domingo, dezembro 26, 2004

O mestre, ainda na sessão, os criadores...

Embarque


"Sou eu, mulheres: meu caminho eu traço, sou acre, ríspido, indissuadível, grande, mas eu as amo e não as faço sofrer além do quanto voçês acham bom, pingo a semente que há de dar início a filhos e filhas para estes Estados, empurro com lento músculo rude, abraço com eficácia, não dou ouvido a exigências, e não faço menção de retirar-me sem ter antes depositado e bem o que tanto se acumulava em mim."

Walt Whitman


Desembarque

sábado, dezembro 25, 2004

Salve Fernando!

Embarque

Eu amo tudo o que foi

EU AMO TUDO o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa



Desembarque...eu giro em torno do mundo

sexta-feira, dezembro 17, 2004

desgaste

Embarque

E mais um ano se ai, como se fosse água a escorrer pelas minhas mãos. Fico me perguntando se um dia, ou melhor, como isso vai acabar.
Onde afinal e como isso vai acabar? Cada um com seu inferno astral que de semanas a semanas circundam a necessidade por algum gole de algo que valha realmente a pena.
Dezenas de semanas e meses, centenas de dias para provar que é tudo um circo.
O desespero que nos abate não foi muito diferente do que abateu sobre nossos entes queridos a alguns anos atrás?
Escolhas.
As vezes eu me canso de mim mesmo, e da forma como penso conduzir as coisas da vida. Me acho tão sublimemente austero e indissuadível que dá gosto a quem não me conhece. Projetar essa responsabilidade sobre meu próprios ombros.
Também não sou um sujeito reclamão e mimado que fica a choramingar os reveses mais estomacais da vida. Engulo tudo a seco, sapo a sapo, gota a gota. Trilhar a incerteza da vida é dificil e na verdade cansa muito, sair desse cárcere que o olhar determina.
Se mais algumas cervejas existissem, lhe garanto o teor destas poucas linhas seria outro. Seria necessariamente algo talvez um pouco mais viscoso que a nossos dedos escorressem...ah baby please don't go!
Preciso alterar a minha própria interpretação. Senão logo menos, como diz uma amiga, estarei sem fôlego para continuar.
Sinto informar, mas a estrutura de tal indivíduo não anda nada bem.
Meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos e passam, passam, passam, e eu aqui sentado a tentar versar sobre a minhas (i)responsabilidades.
Admito a sede se abateu sobre a minha carcassa podre. E no decorrer deste ano o que mais senti foi sede e pareco não ver o oasis. Mas isso é apenas uma interpretação.
Não me levem a mal, mas muitas vezes gostaria que o mundo sumisse, e que eu ficasse a gravitar sobre uma poeira cósmica que bilhões de anos depois convencionou-se Terra. Apenas acompanhar com meu esgasgar o desenvolvimento do egoísmo e da podridão.
Mas algo de bom há de vir...e se eu a vir...logo ali na esquina correrei a seu encontro, mesmo que para levar um soco na boca do estomago, e assim perderia a respiração e os transeuntes ficariam a me observar estupefatos pela falta de força que tenho.
Acredito no bom! No beijo e no amor!
Mesmo que fique com falta de ar de tanta preguiça de beber o suco da nossa vida.
Que droga! Isso é bom pra voçê? Já testou todas as capacidades do que pareca ser a concreticidade da vida? Se não testou nem tente, não conseguiremos caminhar pelas praias banhadas pelo muco que verte de nossos corpos. Ah, e por favor me avise quando algum dia que valha a pena amanhecer...mesmo assim e atropelando tudo isso, amo viver.
Mesmo de mau humor e afim de uma cordinha estar desgastada dando voltas no meu pescoço.
Taque o foda-se, chute o balde, pendure a chuteira. Corra de encontro, as ondas não machucarão, apenas gostaria que elas me lavassem e me levassem a outros lugares.

Desembarque

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Incompleto e Insatisfeito

Embarque

Insatisfação

Algumas cervejas e talvez a possibilidade de viajar ao infinito.
Esquecer desta vida, mas almejando outra. Algumas cervejas cairiam bem neste momento que escorre pelos meus dedos e nõa consigo nem me satisfazer com essa pretensa dúvida de vida.
Um espelho reflexivo da minha alma a todo momento se constrói nas expressões que são vistas em meu rosto cansado.
Linhas e mais linhas sem explicação alguma, sem contemplação.
Hoje é um daqueles dias que se concretiza na impossibilidade de estar n'outros lugares.
Não queria estar aqui! Talez só, sim...mas em ooutra localidade. Talvez assim com outros horizontes, hoje o dia poderia se transvestir em algo mais contemplativo a mim mesmo.
Eis, ele ali nú. E triste, mas ainda com um gosto amargo na boca e uma esperança por mudar, pelo deve devir que o contemple.
Meras linhas numa tarde sem graça.

Incompleto

Desembarque

domingo, novembro 28, 2004

o que eu me tornei?

i hurt myself today
eu machuquei a mim mesmo hoje

to see if i still fell
para ver se eu ainda sinto

i focus on the pain
eu focalizo a dor

the only thing that'S REAL
E A UNICA COISA REAL

the needle tears a hole
a agulha abre um buraco

the old familiar sting
a velha picada familiar


try to kill it all away
tento mata-la de todos os jeitos


but i remember everything
mas eu me lembro de tudo

what have i be come
o que eu me tornei?

my swetest friend
meu doce amigo

everyone i know goes away
todos que eu conheco vao embora

in the end
no final

and you could have it all
e voce poderia ter tudo isso

my empire of dirty
meu imperio de sujeira

i will let you down
eu vou deixar vc pra baixo

i will make you hurt
eu vou fazer voçê sofrer

i wear this crown of thorns
eu uso essa coroa de espinhos

upon my lear's chair
sentado em meu trono de mentiras

full of broken thoughts
cheio de pnsamentos quebrados

i cannot repare
eu nao posso consertar

beneath the stains of time
debaixo das manchas do tempo

the feelings disappear
os sentimentos desaparecem

you are someone else
vc e outro alguem

i'm still right here
eu ainda estou certo disto


chorus
what i have i be come
o que eu me tornei

my sweetest friend
meu doce amigo

everyone i know goes away
todos que conheco vao embora

in the end
no final

and you could have it all
e voç poderia ter tudo isso

my empire of dirty
meu imperio de sujeira

i will let you down
eu vou deixar vc pra baixo

i will make you hurt
eu vou fazer vc sofrer

if i could start again
se eu pudesse comecar de novo

a million miles away
a milhoes de milhas daqui

i would keep myself
eu poderia me encontrar

i would find away
eu poderia achar um caminho

domingo, novembro 21, 2004

frases aos ventos...e Fernando Pessoa

Embarque

amamos...
e despimos o cárcere de nossos corpos e almas,
para que se abram ao infinito poder dos sonhos em terra e do inferno.
Sofremos e amamos...para que o nosso percurso seja assim mais doloroso e amável.

Autor desconhecido.





Como

Como se cada beijo,
Fora de despedida,
Minha Cloe, beijemo-nos, amando.
Talvez que já nos toque
No ombro a mão, que chama
À barca que não vem senão vazia;
E que no mesmo feixe
Ata o que mútuos fomos
E a alheia soma universal da vida.

Fernando Pessoa



quarta-feira, novembro 17, 2004

de jardins e lagrimas...

Embarque


Sobre jardins e luzes

Certo dia, um velho ancião de uma cidadezinha a costa de algum mar, avistou um estranho brilho na praia. Obrservou atentamente o estranho dançar das luzes que chegavam a sua retina, e assim quieto, ficou a investigar tal brilho.
Não eram todos os dias que aquele dançar ensinuante a ele se apresentava. Mesmo assim, ele esquecia, por vários motivos...dentre eles um bem peculiar, para sua posição de ancião daquela cidadezinha que lá emcima do morro víamos quando chegávamos a aquelas redondezas.
Ele era uma espécie de jardineiro. Muito competente por sinal e responsável também. Levantava todos os dias ao amanhecer e começava vagarosamente a cuidar do jardim da cidade. Trabalho de perícia e delicado.
Passavam anos, e todos o viam cruzar no devagar trajeto da pequena cidade a caminho do jardim, que todos orgulhavam-se de dizer que era de todos.
E contribuiam com ele também. Davam tudo, sementes, adubo, ferramentas. Todas as coisas que eram necessário a um bom jardineiro a ele foram dadas, o velho senhor também ensinava seu ofício a jovens meninos e meninas que nele se espelhavam para um dia cuidarem de seus jardins.
Anos se passaram e o velho senhor, sempre a trabalhar, todos os dias e nem sequer uma folga. Ele amava aquilo.
Com suas mãos, pegava cada semente e afundava no leito da terra, assim pensava ele, que a aquele ser vivo estava fadado a se desenvolver no ventre da terra.
Dias e noites, as luzes daquela coisa no mar parece que o seguia. A espreita com um pouco de medo, ficava olhando, embasbacado tal dançar.
Ele morava no topo do alto monte, de lá tinha uma visão, não apenas da cidadezinha, mas da vastidão incomensurável, azul cristalina do mar.
E de dias a dias as luzes apareciam...ficavam até a noite, e só sumiam quando morto de cansado suas palpebras não se sustentavam mais e ele caia a beira da janela cansado.
Certo dia preparou uma trouxa com roupas e comida. enfiou na cabeça que seguiria aquela luz aonde quer que a mesma fosse.
Saiu de mansinho do vilarejo ao cair da noite, deixou o jardim preparado como sempre, para que nos outros dias, as crianças já podessem cuidar do mesmo. Seguiu a passos largos, descendo o morro íngreme a praia.
Chegou lá, pousou seus mantimentos na areia lisa e ficou a esfregar os grãos em seus pés. Numa reza que durou por mais de vinte minutos, ficou a evocar seus deuses para que o ajudasse nessa longa viagem, que parecia estar por vir.
Ajoelhou a areia nas últimas frases da oração, e sentiu uma gota de lágrima escorrer por entre seu marcado rosto. Algo muito forte o impulssionava ao mar. A luz naquela altura da noite mais forte se fazia.
E lá seguiu o velho ancião, e seus mantimentos à suas costas. A nadar construindo seu próprio zênite, cortando as águas. Nadou por duas horas e impacientemente viu a luz se mover também. E engraçado, ele a via mover-se impacientemente como ele.
Ficava boiando nas frias águas a pensar, o que poderia fazer para nela chegar e assim desvendar aquele segredo.
Tentou mergulhando, se esconder e chegar nela mais facilmente...engano. Ao mergulhar a luz desceu também e ficou a observá-lo. Agora quem ordenava era ela, a luz. A seus comandos o velho ancião a seguia aonde quer que fosse, mesmo exausto e faminto.
A luz mergulhou, pensou ele.
Prendeu a respiração e fortemente nadando tentou ir a seu encontro. Colocou-se atrás de um recife, a se esconder parecia. O ancião nadou até essa recife, parecia uma cuia enorme. Ao entrar cortou o braço e a sangrar não desistiu de procurar pela luz. Ali nada havia mais, apenas a água turva, e seu sangue ia espraiando-se pelo mar.
Sentiu o braço fisgar, e seu peito a doer. Saiu da recife e nadou a superfície. Lá chegando viu novamente a luz. Cansado e faminto tentou novamente ir a seu encontro, não conseguiu. Quase se entrgou às águas, foi vagarosamente nadando a praia com o braço sangrando e cansado.
Sentia-se frustrado. Não quis naquele momento subir de volta a cidade, apenas avistou alguns corvos a voarem pela cidade, mas a aquela altura, de tão cansado que estava nem se deu conta do que estava acontecendo.
Horas depois, dia já claro, tomou o caminho de volta e pôs-se a voltar a cidade. No meio do caminho encontrou alguns moradores, que a ele não olharam. Passando pela cidade, todos cochichavam frases pelas suas costas. Ele não mais entendia tudo aquilo. Quis ir a sua própria casa, talvez descançar e pensar sobre o ocorrido na noite anterior.
Surpresa...triste supresa. A paisagem desolada imprimia em seus rosto, muito mais que uma lágrima descida na noite anterior. Seu jardim tinha sido completamente devastado pelos corvos que ali, procuravam alimentos. Exausto e sem forças nem mais para produzir lágrimas, viu novamente a luz brilhar no meio do oceano, e como costumeiramente a dançar como anteriormente.
O ancião, não mais entendia o que tinha se passado. Seu jardim tão bem cuidado, desaparecera apenas naquela situação. Quando chorando pegou um punhado de terra e roicha e atacou à casa, de lá todos os corvos sairam voando de encontro a luz, numa algazarra imensa. De supetão lançou seu velho corpo ao cânion construido pelo mar. Ficou alí por horas, sendo debatido nas rochas. A população antonita o pegou. Morto foi enterrado na área de seu jardim.
Anos se passaram. o jardim veio florescer pelas dos jovens que o ancião ensinava...a luz, depois de enterrado sumiu para nunca mais aparecer.

"O que é que se encontra no ínicio? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo o pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro" Rubem Alves


A respeito de morte e escuridão

Desembarque

terça-feira, novembro 09, 2004

Servidão... ou não...vida amordaçada

Embarque


Então diga que não lhe sirvo!
Expresse em teu corpo a afirmação de que tudo seja um engodo! De que a vida não é necessária e de que nada vale.
E mesmo a sonhar com corpos gozados e bucetas vermelhas de tanta vezes a penetrar-las, nada disso nos contempla...
E quantos cus piscaram devido a potentes estocadas?
E quantas vidas se passaram e se desencontraram pela perdas de ônibus?
E pensar que amordaço o grito que rasga minha garganta por horas de sexo, afim de escutar o pulsar da minha pica enquanto a mesma lateja vida.
Bundas!
Eu amo as bundas! Com formas arredondas e também e simétricas.
O simetrismo das bundas ao andar é lindo, é a assimetria da vida.
O que estou aqui a escrever...linhas depois de um banho com uma punheta xoxa e sem graça, mas ainda com uma vontade louca de jogar alguém a cama, e, brutalmente arrancar suas vestes, afim de possuir, estocar, gritar. Morrer!
Contemplar, viver o latejamento da vida. Das picas e bucetas avermelhadas de horas, dias, momentos, tudo.
Ver o movimento de doces seios, como se nos mesmos houvesse mel, adocicando minha boca e a correr pelo perímetro do meu pensar. Assim minha boca já seca, pede mais, que me bezunte nas macias e molhadas carnes que estão em além mar.
A cada estocada, feroz, potente e aguda, o dançar insinuante se materializa e se desfaz n'outra mais potente e divina.
Sou sugado pelo vortex da falha entumecida, sumarenta. Gosto forte e salgado, a saciar minha sede
Bezunte-me! Agora!

Assim, diga que não lhe sirvo!

Desembarque

terça-feira, novembro 02, 2004

Embarque


Vamos...

vamos, vamos, vamos...
Para onde ninguém sabe.
Ao menos o fato das palavras não ditas, direcionam as situaçôes.
Muito tempo sem internet e muito tempo para comigo, sózinho a reinterpretar as frases do mundo.
O mundo é assim...interpretável. E afinal de contas, se tudo o que é sólido desmancha no ar, aqui jaz alguém que se desmancha a todo momento.
Esperar pelo inesperável.
Respirar o inesgotável

Viva o relógio que resgistra a imortalidade do tempo.
E nos engana a todo MOMENTO!

Fui...

Desembarque

sábado, setembro 11, 2004

Lucidez e saúde. Aqui sempre jaz alguém...e rumo ao firmamento.

Embarque

Lúcidez


Pois é…perdi a minha capacidade de arquitetar a própria desgraça. Fiz o que achava ser impossível. Dar um fim em tal coisa. E ainda me esqueci de outras. A vida passou.
As linhas desta pequena mensagem a quem lê, podem soar totalmente desconexas e sem sentido algum.
Mas só eu sei o que se passa dentro de mim.
Preciso romper certos invólucros, tenho de digerir minha própria dor e continuar a frente, como sempre fiz. Calmo, paciente e compenetrado nas minhas obrigações que não são poucas.

Pode ser que não seja tão ruim assim,
pode ser que a maior dor é a ausencia não sentida,
pode ser que meu espaço ficará ainda mais espaçoso,
e meu lugar assim,
não será tocado tão sublimente.

Meu lugar! Mesmo sabendo que me acho na incompatibilidade de mim mesmo e assim, com muita dor, dou um passo à frente não acho que um lugar mais específico que não seja esse do conflito possa ser ocupado tão facilmente.
Mas que estou eu falando? Lugar a ser ocupado? Não!
O lugar não está em mim! O lugar, sou Eu.
Nada de facilidade didática em explicar as coisas. Se o lugar sou eu, e não apenas uma bacia. Sou o mesmo lugar de ontem a noite e de hoje?
Não, acredito que não...então que se foda o Descartes, Newton e o Kant.
Nada de espaço a priori, e nem lugar substrato.
O meu lugar é um colo, mas num caráter bem definido da relação.
Lá se foi o cartesianismo geometrico... puffffff.
Venceremos!
Com meu suor escorrendo pelo rosto e pelo corpo em extase profundo, eu me enxerguei. Não sou mais como era, e é ótimo poder ter essa capacidade de abstração a partir dos conflitos pelo que passei.
Por isso busco cada vez mais a minha lúcidez e paz, vamos dizer uma paz interior mais específica do que a proclamada por gregos e troianos ascendentes do sujo senso comum.
Num rompante de coragem, pude capturar o que sempre esteve em mim e que necessariamente penso ter perdido por algum tempo, é verdade.
Não que essa perda tenha gerado coisas ruins, muito pelo contrário. O conflito que vivi e ainda sou palco do mesmo, me faz ir adiante sempre e rompendo com minhas próprias amarras e construo mais fortemente esse Alessandro que todos conhecem.
Estou triste sim é verdade. Mas a dizer...fui contemplado por mim mesmo. Por me achar no meio do turbilhão de sentimentos e mais uma vez, poder dizer que tomei a atitude certa neste momento em que meu coração rasga cada centímetro puro de meu corpo.
Romper o invólucro do medo, me é sempre bom. Sinto capaz de ir a todas as áreas do mundo seja com quem for. Com Deus ou Diabo...seja na terra, seja no sol...
Poder caminhar, tendo eu mesmo a autonomia de poder arquitetar e testar, mesmo que com um vazio que a palavra “vazio” não abarca, as minhas próprias verdades de vida construídas, e muitas vezes colocadas em xeque no decorrer desses 26 anos.

Enquanto observava e ouvia sua voz a me cortar.
Vi em seus lindo olhos, a paisagem do nada.
E a me entristecer o coração.
Corri a sua perdição,
me perdendo também.
Mas sabendo da nossa incapacidade de viver,
Vivi!
E como nunca a provar das frutas no pé
Subi na copa da árvore...
E de lá, de repente voei...
Ao firmamento agora eu vivo.


Saúde.

Desembarque

sábado, agosto 21, 2004

Embarque

Vácuo

... sem mesmo poder ir,
a meu encontro me perdi.

não podendo lutar,
meu coração me furtou, a chance de amar.

Levem-me daqui, antes que eu apodreça...
e tragam-me uma xicará de café para eu não dormir, nesse sujo lugar e perder a estação que sempre eu desço.
Ou...despejem-me de sua casa. Afim de ter mais espaço para sua vida.
E assim continuo a caminhar pelos tortuosos caminhos que nos levam a lugares díspares.

Estou disparatado e sem chão.
a contemplar um pedaço de rosa,
a caminhar sem horizonte ou razão.
A fugir do mesmos não's.

Como conseguirei? Até que a morte os separe?
Como conseguirei? Afim de um dia celebrar, mesmo que só, a minha vitória.
e fugir...e andar, e a correr pelos prados verdejantes que a entrar em meu coração, me deixa um pouco mais feliz.
Porque tudo é tão grande, e sendo eu um grão, sumirei no advento das nossas convenções.

Sem rumo.
Sem vida.
Sem espera.

Apatia.
Silencio.
Dor.
Fuga.
Medo.
Impossibilidades.
Saidas?
Quais?

Silencio

Desembarque.

terça-feira, agosto 17, 2004

Filete de vida

Embarque


Eu transbordo...
E vou recebendo a chuva...

Eu transbordo
sim, eu sei...

Sem dar vazão...
Eu transbordo...

Vou correndo sangrando a sua procura para estancar minha represa ou a ela destruir de vez.

Eu transbordo...
não meço as consequências e uma enxurrada me compraz a ser assim.
Incondicional.

Eu transbordo...
e como um pequenino peixe que busca desovar no alto do rio, luto contra a correnteza.

Eu transbordo...Sim...Como aquele caminho d'agua que revolto, destrói tudo que a seu caminho se prosta.
Mas a vida torna-se vida, quanto mais vivida se for sofrida.


Desembarque

domingo, agosto 01, 2004

"Creep", Radiohead

When you were here before,
B
Couldn't look you in the eye,
C
You're just like an angel
Cm
Your skin makes me cry,
G
You float like a feather,
B
In a beautiful world.
C
And I wish I was special,
Cm
You're so fucking special.


G B
But I'm a creep, I'm a weird.
C
What the hell am I doing here?
Cm
I don't belong here.

G
I don't care if it hurts
B
I want to have control,
C
I want a perfect body,
Cm
I want a perfect soul,
G
I want you to notice,
B
When I'm not around,
C
You're so fucking special,
Cm
I wish I was special.


G B
But I'm a creep, I'm a weird.
C
What the hell am I doing here?
Cm
I don't belong here.



G B
She's running out again,
C
She's running out...
Cm ( G B C Cm )
run run run run runnnnn....


G
Whatever makes you happy,
B
Whatever you want,
C
You're so fucking special,
Cm
I wish I was special...


G B
But I'm a creep, I'm a weird.
C
What the hell am I doing here?
Cm
I don't belong here.


G
I don't belong here.



quinta-feira, julho 29, 2004

Ausente e distante

Embarque

Ausência

Fui!
Caminhando mesmo,certos lugares.
Sabia, eu sabia, mas fui.
Fui!
Lembro de quando era pequenino e meu pai na praia me ensinava inutilmente a nadar. Segurando meu corpo na superfície tentava sem exito algum, que eu conseguisse sozinho suplantar-me em águas revoltas. Quando me soltava afundava. Não sentia desespero, pensava que estava nadando, mas não. Afundava até sentir a areia da praia em meu peito, via que não conseguiria aprender a nadar daquele jeito, e voltava à tona buscando oxigênio e já pronto a outras tentativas.
Mesmo meu pai me explicando metodicamente como eu deveria fazer para flutuar por sobre a água, o que me atraía sempre era sensação de perder o peso quando descia a palmos da superfície ao fundo do mar na praia.
Foi assim.
Assim que tudo aconteceu. Mergulhei sabendo que não saberíamos nadar, mas valia a pena os momentos de paz que sentia no decorrer do caminho. Chegava ao fundo e faltava oxigênio, era o fim da paz. Subíamos buscando ar e fugíamos de nós mesmo.
Foi assim.
Sentia um segundo sol em mim, mesmo no fundo d`agua pensava poder iluminar lá embaixo a vida de todos, e assim poder viver para sempre no fundo do mar, fugindo das tempestuosas águas superficiais.
Eu especulava. Minha própria luz, não é a nossa luz e ponto final.
Foi assim.
Meu sol brilha. Mas apenas ilumina a mim e preciso dele assim. Não suporto a ausência da minha luz, mesmo sabendo que psso ter me perdido, minha luz me guiava.
No fundo do mar era tudo escuro, e como uma lanterna minha luz me guiava ao paraíso.
Eu estava só.
Não percebi, mas estava só. E como quando criança afundei até sentir as pobres areias em meu peito.

Foi assim,
Que segui pelos tortos caminhos,
a procura da paz,
mas a paz de nada servia,
pois ela não nos alimentava.
Tanto que também voltei a superfície,
a busca de ar.
E vendo o céu cinzento,
não acreditei no que via.
A tempestade veio.
Me afogou e jogou meu corpo contra as ondas,
e os rochedos afiados a me cortar,
e assim percebi que a paz não existe,
a quem não a quer procurar.
Foi assim.

Me descubro novamente, como todo amanhecer que tiro os sujos lençóis deu meu cansado corpo. Tomo nota de novas feições em mim, esculpidas pela ação de nós mesmo.
Ao fundo como na minha infancia carreguei o que de mais puro tive em minha vida. Com meu coração sangrando atravessei tempestades, terremotos, maremotos e guerras. Mas o lugar da paz não veio como eu pensava. Pode vir. Mas sozinho terei de procurá-lo.
Peço a meu senhorio que segure meu aluguel por alguns meses, vou viajar e ainda não sei quando volto.

Pois,
vou ao mar,
para aprender a nadar,
para finalmente me salvar.



Solidão

Desembarque

sexta-feira, julho 16, 2004

e agora?

Embarque

Limites

E agora?
Que caminho?

E agora?
Como ir pra lá?

E agora?
sumir ou caminhar por entre as chamas?

E agora?
Já que "eu só aceito a condição ter voçê só pra mim", como devo viver? Ou fugir...

Fin

Dsembarque

terça-feira, julho 13, 2004

ver e sentir

Embarque

Vejo

Vejo o horizonte.
Distante e longíncuo,
como o é,
perde-se a ternura.

Vejo a morte.
Negra e indisfarçavél,
nos meus sonhos,
se apraz a me iludir.

Vejo o mar.
Cintilante como azul cristalino,
em minhas pequenas mãos,
se escorre a fugir.

Vejo meu rosto.
Marcado pela vida,
sujo do dia de hoje,
se transmuta na esperança do devir.

Vejo seu lindo corpo.
De tão belo que é,
consegue em mim,
diversas mudanças a me fazer rugir.

Vejo a lua.
Sempre a procurar,
uma eterna companhia
a sempre desejar.

Vejo a fuga.
Em meus olhos assim,
salgadamente e molhada,
a me temperar.

Vejo a alta árvore.
A balançar sempre a procura,
se lançando em movimentos,
na espera do fugaz.

Observações

Desembarque

domingo, julho 04, 2004

ir adiante...

Embarque

Caminhar

Nú. Despido de toda e qualquer predisposição a insistência. Mas por assim dizer tranquilo. Já sentia a inquietude, e assim mesmo, algo me dizia que aquilo era apenas uma coisa não muito concreta, e que o concreto a mim iria se materializar. Pego de surpresa a mim mesmo, meu inconsciente acho que já pensava nisso e trabalhava essa possibilidade.
Medo? Não. Do que virá agora já não sei, mas caminho com meu pés machucados e sangrando. Eu tentei! Não conseguimos, mas não voltarei. Todo fim é um recomeço, toda ida a uma fronteira inicia-se um caminho a lugares desconhecidos e o conhecimento de tais lugares até que os mesmos sejam familiares. Toda e qualquer possibilidade de conhecer algo é válida.
Isso nada tem a ver com a suspensão de certas vontades, mas sim com ida a esses lugares.
Caminhar para todo ou para tudo e ir de encontro ao meu lugar, o desencontro.
Isso me é familiar, se desencontrar. É também um começo por assim dizer, numa nova forma de encontro.
A tranquilidade de agora me alimenta e fico calmo, assim mais racionalmente posso mapear as possibilidades de novos passos e com mais calma ir adiante até o desconhecido e desvendá-lo.
É como abrir um bom livro, de surpresa aquilo lhe diz muita coisa, mas no início nada tem a ver com voçê até que estabeleça certa relacão com tal. Estabeleço a relação com a frutração, mas é algo que já sei dominar e desgusto-a extraindo dela a lembrança de fatos passados.
Caminhar, no tudo, no piso frio em direção ao nada. Isso é ao menos reconfortante, caminhar sem rumo certo, mas andando. Partir daqui para o “lá”, sabendo que o mesmo só se tornará algo particular quando o encontrar em meu coração.
Do porto sigo navegando na imensidão grandiosa do mar. Agora tudo está calmo, tranquilo e o horizonte me aparece como um lugar, do qual só descobrirei o significado quando lá chegar, por isso dou um giro em volta de mim mesmo, fecho os olhos, e minha percepção escolhe qualquer caminho.
Vá adiante.

Ir

Desembarque

sexta-feira, julho 02, 2004

do encontro a perdição...

Embarque

Perdição

17/06/04 12:40hs.
O reino. Os olhares ao absoluto e a contemplação do sofrimento. Esses são os nomes dessa casa, tudo pensado para o sofrimento e a partir chega-se a salvação. Sua Geografia é apaixonante pela riqueza de detalhes. A arquitetura é a do poder a todo custo. Controlar sempre. Subjugar a todo momento.
As posições são todas pensadas e os olhares refletem a espera da salvação ao absoluto e a subjugação.
Os assentos são duros, feios e doem, sendo assim feitos para o sofrer e assim, o sofrer aqui é o caminho. Temos de lutar contra a vontade do mundo que nos puxa a vida.
Não!
Esqueça o ruídos produzidos pelas condicionantes da cidade. Atenha-se ao palco, acima de nós. E todos olham, e a eles olhamos e buscamos saídas para nossas medíocres vidas.
Quem a eles não olham estão perdidos, deixados a perdição do livre arbítrio de suas vontades mundanas.
A delimitação do sagrado e do profano é visível. Os limites não devem ser ultrapassados, tendo os lugares seus significados e sua territorialidade expremindo a ordenação a ser respeitada. Estava no profano, e a minha frente a alguns metros uma corrente de aço, me parecia, o sagrado e acima dele o trono. Dali tudo se vê.
Quando a animalidade do humano se olha, despe-se de imediato e ruma-se a perdição. Anteriormente quando não olharam ao absoluto saber, alto como o é e longe, esqueceram suas roupas já que não há a necessidade do encobrimento de carnes opulentas.
Já nos perdemos, e me perdi naquelas horas, e nos devaneios festejo a minha condição dentro daquela enorme casa. A ereção me pega de surpresa e a outros isso seria o fim, mas a mim é a vida pulsando no meio das pernas.
Gostaria de receber a certa aspereza num banho de lingua que trabalhando da base ao topo da minha torre ereta, suplicaria por gotas de minha vida. Sim, meu pau naquela igreja estava completamente duro. E mesmo com todos a lançarem alguns olhares a mim, percebendo não minha ereção, mas a perguntar o que um jovem como eu fazia naquela hora naquele lugar.
Gostaria de jogá-la de quatro naquele trono e diante dos sacerdotes de Jesus, com os mensageiros da luz divina também presentes, testemunhariam a viagem do meu mensageiro do amor e da luz interior visitar a morada quente, ou seja, a buceta estupidamente molhada e arqueada, apontando a mim e a meu pinto. Naqueles instantes queria aquilo mesmo, aquele trono seria minha perdição e meu encontro. Largo, poderia muito bem, sustentar um par de lindas e firmes coxas torneadas, e enquanto abriria caminho primeiramente com a minha lingua e sustentaria a minha ereção no verter do doce liquido quente que dalí escorre.
Os anjos se despiriam e com suas rolas e bucetas numa dança pagã, iriam libidinosamente adentrar novos mundos.
O trono e a mesa atrás dele, seriam perfeitos a isso e a idealizar um par de lindas nádegas, não sózinho, mas acompanhado por Jesus e assim ia estocando a minha sagralidade naquele ser aberto, escancarado de quatro a espera do preenchimento.
Meu pau está similar a uma rocha, dura e forte, o acaricio com uma mão e a outra segura o lápis. Minha lingua não me obedece e fica a mexer incessantemente em minha boca. Ali queria sentir o gozo escorrer em mim, e chupar o tecido rugoso entumecido em lava humana. E que meu pau fosse violentamente chupado e assim gozasse no chão desta linda igreja e aqui plantassem uma mangueira, para que quando o pé de manga estivesse no tempo certo de colheita, todos pegassem uma manga, assim chupando e degustando-a como a uma buceta molhada.
A porra do trono me enlouquece é largo e espaçado, perfeito para uma linda anca se prostar e humanamente dançar abrindo o caminho ao sagrado. Ao sexo sagrado.
17/06/04 13:15hs.

Encontro

Desembarque

sábado, junho 26, 2004

A Condição Necessária da passagem...

Embarque

A cotidaneidade

A tabacaria, a ótica, perfumaria, chaveiro. Mais uma praça de alimentação, agora de um grande supermercado e mais uma terça-feira. Sim novamente ela.
O pior! A pressão que se exerce de uma improcessualidade levada adiante de um trabalho mesquinho, que por várias vezes me fez despir de alguns princípios e simplesmente ir em frente descaradamente. Mas não generalizo. Coisas legais acontecem.
O vai e vem é indissociável da música que toca neste momento. São exatos 12:57 do dia 15/06/04. Quando ler esse pequenino texto já estarei em outro lugar. Quem sabe a morte, ou o colo quente do particular...sabe-se lá aonde...
Nem tão cansado assim, mas com o corpo pedindo alguns minutos de sono. Um café iria muito bem nesse exato momento.
A saudade me aperta o peito e a solidão dessa pça de alimentação me embarga a voz muda. Mesmo rodeado por todos, sozinho e mudo estou, e bem próximo a lixeira. Ela me cumprimenta
-Obrigado, com o abrir e feixar de sua porta
-De nada! Respondo de supetão.
Ao menos tenho música agradável que invade meus ouvidos. Tinha. O oriental filho da puta proprietário da loja interrompeu-me. Devia saber que estava a gozar de seu ganha pão, sem pagar. Veja só que indecência.
O fluxo aumenta, as formigas continuam no vai-e-vém infinito. Todos a trabalhar para hibernarem de viver.
Vejo um casal, bastante similar a um outro de um determinado filme visto a algumas boas horas atrás. Me vejo naquele abraço do jovem. E nos beijos a beira da morte daquela triste mas linda história que temperou-me com amor, esperança e lágrimas que escorriam pela face, fico a questionar as impossibilidades. A sempre e positiva possibilidade da mudança e do que realmente vale a pena nesse pequeno sopro de vida.
O que é que vale mesmo?
E como pode algo que a princípio nada teria a ver com voçê ser tão particular, a ponto de se transfomar também num certo combustível quem me impulsiona a ir atrás daquela coisa incerta.
Marvin Gaye! A música voltou, e nessas horas as coisas parecem conspirar a favor. O significado é dado por mim e representado num filme, ou música. É tão particular que aquilo é seu, o reflexo de mim, ali na tela grande, mesmo que com outras faces, atitudes, sentimentos, mesmo com toda essa diferencialidade e fragmentação, nos encontramos nos “alguéns” da vida.
É lindo isso, e me faz chorar porque sou eu mesmo, e que às vezes parece ser os corações do mundo. E dá uma vontade imensa de gritar e correr como um touro ao encontro de suas planícies, sua felicidade. Felicidade!
Não aquele edifício sutentado por valores falsos. Mas sim, a felicidade é o vivenciamento do que são alguns princípios que contemplam o que é verdadeiro para mim.
Do edifício, imenso, universal e absoluto. Do seus pilares fracos, imploda-os já.
Quero nas pequenas coisas verdadeiras chegar a voçê, fugindo da magnanimidade da racionalidade industrial que nos introjeta o fim, da nossa animalidade, e do amor.
Alguns olhares me cortam. Pareço ser uma coisa diferente dessas. Daqui deste momento que se perde pelos meus dedos, e pelo grafite desse lápis, sinto a vida passar e a certo modo escorrer pelo meu corpo. Eles não sentem isso, e o rapaz sozinho sentado no balcão fica a olhar perdido a imensidão da paisagem. Ele imóvel e assim consigo ver o reflexo de seu rosto e parece triste. Deve ser o efeito de tal reflexo que muda sua face. Mas está minutos do mesmo jeito, imóvel. Parece que quer atenção do mundo, alguém com sangue nas veias, e não de consumidores hávidos por satisfação que dali a pouco morrerá.
Rodeado por um balcão triste, nem mesmo para o consumo se aproximam e ele fica ali, imóvel, como um animal no zoológico que ninguém dá a minima. Seu olhar baixa e o boné de um marrom gasto, esconde seu rosto, seus olhos não vejo mais pelo reflexo.
Oposto a ele, uma senhora de meia idade tenta disfarçar sua melancolia distribuindo sorrisos a tentar fazer com que as formigas adquiram seus lindos badulaques inúteis.
E vejo no olhar de uma outra mulher a insatisfação. E mais um cigarro na espera do inesperado, e que a carregue para longe desse lugar frio e sem vida. Ela fica a ler suas mãos a procura do desvendamento de seu futuro, ou caminhando pelas cicatrizes esculpidas a tempos atrás. De uma tragada a outra, o inesperado continua a ser um nada que não a leva a lugar algum e nervosamente mexe os pés, cruza e descruza as pernas e mais uma tragada. Sua aliança não mais na mão para para,e se levanta certa de algo e se vai...se perdendo na distancia de suas infinitas esperas.
Se o indefinido não chega, que se vá comigo e minha eterna...espera!
E lá se vão as composições de alegres carrinhos de compras. Lembro da minha infância. Quando com minha familia ia a grandes supermercados com uma alegria imensa. Podia ajudar meu pai no transcurso das compras. O mundo parecia tão bonito naquelas horas, e mesmo que chorasse, por não poder comprar o tal brinquedo, mamãe furava os doces e ela como uma outra criança nos servia, a desviar a atenção dos seguranças.
Felicidade era poder ir a esses lugares, e no meio de todos sentir a diferencialidade de minha história, e de ruas largas a estreitas empurrava por entre elas o carro de compras.
Sair de lá, ir ao restaurante, ou a pizzaria. Lembro do gosto daqueles dias, daquela época.
Brigar com minha irmã por mais doce, e docilmente mamãe repartia entre todos, tudo.
Meu pai era meu herói, e guiando o carro grande que mais parecia uma barca eu ficava a pular atrás dele feliz.
Como o tempo passa. E como o significado das coisas e pessoas mudam,e como tão rápido envelhecemos...
13:40
15/06/04


Confusão

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