindo a cada frase o fim.
Fazendo, sendo, construindo a condição da felicidade e da colocação das peças na situações fínitas. Precisam de sempre algo a se agarrar para se colocarem. O dito pelo não-dito. O feito pelo não-feito. A mim chegam aquarelas que as pintarei como um último suspiro de ar que fazem destes seres pessoas.
Sentar e escrever. Olhando o nú, despindo a vestes deste ser. Colocando-se írrefreavelmente na linha de tiro. Sendo alvejado a todo momento por mim mesmo.
Sentido?
Que sentido tem a vida? As pessoas? O amor? A morte?
Procuro traçar um plano diariamente para saber de onde parti, como estou indo e para onde. Sempre perguntas sem respostas, sempre o silêncio a temperar meus dias. Sempre o que me acostumei a ter em vida. Lembranças.
Assim talvez, possa eu saber para o onde vou. Dias difíceis. Sim. Dizendo a si próprio que é capaz, que tudo passa. Numa infinitude de um diálogo entre eu e eu. Como a luta que dilacéra e rasga as vísceras. Eu e eu. -Como a isso resolver? Tempo! Tempo! Tempo! Tempo! Tempo!
Sentido? Sentido? Sentido? Sentido?
Incluir o fim e a morte no cardápio dos atuais dias. Incluir o fim e a morte no cardápio dos atuais dias. Incluir o fim e a morte no cardápio dos atuais dias. Incluir o fim e a morte no cardápio dos atuais dias. Incluir o fim e a morte no cardápio dos atuais dias. Incluir o fim e a morte no cardápio dos atuais dias. Incluir o fim e a morte no cardápio dos atuais dias.
Acho que é isso. Multiplicarei tais impressões. À todos...adeus.
Desembarque
quarta-feira, abril 13, 2005
terça-feira, abril 12, 2005
Vala comum
Embarque
Deitando esperando o pesado sono arrebatar este imundo ser, e corromper minha lucidez por estas difíceis, soturnas e solitárias noites. Vejo o arranjo das situações e nada me compraz a aceitar. -Mas não era exatamente isso que você queria? O fim, diriam a mim. Responderia eu. -Sim, perfilei as provas de todas as situações e as coloquei todas dentro de minha caixola cinzenta a extrair disso tudo a prova mór da impossibilidade, diria eu com outras palavras.
Mesmo assim o filete de vida jaz, e por mais que eu tente cavar e jogando terra emcima deste filete ele sobrevive por infímos meandros.
- Mas afinal o que você quer? A mim foi perguntado. Respondi de supetão como sempre o faço e às vezes até mesmo sem pensar. -O que eu quero? Quero paz, tranquilidade e um pouco de calor.
Isso irei adquirir com o tempo. Já me diziam a muito tempo que o mesmo tempo corrói as coisas. É assim mesmo, se não for, a lógica é a mesma. Eu vejo o arranjo não dito das situações e como um espectador, ou melhor, um telespectador assistindo tudo. Quadro a quadro, passo a passo, segundo a segundo.
A cova foi cavada, esperando apenas o vôo da coisa em si para depois de pesadas pás de terra ser soterrada, e por fim, uma rosa plantada ao monte da cova, a ser a última lembrança de tal vida.
Quão escorregadia é a vida e são as pessoas. Quão viscosa são as situações e filetes em vida se transformam em lembranças a rasgarem cada centímetro do ser que em vão ainda sentado no banco da estação sem nome a esperar o trem sem nome a algum lugar sem nome.
A experiência da vida é única mesmo, quem acreditaria que o homem a lua chegaria sem mesmo conhecer sua vida, os porquês que o fazem navegar, ou mesmo que chama é essa que arde nos peitos afeitos por dor e experiência e que reagem como uma simbiose química de substâncias misturadas num laboratório n'algum canto da terra. Vasta Terra. Imensa. Bilhões!
Ví num filme do Kurosawa uma frase. "Contemple este lugar, que antes foi um reino e que hoje apenas é destruição." Será essa a frase mesmo? Não me lembro.
Acho que tudo já foi feito e as provas à mesa estão. A cova já escavada apenas espera a descida do ser, da coisa. Os montes amontoam-se ao lado. Terra enegrecida a pintar minhas unhas, pois as escavei nas mãos e depositam-se nos caminhos de minha mão a me mostrar, lembrar, talhar em mim as capacidades do amor. De tão funda a vala, -uma vala comum- uma placa ao lado vai fixar a lembrança e um cravo, encravado como este site desencravará da pele de todos os seres cosmocócicos e assim cairá no esquecimento. Será corroído pelos vermes do tempo. Aqui jaz a esperança e o amor. O silêncio é o não. Decodificado a situações são. Imaginadas as dores, dias após dias. Atos, toques, cheiros, textura. Tudo mapeado exemplificado numa idéia do acontecer, acontecendo.
- O que fica? Pergunto.
- A dor. Sim ela. Desta feita mais fácil de ser soterrada. Como num ferimento. Para ser cicatrizada. A soterramos com gaze, merthiolate e esparadrapo. Dias seguirão às dores da alma e a sangrar a ferida ainda está, mas soterrada será. Por gaze ou por toneladas de terra que ainda enegrecerão minhas roupas, olhos, mãos, unhas, lábios, cútis e todo o resto do que resta das sobras da tempestade que amortizará nossas vãs imagens e esperanças de vida em vida na morte.
Desembarque
Deitando esperando o pesado sono arrebatar este imundo ser, e corromper minha lucidez por estas difíceis, soturnas e solitárias noites. Vejo o arranjo das situações e nada me compraz a aceitar. -Mas não era exatamente isso que você queria? O fim, diriam a mim. Responderia eu. -Sim, perfilei as provas de todas as situações e as coloquei todas dentro de minha caixola cinzenta a extrair disso tudo a prova mór da impossibilidade, diria eu com outras palavras.
Mesmo assim o filete de vida jaz, e por mais que eu tente cavar e jogando terra emcima deste filete ele sobrevive por infímos meandros.
- Mas afinal o que você quer? A mim foi perguntado. Respondi de supetão como sempre o faço e às vezes até mesmo sem pensar. -O que eu quero? Quero paz, tranquilidade e um pouco de calor.
Isso irei adquirir com o tempo. Já me diziam a muito tempo que o mesmo tempo corrói as coisas. É assim mesmo, se não for, a lógica é a mesma. Eu vejo o arranjo não dito das situações e como um espectador, ou melhor, um telespectador assistindo tudo. Quadro a quadro, passo a passo, segundo a segundo.
A cova foi cavada, esperando apenas o vôo da coisa em si para depois de pesadas pás de terra ser soterrada, e por fim, uma rosa plantada ao monte da cova, a ser a última lembrança de tal vida.
Quão escorregadia é a vida e são as pessoas. Quão viscosa são as situações e filetes em vida se transformam em lembranças a rasgarem cada centímetro do ser que em vão ainda sentado no banco da estação sem nome a esperar o trem sem nome a algum lugar sem nome.
A experiência da vida é única mesmo, quem acreditaria que o homem a lua chegaria sem mesmo conhecer sua vida, os porquês que o fazem navegar, ou mesmo que chama é essa que arde nos peitos afeitos por dor e experiência e que reagem como uma simbiose química de substâncias misturadas num laboratório n'algum canto da terra. Vasta Terra. Imensa. Bilhões!
Ví num filme do Kurosawa uma frase. "Contemple este lugar, que antes foi um reino e que hoje apenas é destruição." Será essa a frase mesmo? Não me lembro.
Acho que tudo já foi feito e as provas à mesa estão. A cova já escavada apenas espera a descida do ser, da coisa. Os montes amontoam-se ao lado. Terra enegrecida a pintar minhas unhas, pois as escavei nas mãos e depositam-se nos caminhos de minha mão a me mostrar, lembrar, talhar em mim as capacidades do amor. De tão funda a vala, -uma vala comum- uma placa ao lado vai fixar a lembrança e um cravo, encravado como este site desencravará da pele de todos os seres cosmocócicos e assim cairá no esquecimento. Será corroído pelos vermes do tempo. Aqui jaz a esperança e o amor. O silêncio é o não. Decodificado a situações são. Imaginadas as dores, dias após dias. Atos, toques, cheiros, textura. Tudo mapeado exemplificado numa idéia do acontecer, acontecendo.
- O que fica? Pergunto.
- A dor. Sim ela. Desta feita mais fácil de ser soterrada. Como num ferimento. Para ser cicatrizada. A soterramos com gaze, merthiolate e esparadrapo. Dias seguirão às dores da alma e a sangrar a ferida ainda está, mas soterrada será. Por gaze ou por toneladas de terra que ainda enegrecerão minhas roupas, olhos, mãos, unhas, lábios, cútis e todo o resto do que resta das sobras da tempestade que amortizará nossas vãs imagens e esperanças de vida em vida na morte.
Desembarque
quarta-feira, abril 06, 2005
Durrel e Mars Volta
Embarque
"Buscamos preencher o vazio de nossa individualidade e por um breve instante desfrutamos da ilusão de estarmos completos. Porém, é só uma ilusão: o amor une e depois divide."
(Lawrence Durrel)
A minutos atrás escrito eu tinha uma outra história. Resolvi apagá-la afim de resguardar certas memórias. Estavam soterradas a bons nove ou dez anos. Pelo atual momento o que eu vos traria não seria nada de bom grado imagino. Até porque tenho a impressão de um fardo ser para a vida de alguns. Muito mais do que me dizem, sou um peso a ser carregado. Ou não. Pode ser que tudo tenha mudado e eu com uma certa presunção penso ainda ser este peso.
Caminharei por cheios corredores a tentar passar invisivelmente por todos os olhares. Veja bem por todos. Reduzir-se ao nada, requer uma certa dose de força no sentido da invisibilidade dos olhares. Testemunharei as imagens quadro a quadro e como um pintor da modernidade, tentarei em vão captar a idéia do movimento inserindo-me mais do que nunca no esquecimento.
Dói. Eu sei. Mas afim de melhorar preciso com mais água e sabão me lavar da negra graxa que não consigo tirar de minha pele e há quase noventa dias venho meditando sobre essa sujeira que eu me tornei. Este ser que ainda implora e chora mediante a situações já por assim definidas. Sim! Não nos diga que não. Não há amor em terra seca ou molhada que resisti a intempéries das situações.
Como dito anteriormente. Portas se abrem e outras são demolidas, pois não mais serão usadas.
Numa conversa de bar dias atrás a motivação era a possibilidade de certos caminhos serem hoje usados na tentativa de dissipação de dúvidas. Sim, disso tenho total consciência e também que a profusão destas situações conduziram-me ao fim.
Um sábio diria que se fosse preciso eu teria de ir ao fundo do poço, para de lá sozinho apenas ouvir a minha voz. Sozinho e distante de tudo e de todos. Talvez começe por estes dias a arrumar as malas a este infindável trajeto.
A imperfeição me joga a igualdade a todos. Não sou e nem tenho a pretensão de ser o inimigo da felicidade alheia. Nada disso. Apenas quero o esquecimento. Compartimentarei eu mesmo das lembranças alheias afim de dor nunca mais proporcionar aos outros e a mim mesmo. Talvez seja essa a fórmula do meu reduzimento.
Eu odeio o ocidente, queria ir a Katmandu no Tibet. Passear pelas planícies ao pé do Everest. Comungar com os calmos monges tibetanos. Sumir um pouco. Seria isso um presente dos deuses a mim.
Mas assim fugiria da minha crucificação. Disseram-me ontem que faço tempestade em copo d`água.
Será?
Mars Volta!
"Buscamos preencher o vazio de nossa individualidade e por um breve instante desfrutamos da ilusão de estarmos completos. Porém, é só uma ilusão: o amor une e depois divide."
(Lawrence Durrel)
Desembarque
"Buscamos preencher o vazio de nossa individualidade e por um breve instante desfrutamos da ilusão de estarmos completos. Porém, é só uma ilusão: o amor une e depois divide."
(Lawrence Durrel)
A minutos atrás escrito eu tinha uma outra história. Resolvi apagá-la afim de resguardar certas memórias. Estavam soterradas a bons nove ou dez anos. Pelo atual momento o que eu vos traria não seria nada de bom grado imagino. Até porque tenho a impressão de um fardo ser para a vida de alguns. Muito mais do que me dizem, sou um peso a ser carregado. Ou não. Pode ser que tudo tenha mudado e eu com uma certa presunção penso ainda ser este peso.
Caminharei por cheios corredores a tentar passar invisivelmente por todos os olhares. Veja bem por todos. Reduzir-se ao nada, requer uma certa dose de força no sentido da invisibilidade dos olhares. Testemunharei as imagens quadro a quadro e como um pintor da modernidade, tentarei em vão captar a idéia do movimento inserindo-me mais do que nunca no esquecimento.
Dói. Eu sei. Mas afim de melhorar preciso com mais água e sabão me lavar da negra graxa que não consigo tirar de minha pele e há quase noventa dias venho meditando sobre essa sujeira que eu me tornei. Este ser que ainda implora e chora mediante a situações já por assim definidas. Sim! Não nos diga que não. Não há amor em terra seca ou molhada que resisti a intempéries das situações.
Como dito anteriormente. Portas se abrem e outras são demolidas, pois não mais serão usadas.
Numa conversa de bar dias atrás a motivação era a possibilidade de certos caminhos serem hoje usados na tentativa de dissipação de dúvidas. Sim, disso tenho total consciência e também que a profusão destas situações conduziram-me ao fim.
Um sábio diria que se fosse preciso eu teria de ir ao fundo do poço, para de lá sozinho apenas ouvir a minha voz. Sozinho e distante de tudo e de todos. Talvez começe por estes dias a arrumar as malas a este infindável trajeto.
A imperfeição me joga a igualdade a todos. Não sou e nem tenho a pretensão de ser o inimigo da felicidade alheia. Nada disso. Apenas quero o esquecimento. Compartimentarei eu mesmo das lembranças alheias afim de dor nunca mais proporcionar aos outros e a mim mesmo. Talvez seja essa a fórmula do meu reduzimento.
Eu odeio o ocidente, queria ir a Katmandu no Tibet. Passear pelas planícies ao pé do Everest. Comungar com os calmos monges tibetanos. Sumir um pouco. Seria isso um presente dos deuses a mim.
Mas assim fugiria da minha crucificação. Disseram-me ontem que faço tempestade em copo d`água.
Será?
Mars Volta!
"Buscamos preencher o vazio de nossa individualidade e por um breve instante desfrutamos da ilusão de estarmos completos. Porém, é só uma ilusão: o amor une e depois divide."
(Lawrence Durrel)
Desembarque
terça-feira, abril 05, 2005
r.e.m everybody hurts
Embarque
A ouvi ontem. Hoje penso diferente dela, não em todos seus aspectos Mas a mim tocou é ela é linda.
Everybody Hurts - R.E.M.
When your day is long and the night
The night is yours alone
When you're sure you've had enough of this life
Well hang on
Don't let yourself go, 'cause everybody cries
and everybody hurts, sometimes ...
Sometimes everything is wrong,
Now it's time to sing along
When your day is night alone (hold on, hold on)
If you feel like letting go (hold on)
If you think you've had too much of this life
Well hang on
'Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don't throw your hands, oh no
Don't throw your hands
If you feel like you're alone
no, no, no, you're not alone
If you're on your own in this life
The days and nights are long
When you think you've had too much
of this life, to hang on
Well everybody hurts,
sometimes, everybody cries,
And everybody hurts ...
sometimes
But everybody hurts sometimes
So hold on, hold on, hold on, hold on, hold on,
hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts
You're not alone
Tradução
Quando o dia é longo
E a noite, a noite é somente sua,
Quando você tem certeza [que] já teve o bastante desta vida,
Bem, persista...
Não desista de si mesmo,
Pois todo mundo chora
E todo mundo sofre
Às vezes...
Às vezes tudo está errado,
Nesse momento é hora de cantar junto.
Quando seu dia é noite, sozinho,
(Agüente, agüente)
Se você tiver vontade de desistir
(Agüente....)
Se você achar que teve demais desta vida,
Bem, persista...
Pois todo mundo sofre,
Consiga conforto em seus amigos.
Todo mundo sofre...
Não se resigne,
Oh, não! Não se resigne
Quando você sentir como se estivesse sozinho.
Não, não, não, você não está sozinho...
Se você está por sua própria conta nesta vida,
Os dias e noites são longos,
Quando você sentir [que] teve demais desta vida
Para persistir...
Bem, todo mundo sofre
Às vezes, todo mundo chora.
E todo mundo sofre
Às vezes...
E todo mundo sofre
Às vezes...
Então agüente, agüente...
Agüente, agüente,
Agüente, agüente,
Agüente, agüente...
Todo mundo sofre...
Você não está sozinho...
Desembarque
A ouvi ontem. Hoje penso diferente dela, não em todos seus aspectos Mas a mim tocou é ela é linda.
Everybody Hurts - R.E.M.
When your day is long and the night
The night is yours alone
When you're sure you've had enough of this life
Well hang on
Don't let yourself go, 'cause everybody cries
and everybody hurts, sometimes ...
Sometimes everything is wrong,
Now it's time to sing along
When your day is night alone (hold on, hold on)
If you feel like letting go (hold on)
If you think you've had too much of this life
Well hang on
'Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don't throw your hands, oh no
Don't throw your hands
If you feel like you're alone
no, no, no, you're not alone
If you're on your own in this life
The days and nights are long
When you think you've had too much
of this life, to hang on
Well everybody hurts,
sometimes, everybody cries,
And everybody hurts ...
sometimes
But everybody hurts sometimes
So hold on, hold on, hold on, hold on, hold on,
hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts
You're not alone
Tradução
Quando o dia é longo
E a noite, a noite é somente sua,
Quando você tem certeza [que] já teve o bastante desta vida,
Bem, persista...
Não desista de si mesmo,
Pois todo mundo chora
E todo mundo sofre
Às vezes...
Às vezes tudo está errado,
Nesse momento é hora de cantar junto.
Quando seu dia é noite, sozinho,
(Agüente, agüente)
Se você tiver vontade de desistir
(Agüente....)
Se você achar que teve demais desta vida,
Bem, persista...
Pois todo mundo sofre,
Consiga conforto em seus amigos.
Todo mundo sofre...
Não se resigne,
Oh, não! Não se resigne
Quando você sentir como se estivesse sozinho.
Não, não, não, você não está sozinho...
Se você está por sua própria conta nesta vida,
Os dias e noites são longos,
Quando você sentir [que] teve demais desta vida
Para persistir...
Bem, todo mundo sofre
Às vezes, todo mundo chora.
E todo mundo sofre
Às vezes...
E todo mundo sofre
Às vezes...
Então agüente, agüente...
Agüente, agüente,
Agüente, agüente,
Agüente, agüente...
Todo mundo sofre...
Você não está sozinho...
Desembarque
oportunidades
Embarque
Andando a esmo ainda pelos campos de nossos sonhos disformes a simples procura da razão para a dor, incompreensão.
Palavras, julgamentos, ódio, mágoa, medo. Um turbilhão de sentimentos misturados num rosto cinza, remelento e mal dormido. Mal hálito, indisposição, insegurança.
Apertem os sintos o piloto sumiu e ninguém que possa guiar-me nesta viagem ao fundo do universo vazio e sem sentido do amor. Um constructo de imperfeições. Isso sim. Vejam lá vai ele, sozinho porque assim quis. Um amontoado de defeitos. Sim! Sou eu! Veja! AMONTOADO DE DEFEITOS!
Melhor assim? Mais fácil, diga a verdade. O ódio que brota das entranhas de todos facilita o entendimento razo das situações e abre novas portas para quem não as sabia destrancar. Eu sou sábio mesmo. E até nisso cedo aos caprichos de meu mal humor e dou de presente a possibilidade da saída. A porta esta destrancada. Vá em frente agora. Só depende de ti. Dei-lhe os caminhos. O ódio, raiva, mágoa, enfim o prato está servido à mesa.
Arroz, feijão, ovos fritos, salada, uma grande fatia de bacon assado, frango, patas de siri, camarão fresco, uma infinidade de sobremesas. Tudo a mesa esperando a degustação
Também engulo o que é saboroso, juntamente com as flores que de tão bonitas são venenosas. Engulo tudinho até os galhos espinhosos. Pois é. Servi dos caminhos para que tão aprazível sejam suas próximas experiências. Baixo não?
Sim! Fraco, mesquinho, vulgar, odioso, malévolo. Lembrou-se deste? Eu! Tudo servido agora jantem todos.
A disposição ficarei. E se de algo precisarem ainda para a digestão? Aqui estarei afim de servir-lhes mais.
Jantem todos! Comam a vontade, satisfaçam suas sedes de uma vez por todas. A faca e o queijo na mão já estão dispostos. Basta fatiar e dividir o produto do trabalho baixo e mesquinho que lhes proporcionei.
Andando um dia numa praia tive algo acerca do que poderíamos chamar de visão. Vi uma mulher caminhar até mim e abrir sua boca. Nela havia quilos de areia e montes de siris negros a passearem por sua lingua envolta em areia. Faz tanto tempo isso que acharia que sonho fosse. Ué por que não? Sonhamos sempre. Sempre a idealizar, como ontem dito. É foi um sonho, mas nesta noite lembrei-me de supetão daquela imagem, como há semanas atrás recordei experiências de juventude.
Andei, andei, andei. Rastejei quando preciso e vomitei os siris e a areia que em mim estavam. Com sangue coagulado sairam, substância estranha com gosto de sal e ferro. Rochas moídas pela ação do choque das ondas com experiências de banhos a balde. Formalismos, rachaduras, recortes, impressões, interpretações. Fins de tarde chuvosos, tempestuosos. Finais de semana de solidão e angústia. Informação, desencadeamento, saídas.
Os fins justificam os meios, ou os meios justificam os fins. Tostines é um sucesso por que pisa na cabeça de cem mil trabalhadores ou o sucesso vem da predisposição inata de servidão?
Servidão! Incondicionalidade!
Informações não batem. Uma tela cheia de palavras tem pra si a necessidade da contemplação dos outros? E quando as telas não batem com as situações, como fica?
Mais uma vez envolto nas contradições.
E jurei a mim, não mais lá voltar. Pedi, implorei a mim mesmo por um minuto de silêncio de minha parte, um minuto de luto, mas de tão imperfeito e vil. Lá estava eu. Novamente a choramingar como um bezerro desmamado. A juntar peças e a nada entender. Lendo, lendo, lendo e não conseguindo conjugar as ferramentas.
Olha isso. Um muro das lamentações. Sou melhor que isso! Será que sou mesmo?
Começo a duvidar resolutamente deste edifício.
Sim! Fraco, mesquinho, vulgar, odioso, malévolo. Lembrou-se deste? Eu!
Facilmente assim as portas se abrirão e outras por fim serão destruídas e serão varridas da vastidão dos prados sulinos. Sim este sou eu.
Haverá um dia -distante dia este- que das cinzas algo possa brotar. Não portas, porque até lá não mais caminhos existirão, mas algo que não sei explicar e que não sei do que nascerá, ou melhor, como nascerá.
Desta forma, à todos um grande passar bem. Ao fim da linha cheguei. Não mais meus lampejos ouvirão, e que de quão torturantes são interpretados .
Assim o espero. Assim peço a mim mesmo.
Lembre-se disto pérfido autor.
Desembarque
Andando a esmo ainda pelos campos de nossos sonhos disformes a simples procura da razão para a dor, incompreensão.
Palavras, julgamentos, ódio, mágoa, medo. Um turbilhão de sentimentos misturados num rosto cinza, remelento e mal dormido. Mal hálito, indisposição, insegurança.
Apertem os sintos o piloto sumiu e ninguém que possa guiar-me nesta viagem ao fundo do universo vazio e sem sentido do amor. Um constructo de imperfeições. Isso sim. Vejam lá vai ele, sozinho porque assim quis. Um amontoado de defeitos. Sim! Sou eu! Veja! AMONTOADO DE DEFEITOS!
Melhor assim? Mais fácil, diga a verdade. O ódio que brota das entranhas de todos facilita o entendimento razo das situações e abre novas portas para quem não as sabia destrancar. Eu sou sábio mesmo. E até nisso cedo aos caprichos de meu mal humor e dou de presente a possibilidade da saída. A porta esta destrancada. Vá em frente agora. Só depende de ti. Dei-lhe os caminhos. O ódio, raiva, mágoa, enfim o prato está servido à mesa.
Arroz, feijão, ovos fritos, salada, uma grande fatia de bacon assado, frango, patas de siri, camarão fresco, uma infinidade de sobremesas. Tudo a mesa esperando a degustação
Também engulo o que é saboroso, juntamente com as flores que de tão bonitas são venenosas. Engulo tudinho até os galhos espinhosos. Pois é. Servi dos caminhos para que tão aprazível sejam suas próximas experiências. Baixo não?
Sim! Fraco, mesquinho, vulgar, odioso, malévolo. Lembrou-se deste? Eu! Tudo servido agora jantem todos.
A disposição ficarei. E se de algo precisarem ainda para a digestão? Aqui estarei afim de servir-lhes mais.
Jantem todos! Comam a vontade, satisfaçam suas sedes de uma vez por todas. A faca e o queijo na mão já estão dispostos. Basta fatiar e dividir o produto do trabalho baixo e mesquinho que lhes proporcionei.
Andando um dia numa praia tive algo acerca do que poderíamos chamar de visão. Vi uma mulher caminhar até mim e abrir sua boca. Nela havia quilos de areia e montes de siris negros a passearem por sua lingua envolta em areia. Faz tanto tempo isso que acharia que sonho fosse. Ué por que não? Sonhamos sempre. Sempre a idealizar, como ontem dito. É foi um sonho, mas nesta noite lembrei-me de supetão daquela imagem, como há semanas atrás recordei experiências de juventude.
Andei, andei, andei. Rastejei quando preciso e vomitei os siris e a areia que em mim estavam. Com sangue coagulado sairam, substância estranha com gosto de sal e ferro. Rochas moídas pela ação do choque das ondas com experiências de banhos a balde. Formalismos, rachaduras, recortes, impressões, interpretações. Fins de tarde chuvosos, tempestuosos. Finais de semana de solidão e angústia. Informação, desencadeamento, saídas.
Os fins justificam os meios, ou os meios justificam os fins. Tostines é um sucesso por que pisa na cabeça de cem mil trabalhadores ou o sucesso vem da predisposição inata de servidão?
Servidão! Incondicionalidade!
Informações não batem. Uma tela cheia de palavras tem pra si a necessidade da contemplação dos outros? E quando as telas não batem com as situações, como fica?
Mais uma vez envolto nas contradições.
E jurei a mim, não mais lá voltar. Pedi, implorei a mim mesmo por um minuto de silêncio de minha parte, um minuto de luto, mas de tão imperfeito e vil. Lá estava eu. Novamente a choramingar como um bezerro desmamado. A juntar peças e a nada entender. Lendo, lendo, lendo e não conseguindo conjugar as ferramentas.
Olha isso. Um muro das lamentações. Sou melhor que isso! Será que sou mesmo?
Começo a duvidar resolutamente deste edifício.
Sim! Fraco, mesquinho, vulgar, odioso, malévolo. Lembrou-se deste? Eu!
Facilmente assim as portas se abrirão e outras por fim serão destruídas e serão varridas da vastidão dos prados sulinos. Sim este sou eu.
Haverá um dia -distante dia este- que das cinzas algo possa brotar. Não portas, porque até lá não mais caminhos existirão, mas algo que não sei explicar e que não sei do que nascerá, ou melhor, como nascerá.
Desta forma, à todos um grande passar bem. Ao fim da linha cheguei. Não mais meus lampejos ouvirão, e que de quão torturantes são interpretados .
Assim o espero. Assim peço a mim mesmo.
Lembre-se disto pérfido autor.
Desembarque
segunda-feira, abril 04, 2005
morte e silêncio
Embarque
O relógio teria parado naquele momento se não fosse a minha força de erguer a cabeça e esquecer o quão diferenciado são as situações. Únicas em vida!
Mas o que é que tento em vão expressar e a quem tento enganar?
Alguém vivo a me escutar? Não!
Um sufocante calor que faz brotar de meus póros o suco da dor, meu suor escorre e mistura-se a lágrimas mais salgadas que nunca. A possibilidade da mudança vem da chance de utilizar as situações como pontuação a ser conferida aos participantes. Mas que merda é essa de vida que se conjuga dessa forma idiota de princípios? Pega-se o bonde apenas na impossibilidade de a outro lugar rumar. Sempre no não, na negatividade. Não na propositividade. Na semelhança das almas, mas na pobreza argumental de que os ponteiros vão andando a esmo e o vácuo é um sintoma deste mal.
Tudo a cargo de milhares interpretações. Todas a espera do que mesmo? Sim! Uma porta a ser aberta apenas no crítico e por assim hipócrita momento da saída utilizando as mesmas armas que se predispôs a usar de antemão...O que mesmo? Não preciso aqui conferenciar que armas são essas.
A desintonia é clara, já diagnosticada há muitos milênios. Saberia eu aferir novamente isso num outro lugar? Carregaria eu, a possibilidade de apreender por quais terrenos devo caminhar e a que modos faria isso?
Um não cuspido por anos, faz diferença.
Idealizar. A palavra da vez é esta. Vamos ao grande livro.
Idealizar. 1, Dar caráter, perfeição, ideal. 2. Planejar, projetar, conceber. 3. Criar na imaginação, imaginar, fantasiar.
Taí esta última. Criar na imaginação, imaginar, fantasiar. O que disso não confere a mim? Minto a mim mesmo sobre mim e sobre minhas fantasias, idealizações enfim...Sobre este que vos escreve. Tão pequeno e sórdido hermitão da esperança e da idealização. Da minha mentira.
Ora bolas é isso. Um espelho de mil faces, que sempre pego as mesmas imagens. As paraliso e começo a pintá-las. Pequeno ser tão nojento e vil.
Nojo e angústia por mim mesmo, isso sou eu. Em constante processo de vivificação. De luta. Humano demasiado humano entregando-se aos defeitos mais baixos.
Baixeza. Este é sim um dos adjetivos deste que vos fala.
Tenho asco e não nos socorram afim de ajudar-nos. Como há milênios já foi exemplificado, não há barcos salva-vidas para todos. Alguns sim salvarão suas sujas carnes.
E não quero ser salvo. Apenas mudar. Esquecer. Viver.
Tinha terminado aqui. Na linha acima, mas tive de reiniciar.
-Deligue-se de voçe mesmo, eu sempre digo a mim.
Merda é ter de ser classificado como num sorrateiro fim de semana. Ou numa situação louca acontecida. Como mostrar que meses corromperam com o que dê mais puro e lindo eu tive. Falar, falar, falar e falar já não cabe mas nisso aqui. E o jogo foi aberto. Afinal de contas as impressões tiradas mesmo as minhas podem ser equívocos, sim sei. Mas o vácuo é o maior sintoma que os equívocos possam ter se multiplicado na forma de silêncio. Esperar pelo que é dado como certo pra mim já é coisa do passado. Costumeiramente isso a mim já apreendi ao meus ossos e vísceras. Isso sim foi e é o grande saldo de toda essa amálgama. O diagnóstico de que preciso de ações mais do que palavras. Palavras sem a expressão nas ações cotidianas apenas são omissões da mesma vida cotidiana vivida.
Engraçado mesmo são as saídas e como são usadas. Utilizadas a esmo como portas de fulga num incêndio emocional e capturadas a partir do mesmo vácuo. Engraçado não? Sabem como as utilizar as manipulam tão familiarmente que dão impressão de fazerem parte dela mesmo. Se fundem juntando as peças num grande mosaico de quebra-cabeça. Instrutivo toda e qualquer experiência e o fim vai ser dado por mim. Explicarei pontualmente às crianças como delimitar o terreno. Afinal de contas não sou um geográfo em formação? Então assim delimitaremos a territorialidade de nossas vidas afim de fugir do imenso monstro abissal construidos meses a fio afim de gozá-los ao final da vida.
Se o fim a todos não sabem construir. Eu o construirei afim de ensinar. Quão pobre e baixo sou.
Infinitamente situações se colocam aos presentes, afim de instruir. Percebam todos a loucura que produzi, como um cão a ladrar, ladrar, ladrar e uma criança a chorar, chorar, chorar, chorar.
Ponto de partida é o silêncio -raciocínio lógico foi desligado- e partindo disso tudo á parte para a argumentação. Chore se puder até mesmo finja se culhões possuir. Mas a lógica é esta.
Definir a partir da morte. Definições a partir do nada. Imprevisibilidade?
Não claro que não. Apenas um pouco de morte oral para temperar nossas vidas. Nada disso fará mal.
Morte! Eu vi nos olhos, não deveria assim me balançar é morte. Milhares morrem todos os dias. O papa morreu e tá calado. Veja é claro está calado. Ponto de partida novamente a morte.
Está tudo claro, mais claro que mil litros d'água jorrando das mais limpídas nascentes dos andes.
A morte! Não! Ou melhor o silêncio. Sim, esse sim deve ser captado por mim. Devo a partir dele construir o que de resto sobrou do tsunami.
Engraçado que a outros o silêncio nada parece e as atitudes sim parecem o dado inicial. Mas o que fazer. Se de morte falamos, esperar o que senão morte e silêncio como ponto de partida de um método nobre. Parabéns à todos!
Dá próxima vez estarei apto a manipular todo este ferramental silencioso e mortal. Se assim conseguir compreender os seus meios e fins. Acho difícil a mim. Teimoso que sou, ainda fico aguardando no caís a próxima partida de minha embarcação. Sei que para o "lá" não vou mais. Agora espero outro barco, e de repente, pode o mesmo naufragar e no fundo do mar possa eu encontrar meu lugar.
Desembarque
O relógio teria parado naquele momento se não fosse a minha força de erguer a cabeça e esquecer o quão diferenciado são as situações. Únicas em vida!
Mas o que é que tento em vão expressar e a quem tento enganar?
Alguém vivo a me escutar? Não!
Um sufocante calor que faz brotar de meus póros o suco da dor, meu suor escorre e mistura-se a lágrimas mais salgadas que nunca. A possibilidade da mudança vem da chance de utilizar as situações como pontuação a ser conferida aos participantes. Mas que merda é essa de vida que se conjuga dessa forma idiota de princípios? Pega-se o bonde apenas na impossibilidade de a outro lugar rumar. Sempre no não, na negatividade. Não na propositividade. Na semelhança das almas, mas na pobreza argumental de que os ponteiros vão andando a esmo e o vácuo é um sintoma deste mal.
Tudo a cargo de milhares interpretações. Todas a espera do que mesmo? Sim! Uma porta a ser aberta apenas no crítico e por assim hipócrita momento da saída utilizando as mesmas armas que se predispôs a usar de antemão...O que mesmo? Não preciso aqui conferenciar que armas são essas.
A desintonia é clara, já diagnosticada há muitos milênios. Saberia eu aferir novamente isso num outro lugar? Carregaria eu, a possibilidade de apreender por quais terrenos devo caminhar e a que modos faria isso?
Um não cuspido por anos, faz diferença.
Idealizar. A palavra da vez é esta. Vamos ao grande livro.
Idealizar. 1, Dar caráter, perfeição, ideal. 2. Planejar, projetar, conceber. 3. Criar na imaginação, imaginar, fantasiar.
Taí esta última. Criar na imaginação, imaginar, fantasiar. O que disso não confere a mim? Minto a mim mesmo sobre mim e sobre minhas fantasias, idealizações enfim...Sobre este que vos escreve. Tão pequeno e sórdido hermitão da esperança e da idealização. Da minha mentira.
Ora bolas é isso. Um espelho de mil faces, que sempre pego as mesmas imagens. As paraliso e começo a pintá-las. Pequeno ser tão nojento e vil.
Nojo e angústia por mim mesmo, isso sou eu. Em constante processo de vivificação. De luta. Humano demasiado humano entregando-se aos defeitos mais baixos.
Baixeza. Este é sim um dos adjetivos deste que vos fala.
Tenho asco e não nos socorram afim de ajudar-nos. Como há milênios já foi exemplificado, não há barcos salva-vidas para todos. Alguns sim salvarão suas sujas carnes.
E não quero ser salvo. Apenas mudar. Esquecer. Viver.
Tinha terminado aqui. Na linha acima, mas tive de reiniciar.
-Deligue-se de voçe mesmo, eu sempre digo a mim.
Merda é ter de ser classificado como num sorrateiro fim de semana. Ou numa situação louca acontecida. Como mostrar que meses corromperam com o que dê mais puro e lindo eu tive. Falar, falar, falar e falar já não cabe mas nisso aqui. E o jogo foi aberto. Afinal de contas as impressões tiradas mesmo as minhas podem ser equívocos, sim sei. Mas o vácuo é o maior sintoma que os equívocos possam ter se multiplicado na forma de silêncio. Esperar pelo que é dado como certo pra mim já é coisa do passado. Costumeiramente isso a mim já apreendi ao meus ossos e vísceras. Isso sim foi e é o grande saldo de toda essa amálgama. O diagnóstico de que preciso de ações mais do que palavras. Palavras sem a expressão nas ações cotidianas apenas são omissões da mesma vida cotidiana vivida.
Engraçado mesmo são as saídas e como são usadas. Utilizadas a esmo como portas de fulga num incêndio emocional e capturadas a partir do mesmo vácuo. Engraçado não? Sabem como as utilizar as manipulam tão familiarmente que dão impressão de fazerem parte dela mesmo. Se fundem juntando as peças num grande mosaico de quebra-cabeça. Instrutivo toda e qualquer experiência e o fim vai ser dado por mim. Explicarei pontualmente às crianças como delimitar o terreno. Afinal de contas não sou um geográfo em formação? Então assim delimitaremos a territorialidade de nossas vidas afim de fugir do imenso monstro abissal construidos meses a fio afim de gozá-los ao final da vida.
Se o fim a todos não sabem construir. Eu o construirei afim de ensinar. Quão pobre e baixo sou.
Infinitamente situações se colocam aos presentes, afim de instruir. Percebam todos a loucura que produzi, como um cão a ladrar, ladrar, ladrar e uma criança a chorar, chorar, chorar, chorar.
Ponto de partida é o silêncio -raciocínio lógico foi desligado- e partindo disso tudo á parte para a argumentação. Chore se puder até mesmo finja se culhões possuir. Mas a lógica é esta.
Definir a partir da morte. Definições a partir do nada. Imprevisibilidade?
Não claro que não. Apenas um pouco de morte oral para temperar nossas vidas. Nada disso fará mal.
Morte! Eu vi nos olhos, não deveria assim me balançar é morte. Milhares morrem todos os dias. O papa morreu e tá calado. Veja é claro está calado. Ponto de partida novamente a morte.
Está tudo claro, mais claro que mil litros d'água jorrando das mais limpídas nascentes dos andes.
A morte! Não! Ou melhor o silêncio. Sim, esse sim deve ser captado por mim. Devo a partir dele construir o que de resto sobrou do tsunami.
Engraçado que a outros o silêncio nada parece e as atitudes sim parecem o dado inicial. Mas o que fazer. Se de morte falamos, esperar o que senão morte e silêncio como ponto de partida de um método nobre. Parabéns à todos!
Dá próxima vez estarei apto a manipular todo este ferramental silencioso e mortal. Se assim conseguir compreender os seus meios e fins. Acho difícil a mim. Teimoso que sou, ainda fico aguardando no caís a próxima partida de minha embarcação. Sei que para o "lá" não vou mais. Agora espero outro barco, e de repente, pode o mesmo naufragar e no fundo do mar possa eu encontrar meu lugar.
Desembarque
Drummond
Liberdade
O pássaro é livre
na prisão do ar.
O espírito é livre
na prisão do corpo.
Mas livre, bem livre,
é mesmo estar morto.
Carlos Drummond de Andrade
O pássaro é livre
na prisão do ar.
O espírito é livre
na prisão do corpo.
Mas livre, bem livre,
é mesmo estar morto.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, abril 02, 2005
O Rochedo Feliz
Embarque
Dançando, o estrobo paralisa a minha esperiência daquele momento com o lugar que estou naturalizando. Passo a passo de corpos dançando vagarosamente todos a procura de seus passos mais pessoais. Mas danço sozinho! O ventilador que nada ventila parece parado ou girando. Estrobo! Estrobo! Paralisando e deixando-me tonto no meio da pista de dança cheia.
De repente no meio daquele caos de imagens tenho um acesso de tosse devido a fumaça de cigarros e fico a pigarrear mesmo dançando e cambaleando tentando expelir o catarro que ainda se esconde em minha garganta.
Projeções, corpos, luzes, olhares, pessoas.
Abre-se um portão cosmológico e eis que aparece a criatura que conheci a anos. Fico a olhar para este indivíduo a esperar alguma reação. Ele apenas a olhar-me a perguntar -penso eu- a si mesmo as razões de meus olhares. Mas conheço aqueles olhos e aqueles contornos tristes que enrelevam seu rosto e me trazem lembranças à mente de palavras vociferadas com tanta dor e propriedade por tal pessoa.
Este sim se entregou. Percebo nele toda a dor do mundo e a insatisfação de sofrer traz consigo a satisfação de escolhas e a propriedade de rasgar várias vezes seu corpo.
Sempre lembrava dessa pessoa, mas hoje parece que mais do que nunca com ele eu diálogo todas as noites, tardes, manhãs, madrugadas e por fim de fios de cabelos percebo sua importância na minha vida. Eu o encontro quando quero e sempre tive a impressão de ser o que ele mesmo nos disse a muitos milhões de anos atrás. Ser o Rochedo Feliz. Sempre o via desta maneira e engraçado como eu me pareço com ele. Nos defeitos é claro. Nas virtudes seria de muita presunção dizer que este indivíduo comigo se parece.
Henry Miller! Meu amigo como me ajudas a ultrapassar meus próprios limites. Não tens nem idéia de como és para mim um porto seguro. Importante porto onde desembarco todos os dias a pacificar meu espírito tão espezinhado pelas minhas próprias mãos.
Sempre que a ti encontro, não faz nem a idéia da felicidade que sinto de encontrá-lo n'alguma banca de livros ou sebo a um preço que posso dispor com muito suor. Abrir este exemplar e passear por suas dolorosas experiências.
Ai ai ai ai! Amigo. Não tens nem a idéia de como talhou em mim algo que tento ser a todo momento como a ti é. O rochedo feliz!
Inclusive amigo devo a ti royaltes literários, pois o copio indiscriminadamente, mas a um jovem como eu ler a linhas que colocarei mais a frente abona qualquer atitude pela vida que você mesmo provou. Muito obrigado por existir amigo. No meio da multidão nunca me senti tão bem acompanhado nestes últimos tempos. Não quero o elevar status de um gênio, nada disso. Apenas acho que você querido amigo, é uma pessoa sensível como eu. Nisto penso poder dizer que somos iguais. E olha só, quantas vezes em teu lugar me coloquei rapaz. Nem imaginas como fortaleceu este indivíduo que aqui esboça algumas linhas de muito obrigado. Apaxonei-me por ti a muito é bem verdade. Passeei por ti noutros momentos mas nunca como nos dias de hoje a mim tem sido tão importante. Sempre o foi. Pela entrega que sentia fazer parte da Sua vida, e como método adotei a mim, pouco importando os fiapos de madeira que em nossas mãos entram ao pegarmos um pedaço de madeira mal cortado.
Sinceramente aqui está um sujeito que não tem medo das emoções. Sim velho Bukowski! John Fante também, mas não esqueça do velho Henry. Ao menos assim eu o reivindico.
Amigo, suas enormes descrições. Ah! Como são apaixonantes. As mulheres, a fome, dor, iniquidade, pobreza, comida enfim...O sexo, como pude me esquecer de tais situações. O seu sexo descrevido pormenorizadamente como uma paixão pelo prazer que indisfarçavelmente tomo para mim. Sou assim também e pode ser um defeito. Penso que me igualo às vezes a ti pelos defeitos. Seus cíumes, raivas, dores. Humano demasiado humano. Gostaria de ter a possibilidade de passar um dia contigo, para vagaorosamente avançar num deliciso desjejum da manhã, depois uma de suas caminhadas e ficaríamos a conversar. Eu exporia a ti minhas experiências e ouviria com todos ouvidos as suas. Depois um longo almoço com algum vinho francês que você tão adora e depois uma sonolenta tarde de algumas bebidas diremos assim um pouco mais pesada para ajudar na fluição de nossas engrenagens perceptórias.
É amigo! Talhou em mim o amor por ti. O Rochedo feliz.
De sua boca as linhas que se seguirão, eu as ouvi serem pronunciadas de sua boca.
Abraços Homem!
Extraído de Plexus
"Em cada período crítico da minha vida pareço haver tropeçado num grande autor capaz de amparar-me. Nietzsche, Dostoiévski, Faure, Spengler: que quarteto! Houve outros, naturalmente, também importantes em certos momentos, mas nunca possuíram a amplitude, a grandeza dos quatro. Os quatro cavaleiros de meu Apocalipse partícular! Cada um expressando inteiramente sua qualidade específica: Nietzsche, o iconoclasta; Dostoiévski, o grande inquisidor; Faure, o mágico; Spengler, o modelador. Que fundação!
Nos dias do porvir, quando eu parecer sepultado, quando o firmamento ameaçar a cair sobre minha cabeça, serei forçado a abandonar tudo, exceto o que esses espíritos em mim implantaram. Serei esmagado, aviltado, humilhado. Serei frustrado em todas as fibras do meu ser. Posso até ser levado a uivar como um cão. Mas não estarei completamente perdido! Raiará o dia em que, repassando a vida como se ela fosse uma história ou a história, poderei nela detectar uma forma, um modelo, um significado. Daí em diante a palavra derrota se tornará inexpressiva. Será impossível uma reincidência.
Desse dia em diante, eu me torno e permaneço fiel à minha criação.
Um outro dia, numa terra estrangeira, aparecerá diante de mim um jovem que, consciente da mundança que em mim se processou, me alcunhará de "O Rochedo Feliz". Este o apelido que darei quando grande Cosmocriador perguntar "Quem és?"
Sim, sem sombra de dúvida, eu responderei: "O Rochedo Feliz!"
E se me for perguntado: "Apreciaste tua estada na terra?" eu responderei: "Minha vida foi uma longa crucificação encarnada".
Quanto à significação disso, se ainda não está claro, será elucidada. Quero ser um cão na manjedoura, se falhar.
Uma ocasião, pensei ter sofrido o que nenhum outro homem sofreu. Por me sentir assim, fiz o voto de escrever este livro. Mas, muito antes de iniciar o livro, a ferida cicatrizara. Tendo jurado cumprir a promessa, reabri a horrível ferida.
Permitam-me outra expressão...Talvez, ao abrir a ferida, minha própria ferida, eu fechasse outras feridas, as chagas de outra pessoa. Algo morre e refloresce. Sofrer na ignorância é horrível. Sofrer deliberadamente a fim de compreender a natureza do sofrimento e aboli-lo para sempre, é outra questão inteiramente diversa. Buda teve um pensamento fixo a vida inteira, como sabemos. era eliminar o sofrimento humano.
Sofrer é desnecessário. Mas temos de sofrer antes de sermos capazes perceber que isso é assim mesmo. Somente então o verdadeiro significado do sofrimento humano fica claro. No último momento desesperado - quando já não podemos sofrer mais! -, algo acontece, da natureza de um milagre. A grande ferida aberta, que vertia o sangue da vida, se fecha, o organismo floresce como uma roseira. Estamos "livres" por fim, e não "com saudades da Rússia", mas com a ânsia de mais liberdade, de mais felicidade. A árvore da vida é mantida viva não por meio de lágrimas, mas pelo conhecimento de que a liberdade é real e perpétua."
Henry Miller
Desembarque
Dançando, o estrobo paralisa a minha esperiência daquele momento com o lugar que estou naturalizando. Passo a passo de corpos dançando vagarosamente todos a procura de seus passos mais pessoais. Mas danço sozinho! O ventilador que nada ventila parece parado ou girando. Estrobo! Estrobo! Paralisando e deixando-me tonto no meio da pista de dança cheia.
De repente no meio daquele caos de imagens tenho um acesso de tosse devido a fumaça de cigarros e fico a pigarrear mesmo dançando e cambaleando tentando expelir o catarro que ainda se esconde em minha garganta.
Projeções, corpos, luzes, olhares, pessoas.
Abre-se um portão cosmológico e eis que aparece a criatura que conheci a anos. Fico a olhar para este indivíduo a esperar alguma reação. Ele apenas a olhar-me a perguntar -penso eu- a si mesmo as razões de meus olhares. Mas conheço aqueles olhos e aqueles contornos tristes que enrelevam seu rosto e me trazem lembranças à mente de palavras vociferadas com tanta dor e propriedade por tal pessoa.
Este sim se entregou. Percebo nele toda a dor do mundo e a insatisfação de sofrer traz consigo a satisfação de escolhas e a propriedade de rasgar várias vezes seu corpo.
Sempre lembrava dessa pessoa, mas hoje parece que mais do que nunca com ele eu diálogo todas as noites, tardes, manhãs, madrugadas e por fim de fios de cabelos percebo sua importância na minha vida. Eu o encontro quando quero e sempre tive a impressão de ser o que ele mesmo nos disse a muitos milhões de anos atrás. Ser o Rochedo Feliz. Sempre o via desta maneira e engraçado como eu me pareço com ele. Nos defeitos é claro. Nas virtudes seria de muita presunção dizer que este indivíduo comigo se parece.
Henry Miller! Meu amigo como me ajudas a ultrapassar meus próprios limites. Não tens nem idéia de como és para mim um porto seguro. Importante porto onde desembarco todos os dias a pacificar meu espírito tão espezinhado pelas minhas próprias mãos.
Sempre que a ti encontro, não faz nem a idéia da felicidade que sinto de encontrá-lo n'alguma banca de livros ou sebo a um preço que posso dispor com muito suor. Abrir este exemplar e passear por suas dolorosas experiências.
Ai ai ai ai! Amigo. Não tens nem a idéia de como talhou em mim algo que tento ser a todo momento como a ti é. O rochedo feliz!
Inclusive amigo devo a ti royaltes literários, pois o copio indiscriminadamente, mas a um jovem como eu ler a linhas que colocarei mais a frente abona qualquer atitude pela vida que você mesmo provou. Muito obrigado por existir amigo. No meio da multidão nunca me senti tão bem acompanhado nestes últimos tempos. Não quero o elevar status de um gênio, nada disso. Apenas acho que você querido amigo, é uma pessoa sensível como eu. Nisto penso poder dizer que somos iguais. E olha só, quantas vezes em teu lugar me coloquei rapaz. Nem imaginas como fortaleceu este indivíduo que aqui esboça algumas linhas de muito obrigado. Apaxonei-me por ti a muito é bem verdade. Passeei por ti noutros momentos mas nunca como nos dias de hoje a mim tem sido tão importante. Sempre o foi. Pela entrega que sentia fazer parte da Sua vida, e como método adotei a mim, pouco importando os fiapos de madeira que em nossas mãos entram ao pegarmos um pedaço de madeira mal cortado.
Sinceramente aqui está um sujeito que não tem medo das emoções. Sim velho Bukowski! John Fante também, mas não esqueça do velho Henry. Ao menos assim eu o reivindico.
Amigo, suas enormes descrições. Ah! Como são apaixonantes. As mulheres, a fome, dor, iniquidade, pobreza, comida enfim...O sexo, como pude me esquecer de tais situações. O seu sexo descrevido pormenorizadamente como uma paixão pelo prazer que indisfarçavelmente tomo para mim. Sou assim também e pode ser um defeito. Penso que me igualo às vezes a ti pelos defeitos. Seus cíumes, raivas, dores. Humano demasiado humano. Gostaria de ter a possibilidade de passar um dia contigo, para vagaorosamente avançar num deliciso desjejum da manhã, depois uma de suas caminhadas e ficaríamos a conversar. Eu exporia a ti minhas experiências e ouviria com todos ouvidos as suas. Depois um longo almoço com algum vinho francês que você tão adora e depois uma sonolenta tarde de algumas bebidas diremos assim um pouco mais pesada para ajudar na fluição de nossas engrenagens perceptórias.
É amigo! Talhou em mim o amor por ti. O Rochedo feliz.
De sua boca as linhas que se seguirão, eu as ouvi serem pronunciadas de sua boca.
Abraços Homem!
Extraído de Plexus
"Em cada período crítico da minha vida pareço haver tropeçado num grande autor capaz de amparar-me. Nietzsche, Dostoiévski, Faure, Spengler: que quarteto! Houve outros, naturalmente, também importantes em certos momentos, mas nunca possuíram a amplitude, a grandeza dos quatro. Os quatro cavaleiros de meu Apocalipse partícular! Cada um expressando inteiramente sua qualidade específica: Nietzsche, o iconoclasta; Dostoiévski, o grande inquisidor; Faure, o mágico; Spengler, o modelador. Que fundação!
Nos dias do porvir, quando eu parecer sepultado, quando o firmamento ameaçar a cair sobre minha cabeça, serei forçado a abandonar tudo, exceto o que esses espíritos em mim implantaram. Serei esmagado, aviltado, humilhado. Serei frustrado em todas as fibras do meu ser. Posso até ser levado a uivar como um cão. Mas não estarei completamente perdido! Raiará o dia em que, repassando a vida como se ela fosse uma história ou a história, poderei nela detectar uma forma, um modelo, um significado. Daí em diante a palavra derrota se tornará inexpressiva. Será impossível uma reincidência.
Desse dia em diante, eu me torno e permaneço fiel à minha criação.
Um outro dia, numa terra estrangeira, aparecerá diante de mim um jovem que, consciente da mundança que em mim se processou, me alcunhará de "O Rochedo Feliz". Este o apelido que darei quando grande Cosmocriador perguntar "Quem és?"
Sim, sem sombra de dúvida, eu responderei: "O Rochedo Feliz!"
E se me for perguntado: "Apreciaste tua estada na terra?" eu responderei: "Minha vida foi uma longa crucificação encarnada".
Quanto à significação disso, se ainda não está claro, será elucidada. Quero ser um cão na manjedoura, se falhar.
Uma ocasião, pensei ter sofrido o que nenhum outro homem sofreu. Por me sentir assim, fiz o voto de escrever este livro. Mas, muito antes de iniciar o livro, a ferida cicatrizara. Tendo jurado cumprir a promessa, reabri a horrível ferida.
Permitam-me outra expressão...Talvez, ao abrir a ferida, minha própria ferida, eu fechasse outras feridas, as chagas de outra pessoa. Algo morre e refloresce. Sofrer na ignorância é horrível. Sofrer deliberadamente a fim de compreender a natureza do sofrimento e aboli-lo para sempre, é outra questão inteiramente diversa. Buda teve um pensamento fixo a vida inteira, como sabemos. era eliminar o sofrimento humano.
Sofrer é desnecessário. Mas temos de sofrer antes de sermos capazes perceber que isso é assim mesmo. Somente então o verdadeiro significado do sofrimento humano fica claro. No último momento desesperado - quando já não podemos sofrer mais! -, algo acontece, da natureza de um milagre. A grande ferida aberta, que vertia o sangue da vida, se fecha, o organismo floresce como uma roseira. Estamos "livres" por fim, e não "com saudades da Rússia", mas com a ânsia de mais liberdade, de mais felicidade. A árvore da vida é mantida viva não por meio de lágrimas, mas pelo conhecimento de que a liberdade é real e perpétua."
Henry Miller
Desembarque
sexta-feira, abril 01, 2005
investigações
Embarque
Novamente aqui - a sentar na mesma cadeira- com a mesma paisagem a ser vista uma desordenação territorial de dar inveja a qualquer desordenador. 10h25.
Hoje não apenas o pó se espraia pelas mesas como todas as minhas coisas ficam a disposição de críticas, perguntas especulações, e o que é pior uma certa investigação de caráter comprometedor sobre posturas e situações. Era só o que me faltava a essa altura do campeonato. Mas já se tem um histórico de uso de tais coisas. Espaço também é dado. Ao inquirir de forma ascintosa devia ter pensando e utilizado uma saída mais elegante e inteligente. Mas em tais horas não penso e vocifero o que a minha caixola vazia aparece e fico a rugir de raiva mediante a pobreza argumental que colocam-me a dúvida.
Let it be!
Algumas posições já cansei de marcar e pedir voz, mas ninguém ouve e ficam sempre com as mesmas impressões produzidas por quem quer pensar por eles. Aí é só esperar as mesmas perguntas, colocações, mitos e todo arsenal pré-fabricado de sentenças toda uma lógica construída como construído foi este lugar. Dá no saco isso. Ah!
Hmmmm. Ao ganhar um presente de um amigo abre-se o mais que medíocre precedente a comiseração familiar sobre o futuro de algumas pessoas e porque não dizer da humanidade. Descendo morro abaixo as mesmas questões. Não! Para mim não mais tudo isso.
Eu sou mais, não menos. Ou melhor não sou mais nem menos. Sou aquele que incendeia a pequena centelha de vida que jaz nos corpos humanos que necessitam juntar-se ao universo numa irrefreada busca pelo indigesto mas glorificante sabor de vida aos ventos uivantes de mar de morros verdejantes e que possuem todos formas de bundas e seios a serem imaginamente chupados como os foram a meses atrás numa praia do litoral tendo uma visão surreal e imaginando tudo e nada ao mesmo tempo.
Uma fuga janela porta escadaria correndo à dispensa afim de resgatar o último saco de feijão para alimentar-nos afim de fugir de alguns algozes que me perseguem em sonho porque sonho fraco e feijão é ferro fazendo de tais devaneios caminhos por onde não precise mais circular por não haver mais frutos neste momento a ser pego no pé ou numa mangueira jaqueira goiabeira e assim por diante n'algum pé desses frutos tropicais. As vergastadas das matas a sangrarem minhas costas talhando uma picada no meio de um arvoredo a responder com fortes caídas de cipós em costas de todos nós rasgando seus fios e deixando lascas a serem retiradas por nossos pequenos filhos de olhos grandes e bocas nervosas a perguntarem irrefreadamente por que a vida é deste jeito e não daquela maneira exposta num desenho de Gorki, Dalí ou Picasso.
Estou inchando de conhecimento para correr e desaguar chorando minhas impressões sobre os acontecimentos e vergastando os próprios cipós imaginários em meu corpo assim podendo já acostumar-me com a falta da proteína ferro em sonhos sonhados chorados de uma infância perdida entre algumas drogas mulheres e brigas mentiras ganhos e viagens em quartos minúsculos com potes de esmalte a vergastar minha mente aos treze ou quatorze anos e num final de semana subsequente cair devido ao enchame dos vapores do alcóol. Afinal de contas tinha apenas algumas primaveras nas costas.
Desembarque
Novamente aqui - a sentar na mesma cadeira- com a mesma paisagem a ser vista uma desordenação territorial de dar inveja a qualquer desordenador. 10h25.
Hoje não apenas o pó se espraia pelas mesas como todas as minhas coisas ficam a disposição de críticas, perguntas especulações, e o que é pior uma certa investigação de caráter comprometedor sobre posturas e situações. Era só o que me faltava a essa altura do campeonato. Mas já se tem um histórico de uso de tais coisas. Espaço também é dado. Ao inquirir de forma ascintosa devia ter pensando e utilizado uma saída mais elegante e inteligente. Mas em tais horas não penso e vocifero o que a minha caixola vazia aparece e fico a rugir de raiva mediante a pobreza argumental que colocam-me a dúvida.
Let it be!
Algumas posições já cansei de marcar e pedir voz, mas ninguém ouve e ficam sempre com as mesmas impressões produzidas por quem quer pensar por eles. Aí é só esperar as mesmas perguntas, colocações, mitos e todo arsenal pré-fabricado de sentenças toda uma lógica construída como construído foi este lugar. Dá no saco isso. Ah!
Hmmmm. Ao ganhar um presente de um amigo abre-se o mais que medíocre precedente a comiseração familiar sobre o futuro de algumas pessoas e porque não dizer da humanidade. Descendo morro abaixo as mesmas questões. Não! Para mim não mais tudo isso.
Eu sou mais, não menos. Ou melhor não sou mais nem menos. Sou aquele que incendeia a pequena centelha de vida que jaz nos corpos humanos que necessitam juntar-se ao universo numa irrefreada busca pelo indigesto mas glorificante sabor de vida aos ventos uivantes de mar de morros verdejantes e que possuem todos formas de bundas e seios a serem imaginamente chupados como os foram a meses atrás numa praia do litoral tendo uma visão surreal e imaginando tudo e nada ao mesmo tempo.
Uma fuga janela porta escadaria correndo à dispensa afim de resgatar o último saco de feijão para alimentar-nos afim de fugir de alguns algozes que me perseguem em sonho porque sonho fraco e feijão é ferro fazendo de tais devaneios caminhos por onde não precise mais circular por não haver mais frutos neste momento a ser pego no pé ou numa mangueira jaqueira goiabeira e assim por diante n'algum pé desses frutos tropicais. As vergastadas das matas a sangrarem minhas costas talhando uma picada no meio de um arvoredo a responder com fortes caídas de cipós em costas de todos nós rasgando seus fios e deixando lascas a serem retiradas por nossos pequenos filhos de olhos grandes e bocas nervosas a perguntarem irrefreadamente por que a vida é deste jeito e não daquela maneira exposta num desenho de Gorki, Dalí ou Picasso.
Estou inchando de conhecimento para correr e desaguar chorando minhas impressões sobre os acontecimentos e vergastando os próprios cipós imaginários em meu corpo assim podendo já acostumar-me com a falta da proteína ferro em sonhos sonhados chorados de uma infância perdida entre algumas drogas mulheres e brigas mentiras ganhos e viagens em quartos minúsculos com potes de esmalte a vergastar minha mente aos treze ou quatorze anos e num final de semana subsequente cair devido ao enchame dos vapores do alcóol. Afinal de contas tinha apenas algumas primaveras nas costas.
Desembarque
quinta-feira, março 31, 2005
segunda-feira, março 28, 2005
Exemplo
Embarque
Novamente aqui. Não quero ser exemplo para ninguém. Estou de saco cheio dessa cobrança e ter que imputar monte de merda da cabeças daquelas pessoas. Coisas das quais nenhuma eu acredito. Mas que merda!
Alguém jogue a boia. Não! Deixem-me afundar, mas não me sigam, deixem-me sozinho descer a infinitude das águas salgadas podendo assim petrificar meus olhos com a quantidade de sal que circulará por mim. Não quero ser exemplo pra ninguém. Estou farto desta mentira. Não quero plano de aulas, preparar aulas, exercícios, testes e um monte de mentiras. Farsa
Fim! Deveria parar com tudo. E o momento se aproxima e tento fugir das maneiras mais doidas, fazendo coisas que nunca faria, buscando nestes lugares coisas. Pensando em tarefas.
Não quero ser exemplo para ninguém. Na verdade quero sumir um pouco. Como no outro texto escrito a horas atrás, redução ao nada. Não quero ser exemplo...Sou incostante, irresponsável, chato, preguiçoso, vagabundo. Vejam bem eu sou, não estou...
Nem mesmo sei o que sou. Ah! Que sufoco. Parece haver trinta morsas apertando minha garganta e não consigo parar. Todas com forças de trinta búfalos a rasgar as carnes de suas prezas.
Quero parar com tudo. Não sou um exemplo a ser seguido e não quero ser. Deixem-me só. Afundando na paz das profundas e turvas águas.
Não me tome como exemplos. Não quero professar mais merda alguma, quero ficar só, caminhar sozinho e continuo afim de reduzir-me! Ao nada e adiante!
Desembarque...o mais engraçado, depois disso tudo farei exatamente a mesmas coisas de sempre. O material está separado já
Novamente aqui. Não quero ser exemplo para ninguém. Estou de saco cheio dessa cobrança e ter que imputar monte de merda da cabeças daquelas pessoas. Coisas das quais nenhuma eu acredito. Mas que merda!
Alguém jogue a boia. Não! Deixem-me afundar, mas não me sigam, deixem-me sozinho descer a infinitude das águas salgadas podendo assim petrificar meus olhos com a quantidade de sal que circulará por mim. Não quero ser exemplo pra ninguém. Estou farto desta mentira. Não quero plano de aulas, preparar aulas, exercícios, testes e um monte de mentiras. Farsa
Fim! Deveria parar com tudo. E o momento se aproxima e tento fugir das maneiras mais doidas, fazendo coisas que nunca faria, buscando nestes lugares coisas. Pensando em tarefas.
Não quero ser exemplo para ninguém. Na verdade quero sumir um pouco. Como no outro texto escrito a horas atrás, redução ao nada. Não quero ser exemplo...Sou incostante, irresponsável, chato, preguiçoso, vagabundo. Vejam bem eu sou, não estou...
Nem mesmo sei o que sou. Ah! Que sufoco. Parece haver trinta morsas apertando minha garganta e não consigo parar. Todas com forças de trinta búfalos a rasgar as carnes de suas prezas.
Quero parar com tudo. Não sou um exemplo a ser seguido e não quero ser. Deixem-me só. Afundando na paz das profundas e turvas águas.
Não me tome como exemplos. Não quero professar mais merda alguma, quero ficar só, caminhar sozinho e continuo afim de reduzir-me! Ao nada e adiante!
Desembarque...o mais engraçado, depois disso tudo farei exatamente a mesmas coisas de sempre. O material está separado já
redução
Embarque
Quadrado a espera do preenchimento que contemple este autor na tentativa de chegar no limiar máximo da expressão...Para!
O que um final de semana não é capaz de fazer e até que ponto isto não é uma idealização ou uma mentira por mim inventada? Desde quando ou quem disse que a tempestade passou?
Reduzir-se a nada, a um amontoado de sensações que borbulhando faz agitar meu espírito. Reduzir-se a nada mesmo. Sumir na vastidão deste mundo. Caminhar sozinho apenas a ouvir minhas comiserações de sempre. O diálogo entre eu e eu. Solidão verborrágica rumo ao sul às terras nunca antes visitadas por mim. Ir a Patagonia. De lá observar todo o continente do ponto mais ao sul do mundo continental ecúmenico.
Fugir um pouco disso tudo. Encerrar uma fase. Sinto-me indisposto a continuar carregando tudo, a continuar sustentar esta cadeia infantil de miséria e pobreza humana. Quero mais de tudo e de mim mesmo e ao mundo um grande foda-se. Além de apenas cobrar nunca deu nada em troca a não ser dor, solidão e um enorme bolo fecal que todos temos de cortar um pedaço mastigá-lo e digerí-lo solitáriamente.
Fim! Poderia de tudo com tudo dar um fim antes que o tudo dê um fim neste idiota que vos digita, fala, vomita, cospi, caga, goza, chora e sustenta seu próprio algoz. A imunda e idiota necessidade. Devia dar uma banana à necessidade e me jogar no fundo do posso. Reduzir-se ao nada e de lá voltar mais forte e mais resoluto. Me jogar com os dois pés no reino da construção do futuro que contemple a este eu que a regozijar fica a importunar com um comichão que não sei explicar e nem de onde vem.
Nada do hoje me felicitará ao menos com os dois pés no reino das situações já estou. Ao menos sei que nada mudará e que continuarei a resmungar maldizendo a toda idiotice fantasmgórica que as pobres criaturas criam de si mesmo.
Espirro, escorre, tosse, pigarro. Garganta arranhada, nariz vazando. Foto 3x4 a R$ 6,00 chinelo de dedo olhares pela vitrine e bolsas de tira colo sendo sustentadas por fios de nylon gelo. O sonho com um filho da puta qualquer que noutro dia testemunharei a todos. Gosto de pasta de dente na boca conjuntamente com a lingua roçando o céu da boca e os próprios toques nos rosto recém barbeado. Mãos lisas e unhas roídas arranhando espinhas crescidas no couro cabeludo a sangrar ao serem espizinhadas e dá-lhe espirros e corrimentos nasais e ainda incertezas vontades fome falta de ascentuação ou acentuação tarefas a serem encaminhadas resoluções cheiro caminhos e mais predisposição ao estático...Chatice! Queria mais um monte de dias para traçar uma viagem ao meu eu. Levaria quilos e mais quilos de livros e a todos eu os comeria engordando mais e mais afim de morrer e nascer novamente com quilos e quilos de conhecimento pronto a jorrar de meus poros.
Reduzir-se a nada! A centímetros. Ao fim, cá estou eu na tentativa de reduzir-se a nada afim de de ser o tudo!
Caio fora
Desembarque
Quadrado a espera do preenchimento que contemple este autor na tentativa de chegar no limiar máximo da expressão...Para!
O que um final de semana não é capaz de fazer e até que ponto isto não é uma idealização ou uma mentira por mim inventada? Desde quando ou quem disse que a tempestade passou?
Reduzir-se a nada, a um amontoado de sensações que borbulhando faz agitar meu espírito. Reduzir-se a nada mesmo. Sumir na vastidão deste mundo. Caminhar sozinho apenas a ouvir minhas comiserações de sempre. O diálogo entre eu e eu. Solidão verborrágica rumo ao sul às terras nunca antes visitadas por mim. Ir a Patagonia. De lá observar todo o continente do ponto mais ao sul do mundo continental ecúmenico.
Fugir um pouco disso tudo. Encerrar uma fase. Sinto-me indisposto a continuar carregando tudo, a continuar sustentar esta cadeia infantil de miséria e pobreza humana. Quero mais de tudo e de mim mesmo e ao mundo um grande foda-se. Além de apenas cobrar nunca deu nada em troca a não ser dor, solidão e um enorme bolo fecal que todos temos de cortar um pedaço mastigá-lo e digerí-lo solitáriamente.
Fim! Poderia de tudo com tudo dar um fim antes que o tudo dê um fim neste idiota que vos digita, fala, vomita, cospi, caga, goza, chora e sustenta seu próprio algoz. A imunda e idiota necessidade. Devia dar uma banana à necessidade e me jogar no fundo do posso. Reduzir-se ao nada e de lá voltar mais forte e mais resoluto. Me jogar com os dois pés no reino da construção do futuro que contemple a este eu que a regozijar fica a importunar com um comichão que não sei explicar e nem de onde vem.
Nada do hoje me felicitará ao menos com os dois pés no reino das situações já estou. Ao menos sei que nada mudará e que continuarei a resmungar maldizendo a toda idiotice fantasmgórica que as pobres criaturas criam de si mesmo.
Espirro, escorre, tosse, pigarro. Garganta arranhada, nariz vazando. Foto 3x4 a R$ 6,00 chinelo de dedo olhares pela vitrine e bolsas de tira colo sendo sustentadas por fios de nylon gelo. O sonho com um filho da puta qualquer que noutro dia testemunharei a todos. Gosto de pasta de dente na boca conjuntamente com a lingua roçando o céu da boca e os próprios toques nos rosto recém barbeado. Mãos lisas e unhas roídas arranhando espinhas crescidas no couro cabeludo a sangrar ao serem espizinhadas e dá-lhe espirros e corrimentos nasais e ainda incertezas vontades fome falta de ascentuação ou acentuação tarefas a serem encaminhadas resoluções cheiro caminhos e mais predisposição ao estático...Chatice! Queria mais um monte de dias para traçar uma viagem ao meu eu. Levaria quilos e mais quilos de livros e a todos eu os comeria engordando mais e mais afim de morrer e nascer novamente com quilos e quilos de conhecimento pronto a jorrar de meus poros.
Reduzir-se a nada! A centímetros. Ao fim, cá estou eu na tentativa de reduzir-se a nada afim de de ser o tudo!
Caio fora
Desembarque
quinta-feira, março 24, 2005
Sonhei!
Embarque
Sonhei! Mas de um jeito diferente, realmente um sonho diferente. Recordar anos num espaço de minutos, ou sabe-se lá se foram horas...mas o engraçado é que foi um sonho de quinze dezesseis anos atrás. Coisa que nunca (ao menos que me lembre) ter acontecido. Sonhava com a imensidão de situações que se constroem no hoje, com o contexto de atuais situações, mas nada de tão distante tinha me encarcerado a mente.
Retorno aos meus onze ou doze anos. Estudante relapso mas quieto, ficava sempre do lado da parede da sala de aula. Não gostava de ficar sentado junto a janela nem ao meio da sala, tinha de ser na fileira junto a porta. Na janela o sol de março e abril me torravam os miolos. No centro da sala o que me torrava era a sensação de ser por todos observado, do primeiro fio de cabelo aos calcanhares, seria um cárcere ali ficar.
Meses sempre andavam e eu alí junto a parede. Às vezes desenhava um homenzinho e ficava a conversar com ele, imaginando querer estar noutros lugares mas não naquela sala de aula com aqueles paspalhos fracos, vís, feios e miseráveis digo de coração até porque eu era muito do miserável, sem trocados para o lanche, e que sempre trocava de camiseta com minha irmã que chegava mais cedo da escola, para retornar à mesma com uma vestimenta que tinha saído dali a pouco. Necessariamente era bom, minha irmã cheirava bem e eu ficava com seu cheiro talvez para ela não fosse tão bom assim. Mas eu tinha apenas meus onze anos...não fedia só quando no pátio corria de um lado a outro...mas isso já é uma outra história.
Sempre a conversar com meu boneco imaginário. Sempre só, a revelia da matéria, dos professores (tirando uma em especial), enfim de todos que se prostravam naqueles dias naquelas salas suarentas com seus rostinhos prontos a receberem a enchurrada de merda que todos aqueles velhos e velhas (tirando uma em especial) vomitavam em nós.
O mais legal eram os intervalos. Correria geral. COMBATE!
Eu, Rogério, Israel, Rogerinho, Eduardo, Hugo blosta, Sydnei Magal, Ninho, Fernando, Angelo Neguinho, Rodrigo blue, Alex laranja ou goiaba e mais uma monte de vagabundos a correr no pátio de cima a abaixo colocando o inspetor de alunos à loucura...como era o nome dele mesmo...chamavam-no de Cirilo anos depois por causa de uma novela que não lembro o nome...foda-se.
Era o único momento que realmente me sentia junto daqueles paspalhos. Todos idiotas...mas voltando ao sonho, tinha um tachinha filho da puta folgado que sempre pendurava em mim para me achincalhar. Eu deixava afinal de contas seu irmão mais alto, forte e já fumava cigarros na porta da escola. Sempre ao entrar o pirralho vinha em mim na tentativa de arrancar alguns trocados ou meu lanche ou algo de valor que aquela barata ambulante desejasse. Seu irmão sempre a rir com seus cupinxas e eu a pedir encarecidamente por paz e bla bla bla.
- Sou pobre também, tá vendo esta camiseta? Perguntava eu.
- Sim, respondia o pirralho aos olhos do irmão.
- É de minha irmã, não tenho nem roupa para vir à escola. Retrucava eu com firmeza na tentativa de que eles simpatizassem comigo afim até mesmo de chamarem-me a sua gangue.
Quando esta frase pronuncie cairam no riso e recomeçaram agora todos a vomitarem frases que de tanta raiva eu nem mais ouvia. Chamaram-me de mulherzinha, puta, viado.
Não me lembrava de muita coisa até mesmo porque meu sonho recortou tudo e remoldou a história.
Falavam eles. - Que viado vem com a roupa da irmazinha! Bixa, bixa, bixa! Em coro mal orquestrado a cantar à todos na entrada do EEPSG Indiana Zuicher Simões de Jesus.
Meu sangue subia como fumaça de uma chaminé que queima carvão afim de derreter alguma matéria prima e tinha a impressão de meus olhos fulgurarem sangue. Aproximei do cupinxa pirralho e desferi um canhão em seu estômago. De repente todos pararam de rir. Já não era mais uma tarde e sim uma noite chuvosa e eu estava só na mesma entrada da escola mas com todos os cupinxas olhando a mim.
Corri, parecia que corria de uma vastidão de insanos que queriam arrancar minhas vísceras. Corri como se nunca tívesse corrido. Corri tanto que ao acordar cansado estava. Entrava em vielas, ruas, campos de futebol, terrenos baldios e nunca conseguia me desvencilhar do pirralho seu irmão e dos demais cupinxas de sua gangue.
De repente estava numa linha férrea suplantada por apenas dois fios a uns vários quilômetros de altura e me cagava de medo pois apenas os via lá embaixo a minha espera. Pensei comigo mesmo do tanto medo que tenho de grandes altitudes e caísse iria morrer de um ataque fulminante do coração. Assim os via caminhando seguindo-me lá debaixo e eu andava sobre os dois fios chorando por estar ali e por ter desobedecido minha mãe. Ela sempre a mim falava. - Não fique na porta da escola meu filho.
E lá estava eu me dependurando sobre dois fios finos que ainda eram os trilhos de vagões da morte. Senti ódio de mim mesmo e ao rastejar o medo comia meu estômago corroendo com o sulco gástrico meus pulmões, coração e fígado. Que fazer numa situação dessas?
Não saberia dizer, apenas rastejava e pedia a Deus que não enviasse composição alguma a lugar nenhum. Dito e feito lá vem o grande trem vermelho destinado a estação Luz. Vejo o pátio do Bráz, sendo assim estou nas alturas do Bráz.
Os cupinxas a me observar parecem cachorros famintos loucos por carne podre e a composição se aproxima não sei o que fazer. Segundos se passam mas vejo o tempo passar vagarosamente e num movimento tento alçar-me a um edifício a minha frente. Me jogo naquela direção bato com a face no prédio e vou escorrendo rasgando meu maxilar e o deixando igual a uma pintura vermelha no prédio.
Caio lá de cima e ao chão chego exausto e com os cupinxas a meu encalço. Me entrego ao fim das pernas. Por fim sou golpeado pelas costas e socado até o fim das gotas de sangue, tento desferir alguns golpes mas como um bêbado vejo meu braço se movimentar vagarosamente e recebo no estômago um mexilhão de dor que me faz ao chão cair.
Sou socado. Esmurrado como um saco de estopa que brincava quando era criança. O cupinxa menor fica a me importunar os ouvidos enquanto seus capatazes fazem o serviço sujo.
De repente não mais alí estamos no chão empedregulhado da linha férrea. O jogo virou...lembro de mim e de meu amigo negro Rogério a socar um louro folgado que não nos deixava brincar no pátio. Vejo os cupinxas na entrada do prédio a observar-me novamente, mas é outra ocasião.
Rogério passa uma rasteira no louro, e ele despenca no barro vermelho seu amigo tenta fugir mas eu o agarro e de costas ele fica a mim. Tento desferir alguns golpes em seu rosto, mas apenas atinjo sua cabeça. Ele começa a chorar copiosamente chamando por sua mãe. Neste momento eu congelo e lembro da minha mãe. Solto o pequeno rapaz e o deixo correr descendo a enlameada rua. Chove torrencialmente e Rogério esmurra o outro louro rapaz. Olho ao lado e os cupinxas da gangue choram também como se suas mães estivesses mortas e o pirralho menor num rato se transforma e a mim mostra os dentes. Tenho medo, mas grito a ele com toda a força de meus pulmões e caio sobre ele arrancando sua cabeça e rasgando seu corpo. Não mais grande sua gangue parece e minha mãe vem a meu socorro a num passe de mágicas volto a lembranças de minha vida num outro lugar cortinas que hoje são colchas de cama.
Sou o mesmo. E tudo parece tão estranho. Caminho pelo antigo apartamento medindo os locais onde vivi quando pequeno e tentando lembrar de como foram aqueles momentos, deito num sofa na sala e sinto meu corpo desfalecer e a pedir outro sonho no mesmo sonho. Lembro quando jogava bola na quadra junta Câmara dos vereadores e um grande cachorro correu atrás de mim e pulei no colo de meu pai que destrinchou o dono do cachorro verborragicamente.
Retrocedi anos em minutos. Talvez a me esconder dos sonhos que me inundam sempre.
Continuo a ser eu mesmo...desconexão de experiencias passadas, reconexão de dores vivídas.
Desembarque
Sonhei! Mas de um jeito diferente, realmente um sonho diferente. Recordar anos num espaço de minutos, ou sabe-se lá se foram horas...mas o engraçado é que foi um sonho de quinze dezesseis anos atrás. Coisa que nunca (ao menos que me lembre) ter acontecido. Sonhava com a imensidão de situações que se constroem no hoje, com o contexto de atuais situações, mas nada de tão distante tinha me encarcerado a mente.
Retorno aos meus onze ou doze anos. Estudante relapso mas quieto, ficava sempre do lado da parede da sala de aula. Não gostava de ficar sentado junto a janela nem ao meio da sala, tinha de ser na fileira junto a porta. Na janela o sol de março e abril me torravam os miolos. No centro da sala o que me torrava era a sensação de ser por todos observado, do primeiro fio de cabelo aos calcanhares, seria um cárcere ali ficar.
Meses sempre andavam e eu alí junto a parede. Às vezes desenhava um homenzinho e ficava a conversar com ele, imaginando querer estar noutros lugares mas não naquela sala de aula com aqueles paspalhos fracos, vís, feios e miseráveis digo de coração até porque eu era muito do miserável, sem trocados para o lanche, e que sempre trocava de camiseta com minha irmã que chegava mais cedo da escola, para retornar à mesma com uma vestimenta que tinha saído dali a pouco. Necessariamente era bom, minha irmã cheirava bem e eu ficava com seu cheiro talvez para ela não fosse tão bom assim. Mas eu tinha apenas meus onze anos...não fedia só quando no pátio corria de um lado a outro...mas isso já é uma outra história.
Sempre a conversar com meu boneco imaginário. Sempre só, a revelia da matéria, dos professores (tirando uma em especial), enfim de todos que se prostravam naqueles dias naquelas salas suarentas com seus rostinhos prontos a receberem a enchurrada de merda que todos aqueles velhos e velhas (tirando uma em especial) vomitavam em nós.
O mais legal eram os intervalos. Correria geral. COMBATE!
Eu, Rogério, Israel, Rogerinho, Eduardo, Hugo blosta, Sydnei Magal, Ninho, Fernando, Angelo Neguinho, Rodrigo blue, Alex laranja ou goiaba e mais uma monte de vagabundos a correr no pátio de cima a abaixo colocando o inspetor de alunos à loucura...como era o nome dele mesmo...chamavam-no de Cirilo anos depois por causa de uma novela que não lembro o nome...foda-se.
Era o único momento que realmente me sentia junto daqueles paspalhos. Todos idiotas...mas voltando ao sonho, tinha um tachinha filho da puta folgado que sempre pendurava em mim para me achincalhar. Eu deixava afinal de contas seu irmão mais alto, forte e já fumava cigarros na porta da escola. Sempre ao entrar o pirralho vinha em mim na tentativa de arrancar alguns trocados ou meu lanche ou algo de valor que aquela barata ambulante desejasse. Seu irmão sempre a rir com seus cupinxas e eu a pedir encarecidamente por paz e bla bla bla.
- Sou pobre também, tá vendo esta camiseta? Perguntava eu.
- Sim, respondia o pirralho aos olhos do irmão.
- É de minha irmã, não tenho nem roupa para vir à escola. Retrucava eu com firmeza na tentativa de que eles simpatizassem comigo afim até mesmo de chamarem-me a sua gangue.
Quando esta frase pronuncie cairam no riso e recomeçaram agora todos a vomitarem frases que de tanta raiva eu nem mais ouvia. Chamaram-me de mulherzinha, puta, viado.
Não me lembrava de muita coisa até mesmo porque meu sonho recortou tudo e remoldou a história.
Falavam eles. - Que viado vem com a roupa da irmazinha! Bixa, bixa, bixa! Em coro mal orquestrado a cantar à todos na entrada do EEPSG Indiana Zuicher Simões de Jesus.
Meu sangue subia como fumaça de uma chaminé que queima carvão afim de derreter alguma matéria prima e tinha a impressão de meus olhos fulgurarem sangue. Aproximei do cupinxa pirralho e desferi um canhão em seu estômago. De repente todos pararam de rir. Já não era mais uma tarde e sim uma noite chuvosa e eu estava só na mesma entrada da escola mas com todos os cupinxas olhando a mim.
Corri, parecia que corria de uma vastidão de insanos que queriam arrancar minhas vísceras. Corri como se nunca tívesse corrido. Corri tanto que ao acordar cansado estava. Entrava em vielas, ruas, campos de futebol, terrenos baldios e nunca conseguia me desvencilhar do pirralho seu irmão e dos demais cupinxas de sua gangue.
De repente estava numa linha férrea suplantada por apenas dois fios a uns vários quilômetros de altura e me cagava de medo pois apenas os via lá embaixo a minha espera. Pensei comigo mesmo do tanto medo que tenho de grandes altitudes e caísse iria morrer de um ataque fulminante do coração. Assim os via caminhando seguindo-me lá debaixo e eu andava sobre os dois fios chorando por estar ali e por ter desobedecido minha mãe. Ela sempre a mim falava. - Não fique na porta da escola meu filho.
E lá estava eu me dependurando sobre dois fios finos que ainda eram os trilhos de vagões da morte. Senti ódio de mim mesmo e ao rastejar o medo comia meu estômago corroendo com o sulco gástrico meus pulmões, coração e fígado. Que fazer numa situação dessas?
Não saberia dizer, apenas rastejava e pedia a Deus que não enviasse composição alguma a lugar nenhum. Dito e feito lá vem o grande trem vermelho destinado a estação Luz. Vejo o pátio do Bráz, sendo assim estou nas alturas do Bráz.
Os cupinxas a me observar parecem cachorros famintos loucos por carne podre e a composição se aproxima não sei o que fazer. Segundos se passam mas vejo o tempo passar vagarosamente e num movimento tento alçar-me a um edifício a minha frente. Me jogo naquela direção bato com a face no prédio e vou escorrendo rasgando meu maxilar e o deixando igual a uma pintura vermelha no prédio.
Caio lá de cima e ao chão chego exausto e com os cupinxas a meu encalço. Me entrego ao fim das pernas. Por fim sou golpeado pelas costas e socado até o fim das gotas de sangue, tento desferir alguns golpes mas como um bêbado vejo meu braço se movimentar vagarosamente e recebo no estômago um mexilhão de dor que me faz ao chão cair.
Sou socado. Esmurrado como um saco de estopa que brincava quando era criança. O cupinxa menor fica a me importunar os ouvidos enquanto seus capatazes fazem o serviço sujo.
De repente não mais alí estamos no chão empedregulhado da linha férrea. O jogo virou...lembro de mim e de meu amigo negro Rogério a socar um louro folgado que não nos deixava brincar no pátio. Vejo os cupinxas na entrada do prédio a observar-me novamente, mas é outra ocasião.
Rogério passa uma rasteira no louro, e ele despenca no barro vermelho seu amigo tenta fugir mas eu o agarro e de costas ele fica a mim. Tento desferir alguns golpes em seu rosto, mas apenas atinjo sua cabeça. Ele começa a chorar copiosamente chamando por sua mãe. Neste momento eu congelo e lembro da minha mãe. Solto o pequeno rapaz e o deixo correr descendo a enlameada rua. Chove torrencialmente e Rogério esmurra o outro louro rapaz. Olho ao lado e os cupinxas da gangue choram também como se suas mães estivesses mortas e o pirralho menor num rato se transforma e a mim mostra os dentes. Tenho medo, mas grito a ele com toda a força de meus pulmões e caio sobre ele arrancando sua cabeça e rasgando seu corpo. Não mais grande sua gangue parece e minha mãe vem a meu socorro a num passe de mágicas volto a lembranças de minha vida num outro lugar cortinas que hoje são colchas de cama.
Sou o mesmo. E tudo parece tão estranho. Caminho pelo antigo apartamento medindo os locais onde vivi quando pequeno e tentando lembrar de como foram aqueles momentos, deito num sofa na sala e sinto meu corpo desfalecer e a pedir outro sonho no mesmo sonho. Lembro quando jogava bola na quadra junta Câmara dos vereadores e um grande cachorro correu atrás de mim e pulei no colo de meu pai que destrinchou o dono do cachorro verborragicamente.
Retrocedi anos em minutos. Talvez a me esconder dos sonhos que me inundam sempre.
Continuo a ser eu mesmo...desconexão de experiencias passadas, reconexão de dores vivídas.
Desembarque
terça-feira, março 22, 2005
Novamente a nos envolver e talvez para sempre descompasso
hello, goodbye
Verse 1:
You say Yes, I say No
You say Stop but I Say Go, Go, Go
Chorus:
Oh No
You Say Goodbye and I Say Hello
Hello, Hello
I Don't Know Why you Say Goodbye
I Say Hello, hello hello
I don't know why you say goodbye
I say hello
Verse 2:
I Say High, You Say Low
You Say Why and I Say I Don't Know
Chorus:
Oh No
You say Goodbye and I say Hello
(Hello, Goodbye, Hello, Goodbye)
Hello, Hello
(Hello, Goodbye)
I Don't Know Why You Say Goodbye I say Hello
(Hello, Goodbye, Hello, Goodbye)
Hello, Hello
(Hello, Goodbye)
I Don't Know Why You Say Goodbye I say Hello
(Hello, Goodbye)
(Why, Why, Why, Why, Why, Why Do you Say
Goodbye, Goodbye, Bye , Bye , Bye ,Bye, Bye)
Chorus:
Oh No
You Say Goodbye and I Say Hello
Hello, Hello
I Don't Know Why you Say Goodbye
I Say Hello, Hello, Hello
I don't know why you say goodbye
I say Hello
Verse 3:
You Say Yes (I Say Yes)
I Say No (But I May Mean No, I can Stay Till It's Time To Go)
You Say Stop
And I Say Go Go Go
Chorus:
Oh No
You Say Goodbye and I Say Hello
Hello, Hello
I Don't Know Why you Say Goodbye
I Say Hello, Hello, Hello
I don't know why you say goodbye
I say Hello, Hello, Hello
I don't know why you say goodbye
I Say Hello OOOO OOOO OOOO OOOO HellOOOO
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
Verse 1:
You say Yes, I say No
You say Stop but I Say Go, Go, Go
Chorus:
Oh No
You Say Goodbye and I Say Hello
Hello, Hello
I Don't Know Why you Say Goodbye
I Say Hello, hello hello
I don't know why you say goodbye
I say hello
Verse 2:
I Say High, You Say Low
You Say Why and I Say I Don't Know
Chorus:
Oh No
You say Goodbye and I say Hello
(Hello, Goodbye, Hello, Goodbye)
Hello, Hello
(Hello, Goodbye)
I Don't Know Why You Say Goodbye I say Hello
(Hello, Goodbye, Hello, Goodbye)
Hello, Hello
(Hello, Goodbye)
I Don't Know Why You Say Goodbye I say Hello
(Hello, Goodbye)
(Why, Why, Why, Why, Why, Why Do you Say
Goodbye, Goodbye, Bye , Bye , Bye ,Bye, Bye)
Chorus:
Oh No
You Say Goodbye and I Say Hello
Hello, Hello
I Don't Know Why you Say Goodbye
I Say Hello, Hello, Hello
I don't know why you say goodbye
I say Hello
Verse 3:
You Say Yes (I Say Yes)
I Say No (But I May Mean No, I can Stay Till It's Time To Go)
You Say Stop
And I Say Go Go Go
Chorus:
Oh No
You Say Goodbye and I Say Hello
Hello, Hello
I Don't Know Why you Say Goodbye
I Say Hello, Hello, Hello
I don't know why you say goodbye
I say Hello, Hello, Hello
I don't know why you say goodbye
I Say Hello OOOO OOOO OOOO OOOO HellOOOO
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
Hay La, Hey Hello-a,
segunda-feira, março 21, 2005
Perguntas e respostas, perguntas e respostas
Embarque
Num momento no escuro nunca tinha visto tanta luz a escurecer-me a vista de tanto iluminar e de tanto cegar a fazer meu coração pulsar mais forte do que mil bate estacas que se fincam ao solo para a fundação se estabelecer e assim segurar edificios mal construídos.
A garganta rasgando a cada descida de saliva lembra-me de que eu também por várias vezes gostaria de despir de mim mesmo, e por várias vezes eu sonho com a derrocada do ocidente que infla os pulmões a pedir por férias e um pouco de oxigênio vendo a ruína se transferir dos sonhos para as nossas vidas.
Também cansei de ser eu mesmo no sentido de semear ainda neste corpo a lembrança e a esperança de que dias melhores virão a garganta arranhada me lembra que não e joga este corpo de volta ao chão na esperança de acordar deste espécie de transe.
O ponteiro vermelho não cessa de estacar em a lembrança de que o tempo está passando e talvez assim eu consiga ultrapassar estes obstáculos e não mais adubar, semear, esperar a bonanza.
Me acostumei com o silêncio como prova a ser usada contra mim mesmo e quanto a isto estou vacinado e ciente da fraqueza do mundo e da impossibilidade dos vôos. Vácuo e silêncio são morte duas categorias provadas por mim sempre. A bem dizer muitas vezes pressenti a morte sendo provado com a argumentação do vácuo, silêncio. Eu sei.
Perguntas e respostas, perguntas e respostas mas nada certo a não ser o medo, fraqueza e ainda esperançar.
Nada disso! Caminhar. Voltar a trilhar, ou melhor, a ser o caminho da luta transformando-se no que eu mesmo sou. O caminho.
Sou o senhor da minha felicidade, talho em mim todos os dias a lembrança das minhas possibilidades e da força que jaz neste corpo.
Desembarque
Num momento no escuro nunca tinha visto tanta luz a escurecer-me a vista de tanto iluminar e de tanto cegar a fazer meu coração pulsar mais forte do que mil bate estacas que se fincam ao solo para a fundação se estabelecer e assim segurar edificios mal construídos.
A garganta rasgando a cada descida de saliva lembra-me de que eu também por várias vezes gostaria de despir de mim mesmo, e por várias vezes eu sonho com a derrocada do ocidente que infla os pulmões a pedir por férias e um pouco de oxigênio vendo a ruína se transferir dos sonhos para as nossas vidas.
Também cansei de ser eu mesmo no sentido de semear ainda neste corpo a lembrança e a esperança de que dias melhores virão a garganta arranhada me lembra que não e joga este corpo de volta ao chão na esperança de acordar deste espécie de transe.
O ponteiro vermelho não cessa de estacar em a lembrança de que o tempo está passando e talvez assim eu consiga ultrapassar estes obstáculos e não mais adubar, semear, esperar a bonanza.
Me acostumei com o silêncio como prova a ser usada contra mim mesmo e quanto a isto estou vacinado e ciente da fraqueza do mundo e da impossibilidade dos vôos. Vácuo e silêncio são morte duas categorias provadas por mim sempre. A bem dizer muitas vezes pressenti a morte sendo provado com a argumentação do vácuo, silêncio. Eu sei.
Perguntas e respostas, perguntas e respostas mas nada certo a não ser o medo, fraqueza e ainda esperançar.
Nada disso! Caminhar. Voltar a trilhar, ou melhor, a ser o caminho da luta transformando-se no que eu mesmo sou. O caminho.
Sou o senhor da minha felicidade, talho em mim todos os dias a lembrança das minhas possibilidades e da força que jaz neste corpo.
Desembarque
domingo, março 20, 2005
Abdicação
Abdicação
Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho.
Eu sou um rei
que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.
Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mão viris e calmas entreguei;
E meu cetro e coroa — eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços
Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.
Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.
F. Pessoa
Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho.
Eu sou um rei
que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.
Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mão viris e calmas entreguei;
E meu cetro e coroa — eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços
Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.
Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.
F. Pessoa
segunda-feira, março 14, 2005
sal e pús
Embarque
A quantidade de porcaria ouvida n'algumas horas de uma simples entrevista de emprego enoja pulsa e faz ranger meu dentes na impossibilidade de virar minha mão na cara de um ser que de tão infeliz conserva em sua mesa uma foto com um estadista que como outros busca saídas no uso da retórica vazia e verborragia populista.
Impulsos sanguinários de um jovem descalço pisando sobre cacos de vidros que ao fincarem em sua pele transformam-se em pregos chapinhados de pús que escorre pelas bocas e gargantas sujas tornando imagens de sereias nuas capturando piratas em alto mar à beira da loucura aos pés de uma ilha de sal.
Capturar imagens do passado ressignificá-las e partir a frente de peito aberto recosturando as feridas e esperando que novas sejam rasgadas.
Dias e mais dias se passam, horas minutos feridas. Tudo escorre como pús vertendo de uma nascente de carne ou lava que desce de um vulcão prestes a explodir.
Desembarque
A quantidade de porcaria ouvida n'algumas horas de uma simples entrevista de emprego enoja pulsa e faz ranger meu dentes na impossibilidade de virar minha mão na cara de um ser que de tão infeliz conserva em sua mesa uma foto com um estadista que como outros busca saídas no uso da retórica vazia e verborragia populista.
Impulsos sanguinários de um jovem descalço pisando sobre cacos de vidros que ao fincarem em sua pele transformam-se em pregos chapinhados de pús que escorre pelas bocas e gargantas sujas tornando imagens de sereias nuas capturando piratas em alto mar à beira da loucura aos pés de uma ilha de sal.
Capturar imagens do passado ressignificá-las e partir a frente de peito aberto recosturando as feridas e esperando que novas sejam rasgadas.
Dias e mais dias se passam, horas minutos feridas. Tudo escorre como pús vertendo de uma nascente de carne ou lava que desce de um vulcão prestes a explodir.
Desembarque
sábado, março 05, 2005
whitman
Quando em teu colo deitei a cabeça, meu camarada,
a confissão que fiz eu reafirmo,
o que eu disse e a céu aberto
eu reafirmo: sei bem que sou inquieto
e deixo os outros também assim,
eu sei que minhas palavras são armas
carregadas de perigo e de morte,
pois eu enfrento a paz e a segurança
e as leis mais enraizadas
para as desenraizar,
e por me haverem todos rejeitado
mais resoluto sou
do que jamais poderia chegar a ser
se todos me aceitassem,
eu não respeito e nunca respeitei
experiência, conveniência,
nem maiorias, nem o ridículo,
e a ameaça do que chamam de inferno
para mim nada é, ou muito pouco,
meu camarada querido: eu confesso
que o incitei a ir em frente comigo
e que ainda o incito sem a mínima idéia
de qual venha a ser o nosso destino
ou se vamos sair vitoriosos
ou totalmente sufocados e vencidos.
Walt Whitman
a confissão que fiz eu reafirmo,
o que eu disse e a céu aberto
eu reafirmo: sei bem que sou inquieto
e deixo os outros também assim,
eu sei que minhas palavras são armas
carregadas de perigo e de morte,
pois eu enfrento a paz e a segurança
e as leis mais enraizadas
para as desenraizar,
e por me haverem todos rejeitado
mais resoluto sou
do que jamais poderia chegar a ser
se todos me aceitassem,
eu não respeito e nunca respeitei
experiência, conveniência,
nem maiorias, nem o ridículo,
e a ameaça do que chamam de inferno
para mim nada é, ou muito pouco,
meu camarada querido: eu confesso
que o incitei a ir em frente comigo
e que ainda o incito sem a mínima idéia
de qual venha a ser o nosso destino
ou se vamos sair vitoriosos
ou totalmente sufocados e vencidos.
Walt Whitman
quinta-feira, março 03, 2005
espinhos
Embarque
Perfurado e sangrando caminhando dentre as densas matas a procura de um tesouro. Escavo com minhas mãos o úmido terreno e as camadas de terra depositam-se em minhas unhas enegrecendo-as. Tentando sugar a última gota de água que verte de uma folha espinhosa.
Rasgo minha lingua e o sangue escorre dentro de minha boca, sinto o gosto do ferro que tempera tal substancia e desce pela garganta queimando o cano corpóreo que compõe estas cinzas como um pouco de sémen bebido por uma virgem louca extasiada numa cama de motel qualquer pedindo por mais rigidez fálica.
Suplicando a morte talho em meu corpo a ferida e cicatrizo-a após segundos. Eu tenho o poder de esculpir meu destino. Sou senhor. Deus. Rei. Escravo!
Traduzo minha dor numa nova lingua, um novo testamento. Uma coisa nunca d'antes sentida por ser algum, cumpro meu dever nestas terras. Achei meu tesouro!
Deposito-me sobre as cinzas de indios e indias suplicando pela forças de suas vidas. Já me abasteci e de suas fezes, retiro todos os dias os alimentos necessários a composição de forças.
Uma nave pousando loucamente sobre seu ventre, enquanto o universo se espande dentro de si. Reduzo a vida a espamos sexuais e jorro dentro de ti uma mangueira do amor, temperando suas carnes com minha lingua e meu sabor.
Cuspo a alegria dentro de seu corpo, e meus olhos refletem o poder de meu falo em riste, posicionado estrategicamente a ser estocado em nossos vãs devaneios por noites regadas a vinho drogas e tudo mais que queira compor tal exploração.
Sugo teus liquídos afim de sacear-me e bebendo suas entranhas fazendo das suas as minhas e vice-versa construindo o amor de nossas vidas e estabelecendo a linguagem do amor mais puro e sujo que pudemos provar a liguagem sexual carnal.
Trepar, foder, amar, gozar. Despejar dentro da boca dos úteros em fúria uma carga elétrica de vida e força e arquitetar por entre anos os próximos e morrer por entre dias a morte vivida provada a segundo de minhas lembranças
Morreu?
Sumiu!
Dialogar com o vazio dentre todos à nossa volta, percrustando cada olhar sem observar extrair do silêncio a verdade que regrará os próximos tempos e caminhar a algum lugar de lá esplanar para as rochas todos os itens de minha história. Cair numa fogueira e deixar queimar até as cinzas se reajuntarem e novamente ser alguém.
Morrer! Rasgar estas carnes arrancando a universo cósmico que se funde a outros. Basta!
Basta!
Lágrimas escorrem e caem na pia e na talharia amontoada esperando uma simples lavagem as caixas de som gritam e não escuto o silencio grita mais que todas as bombas nucleares a disposição das coisas nada diz a respeito o vácuo está vivo mais que nunca. Cumprir a tarefa e gozar como um cavalo extasiado por sua égua e depois correr ao abismo e de lá encontrar seu próprio eu nas afiadas rochas que prostadas lá embaixo o esperam.
Desembarque
Perfurado e sangrando caminhando dentre as densas matas a procura de um tesouro. Escavo com minhas mãos o úmido terreno e as camadas de terra depositam-se em minhas unhas enegrecendo-as. Tentando sugar a última gota de água que verte de uma folha espinhosa.
Rasgo minha lingua e o sangue escorre dentro de minha boca, sinto o gosto do ferro que tempera tal substancia e desce pela garganta queimando o cano corpóreo que compõe estas cinzas como um pouco de sémen bebido por uma virgem louca extasiada numa cama de motel qualquer pedindo por mais rigidez fálica.
Suplicando a morte talho em meu corpo a ferida e cicatrizo-a após segundos. Eu tenho o poder de esculpir meu destino. Sou senhor. Deus. Rei. Escravo!
Traduzo minha dor numa nova lingua, um novo testamento. Uma coisa nunca d'antes sentida por ser algum, cumpro meu dever nestas terras. Achei meu tesouro!
Deposito-me sobre as cinzas de indios e indias suplicando pela forças de suas vidas. Já me abasteci e de suas fezes, retiro todos os dias os alimentos necessários a composição de forças.
Uma nave pousando loucamente sobre seu ventre, enquanto o universo se espande dentro de si. Reduzo a vida a espamos sexuais e jorro dentro de ti uma mangueira do amor, temperando suas carnes com minha lingua e meu sabor.
Cuspo a alegria dentro de seu corpo, e meus olhos refletem o poder de meu falo em riste, posicionado estrategicamente a ser estocado em nossos vãs devaneios por noites regadas a vinho drogas e tudo mais que queira compor tal exploração.
Sugo teus liquídos afim de sacear-me e bebendo suas entranhas fazendo das suas as minhas e vice-versa construindo o amor de nossas vidas e estabelecendo a linguagem do amor mais puro e sujo que pudemos provar a liguagem sexual carnal.
Trepar, foder, amar, gozar. Despejar dentro da boca dos úteros em fúria uma carga elétrica de vida e força e arquitetar por entre anos os próximos e morrer por entre dias a morte vivida provada a segundo de minhas lembranças
Morreu?
Sumiu!
Dialogar com o vazio dentre todos à nossa volta, percrustando cada olhar sem observar extrair do silêncio a verdade que regrará os próximos tempos e caminhar a algum lugar de lá esplanar para as rochas todos os itens de minha história. Cair numa fogueira e deixar queimar até as cinzas se reajuntarem e novamente ser alguém.
Morrer! Rasgar estas carnes arrancando a universo cósmico que se funde a outros. Basta!
Basta!
Lágrimas escorrem e caem na pia e na talharia amontoada esperando uma simples lavagem as caixas de som gritam e não escuto o silencio grita mais que todas as bombas nucleares a disposição das coisas nada diz a respeito o vácuo está vivo mais que nunca. Cumprir a tarefa e gozar como um cavalo extasiado por sua égua e depois correr ao abismo e de lá encontrar seu próprio eu nas afiadas rochas que prostadas lá embaixo o esperam.
Desembarque
terça-feira, março 01, 2005
64 a 60
Embarque
Queria poder deitar sobre teu colo quente e afundar meu corpo sobre o teu até que numa simbiose fossêmos um. Una e indizível sensação de estar em casa, onde tudo é conhecido e caminhado por entre caminhos que sempre tomam novas formas.
Queria poder penetrar em teu cheiro e persegui-la sempre que possível afim de nunca mais desgrudar de suas entranhas tão bem perfumadas e doces, fluir a vertente de sua vida e por lá viver para todo o sempre esculpindo em rochas nossos útensilios para uma vida de prazer.
Ontem eu sangrei, reabrindo as cicatrizes e ferindo-me ainda mais, esperando pelo dito, palavras que nunca virão. É assim mesmo. Feridas cicatrizarão.
Mares de flores mortas esperando o tão aclamado fim coletivo.
O inverno se aproxima e congelará tudo, nossos suprimentos e nosso amor.
Tentar fugir? Pra que? Encare-o, e faça desta situação a provisão de suas forças.
Caminhar todos os dias pisando sobre cacos de vidro que se prostam no meu caminho e ainda uma espera louca por algo que nunca virá.
Resignar-se, a palavra de ordem. Renúncia a um direito.
Prover a certeza dói. Viver a certeza rasga. Dilacerá meu corpo e nascerei das cinzas.
Corra! até que nossos pulmões explodam no infinito destas terras emersas e assim possamos morrer cansados destes teatros de fraquezas.
O tempo passa, a situações mudam e os toques precisam ser mudados. Não adiantará a reprodução de sensações. Passou! Passou! Passou! Foi.
Sumiu no deserto do medo, impossibilidade, miséria, fraqueza.
Deixei-o curtir no mais puro elixir da vida. Unte nossos corpos com o liquido que escorre de nossas entranhas felizes quando nos tocamos.
Sexo! Vida! Amor!
Desembarque
Queria poder deitar sobre teu colo quente e afundar meu corpo sobre o teu até que numa simbiose fossêmos um. Una e indizível sensação de estar em casa, onde tudo é conhecido e caminhado por entre caminhos que sempre tomam novas formas.
Queria poder penetrar em teu cheiro e persegui-la sempre que possível afim de nunca mais desgrudar de suas entranhas tão bem perfumadas e doces, fluir a vertente de sua vida e por lá viver para todo o sempre esculpindo em rochas nossos útensilios para uma vida de prazer.
Ontem eu sangrei, reabrindo as cicatrizes e ferindo-me ainda mais, esperando pelo dito, palavras que nunca virão. É assim mesmo. Feridas cicatrizarão.
Mares de flores mortas esperando o tão aclamado fim coletivo.
O inverno se aproxima e congelará tudo, nossos suprimentos e nosso amor.
Tentar fugir? Pra que? Encare-o, e faça desta situação a provisão de suas forças.
Caminhar todos os dias pisando sobre cacos de vidro que se prostam no meu caminho e ainda uma espera louca por algo que nunca virá.
Resignar-se, a palavra de ordem. Renúncia a um direito.
Prover a certeza dói. Viver a certeza rasga. Dilacerá meu corpo e nascerei das cinzas.
Corra! até que nossos pulmões explodam no infinito destas terras emersas e assim possamos morrer cansados destes teatros de fraquezas.
O tempo passa, a situações mudam e os toques precisam ser mudados. Não adiantará a reprodução de sensações. Passou! Passou! Passou! Foi.
Sumiu no deserto do medo, impossibilidade, miséria, fraqueza.
Deixei-o curtir no mais puro elixir da vida. Unte nossos corpos com o liquido que escorre de nossas entranhas felizes quando nos tocamos.
Sexo! Vida! Amor!
Desembarque
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
Diarréia criativa
Embarque
A insustentável vida corroída pela indestrutível maquina das convenções pré-estabelecidas.
Tá tudo fodido e sem saída. Sem dinheiro, sem perspectiva, um ajuntamento de pele e mal humor temperado com um toque de displicencia e intromissão.
Correr pra fugir de nossos próprios pesadelos. Dormir afim de sonhar com a morte e o soterramento de sonhos e necessidades.
Ninguém sabe de porra alguma, apenas a verborragia formal engolida e regurgitada por semanas. Dê um tempo a nós mesmo.
Arranquem suas roupas! Já tentaram chupar seus próprios mastros? Conseguiram e gozaram.
A pasta escorre pelos lábios, e a linda flor ao menos tenta perfumar este quarto vazio e sem sentido, uma disposição cansada e morta.
Vida jogada pra lá e cá suando à beira do precipício de enxofre construido por milênios pelos seres intra-terrenos para nos matarem, os deuses da superfícies ou seriam os deuses da superficialidade e da mentira.
Plantar um sorriso amarelo esperando o reconhecimento da bagagem do cárcere criativo e da fileira do escravismo atual afim de entrar na grande senzala do consumo dos corações desesperados por amor luta vida e um pouco mais de desgosto ou gosto num arquétipo mentiroso de supressão e fuga.
Cuspir nos mares da ignorancia e da pobreza subindo pelos muros de sangue chapinhados por corações em fúria numa luta luxuriante por algo que prestasse nesse simulacro falso da realidade vivida e consumida como caixa de sabões em pó dispostos milimetricamente num salão de compras qualquer num lugar qualquer numa vida qualquer.
Diarréia criativa esboçada numa manhã de discussão e de chegada a diversos fin's costurados a muito tempo por este que vos fala.
Ao inferno com a vida! E pela vida ao inferno!
Desembarque
A insustentável vida corroída pela indestrutível maquina das convenções pré-estabelecidas.
Tá tudo fodido e sem saída. Sem dinheiro, sem perspectiva, um ajuntamento de pele e mal humor temperado com um toque de displicencia e intromissão.
Correr pra fugir de nossos próprios pesadelos. Dormir afim de sonhar com a morte e o soterramento de sonhos e necessidades.
Ninguém sabe de porra alguma, apenas a verborragia formal engolida e regurgitada por semanas. Dê um tempo a nós mesmo.
Arranquem suas roupas! Já tentaram chupar seus próprios mastros? Conseguiram e gozaram.
A pasta escorre pelos lábios, e a linda flor ao menos tenta perfumar este quarto vazio e sem sentido, uma disposição cansada e morta.
Vida jogada pra lá e cá suando à beira do precipício de enxofre construido por milênios pelos seres intra-terrenos para nos matarem, os deuses da superfícies ou seriam os deuses da superficialidade e da mentira.
Plantar um sorriso amarelo esperando o reconhecimento da bagagem do cárcere criativo e da fileira do escravismo atual afim de entrar na grande senzala do consumo dos corações desesperados por amor luta vida e um pouco mais de desgosto ou gosto num arquétipo mentiroso de supressão e fuga.
Cuspir nos mares da ignorancia e da pobreza subindo pelos muros de sangue chapinhados por corações em fúria numa luta luxuriante por algo que prestasse nesse simulacro falso da realidade vivida e consumida como caixa de sabões em pó dispostos milimetricamente num salão de compras qualquer num lugar qualquer numa vida qualquer.
Diarréia criativa esboçada numa manhã de discussão e de chegada a diversos fin's costurados a muito tempo por este que vos fala.
Ao inferno com a vida! E pela vida ao inferno!
Desembarque
terça-feira, fevereiro 22, 2005
Aritmia
Embarque
Fitas, livros, discos, fios, carteiras.
Informações dispensáveis num mundo informático de fluxos e refluxos numa cadeia de relações que te jogam num cárcere infinito de enlaces matrimoniais sendo um jogo sujo de poder imaginação dor e sofrimento numa perspectiva de destruição plena e morte que logo detrás de alguns morros de ventos uivantes são descortinados afim de a verdade ser vendada. O fim!
Constructos de frases certas nos lugares certos por pessoas certas e o errante afim da fuga é sugado pela mesma lógica que governa o mundo desde Maomé ou Alexandre ou qualquer outros destes nomes que tenham entrado para algum livro de contos e sabedoria da humanidade que escarra suas mentiras e regurgita após uma febre de milênios vomitando seres inacabados imperfeitos sujos e imaturos no mundo latrinal dos movimentos peristálticos do intestino humano. O jogo!
Cambalear pelas molhadas ruas beijando o asfalto que permeia e cede lugar a nossos impulsos dos mais lúcidos aos mais impronunciáveis numa aritmia dispendiosa de sacríficio e dor rasgando nossos colos úterinos afim de arrancar de nossas vestes a imagem do perfeito e do sujo que jaz nestas entranhas temperadas pelo úmido cair da garoa que nestas noites suavizam os odores e espamos de horas de insônia e fome de vida! A serpente! A semente!
Cuspindo todos os fumos possíveis e chupando todos os dentes possíveis ao ver e ouvir uma história das mais loucas num vagão suarento de pobreza a morte de um cachorro vira lata depois de atropelado e o seu algoz com uma enxada desferindo golpes contra seu pescoço de frente a uma garotinha de 10 anos suplicando pela ajuda vida oxigênio e não morte. Sangue chapiscado na enxada e minha filha não chore o munod tratará de acabar com tais impulsos pois você é uma impura. Caminhos!
Desembarque
Fitas, livros, discos, fios, carteiras.
Informações dispensáveis num mundo informático de fluxos e refluxos numa cadeia de relações que te jogam num cárcere infinito de enlaces matrimoniais sendo um jogo sujo de poder imaginação dor e sofrimento numa perspectiva de destruição plena e morte que logo detrás de alguns morros de ventos uivantes são descortinados afim de a verdade ser vendada. O fim!
Constructos de frases certas nos lugares certos por pessoas certas e o errante afim da fuga é sugado pela mesma lógica que governa o mundo desde Maomé ou Alexandre ou qualquer outros destes nomes que tenham entrado para algum livro de contos e sabedoria da humanidade que escarra suas mentiras e regurgita após uma febre de milênios vomitando seres inacabados imperfeitos sujos e imaturos no mundo latrinal dos movimentos peristálticos do intestino humano. O jogo!
Cambalear pelas molhadas ruas beijando o asfalto que permeia e cede lugar a nossos impulsos dos mais lúcidos aos mais impronunciáveis numa aritmia dispendiosa de sacríficio e dor rasgando nossos colos úterinos afim de arrancar de nossas vestes a imagem do perfeito e do sujo que jaz nestas entranhas temperadas pelo úmido cair da garoa que nestas noites suavizam os odores e espamos de horas de insônia e fome de vida! A serpente! A semente!
Cuspindo todos os fumos possíveis e chupando todos os dentes possíveis ao ver e ouvir uma história das mais loucas num vagão suarento de pobreza a morte de um cachorro vira lata depois de atropelado e o seu algoz com uma enxada desferindo golpes contra seu pescoço de frente a uma garotinha de 10 anos suplicando pela ajuda vida oxigênio e não morte. Sangue chapiscado na enxada e minha filha não chore o munod tratará de acabar com tais impulsos pois você é uma impura. Caminhos!
Desembarque
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
Sacríficio
Embarque
"Quebrar um hábito, estabelecer um novo ritmo: recursos simples, de há muito conhecido pelos antigos. Nunca falhava. Rompa com a linha antiga, com conexões desgastadas, e o espírito se libertará, estabelecerá novas polaridades, criará novas tensões, convocará uma nova vitalidade"
Extraído de Sexus. Henry Miller
"Independência se adquiri com sacríficio e responsabilidade"
Extraído do filme Juventude sem arrependimentos de Akira Kurosawa.
Desembarque
"Quebrar um hábito, estabelecer um novo ritmo: recursos simples, de há muito conhecido pelos antigos. Nunca falhava. Rompa com a linha antiga, com conexões desgastadas, e o espírito se libertará, estabelecerá novas polaridades, criará novas tensões, convocará uma nova vitalidade"
Extraído de Sexus. Henry Miller
"Independência se adquiri com sacríficio e responsabilidade"
Extraído do filme Juventude sem arrependimentos de Akira Kurosawa.
Desembarque
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
Fé
Embarque
Dias e mais dias se passam, rostos e mais rostos a minha retina captura e dispensa sem ao menos uma investigação mais apurada.
Dias difíceis! Que nos quais rompi com uma série de acontecimentos e situações que atingindo a este cansado corpo, derrubava minha vontade de respirar.
Muitos espasmos ainda consomem meu corpo, mas sei o que quero, e apenas eu sei o que sinto, como e quando. Dificilmente sairei ileso de uma condição de desespero que se prosta diante de mim, mas a vida é isso e nada mais. Talhos, marcas, cicatrizes, ferimentos, pus, dor, lágrimas, insônia, espasmos, vontades. É tudo isto e mais um pouco! É buceta, rola, braços, mãos e pernas. É um pancreas, figados, coração, pulmões, estomago, intestinno, bexiga, próstata, espinha, bílis, ânus, dedos, lingua, lábios, saliva e tudo mais que compoem esta carcaça viva que circula por ruas afim de fugir de seu próprio algoz. Seu próprio coração. Amar!
Reuna todos estes instrumentos acima citados, cole-os um a um e terá um corpo. Perfeito, pronto para ser introduzido na maquina louca dos dias atuais, a cumprir todas as convenções que todos cumprem todos os dias. Está pronto para ser mais um, igual a todos. A fazer parte do grande exército de formigas escravizadas pelo medo. E de suas próprias angústias reina seu oxigênio. Pobres, ou melhor, miseráveis de espírito. Perfeito como o grande senhor o planejou.
E com uma vontade imensa de ser mais um. De não fazer diferença, de seguir o fluxo maquinal que todos seguem.
Está pronto, agora vá adiante. Alinhe-se na fileira, seu número já foi separado e suas vestes de estopa estão indiscutivelmente em cima de suas formas.
A perfeição da vida é ser a morte transvestida de movimento.
Raiva? Não! Necessidade de oxigênio.
Desembarque
Dias e mais dias se passam, rostos e mais rostos a minha retina captura e dispensa sem ao menos uma investigação mais apurada.
Dias difíceis! Que nos quais rompi com uma série de acontecimentos e situações que atingindo a este cansado corpo, derrubava minha vontade de respirar.
Muitos espasmos ainda consomem meu corpo, mas sei o que quero, e apenas eu sei o que sinto, como e quando. Dificilmente sairei ileso de uma condição de desespero que se prosta diante de mim, mas a vida é isso e nada mais. Talhos, marcas, cicatrizes, ferimentos, pus, dor, lágrimas, insônia, espasmos, vontades. É tudo isto e mais um pouco! É buceta, rola, braços, mãos e pernas. É um pancreas, figados, coração, pulmões, estomago, intestinno, bexiga, próstata, espinha, bílis, ânus, dedos, lingua, lábios, saliva e tudo mais que compoem esta carcaça viva que circula por ruas afim de fugir de seu próprio algoz. Seu próprio coração. Amar!
Reuna todos estes instrumentos acima citados, cole-os um a um e terá um corpo. Perfeito, pronto para ser introduzido na maquina louca dos dias atuais, a cumprir todas as convenções que todos cumprem todos os dias. Está pronto para ser mais um, igual a todos. A fazer parte do grande exército de formigas escravizadas pelo medo. E de suas próprias angústias reina seu oxigênio. Pobres, ou melhor, miseráveis de espírito. Perfeito como o grande senhor o planejou.
E com uma vontade imensa de ser mais um. De não fazer diferença, de seguir o fluxo maquinal que todos seguem.
Está pronto, agora vá adiante. Alinhe-se na fileira, seu número já foi separado e suas vestes de estopa estão indiscutivelmente em cima de suas formas.
A perfeição da vida é ser a morte transvestida de movimento.
Raiva? Não! Necessidade de oxigênio.
Desembarque
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
06h27
Embarque
Tudo decodificado e entendido esperando pela digestão. Entendi.
Ânsia de vômito.
06h27m. Bombardeio ao sistema nervoso.
Fim. Fim da linha, das lágrimas, do oxigênio e da força. Espero a tempestade que se forma no horizonte.
Eu sei.
Adeus
Desembarque
Tudo decodificado e entendido esperando pela digestão. Entendi.
Ânsia de vômito.
06h27m. Bombardeio ao sistema nervoso.
Fim. Fim da linha, das lágrimas, do oxigênio e da força. Espero a tempestade que se forma no horizonte.
Eu sei.
Adeus
Desembarque
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
Céu azul
Embarque
Banhos e mais banhos, lavando minha pele cansada e não consigo limpar minhas lembranças. Por que tudo não é como um banho, que quando tomamos lavamos nossa pele e assim estamos pronto por mais vida, deixando no ralo as lembranças ruins? Costurando as boas na mesma pele para que nunca mais saia.
Lavar-se de lágrimas não limpa o espírito, mas aprofunda a marca deixada e a esperança ainda reina intacta nos objetos. Cartas, fotos, desenhos. Lembranças.
O cheiro, as formas tudo traz o cárcere das lembranças, as nuvens tomam formas, o céu azul parece querer entrar me mim e eu nele. Me suga!
Me suga, me faça seu céu!
De oceanos espero o mais puro sal, para temperar minha vida e tentar me afogar nas revoltas águas e eu a tentar apaziguá-las tranquilamente no meio do desespero coletivo.
Queria abrir o toráx e extrair essa bola que se costura de lembranças num movimento infinito. Suguem-me todos, rasgem minha carne, não deixem pedaço algum a ser reconhecido.
Céu! Azul lindo assim...me chame...alguém me chame, me dê um pouco de sua preciosa atenção mundo.
Quero deitar em ti e brincar com nossas mãos como se o amanha nunca fosse chegar, e sumir pelas suas madeixas a me fazer criança novamente.
Céu... mostre-me a sua grandiosidade, estenda seu braço de nuvens a mim, a fazer eu deitar em seu colo a dormir, e a sonhar com o infinito toque de nossos corpos.
Grite com seus braços uivantes a fazer cócegas em minha barriga, a mimar, beijar.
Não chore quando eu deixá-lo dormindo sózinho para preparar seu café, estarei sempre morando dentro de ti...e por que sinto que mora tão caseiramente dentro de mim?
Por que céu eu sinto sua vastidão dentro do meu corpo cansado, e sei que nunca estenderá seu braços de nuvens e ventos e mesmo assim não consigo deixar de olhar sempre a ti.
Quando você toca minha face com seu carinhoso cair de águas, sinto dentro de mim a mais profunda paz e tranquilidade.
Pena! Homem algum desta terra não poder ter sentido isso como eu senti, quando um tufão, você levou-me a seu ventre e mostrou o real sentido da vida.
Eu sei céu. Sei que sempre ficará aí. Acima olhando meus passos, mas eu o quero dentro de mim ajudando a bombear o fluxos nossos corações, e construindo apenas um coração uno e indivizível.
Meu céu, minha história, minha dor. Minha vida segue como uma estrela cadente que passa por ti céu, e choro a não poder tocá-lo, senti-lo. Desespero-me por ter sonhado, arquitetado a felicidade e a nossa união na vastidão do universo se daria pelo momentâneo colapso de nossos corpos, num tufão que só você saberia produzir...meu céu, eu te amo.
Como conseguir caminhar por aí, sempre olhando para cima e vendo, ou mesmo sem olhar sabendo que você existe? Infinito e tão grande mar azul suspenso! A ver sua força em todos os lugares, a rumar ao desconhecido e vendo sempre seus braços de nuvens e a textura tão bem particular.
A chorar pelos quatro cantos do mundo a ver. Céu! A morrer e não apaziguar meu espírito esfomeado por ti céu.
A lutar dentro deste corpo, travando uma batalha entre eu e eu, a fazer (re)significar meus sentidos e que teus ventos mudem meu horizonte...Não...Não pode assim tristemente ser. Fim.
Desordem de idéias e amor
Desembarque
Banhos e mais banhos, lavando minha pele cansada e não consigo limpar minhas lembranças. Por que tudo não é como um banho, que quando tomamos lavamos nossa pele e assim estamos pronto por mais vida, deixando no ralo as lembranças ruins? Costurando as boas na mesma pele para que nunca mais saia.
Lavar-se de lágrimas não limpa o espírito, mas aprofunda a marca deixada e a esperança ainda reina intacta nos objetos. Cartas, fotos, desenhos. Lembranças.
O cheiro, as formas tudo traz o cárcere das lembranças, as nuvens tomam formas, o céu azul parece querer entrar me mim e eu nele. Me suga!
Me suga, me faça seu céu!
De oceanos espero o mais puro sal, para temperar minha vida e tentar me afogar nas revoltas águas e eu a tentar apaziguá-las tranquilamente no meio do desespero coletivo.
Queria abrir o toráx e extrair essa bola que se costura de lembranças num movimento infinito. Suguem-me todos, rasgem minha carne, não deixem pedaço algum a ser reconhecido.
Céu! Azul lindo assim...me chame...alguém me chame, me dê um pouco de sua preciosa atenção mundo.
Quero deitar em ti e brincar com nossas mãos como se o amanha nunca fosse chegar, e sumir pelas suas madeixas a me fazer criança novamente.
Céu... mostre-me a sua grandiosidade, estenda seu braço de nuvens a mim, a fazer eu deitar em seu colo a dormir, e a sonhar com o infinito toque de nossos corpos.
Grite com seus braços uivantes a fazer cócegas em minha barriga, a mimar, beijar.
Não chore quando eu deixá-lo dormindo sózinho para preparar seu café, estarei sempre morando dentro de ti...e por que sinto que mora tão caseiramente dentro de mim?
Por que céu eu sinto sua vastidão dentro do meu corpo cansado, e sei que nunca estenderá seu braços de nuvens e ventos e mesmo assim não consigo deixar de olhar sempre a ti.
Quando você toca minha face com seu carinhoso cair de águas, sinto dentro de mim a mais profunda paz e tranquilidade.
Pena! Homem algum desta terra não poder ter sentido isso como eu senti, quando um tufão, você levou-me a seu ventre e mostrou o real sentido da vida.
Eu sei céu. Sei que sempre ficará aí. Acima olhando meus passos, mas eu o quero dentro de mim ajudando a bombear o fluxos nossos corações, e construindo apenas um coração uno e indivizível.
Meu céu, minha história, minha dor. Minha vida segue como uma estrela cadente que passa por ti céu, e choro a não poder tocá-lo, senti-lo. Desespero-me por ter sonhado, arquitetado a felicidade e a nossa união na vastidão do universo se daria pelo momentâneo colapso de nossos corpos, num tufão que só você saberia produzir...meu céu, eu te amo.
Como conseguir caminhar por aí, sempre olhando para cima e vendo, ou mesmo sem olhar sabendo que você existe? Infinito e tão grande mar azul suspenso! A ver sua força em todos os lugares, a rumar ao desconhecido e vendo sempre seus braços de nuvens e a textura tão bem particular.
A chorar pelos quatro cantos do mundo a ver. Céu! A morrer e não apaziguar meu espírito esfomeado por ti céu.
A lutar dentro deste corpo, travando uma batalha entre eu e eu, a fazer (re)significar meus sentidos e que teus ventos mudem meu horizonte...Não...Não pode assim tristemente ser. Fim.
Desordem de idéias e amor
Desembarque
quarta-feira, fevereiro 09, 2005
RESILIÊNCIA
Embarque
03h37:45
RESILIÊNCIA s.f. Propriedade dos corpos sólidos que determinasua resistência ao impacto de choques mecânicos.
Uma dor me persegue, bem aqui dentro do meu tórax e vejo a multidão, todos a correrem demais a procura do que nunca encontrarão. Correm para estacionarem. Seguindo o caminho da dor...uma coisa me incomoda nestes dias, uma dorzinha fina no peito. Penso estar atrelado a minha capacidade de ser resiliente com a vida. E principalmente com o atual estado.
09/02/2005 e algumas horas de sono após a euforia de minha cabeça em não querer descançar e meu corpo almejar morrer por algumas horas deitado no meu mundo fantasmagórico e vazio vendo os sonhos tentando escolher por algum que mais me contempla-se a seguir caminhando. Mas nada. Não sonhei, apenas um sono pesado, dolorido e não relaxante. Pareço acordar todos os dias 10 anos mais velho e mais cético. Um ceticismo que até então venho agora a ver desfilar na minha paisagem seja noturna ou diurna. Aquele que impede-nos de entregar aos próximos por descrença na possibilidade da felicidade. Não vejo pessoas. No metrô o que vi eram monumentos a descrença levados a enésima potência. Correria do fim de um feriado que poderia muito bem não ter existido. Toques de horror e raiva, encarcerados num foço qualquer de minha mente. A mentira dos toques.
Arrancar esse vento uivante que passeia pelo meio de meu peito e que faz da minha respiração um trabalho árduo de um operário numa siderurgica, a fundir o aço, extrair do minério o produto possível a milhares de sonhos céticos e pobres de vida.
Se entregar dói, desfazer certos caminhos que por muito tempo foram usados, deixá-los de lado, abrir uma picada nova no reino das folhagens. Ser só, não depender de ninguém para construir a própria felicidade, talvez esse seja o maior esforço a se fazer na hora do soterramento a um amor louco e puro, numa forma nunca dante's provada na vida. Esse amor foi uma picada nova aberta no seio de minha floresta corpórea, talhada com dor, sexo, vida.
Desfazer este caminho que por tanto tempo foi almejado, lutado, gritado com raiva as vezes por quem parecia merecer o nirvana de sua existência por tanto se fazer aperceber de que aquilo era o certo a se fazer.
Deixar a vegetação tomar tais caminhos e abrir outros, um facão e força de vontade para fazer novas trilhas...os mesmos caminhos ainda estão abertos, mas neles não consigo ver alguma luz que me diga se ainda serão trilhados um dia...abrir novas frentes e ainda sonhar com o uso de tais caminhos.
Desembarque
03h37:45
RESILIÊNCIA s.f. Propriedade dos corpos sólidos que determinasua resistência ao impacto de choques mecânicos.
Uma dor me persegue, bem aqui dentro do meu tórax e vejo a multidão, todos a correrem demais a procura do que nunca encontrarão. Correm para estacionarem. Seguindo o caminho da dor...uma coisa me incomoda nestes dias, uma dorzinha fina no peito. Penso estar atrelado a minha capacidade de ser resiliente com a vida. E principalmente com o atual estado.
09/02/2005 e algumas horas de sono após a euforia de minha cabeça em não querer descançar e meu corpo almejar morrer por algumas horas deitado no meu mundo fantasmagórico e vazio vendo os sonhos tentando escolher por algum que mais me contempla-se a seguir caminhando. Mas nada. Não sonhei, apenas um sono pesado, dolorido e não relaxante. Pareço acordar todos os dias 10 anos mais velho e mais cético. Um ceticismo que até então venho agora a ver desfilar na minha paisagem seja noturna ou diurna. Aquele que impede-nos de entregar aos próximos por descrença na possibilidade da felicidade. Não vejo pessoas. No metrô o que vi eram monumentos a descrença levados a enésima potência. Correria do fim de um feriado que poderia muito bem não ter existido. Toques de horror e raiva, encarcerados num foço qualquer de minha mente. A mentira dos toques.
Arrancar esse vento uivante que passeia pelo meio de meu peito e que faz da minha respiração um trabalho árduo de um operário numa siderurgica, a fundir o aço, extrair do minério o produto possível a milhares de sonhos céticos e pobres de vida.
Se entregar dói, desfazer certos caminhos que por muito tempo foram usados, deixá-los de lado, abrir uma picada nova no reino das folhagens. Ser só, não depender de ninguém para construir a própria felicidade, talvez esse seja o maior esforço a se fazer na hora do soterramento a um amor louco e puro, numa forma nunca dante's provada na vida. Esse amor foi uma picada nova aberta no seio de minha floresta corpórea, talhada com dor, sexo, vida.
Desfazer este caminho que por tanto tempo foi almejado, lutado, gritado com raiva as vezes por quem parecia merecer o nirvana de sua existência por tanto se fazer aperceber de que aquilo era o certo a se fazer.
Deixar a vegetação tomar tais caminhos e abrir outros, um facão e força de vontade para fazer novas trilhas...os mesmos caminhos ainda estão abertos, mas neles não consigo ver alguma luz que me diga se ainda serão trilhados um dia...abrir novas frentes e ainda sonhar com o uso de tais caminhos.
Desembarque
terça-feira, fevereiro 08, 2005
sujeição a rendição de meu coração.
Embarque
Cai de corpo e alma e tudo o que resta deste indíviduo no reino das convenções sociais, parti-las era meu emprego, ser sugado por um vortex de dor e de autoflagelação. Reecrevendo a própria história e reescrevendo a própria humanidade que me diferencia dos outros. Segui caminhando e acreditando na pureza de minhas palavras e no sentimento que se esvai, rasgando e talhando novamente a renascida humanidade e continuo a reescrever a história. A ser o único capaz de romper com o círculos das convenções da cotidianeidade. Errar é acerto.
Água! Queria sê-la para de pias chegar a algum esgoto e depois a uma galeria e de lá algum corrego, rio, até desaguar no mar. E sentir que no meio de todos estou sozinho, a preparar mais um tsunami de amor, e novamente a elevar a animanidade a escala da humanidade reconstruída.
MInha fuga é desesperada por oxigênio e por vida, aos outros esperam isto ou aquilo e vou por alí novamente a romper comigo mesmo o círculo, ou melhor, tal invólucro da perdição, do medo, do sinismo, da sujeição às nossas porcarias convenções...medo de ter medo, medo do sofrimento, medo da escolha, medo do amor, medo de provarmos a felicidade que permeará a vivacidade de todas as cores e diferencialidade de cada textura que estamos acostumados a não ver.
Enfrentar um exército sabendo da impossibilidade da vitória, rumar ao desconhecido já alertado para a vastidão de ferimentos que produzirão. O reino das palavras exprimirá minha dor, angústia e felicidade.
Entrego meu cansado corpo à construção de meu próprio destino. Não faço mais questão, vivo cada dia provando do fim da existência da luz, e saldando o começo da escuridão, felicitando que a ela eu possa aceitá-la e num duelo passar incólume a mais uma noite fria e fluída.
Felicito-lhes, dias e noites, por fazer da minha vida uma dicotomia de momentos, a sujeição ao conflito e a dor a possibilidade da mudança só assim é possível e passível. Abaixo de um edifício dolorido corporalmente construído pelas calejadas mãos de um pedreiro da vida.
Destruo e construo, luto e me entrego...ao intemperismo da vida, a humanidade, o fim é começo.
Faço destas minhas palavras de alívio e de sujeição a estas condições, sem abaixar meu horizonte. É meu zênite que guiará meus passos e nada além da vida, da mais vivida e dolorosa vida me tira a possibilidade de tentar, suar, chorar, romper, cair e levantar, assim a prosseguir no cosmos de cada pessoa.
A eterna busca pela felicidade é permeada, pela eterna busca a infelicidade. Lados de uma mesma moeda e me acostumo com a impossibilidade de ter apenas um dos lados, até melhor. A infelicidade pode dar o rumo a este homem que vos escreve.
De súbito senti o punhal cravado em mim, no meu peito. Retirei-o e vi meu vulcão a pulsar, por amor, vida, sujeição a rendição de meu coração.
Desembarque
Cai de corpo e alma e tudo o que resta deste indíviduo no reino das convenções sociais, parti-las era meu emprego, ser sugado por um vortex de dor e de autoflagelação. Reecrevendo a própria história e reescrevendo a própria humanidade que me diferencia dos outros. Segui caminhando e acreditando na pureza de minhas palavras e no sentimento que se esvai, rasgando e talhando novamente a renascida humanidade e continuo a reescrever a história. A ser o único capaz de romper com o círculos das convenções da cotidianeidade. Errar é acerto.
Água! Queria sê-la para de pias chegar a algum esgoto e depois a uma galeria e de lá algum corrego, rio, até desaguar no mar. E sentir que no meio de todos estou sozinho, a preparar mais um tsunami de amor, e novamente a elevar a animanidade a escala da humanidade reconstruída.
MInha fuga é desesperada por oxigênio e por vida, aos outros esperam isto ou aquilo e vou por alí novamente a romper comigo mesmo o círculo, ou melhor, tal invólucro da perdição, do medo, do sinismo, da sujeição às nossas porcarias convenções...medo de ter medo, medo do sofrimento, medo da escolha, medo do amor, medo de provarmos a felicidade que permeará a vivacidade de todas as cores e diferencialidade de cada textura que estamos acostumados a não ver.
Enfrentar um exército sabendo da impossibilidade da vitória, rumar ao desconhecido já alertado para a vastidão de ferimentos que produzirão. O reino das palavras exprimirá minha dor, angústia e felicidade.
Entrego meu cansado corpo à construção de meu próprio destino. Não faço mais questão, vivo cada dia provando do fim da existência da luz, e saldando o começo da escuridão, felicitando que a ela eu possa aceitá-la e num duelo passar incólume a mais uma noite fria e fluída.
Felicito-lhes, dias e noites, por fazer da minha vida uma dicotomia de momentos, a sujeição ao conflito e a dor a possibilidade da mudança só assim é possível e passível. Abaixo de um edifício dolorido corporalmente construído pelas calejadas mãos de um pedreiro da vida.
Destruo e construo, luto e me entrego...ao intemperismo da vida, a humanidade, o fim é começo.
Faço destas minhas palavras de alívio e de sujeição a estas condições, sem abaixar meu horizonte. É meu zênite que guiará meus passos e nada além da vida, da mais vivida e dolorosa vida me tira a possibilidade de tentar, suar, chorar, romper, cair e levantar, assim a prosseguir no cosmos de cada pessoa.
A eterna busca pela felicidade é permeada, pela eterna busca a infelicidade. Lados de uma mesma moeda e me acostumo com a impossibilidade de ter apenas um dos lados, até melhor. A infelicidade pode dar o rumo a este homem que vos escreve.
De súbito senti o punhal cravado em mim, no meu peito. Retirei-o e vi meu vulcão a pulsar, por amor, vida, sujeição a rendição de meu coração.
Desembarque
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
A morte criativa
Embarque
Duas serpentes, uma vontade apenas. Um touro e se eu algoz. Um fio de cabelo e possibilidade do mesmo ser o fio retalhador e o divisor de águas.
As serpentes estão depositadas em meu corpo, ambas necessitam assassinar a outra para reinarem sózinhas na vastidão de meu corpo. Lutam pela paz própria e por vezes peso minha vontade a uma ou a outra.
Um forte touro se atraca com a parede de madeira, seu inimigo um homem, apenas um homem. Também estão ambos com sede de sangue. A morte criativa para ambos, a luta.
Um fio de cabelo e com ele separo o dia da noite, fazendo assim uma escolha e contemplando a divisão...a diferença.
Lavando minha pele muito forte, minhas mãos tremem e sinto a indisposição que as mesmas demonstram. Procuro palavras, mas elas escapam, pelas mesmas mãos cansadas e que já viram tantos verões nascerem e morrerem.
A serpente que vecerá eu não sei, apenas sei que uma delas sairá se banhando no sangue da outra.
A luta na arena madrilenha apenas busca a certeza de ser daquilo, a morte, sangue, fim.
A noite se divide com o dia, nunca se encontram totalmente. Pares, irmãs de sua mesma sorte - o não encontro.
Abrirei as comportas de meu corpo, e as lágrimas que há tanto tempo vem precipitando no alto da colina escorrerão pela vastidão das planícies e inundarão os veios de meu mundo.
Idéias, medos, caos
Desembarque
Duas serpentes, uma vontade apenas. Um touro e se eu algoz. Um fio de cabelo e possibilidade do mesmo ser o fio retalhador e o divisor de águas.
As serpentes estão depositadas em meu corpo, ambas necessitam assassinar a outra para reinarem sózinhas na vastidão de meu corpo. Lutam pela paz própria e por vezes peso minha vontade a uma ou a outra.
Um forte touro se atraca com a parede de madeira, seu inimigo um homem, apenas um homem. Também estão ambos com sede de sangue. A morte criativa para ambos, a luta.
Um fio de cabelo e com ele separo o dia da noite, fazendo assim uma escolha e contemplando a divisão...a diferença.
Lavando minha pele muito forte, minhas mãos tremem e sinto a indisposição que as mesmas demonstram. Procuro palavras, mas elas escapam, pelas mesmas mãos cansadas e que já viram tantos verões nascerem e morrerem.
A serpente que vecerá eu não sei, apenas sei que uma delas sairá se banhando no sangue da outra.
A luta na arena madrilenha apenas busca a certeza de ser daquilo, a morte, sangue, fim.
A noite se divide com o dia, nunca se encontram totalmente. Pares, irmãs de sua mesma sorte - o não encontro.
Abrirei as comportas de meu corpo, e as lágrimas que há tanto tempo vem precipitando no alto da colina escorrerão pela vastidão das planícies e inundarão os veios de meu mundo.
Idéias, medos, caos
Desembarque
sábado, fevereiro 05, 2005
odediência ao impulso cego
Embarque
"Tive que me atirar à correnteza, sabendo que provavelmente iria afundar. A grande maioria dos artistas está se atirando com salva-vidas ao pescoço, e quase sempre é o salva-vidas que os faz afundar. Ninguém que se entregue voluntariamente à experiencia pode se afogar no oceano da realidade. O pouco progresso que exista na vida não é fruto da adaptação mas da ousadia, da odediência ao impulso cego. "Nenhuma ousadia é fatal", disse René Crevel, uma frase que nunca hei de esquecer. Toda lógica do universo está contida na ousadia, isto é, na criação a partir do ponto de apoio mais inconsistente e reduzido. No início, essa ousadia é confundida com a vontade, mas com o tempo a vontade esmorece e o processo automático assume o seu lugar, e este, por sua vez, tem que ser interrompido ou abandonado para que se instaure uma nova certeza alheia ao conhecimento, à habilidade, à tecnica ou à fé. Pela ousadia chega-se a essa misteriosa posição X do artista, e é esse porto seguro que ninguém consegue exprimir com palavras, que no entato perdura e destila cada linha que se escreve."
"No seu espantoso estado atual, o homem parece ter uma atitude, a fuga `a temores, mas, o que é pior, teme os seus temores. Tudo parece infinitamente pior do que é, diz Howe, "só porque estamos tentando fugir". Esse é o verdadeiro paraíso da neurose, uma cola feita de medo e ansiedade, à qual, a não ser que queiramos nos salvar, poderemos ficar presos para sempre. Imaginar que seremos salvos por intervenção externa, quer sob a forma de um analista, um ditador, um salvador, ou mesmo Deus, é pura insensatez. Não existem barcos salva-vidas suficientes para todos, e, de qualquer forma, conforme aponta o autor, precisamos de muito mais de faróis do que de salva-vidas. De uma ampla visão e mais clara - e não de aparelhos de segurança!"
"O Homúnculo tem muito medo de ser soterrado, mas o Grande Homem espera sê-lo; o Homúnculo recusa-se a engolir um tantinho de sua experiência, encarando-a como má, mas o Grande Homem a ingere todo dia, mantendo a casa aberta para o inimigo entrar; o Homúnculo fica aterrorizado de que possa passar da luz para a escuridão, do visível para o invisível, mas o Grande Homem percebe que é apenas o sono ou a morte e qualquer dos dois é a própria prática de sua recreação; o Homúnculo depende dos "artifícios" ou do golfe para o seu bem-estar, procurando médicos ou outros salvadores, mas o Grande Homem sabe pelo processo profundo de suas convicções íntimas que a verdade é paradoxal e que ele está mais seguro quando menos defendido...A guerra da vida é uma coisa; a guerra do homem é outra, sendo a guerra pela guerra, a guerra contra a guerra, numa regressão infinita de argumentos ofensivos e defensivos."
Todos trechos extraídos de "a sabedoria do coração" de Henry Miller
...
Caminhar por estes dia tem sido uma prova alteração da minha percepção e um certo movimento de volta à meu próprio ser. Cada passo que dou recheia-se de dor, sangra e escorre rasgando mais e mais minha doce carne, mas tirar proveito disso faz a vida ser talhada e fazer algum sentido.
Buscar o sentido da vida, e buscar a dor. Sentir a necessidade de batalhar é se entregar a uma vida mais dolorosa e tanto mais gratificante e contempladora.
Estes dias tem sido de dor, lágrimas, auto-reconhecimento, abraços e luz.
Continuarei a destilar meu doce gosto pela vida, e assim a temperar a paisagem citadina com minha presença, mesmo que sufoque certas expectativas e caia de joelhos pedindo clemência. Sofrer e caminhar, obedecer ao meu instinto...a aquela voz que pulsa no fundo de meu ser, ela que direciona algumas de minhas atitudes e que todos os dias constroe os princípios do que sou, e do que hei de ser.
Vencer é perder...
ah...o senhor Miller tem me ajudado muito, a ti agradeco grande Senhor.
Desembarque
"Tive que me atirar à correnteza, sabendo que provavelmente iria afundar. A grande maioria dos artistas está se atirando com salva-vidas ao pescoço, e quase sempre é o salva-vidas que os faz afundar. Ninguém que se entregue voluntariamente à experiencia pode se afogar no oceano da realidade. O pouco progresso que exista na vida não é fruto da adaptação mas da ousadia, da odediência ao impulso cego. "Nenhuma ousadia é fatal", disse René Crevel, uma frase que nunca hei de esquecer. Toda lógica do universo está contida na ousadia, isto é, na criação a partir do ponto de apoio mais inconsistente e reduzido. No início, essa ousadia é confundida com a vontade, mas com o tempo a vontade esmorece e o processo automático assume o seu lugar, e este, por sua vez, tem que ser interrompido ou abandonado para que se instaure uma nova certeza alheia ao conhecimento, à habilidade, à tecnica ou à fé. Pela ousadia chega-se a essa misteriosa posição X do artista, e é esse porto seguro que ninguém consegue exprimir com palavras, que no entato perdura e destila cada linha que se escreve."
"No seu espantoso estado atual, o homem parece ter uma atitude, a fuga `a temores, mas, o que é pior, teme os seus temores. Tudo parece infinitamente pior do que é, diz Howe, "só porque estamos tentando fugir". Esse é o verdadeiro paraíso da neurose, uma cola feita de medo e ansiedade, à qual, a não ser que queiramos nos salvar, poderemos ficar presos para sempre. Imaginar que seremos salvos por intervenção externa, quer sob a forma de um analista, um ditador, um salvador, ou mesmo Deus, é pura insensatez. Não existem barcos salva-vidas suficientes para todos, e, de qualquer forma, conforme aponta o autor, precisamos de muito mais de faróis do que de salva-vidas. De uma ampla visão e mais clara - e não de aparelhos de segurança!"
"O Homúnculo tem muito medo de ser soterrado, mas o Grande Homem espera sê-lo; o Homúnculo recusa-se a engolir um tantinho de sua experiência, encarando-a como má, mas o Grande Homem a ingere todo dia, mantendo a casa aberta para o inimigo entrar; o Homúnculo fica aterrorizado de que possa passar da luz para a escuridão, do visível para o invisível, mas o Grande Homem percebe que é apenas o sono ou a morte e qualquer dos dois é a própria prática de sua recreação; o Homúnculo depende dos "artifícios" ou do golfe para o seu bem-estar, procurando médicos ou outros salvadores, mas o Grande Homem sabe pelo processo profundo de suas convicções íntimas que a verdade é paradoxal e que ele está mais seguro quando menos defendido...A guerra da vida é uma coisa; a guerra do homem é outra, sendo a guerra pela guerra, a guerra contra a guerra, numa regressão infinita de argumentos ofensivos e defensivos."
Todos trechos extraídos de "a sabedoria do coração" de Henry Miller
...
Caminhar por estes dia tem sido uma prova alteração da minha percepção e um certo movimento de volta à meu próprio ser. Cada passo que dou recheia-se de dor, sangra e escorre rasgando mais e mais minha doce carne, mas tirar proveito disso faz a vida ser talhada e fazer algum sentido.
Buscar o sentido da vida, e buscar a dor. Sentir a necessidade de batalhar é se entregar a uma vida mais dolorosa e tanto mais gratificante e contempladora.
Estes dias tem sido de dor, lágrimas, auto-reconhecimento, abraços e luz.
Continuarei a destilar meu doce gosto pela vida, e assim a temperar a paisagem citadina com minha presença, mesmo que sufoque certas expectativas e caia de joelhos pedindo clemência. Sofrer e caminhar, obedecer ao meu instinto...a aquela voz que pulsa no fundo de meu ser, ela que direciona algumas de minhas atitudes e que todos os dias constroe os princípios do que sou, e do que hei de ser.
Vencer é perder...
ah...o senhor Miller tem me ajudado muito, a ti agradeco grande Senhor.
Desembarque
sexta-feira, fevereiro 04, 2005
vida X morte
Embarque
"...Deve salvar o homem do medo da morte, para que seja capaz de morrer!
Avançar para a morte! Não recuar para o útero. Sair das areias movediças do fluxo estagnado! Este é o inverno da vida, e o nosso drama é nos firmar para que a vida possa novamente prosseguir. Mas essa firmeza só pode ser conquistada pisando sobre os cadáveres daqueles que estão dispostos a morrer."
"A arte de viver baseia-se no ritmo, no dar e receber, no fluxo e no refluxo, na luz e treva, na vida e morte. Pela aceitação de todos os aspectos da vida, bons e maus, certos e errados, seus e meus, a vida estática e defensiva, a que a maioria das pessoas pessoas está condenada, converte-se numa dança, "a dança da vida"... A funça real da dança é a metamorfose. Pode-se dançar de tristeza e de alegria, pode-se mesmo dançar abstratamente... Mas a questão é que pelo simples ato de dançar se transformam; a dança em si mesma, exatamente como a vida. A aceitação situação, qualquer situação, desencadeia um fluxo, um impluso ritmico para a auto-expressão. Descontrair-se, naturalmente, é a primeira coisa que um dançarino tem que aprender. É também a primeira coisas que um paciente ten que aprender quandose defronta com o analista. É a primeira coisa que qualquer um tem que aprender para viver. É extremamente difícil, porque significa rendição, incondicional. Todo argumento de Howe baseia-se nessa idéia simples, porém revolucionária, da incondicional e inequívoca rendição. É a perspectiva religiosa da vida: a aceitação positiva da dor, do sofrimento, da derrota, do infortúnio e assim por diante. É o caminho curvo, que afinal sempre provou ser o caminho mais curto. Significa a assimilação da experiençia, a realização através da obediência e da disciplina: a curvatura do tempo através do crescimento natural ao invés do atalho rápido e desastroso. Esse é o caminho da sabedoria, e o que deve ser eventualmente trilhado, porque todos os outros só levam a ele."
Todos os trechos por Henry Miller em " A sabedoria do coração"
Desembarque
"...Deve salvar o homem do medo da morte, para que seja capaz de morrer!
Avançar para a morte! Não recuar para o útero. Sair das areias movediças do fluxo estagnado! Este é o inverno da vida, e o nosso drama é nos firmar para que a vida possa novamente prosseguir. Mas essa firmeza só pode ser conquistada pisando sobre os cadáveres daqueles que estão dispostos a morrer."
"A arte de viver baseia-se no ritmo, no dar e receber, no fluxo e no refluxo, na luz e treva, na vida e morte. Pela aceitação de todos os aspectos da vida, bons e maus, certos e errados, seus e meus, a vida estática e defensiva, a que a maioria das pessoas pessoas está condenada, converte-se numa dança, "a dança da vida"... A funça real da dança é a metamorfose. Pode-se dançar de tristeza e de alegria, pode-se mesmo dançar abstratamente... Mas a questão é que pelo simples ato de dançar se transformam; a dança em si mesma, exatamente como a vida. A aceitação situação, qualquer situação, desencadeia um fluxo, um impluso ritmico para a auto-expressão. Descontrair-se, naturalmente, é a primeira coisa que um dançarino tem que aprender. É também a primeira coisas que um paciente ten que aprender quandose defronta com o analista. É a primeira coisa que qualquer um tem que aprender para viver. É extremamente difícil, porque significa rendição, incondicional. Todo argumento de Howe baseia-se nessa idéia simples, porém revolucionária, da incondicional e inequívoca rendição. É a perspectiva religiosa da vida: a aceitação positiva da dor, do sofrimento, da derrota, do infortúnio e assim por diante. É o caminho curvo, que afinal sempre provou ser o caminho mais curto. Significa a assimilação da experiençia, a realização através da obediência e da disciplina: a curvatura do tempo através do crescimento natural ao invés do atalho rápido e desastroso. Esse é o caminho da sabedoria, e o que deve ser eventualmente trilhado, porque todos os outros só levam a ele."
Todos os trechos por Henry Miller em " A sabedoria do coração"
Desembarque
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
último suspiro
Embarque
"Eu amo o jeito que você me ama, mas odeio o jeito que eu te amo"
"É a solução de quem não quer perder aquilo que já tem e fecha a mão pro que há de vir"
"Eu sou uma ilha"
Desembarque
"Eu amo o jeito que você me ama, mas odeio o jeito que eu te amo"
"É a solução de quem não quer perder aquilo que já tem e fecha a mão pro que há de vir"
"Eu sou uma ilha"
Desembarque
terça-feira, fevereiro 01, 2005
retorno
Embarque
Voltarei ao começo de tudo, ao que era. A raiz de meu ser. O gozo
Sou eu que transporta das distantes planícies o rude músculo que transporta a todos ao paraíso e ao inferno
Sou que fantasio a desgraça afim de dar prazer neste vida imunda
Sou que te levo ao infinito de meu falo, a fazer gozar como uma cadela no cio.
A procura de mais espaço eu vou. Derrubando edifícios de falacidade e mentiras.
Pois é sou, aquele que ali nú se vestiu e antes mostrou-lhe o cajado da vida.
Aqui sou eu, ereto, rijo, suado a pulsar por mais.
Tenho uma rocha, que de tão lapidada faz pulsar meu coração
Tenho um graveto que de tão rústico, nos faz caminhar por eras e mais eras a procura de gozo por mais gozo.
Vi criaturas assexuadas regorjizarem tristeza e oxigênio, sem olharem para vastidão de seus corpos
E sou eu, realmente nú, que mostrarei a todos a ineficiencia desta vida ingrata.
E vou caminhar afim de chupar e beber do néctar dos deuses que pulsa do forno úterino.
Pulsarei, estocarei, cantarei a canção da vida. Do vencidos em campos de batalhas aos mortos em esquinas molhadas de ruas mal asfaltas de cidades quaisquer, a respirar a sujeira saída de motores em brasa e cus.
Fugirei da inadimplencia vivída, lutarei pelo prazer, acima de tudo o prazer, estocando no fim meu pinto, afim de fazer nascer homens e mulheres e que os mesmos sejam como eu. Vencedores, perdedores, lutadores...que vivam a vida mais suja e dispendiosa, que lutem, sofram, chorem os amores não vivídos. Que respirem da sujeira da fraqueza e traçam planos a não proporcionarem fraquezas a si e aos entes.
Sou eu!
Eu que te faço amar e odiar, e a querer me matar.
Eu que sumo e apareço num piscar de olhos
Eu!
Eu que sou o máximo da criação humana, e que de deuses a diabos, de enfermos a saudáveis, caminharei sobre o pó de nossos corpos.
Eu grito, faço questão, choro e gozo
Gozo e trago a infelicidade de minha companhia aos Estados.
Ao caralho e e pelos caralhos...Vivamos como a última vez.
Desembarque... apague a luz ao sair e acenda uma vela.
Voltarei ao começo de tudo, ao que era. A raiz de meu ser. O gozo
Sou eu que transporta das distantes planícies o rude músculo que transporta a todos ao paraíso e ao inferno
Sou que fantasio a desgraça afim de dar prazer neste vida imunda
Sou que te levo ao infinito de meu falo, a fazer gozar como uma cadela no cio.
A procura de mais espaço eu vou. Derrubando edifícios de falacidade e mentiras.
Pois é sou, aquele que ali nú se vestiu e antes mostrou-lhe o cajado da vida.
Aqui sou eu, ereto, rijo, suado a pulsar por mais.
Tenho uma rocha, que de tão lapidada faz pulsar meu coração
Tenho um graveto que de tão rústico, nos faz caminhar por eras e mais eras a procura de gozo por mais gozo.
Vi criaturas assexuadas regorjizarem tristeza e oxigênio, sem olharem para vastidão de seus corpos
E sou eu, realmente nú, que mostrarei a todos a ineficiencia desta vida ingrata.
E vou caminhar afim de chupar e beber do néctar dos deuses que pulsa do forno úterino.
Pulsarei, estocarei, cantarei a canção da vida. Do vencidos em campos de batalhas aos mortos em esquinas molhadas de ruas mal asfaltas de cidades quaisquer, a respirar a sujeira saída de motores em brasa e cus.
Fugirei da inadimplencia vivída, lutarei pelo prazer, acima de tudo o prazer, estocando no fim meu pinto, afim de fazer nascer homens e mulheres e que os mesmos sejam como eu. Vencedores, perdedores, lutadores...que vivam a vida mais suja e dispendiosa, que lutem, sofram, chorem os amores não vivídos. Que respirem da sujeira da fraqueza e traçam planos a não proporcionarem fraquezas a si e aos entes.
Sou eu!
Eu que te faço amar e odiar, e a querer me matar.
Eu que sumo e apareço num piscar de olhos
Eu!
Eu que sou o máximo da criação humana, e que de deuses a diabos, de enfermos a saudáveis, caminharei sobre o pó de nossos corpos.
Eu grito, faço questão, choro e gozo
Gozo e trago a infelicidade de minha companhia aos Estados.
Ao caralho e e pelos caralhos...Vivamos como a última vez.
Desembarque... apague a luz ao sair e acenda uma vela.
texto antigo
sexta-feira, 11 de junho de 2004
Embarque
Suplência
Essas são apenas poucas linhas esboçadas numa tarde em uma praça de alimentação de um shopping qualquer, cansaço da vida e de estar naquele lugar.
Terça –feira à tarde enquanto o suor frio escorria pelas minhas costas, como no imundo córrego que desce e deságua num outro que vai a outro e assim por diante, sentia o sol frio chegar a meus olhos, mas não tinha equivalência com o que ele representava. De pastéis a sucos corria meus olhos pelo longo caminho que teria de ser trilhado.
Ardência nos olhos e minhas pernas destruídas pela batalha da distancia. Naqueles dias não estava necessariamente triste, mas sentia um tal aperto. Daquele que vai da garganta ao estômago. Devia ser a eterna espera, ou o horizonte de situações do passado que se esboçaram no hoje. Mas tocamos o barco, a fé é inabalável, mesmo com as propostas sem face e nem arranjo certo, dá impressão de palavras soltas no ar? Não. Eu vejo o andamento.
Nem mais ao lápis conseguia segurar naquela praça de alimentação.
E aquele homem me olhava e mastigava sem mesmo perceber o que comia, e não só ele fazia isso. Por dia irão se mastigar, rasgando cada pedaço de seus corpos. Não se observam, mesmo comendo parecem maquinas, introjetam isso e vão embora, todos. Sem excessão alguma, todos.
E eu ali, que tanto sinto as minhas dores, fico a descrever numa folha de papel os tipos que pasmam nessa cidade. Com o banco desconfortável, luto contra ele e o sono some, e o corpo dói, meu cansaço é muito maior.
A vida pra todos resume-se a sentirem que tudo é preliminar a morte, sendo todos sugados pro vortex negro, esboçam sorrisos amarelos como pêssegos recém colhidos.
São quadrículas e se movem como tais. Se amoldam dificilmente e não são curvilíneos. Retos e todos sem graça.
Se colocam no mosaico cartesiano de mensurabilidade, Isso é a vida de todos.
Morram, são como o teto. Quadrículas suspensas sem cores, nem atrativos.
Quero o amor, não como uma quadrícula dessas, mas algo como um monte que é esculpido dolorosamente pela ação da erosão. Que desce violentamente arranhando e mordendo a terra, movendo-a a outro lugar.
Titularidade
Desembarque
Embarque
Suplência
Essas são apenas poucas linhas esboçadas numa tarde em uma praça de alimentação de um shopping qualquer, cansaço da vida e de estar naquele lugar.
Terça –feira à tarde enquanto o suor frio escorria pelas minhas costas, como no imundo córrego que desce e deságua num outro que vai a outro e assim por diante, sentia o sol frio chegar a meus olhos, mas não tinha equivalência com o que ele representava. De pastéis a sucos corria meus olhos pelo longo caminho que teria de ser trilhado.
Ardência nos olhos e minhas pernas destruídas pela batalha da distancia. Naqueles dias não estava necessariamente triste, mas sentia um tal aperto. Daquele que vai da garganta ao estômago. Devia ser a eterna espera, ou o horizonte de situações do passado que se esboçaram no hoje. Mas tocamos o barco, a fé é inabalável, mesmo com as propostas sem face e nem arranjo certo, dá impressão de palavras soltas no ar? Não. Eu vejo o andamento.
Nem mais ao lápis conseguia segurar naquela praça de alimentação.
E aquele homem me olhava e mastigava sem mesmo perceber o que comia, e não só ele fazia isso. Por dia irão se mastigar, rasgando cada pedaço de seus corpos. Não se observam, mesmo comendo parecem maquinas, introjetam isso e vão embora, todos. Sem excessão alguma, todos.
E eu ali, que tanto sinto as minhas dores, fico a descrever numa folha de papel os tipos que pasmam nessa cidade. Com o banco desconfortável, luto contra ele e o sono some, e o corpo dói, meu cansaço é muito maior.
A vida pra todos resume-se a sentirem que tudo é preliminar a morte, sendo todos sugados pro vortex negro, esboçam sorrisos amarelos como pêssegos recém colhidos.
São quadrículas e se movem como tais. Se amoldam dificilmente e não são curvilíneos. Retos e todos sem graça.
Se colocam no mosaico cartesiano de mensurabilidade, Isso é a vida de todos.
Morram, são como o teto. Quadrículas suspensas sem cores, nem atrativos.
Quero o amor, não como uma quadrícula dessas, mas algo como um monte que é esculpido dolorosamente pela ação da erosão. Que desce violentamente arranhando e mordendo a terra, movendo-a a outro lugar.
Titularidade
Desembarque
sexta-feira, janeiro 28, 2005
rabiscos vividos
Embarque
Estou nú...
Nestes tempos este tem sido o veículo de minha nudez.
Estes escritos refletem, vontades, dores, encantos, desencantos e tudo mais que permeia minha vida.
Dentre tentavitas (que se fossem em folhas de papel e canetas seriam muitos rabiscos), a noites que se cravaram em meu corpo pela insônia e pelo passeio de meus dedos por este sujo teclado, aqui provo um pouco desta nudez.
Poemas, citações, textos, alguns meus. Outros de meus influenciadores.
Decidi dar-me uma chance.
Chance para provar da felicidade, da exposição e nudez.
E também da dor e da tristeza.
Caminho a passos firmes para meu norte, sei disso, mesmo com atravancos, sabotagens, digo próprias de minha pessoa, nada mais natural para quem conhece-me.
Sobrevivo e vivo cada dia de uma vez, sabendo para onde vou e melhor, sou reconhecido por ser isso que sou. Por errar, acertar...mas o melhor reconhecimento não são palavras, mas a mim vem de meu intímo do mais encravado em mim mesmo...de dar um chance a vida, a luta. A minha luta.
Chove
Gotas e mais tantas outras se misturam e descem escorregando pela força da gravidade. Diante de mim vejo o mundo nascer, e morrer. Vivo e morro junto com tais gotas, sou como elas, desço e subo horas adiante.
Não tenho medo, nem arrependimento. Tenho vontade e muita sede d'agua, mas muita mesmo.
A incapacidade é especulação,
o tédio, morte,
o enrijecer, vida,
a vontade, a chave.
Destranquem-se
Desembarque
Estou nú...
Nestes tempos este tem sido o veículo de minha nudez.
Estes escritos refletem, vontades, dores, encantos, desencantos e tudo mais que permeia minha vida.
Dentre tentavitas (que se fossem em folhas de papel e canetas seriam muitos rabiscos), a noites que se cravaram em meu corpo pela insônia e pelo passeio de meus dedos por este sujo teclado, aqui provo um pouco desta nudez.
Poemas, citações, textos, alguns meus. Outros de meus influenciadores.
Decidi dar-me uma chance.
Chance para provar da felicidade, da exposição e nudez.
E também da dor e da tristeza.
Caminho a passos firmes para meu norte, sei disso, mesmo com atravancos, sabotagens, digo próprias de minha pessoa, nada mais natural para quem conhece-me.
Sobrevivo e vivo cada dia de uma vez, sabendo para onde vou e melhor, sou reconhecido por ser isso que sou. Por errar, acertar...mas o melhor reconhecimento não são palavras, mas a mim vem de meu intímo do mais encravado em mim mesmo...de dar um chance a vida, a luta. A minha luta.
Chove
Gotas e mais tantas outras se misturam e descem escorregando pela força da gravidade. Diante de mim vejo o mundo nascer, e morrer. Vivo e morro junto com tais gotas, sou como elas, desço e subo horas adiante.
Não tenho medo, nem arrependimento. Tenho vontade e muita sede d'agua, mas muita mesmo.
A incapacidade é especulação,
o tédio, morte,
o enrijecer, vida,
a vontade, a chave.
Destranquem-se
Desembarque
segunda-feira, janeiro 24, 2005
A dor anunciasse na forma de amor
Embarque
Sono tão bem esperado e pouco sonhado.
Venho nestes últimos por intermédio desta página explicitando alegrias e angústias de um jovem de classe baixa paulistana, por meio de textos, poemas e tudo mais que tenho ao alcance de minhas mãos e que necessariamente tenha uma familiariadade com tais ferramentas.
Mas do que é que estou a falar, ou melhor, a escrever.
Esqueça
Mais fácil rasgar a flor de tanto cuidá-la, de tanto adubá-la, ela apodreceu.
Sono e cansaço, indiposição e a solidão.
Terra, água, fogo e ar.
Desarranjo, entendimento e supresa.
Eu quero entender. Linhas sem ordem alguma.
Crônicas de um amor louco e morto.
O sinos tocam, minha dor anunciasse na forma de amor.
amor...
amor sublime amor, que a todos sangra
numa hora ou n'outra
amor apodrecido amor, foge e se lança no mar de dor
amor desesperado amor, a respirar e a tanto sufocar de amar
suma amor! Deus da não-razão, da disposição e da vontade de vida.
Parta diante de mim e deixe apenas a lembrança da dor!
Amor sublime amor, que a mim sangra e escapa a mão alheia
Quimera da vida vivida, escolhida, amada, sujeita a intempéries do meu humor.
Afago-lhe, e de minhas cansadas mãos brota o adubo de seus sonhos
e de meus olhos, a morte que concretizará nossas vidas.
Rumo ao firmamento, amor.
Rumo a desgraça, miséria
Solidão, amor.
Amor sublime e exasperado amor
a rasgar nossos corpos dispostos por amor
e de amar e ser amado
tocar e ser tocado
fugir e ser rasgado
chorar e ser beijado
norteado, desnorteado... ilusão, interpretação. Significados.
fim.
Desembarque
Sono tão bem esperado e pouco sonhado.
Venho nestes últimos por intermédio desta página explicitando alegrias e angústias de um jovem de classe baixa paulistana, por meio de textos, poemas e tudo mais que tenho ao alcance de minhas mãos e que necessariamente tenha uma familiariadade com tais ferramentas.
Mas do que é que estou a falar, ou melhor, a escrever.
Esqueça
Mais fácil rasgar a flor de tanto cuidá-la, de tanto adubá-la, ela apodreceu.
Sono e cansaço, indiposição e a solidão.
Terra, água, fogo e ar.
Desarranjo, entendimento e supresa.
Eu quero entender. Linhas sem ordem alguma.
Crônicas de um amor louco e morto.
O sinos tocam, minha dor anunciasse na forma de amor.
amor...
amor sublime amor, que a todos sangra
numa hora ou n'outra
amor apodrecido amor, foge e se lança no mar de dor
amor desesperado amor, a respirar e a tanto sufocar de amar
suma amor! Deus da não-razão, da disposição e da vontade de vida.
Parta diante de mim e deixe apenas a lembrança da dor!
Amor sublime amor, que a mim sangra e escapa a mão alheia
Quimera da vida vivida, escolhida, amada, sujeita a intempéries do meu humor.
Afago-lhe, e de minhas cansadas mãos brota o adubo de seus sonhos
e de meus olhos, a morte que concretizará nossas vidas.
Rumo ao firmamento, amor.
Rumo a desgraça, miséria
Solidão, amor.
Amor sublime e exasperado amor
a rasgar nossos corpos dispostos por amor
e de amar e ser amado
tocar e ser tocado
fugir e ser rasgado
chorar e ser beijado
norteado, desnorteado... ilusão, interpretação. Significados.
fim.
Desembarque
canção, de Ginsberg
ALLEN GINSBERG
(1926-1997)
CANÇÃO
O peso do mundo
é o amor.
Sob o fardo
da solidão,
sob o fardo
da insatisfação
o peso
o peso que carregamos
é o amor.
Quem poderia negá-lo?
Em sonhos
nos toca
o corpo,
em pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se
até tornar-se
humano -
sai para fora do coração
ardendo de pureza -
pois o fardo da vida
é o amor,
mas nós carregamos o peso
cansados
e assim temos que descansar
nos braços do amor
finalmente
temos que descansar nos braços
do amor.
Nenhum descanso
sem amor,
nenhum sono
sem sonhos
de amor -
quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
ou por máquinas
o último desejo
é o amor
- não pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contido
quando negado:
o peso é demasiado
deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda a excelência
do seu excesso.
Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho -
sim, sim,
é isso que
eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.
(1926-1997)
CANÇÃO
O peso do mundo
é o amor.
Sob o fardo
da solidão,
sob o fardo
da insatisfação
o peso
o peso que carregamos
é o amor.
Quem poderia negá-lo?
Em sonhos
nos toca
o corpo,
em pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se
até tornar-se
humano -
sai para fora do coração
ardendo de pureza -
pois o fardo da vida
é o amor,
mas nós carregamos o peso
cansados
e assim temos que descansar
nos braços do amor
finalmente
temos que descansar nos braços
do amor.
Nenhum descanso
sem amor,
nenhum sono
sem sonhos
de amor -
quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
ou por máquinas
o último desejo
é o amor
- não pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contido
quando negado:
o peso é demasiado
deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda a excelência
do seu excesso.
Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho -
sim, sim,
é isso que
eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.
sábado, janeiro 22, 2005
mestre cuca da vida
Embarque
Cebola, Alho, molho de tomate, soja, arroz.
Euforia, decepção, cansaço, impossibilidade.
Forno, fogão, relógio, al dente, temperatura.
Gastura, dor, sujeição, resignação, calor.
Barba, óculos, olhos, mãos, hálito, saliva.
Queimadura, textura, limão, rádio, tempo.
Pegue duas cebolas e as descasque junto com alguns dentes de alho.
Mergulhe ambos num pouco de água para desprender as cascas e não fazer chorar tanto. Já basta de lágrimas.
O saco de soja espera ser aberto, o faça e jogue uma boa quantidade numa vasilha com água quente e sal. Para dar um gosto salgado já antes do tempero, encorpar.
Algumas cervejas no ato, vão muito bem.
Depeche Mode também.
Jogar as cebola, alho picado na panela com óleo quente e deixar fritar um pouco, seguidamente jogar o molho de tomate e um pouco de leite para livrar da acidez que poderia eventualmente vir a luz. Deixe ferver e jogue a soja, misture prove e sirva.
Com arroz vai muito bem.
Aqui um retrato do dia de hoje. Ontem brigas, discussões e insubordinações.
Hoje paz, sossego, sono, travesseiro quente. Banho tomado, perfume e lençóis.
Mestre cuca da vida....ah esqueci das azeitonas
Desembarque
Cebola, Alho, molho de tomate, soja, arroz.
Euforia, decepção, cansaço, impossibilidade.
Forno, fogão, relógio, al dente, temperatura.
Gastura, dor, sujeição, resignação, calor.
Barba, óculos, olhos, mãos, hálito, saliva.
Queimadura, textura, limão, rádio, tempo.
Pegue duas cebolas e as descasque junto com alguns dentes de alho.
Mergulhe ambos num pouco de água para desprender as cascas e não fazer chorar tanto. Já basta de lágrimas.
O saco de soja espera ser aberto, o faça e jogue uma boa quantidade numa vasilha com água quente e sal. Para dar um gosto salgado já antes do tempero, encorpar.
Algumas cervejas no ato, vão muito bem.
Depeche Mode também.
Jogar as cebola, alho picado na panela com óleo quente e deixar fritar um pouco, seguidamente jogar o molho de tomate e um pouco de leite para livrar da acidez que poderia eventualmente vir a luz. Deixe ferver e jogue a soja, misture prove e sirva.
Com arroz vai muito bem.
Aqui um retrato do dia de hoje. Ontem brigas, discussões e insubordinações.
Hoje paz, sossego, sono, travesseiro quente. Banho tomado, perfume e lençóis.
Mestre cuca da vida....ah esqueci das azeitonas
Desembarque
quinta-feira, janeiro 20, 2005
doce e salgado
Embarque
Intercalar sensações é difícil e controlar o peso de certas situações requer uma capacidade imensa, e força de vontade para anular certos pensamentos que circulam por todos nós.
Sou falho, n'algumas destas não obtenho o êxito tão esperado por mim mesmo, e quando a tempestade vem, sou um dos primeiros a cair.
Ao contrário do que poderiam dizer, me levanto rápido.
Quem me disse que o tempo passou?
A ultima taça de vinho barato foi tomado,
e degustado por horas como uma rosa,
gorfado após o sonho de nossos corpos em brasa.
Como saber se o tempo passou?
Senti o caminhar das últimas gotas,
e daquela taça vi meu desenho
traçado a lágrimas no vidro que quebrei
E se ele passou mesmo?
Aceito e passo a frente a taça
Sinto nela um gosto amargo
É de mim mesmo, da minha saliva.
Queira corporificar o tempo
Vai, caminha, vença
A taça já se quebrou e me sangrou
dela não sobra mais nada.
A euforia me segue e precedida de caídas num abismo,
cravo meus dedos nas rochas sem conseguir segurar
dentre a unha e a carne, a carne da terra se deposita
e entre minha vida,
o feito e o imaginado,
a possibilidade e impossibilidade,
alegria e tristeza,
incompletude e completude,
rosas e merda,
inverno e verão,
doce e salgado,
Desembarque
Intercalar sensações é difícil e controlar o peso de certas situações requer uma capacidade imensa, e força de vontade para anular certos pensamentos que circulam por todos nós.
Sou falho, n'algumas destas não obtenho o êxito tão esperado por mim mesmo, e quando a tempestade vem, sou um dos primeiros a cair.
Ao contrário do que poderiam dizer, me levanto rápido.
Quem me disse que o tempo passou?
A ultima taça de vinho barato foi tomado,
e degustado por horas como uma rosa,
gorfado após o sonho de nossos corpos em brasa.
Como saber se o tempo passou?
Senti o caminhar das últimas gotas,
e daquela taça vi meu desenho
traçado a lágrimas no vidro que quebrei
E se ele passou mesmo?
Aceito e passo a frente a taça
Sinto nela um gosto amargo
É de mim mesmo, da minha saliva.
Queira corporificar o tempo
Vai, caminha, vença
A taça já se quebrou e me sangrou
dela não sobra mais nada.
A euforia me segue e precedida de caídas num abismo,
cravo meus dedos nas rochas sem conseguir segurar
dentre a unha e a carne, a carne da terra se deposita
e entre minha vida,
o feito e o imaginado,
a possibilidade e impossibilidade,
alegria e tristeza,
incompletude e completude,
rosas e merda,
inverno e verão,
doce e salgado,
Desembarque
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Segurar o grito que explode minhas entranhas.
Embarque
Eu esqueci de ter de esquecê-la,
e lembrei de ter tido a condição de ser a dor,
e de ter sido o fardo espinhoso que a fiz carregar.
Eu vi o mundo nos seus olhos. A dor
A indisposição me faz deitado sempre,
e engole o ânimo de abrir os olhos,
onde voçê estava quando eu me afoguei,
e por todo tempo que lá estive eu chorei.
O medo é a minha cruz,
que me rasga a todo momento,
e fico a voar pelos paisagens passadas.
Eu quebrei os vidros e os espelhos da minha vida.
Quando me lembrei de ter de esquecê-la,
era já muito tarde e minha garganta doía
subi a montanha mais alta
a tentar de lá voar.
O grito que dou a ninguém toca
O vomito que escorre de minha boca tem gosto de sangue
e a ninguém sufoca, só a mim mesmo.
Meu sangue chapisca o caminho da vida
A poeira se espraia por todos os lugares
e vemos o tempo passar e as coisas a se acomodarem.
Mas eu queria fugir, e nem isso posso.
Desembanho o sabre que é a minha vitória.
O fim
Suplantar, lutar, viver, sofrer, chorar, vencer, sucesso, regressão, impostor, fracasso, fuga, sangue, vomito, cuspe, saliva, cheiro, textura, amor, respostas, perguntas, caminhos, dor.
Segurar o grito que explode minhas entranhas.
Desembarque
Eu esqueci de ter de esquecê-la,
e lembrei de ter tido a condição de ser a dor,
e de ter sido o fardo espinhoso que a fiz carregar.
Eu vi o mundo nos seus olhos. A dor
A indisposição me faz deitado sempre,
e engole o ânimo de abrir os olhos,
onde voçê estava quando eu me afoguei,
e por todo tempo que lá estive eu chorei.
O medo é a minha cruz,
que me rasga a todo momento,
e fico a voar pelos paisagens passadas.
Eu quebrei os vidros e os espelhos da minha vida.
Quando me lembrei de ter de esquecê-la,
era já muito tarde e minha garganta doía
subi a montanha mais alta
a tentar de lá voar.
O grito que dou a ninguém toca
O vomito que escorre de minha boca tem gosto de sangue
e a ninguém sufoca, só a mim mesmo.
Meu sangue chapisca o caminho da vida
A poeira se espraia por todos os lugares
e vemos o tempo passar e as coisas a se acomodarem.
Mas eu queria fugir, e nem isso posso.
Desembanho o sabre que é a minha vitória.
O fim
Suplantar, lutar, viver, sofrer, chorar, vencer, sucesso, regressão, impostor, fracasso, fuga, sangue, vomito, cuspe, saliva, cheiro, textura, amor, respostas, perguntas, caminhos, dor.
Segurar o grito que explode minhas entranhas.
Desembarque
domingo, janeiro 16, 2005
Cegueira
Embarque
A quanto tempo o tempo passa e as coisas mais e mais se complicam, e quando penso estar resolvendo, ou tentando estrair a certeza, na cara com a porta me dou.
Sinceramente tentar fugir do cárcere das próprias situações mal-resolvidas requer um certo tipo de tato que não tive.
Vivo sob o jugo da concreticidade, e a busca por todos os lugares mesmo levando a mim mesmo a mais incerteza e solidão.
Não fujo, não me submeto mais a minha própria sabotagem, eu só quero o certo. O visto, nós vesmos, mas me segure por alguns minutos e mostre-me que a segurança não apenas provém de mim mesmo. Mas sim de uma situação.
Só queria um pouco de colo, e que me falassem docemente à meus ouvidos que estava errado, e que tudo caminharia.
Mas esperar pelo que? Se mesmo assim estaria a outros inserindo um ritmo que não seria o dito "natural" a ser imprimido.
Eu sou rápido demais e quero rápido demais. O movimento não sendo reconhecido por mim é cegueira
Eu sou cego!
Desembarque
A quanto tempo o tempo passa e as coisas mais e mais se complicam, e quando penso estar resolvendo, ou tentando estrair a certeza, na cara com a porta me dou.
Sinceramente tentar fugir do cárcere das próprias situações mal-resolvidas requer um certo tipo de tato que não tive.
Vivo sob o jugo da concreticidade, e a busca por todos os lugares mesmo levando a mim mesmo a mais incerteza e solidão.
Não fujo, não me submeto mais a minha própria sabotagem, eu só quero o certo. O visto, nós vesmos, mas me segure por alguns minutos e mostre-me que a segurança não apenas provém de mim mesmo. Mas sim de uma situação.
Só queria um pouco de colo, e que me falassem docemente à meus ouvidos que estava errado, e que tudo caminharia.
Mas esperar pelo que? Se mesmo assim estaria a outros inserindo um ritmo que não seria o dito "natural" a ser imprimido.
Eu sou rápido demais e quero rápido demais. O movimento não sendo reconhecido por mim é cegueira
Eu sou cego!
Desembarque
domingo, janeiro 02, 2005
Ah ! A Angústia, A Raiva Vil, o Desespero
Ah ! A Angústia, A Raiva Vil, o Desespero
AH! A ANGÚSTIA, a raiva vil, o desespero
De não poder confessar
Num tom de grito, num último grito austero
Meu coração a sangrar!
Falo, e as palavras que digo são um som Sofro, e sou eu.
Ah! Arrancar à música o segredo do tom
Do grito seu!
Ah! Fúria de a dor nem ter sorte em gritar,
De o grito não ter
Alcance maior que o silêncio, que volta, do ar
Na noite sem ser!
Fernando Pessoa
AH! A ANGÚSTIA, a raiva vil, o desespero
De não poder confessar
Num tom de grito, num último grito austero
Meu coração a sangrar!
Falo, e as palavras que digo são um som Sofro, e sou eu.
Ah! Arrancar à música o segredo do tom
Do grito seu!
Ah! Fúria de a dor nem ter sorte em gritar,
De o grito não ter
Alcance maior que o silêncio, que volta, do ar
Na noite sem ser!
Fernando Pessoa
sábado, janeiro 01, 2005
Abro a geladeira, milhões de anos num condensado contraste de temperatura.
Embarque
Os momentos mais engraçados de nossas vidas, sinto eu, que são os que mais nos colocam(os) como os bobos da corte. Numa disposição que os olhares as falas, ou seja, todo o movimento da vida caçoe de nossas faces e vidas.
Posturas, interpretações.
Provavelmente, se ceifamos a muito custo a cabeça dos deuses, da utopia, do sonho, penso que elevamos a suprema arrogancia ao mesmo suporte alto com que d'antes esses mesmos deuses estavam dispostos. Compreender e captar esse movimento dói, até porque nada está incólume a dor. Absolutamente nada vivo está ausente dessa prerrogativa.
A dor.
Não há mais nada a ser feito, sinta a brisa que passa e a contemple de forma que nada mais está sob seu controle, brincamos com a vida e voltas ela dá, passeia pelos perímetros não navegáveis e assim delimita novas possibilidades. Aí sim ceifando a vida a todo momento e por assim dizer pessoas, atos, posturas.
Abro a geladeira, milhões de anos num condensado contraste de temperatura. Vidas foram dizimadas, mas eu tenho a possibilidade de ser Deus e tão arrogante quanto o mesmo, eu dissimulo, volteio sobre sua face a iluminar as idiotices de sua vida medíocre...E assim todos riem com seus estomagos gordos, e suas mentes como sempre a planejar armadilhas, fugazes e efemêras. Quando menos perceber BUM!
Caiu e não reclame e nem ao menos tente argumentar...lembra-se Deus foi morto e no seu lugar está as palavras, só que manipuladas de jeito tal a rasgar o corpo e as mentes, a sangrar e jorrando como lava quente que verte de uma fêmea, são estocadas em seu estomago.
Eu vivo e sofro por isso, sofro por amar, sofro por ter amado.
Os diálogos soltos de boca a boca, reivindicará o fim deste que vos fala e direcionará segundo a tantos outros parâmetros o Deus palavra organizada de tal forma a fazer chorar e a sangrar...pois é seja bem vindo, é este o mundo a ser vivído e a degladiarmos com todos os nossos corações de "a a z"
Desembarque
Os momentos mais engraçados de nossas vidas, sinto eu, que são os que mais nos colocam(os) como os bobos da corte. Numa disposição que os olhares as falas, ou seja, todo o movimento da vida caçoe de nossas faces e vidas.
Posturas, interpretações.
Provavelmente, se ceifamos a muito custo a cabeça dos deuses, da utopia, do sonho, penso que elevamos a suprema arrogancia ao mesmo suporte alto com que d'antes esses mesmos deuses estavam dispostos. Compreender e captar esse movimento dói, até porque nada está incólume a dor. Absolutamente nada vivo está ausente dessa prerrogativa.
A dor.
Não há mais nada a ser feito, sinta a brisa que passa e a contemple de forma que nada mais está sob seu controle, brincamos com a vida e voltas ela dá, passeia pelos perímetros não navegáveis e assim delimita novas possibilidades. Aí sim ceifando a vida a todo momento e por assim dizer pessoas, atos, posturas.
Abro a geladeira, milhões de anos num condensado contraste de temperatura. Vidas foram dizimadas, mas eu tenho a possibilidade de ser Deus e tão arrogante quanto o mesmo, eu dissimulo, volteio sobre sua face a iluminar as idiotices de sua vida medíocre...E assim todos riem com seus estomagos gordos, e suas mentes como sempre a planejar armadilhas, fugazes e efemêras. Quando menos perceber BUM!
Caiu e não reclame e nem ao menos tente argumentar...lembra-se Deus foi morto e no seu lugar está as palavras, só que manipuladas de jeito tal a rasgar o corpo e as mentes, a sangrar e jorrando como lava quente que verte de uma fêmea, são estocadas em seu estomago.
Eu vivo e sofro por isso, sofro por amar, sofro por ter amado.
Os diálogos soltos de boca a boca, reivindicará o fim deste que vos fala e direcionará segundo a tantos outros parâmetros o Deus palavra organizada de tal forma a fazer chorar e a sangrar...pois é seja bem vindo, é este o mundo a ser vivído e a degladiarmos com todos os nossos corações de "a a z"
Desembarque
domingo, dezembro 26, 2004
O mestre, ainda na sessão, os criadores...
Embarque
"Sou eu, mulheres: meu caminho eu traço, sou acre, ríspido, indissuadível, grande, mas eu as amo e não as faço sofrer além do quanto voçês acham bom, pingo a semente que há de dar início a filhos e filhas para estes Estados, empurro com lento músculo rude, abraço com eficácia, não dou ouvido a exigências, e não faço menção de retirar-me sem ter antes depositado e bem o que tanto se acumulava em mim."
Walt Whitman
Desembarque
"Sou eu, mulheres: meu caminho eu traço, sou acre, ríspido, indissuadível, grande, mas eu as amo e não as faço sofrer além do quanto voçês acham bom, pingo a semente que há de dar início a filhos e filhas para estes Estados, empurro com lento músculo rude, abraço com eficácia, não dou ouvido a exigências, e não faço menção de retirar-me sem ter antes depositado e bem o que tanto se acumulava em mim."
Walt Whitman
Desembarque
sábado, dezembro 25, 2004
Salve Fernando!
Embarque
Eu amo tudo o que foi
EU AMO TUDO o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Fernando Pessoa
Desembarque...eu giro em torno do mundo
Eu amo tudo o que foi
EU AMO TUDO o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Fernando Pessoa
Desembarque...eu giro em torno do mundo
sexta-feira, dezembro 17, 2004
desgaste
Embarque
E mais um ano se ai, como se fosse água a escorrer pelas minhas mãos. Fico me perguntando se um dia, ou melhor, como isso vai acabar.
Onde afinal e como isso vai acabar? Cada um com seu inferno astral que de semanas a semanas circundam a necessidade por algum gole de algo que valha realmente a pena.
Dezenas de semanas e meses, centenas de dias para provar que é tudo um circo.
O desespero que nos abate não foi muito diferente do que abateu sobre nossos entes queridos a alguns anos atrás?
Escolhas.
As vezes eu me canso de mim mesmo, e da forma como penso conduzir as coisas da vida. Me acho tão sublimemente austero e indissuadível que dá gosto a quem não me conhece. Projetar essa responsabilidade sobre meu próprios ombros.
Também não sou um sujeito reclamão e mimado que fica a choramingar os reveses mais estomacais da vida. Engulo tudo a seco, sapo a sapo, gota a gota. Trilhar a incerteza da vida é dificil e na verdade cansa muito, sair desse cárcere que o olhar determina.
Se mais algumas cervejas existissem, lhe garanto o teor destas poucas linhas seria outro. Seria necessariamente algo talvez um pouco mais viscoso que a nossos dedos escorressem...ah baby please don't go!
Preciso alterar a minha própria interpretação. Senão logo menos, como diz uma amiga, estarei sem fôlego para continuar.
Sinto informar, mas a estrutura de tal indivíduo não anda nada bem.
Meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos e passam, passam, passam, e eu aqui sentado a tentar versar sobre a minhas (i)responsabilidades.
Admito a sede se abateu sobre a minha carcassa podre. E no decorrer deste ano o que mais senti foi sede e pareco não ver o oasis. Mas isso é apenas uma interpretação.
Não me levem a mal, mas muitas vezes gostaria que o mundo sumisse, e que eu ficasse a gravitar sobre uma poeira cósmica que bilhões de anos depois convencionou-se Terra. Apenas acompanhar com meu esgasgar o desenvolvimento do egoísmo e da podridão.
Mas algo de bom há de vir...e se eu a vir...logo ali na esquina correrei a seu encontro, mesmo que para levar um soco na boca do estomago, e assim perderia a respiração e os transeuntes ficariam a me observar estupefatos pela falta de força que tenho.
Acredito no bom! No beijo e no amor!
Mesmo que fique com falta de ar de tanta preguiça de beber o suco da nossa vida.
Que droga! Isso é bom pra voçê? Já testou todas as capacidades do que pareca ser a concreticidade da vida? Se não testou nem tente, não conseguiremos caminhar pelas praias banhadas pelo muco que verte de nossos corpos. Ah, e por favor me avise quando algum dia que valha a pena amanhecer...mesmo assim e atropelando tudo isso, amo viver.
Mesmo de mau humor e afim de uma cordinha estar desgastada dando voltas no meu pescoço.
Taque o foda-se, chute o balde, pendure a chuteira. Corra de encontro, as ondas não machucarão, apenas gostaria que elas me lavassem e me levassem a outros lugares.
Desembarque
E mais um ano se ai, como se fosse água a escorrer pelas minhas mãos. Fico me perguntando se um dia, ou melhor, como isso vai acabar.
Onde afinal e como isso vai acabar? Cada um com seu inferno astral que de semanas a semanas circundam a necessidade por algum gole de algo que valha realmente a pena.
Dezenas de semanas e meses, centenas de dias para provar que é tudo um circo.
O desespero que nos abate não foi muito diferente do que abateu sobre nossos entes queridos a alguns anos atrás?
Escolhas.
As vezes eu me canso de mim mesmo, e da forma como penso conduzir as coisas da vida. Me acho tão sublimemente austero e indissuadível que dá gosto a quem não me conhece. Projetar essa responsabilidade sobre meu próprios ombros.
Também não sou um sujeito reclamão e mimado que fica a choramingar os reveses mais estomacais da vida. Engulo tudo a seco, sapo a sapo, gota a gota. Trilhar a incerteza da vida é dificil e na verdade cansa muito, sair desse cárcere que o olhar determina.
Se mais algumas cervejas existissem, lhe garanto o teor destas poucas linhas seria outro. Seria necessariamente algo talvez um pouco mais viscoso que a nossos dedos escorressem...ah baby please don't go!
Preciso alterar a minha própria interpretação. Senão logo menos, como diz uma amiga, estarei sem fôlego para continuar.
Sinto informar, mas a estrutura de tal indivíduo não anda nada bem.
Meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos e passam, passam, passam, e eu aqui sentado a tentar versar sobre a minhas (i)responsabilidades.
Admito a sede se abateu sobre a minha carcassa podre. E no decorrer deste ano o que mais senti foi sede e pareco não ver o oasis. Mas isso é apenas uma interpretação.
Não me levem a mal, mas muitas vezes gostaria que o mundo sumisse, e que eu ficasse a gravitar sobre uma poeira cósmica que bilhões de anos depois convencionou-se Terra. Apenas acompanhar com meu esgasgar o desenvolvimento do egoísmo e da podridão.
Mas algo de bom há de vir...e se eu a vir...logo ali na esquina correrei a seu encontro, mesmo que para levar um soco na boca do estomago, e assim perderia a respiração e os transeuntes ficariam a me observar estupefatos pela falta de força que tenho.
Acredito no bom! No beijo e no amor!
Mesmo que fique com falta de ar de tanta preguiça de beber o suco da nossa vida.
Que droga! Isso é bom pra voçê? Já testou todas as capacidades do que pareca ser a concreticidade da vida? Se não testou nem tente, não conseguiremos caminhar pelas praias banhadas pelo muco que verte de nossos corpos. Ah, e por favor me avise quando algum dia que valha a pena amanhecer...mesmo assim e atropelando tudo isso, amo viver.
Mesmo de mau humor e afim de uma cordinha estar desgastada dando voltas no meu pescoço.
Taque o foda-se, chute o balde, pendure a chuteira. Corra de encontro, as ondas não machucarão, apenas gostaria que elas me lavassem e me levassem a outros lugares.
Desembarque
segunda-feira, dezembro 13, 2004
Incompleto e Insatisfeito
Embarque
Insatisfação
Algumas cervejas e talvez a possibilidade de viajar ao infinito.
Esquecer desta vida, mas almejando outra. Algumas cervejas cairiam bem neste momento que escorre pelos meus dedos e nõa consigo nem me satisfazer com essa pretensa dúvida de vida.
Um espelho reflexivo da minha alma a todo momento se constrói nas expressões que são vistas em meu rosto cansado.
Linhas e mais linhas sem explicação alguma, sem contemplação.
Hoje é um daqueles dias que se concretiza na impossibilidade de estar n'outros lugares.
Não queria estar aqui! Talez só, sim...mas em ooutra localidade. Talvez assim com outros horizontes, hoje o dia poderia se transvestir em algo mais contemplativo a mim mesmo.
Eis, ele ali nú. E triste, mas ainda com um gosto amargo na boca e uma esperança por mudar, pelo deve devir que o contemple.
Meras linhas numa tarde sem graça.
Incompleto
Desembarque
Insatisfação
Algumas cervejas e talvez a possibilidade de viajar ao infinito.
Esquecer desta vida, mas almejando outra. Algumas cervejas cairiam bem neste momento que escorre pelos meus dedos e nõa consigo nem me satisfazer com essa pretensa dúvida de vida.
Um espelho reflexivo da minha alma a todo momento se constrói nas expressões que são vistas em meu rosto cansado.
Linhas e mais linhas sem explicação alguma, sem contemplação.
Hoje é um daqueles dias que se concretiza na impossibilidade de estar n'outros lugares.
Não queria estar aqui! Talez só, sim...mas em ooutra localidade. Talvez assim com outros horizontes, hoje o dia poderia se transvestir em algo mais contemplativo a mim mesmo.
Eis, ele ali nú. E triste, mas ainda com um gosto amargo na boca e uma esperança por mudar, pelo deve devir que o contemple.
Meras linhas numa tarde sem graça.
Incompleto
Desembarque
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