Embarque
Estou nú...
Nestes tempos este tem sido o veículo de minha nudez.
Estes escritos refletem, vontades, dores, encantos, desencantos e tudo mais que permeia minha vida.
Dentre tentavitas (que se fossem em folhas de papel e canetas seriam muitos rabiscos), a noites que se cravaram em meu corpo pela insônia e pelo passeio de meus dedos por este sujo teclado, aqui provo um pouco desta nudez.
Poemas, citações, textos, alguns meus. Outros de meus influenciadores.
Decidi dar-me uma chance.
Chance para provar da felicidade, da exposição e nudez.
E também da dor e da tristeza.
Caminho a passos firmes para meu norte, sei disso, mesmo com atravancos, sabotagens, digo próprias de minha pessoa, nada mais natural para quem conhece-me.
Sobrevivo e vivo cada dia de uma vez, sabendo para onde vou e melhor, sou reconhecido por ser isso que sou. Por errar, acertar...mas o melhor reconhecimento não são palavras, mas a mim vem de meu intímo do mais encravado em mim mesmo...de dar um chance a vida, a luta. A minha luta.
Chove
Gotas e mais tantas outras se misturam e descem escorregando pela força da gravidade. Diante de mim vejo o mundo nascer, e morrer. Vivo e morro junto com tais gotas, sou como elas, desço e subo horas adiante.
Não tenho medo, nem arrependimento. Tenho vontade e muita sede d'agua, mas muita mesmo.
A incapacidade é especulação,
o tédio, morte,
o enrijecer, vida,
a vontade, a chave.
Destranquem-se
Desembarque
sexta-feira, janeiro 28, 2005
segunda-feira, janeiro 24, 2005
A dor anunciasse na forma de amor
Embarque
Sono tão bem esperado e pouco sonhado.
Venho nestes últimos por intermédio desta página explicitando alegrias e angústias de um jovem de classe baixa paulistana, por meio de textos, poemas e tudo mais que tenho ao alcance de minhas mãos e que necessariamente tenha uma familiariadade com tais ferramentas.
Mas do que é que estou a falar, ou melhor, a escrever.
Esqueça
Mais fácil rasgar a flor de tanto cuidá-la, de tanto adubá-la, ela apodreceu.
Sono e cansaço, indiposição e a solidão.
Terra, água, fogo e ar.
Desarranjo, entendimento e supresa.
Eu quero entender. Linhas sem ordem alguma.
Crônicas de um amor louco e morto.
O sinos tocam, minha dor anunciasse na forma de amor.
amor...
amor sublime amor, que a todos sangra
numa hora ou n'outra
amor apodrecido amor, foge e se lança no mar de dor
amor desesperado amor, a respirar e a tanto sufocar de amar
suma amor! Deus da não-razão, da disposição e da vontade de vida.
Parta diante de mim e deixe apenas a lembrança da dor!
Amor sublime amor, que a mim sangra e escapa a mão alheia
Quimera da vida vivida, escolhida, amada, sujeita a intempéries do meu humor.
Afago-lhe, e de minhas cansadas mãos brota o adubo de seus sonhos
e de meus olhos, a morte que concretizará nossas vidas.
Rumo ao firmamento, amor.
Rumo a desgraça, miséria
Solidão, amor.
Amor sublime e exasperado amor
a rasgar nossos corpos dispostos por amor
e de amar e ser amado
tocar e ser tocado
fugir e ser rasgado
chorar e ser beijado
norteado, desnorteado... ilusão, interpretação. Significados.
fim.
Desembarque
Sono tão bem esperado e pouco sonhado.
Venho nestes últimos por intermédio desta página explicitando alegrias e angústias de um jovem de classe baixa paulistana, por meio de textos, poemas e tudo mais que tenho ao alcance de minhas mãos e que necessariamente tenha uma familiariadade com tais ferramentas.
Mas do que é que estou a falar, ou melhor, a escrever.
Esqueça
Mais fácil rasgar a flor de tanto cuidá-la, de tanto adubá-la, ela apodreceu.
Sono e cansaço, indiposição e a solidão.
Terra, água, fogo e ar.
Desarranjo, entendimento e supresa.
Eu quero entender. Linhas sem ordem alguma.
Crônicas de um amor louco e morto.
O sinos tocam, minha dor anunciasse na forma de amor.
amor...
amor sublime amor, que a todos sangra
numa hora ou n'outra
amor apodrecido amor, foge e se lança no mar de dor
amor desesperado amor, a respirar e a tanto sufocar de amar
suma amor! Deus da não-razão, da disposição e da vontade de vida.
Parta diante de mim e deixe apenas a lembrança da dor!
Amor sublime amor, que a mim sangra e escapa a mão alheia
Quimera da vida vivida, escolhida, amada, sujeita a intempéries do meu humor.
Afago-lhe, e de minhas cansadas mãos brota o adubo de seus sonhos
e de meus olhos, a morte que concretizará nossas vidas.
Rumo ao firmamento, amor.
Rumo a desgraça, miséria
Solidão, amor.
Amor sublime e exasperado amor
a rasgar nossos corpos dispostos por amor
e de amar e ser amado
tocar e ser tocado
fugir e ser rasgado
chorar e ser beijado
norteado, desnorteado... ilusão, interpretação. Significados.
fim.
Desembarque
canção, de Ginsberg
ALLEN GINSBERG
(1926-1997)
CANÇÃO
O peso do mundo
é o amor.
Sob o fardo
da solidão,
sob o fardo
da insatisfação
o peso
o peso que carregamos
é o amor.
Quem poderia negá-lo?
Em sonhos
nos toca
o corpo,
em pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se
até tornar-se
humano -
sai para fora do coração
ardendo de pureza -
pois o fardo da vida
é o amor,
mas nós carregamos o peso
cansados
e assim temos que descansar
nos braços do amor
finalmente
temos que descansar nos braços
do amor.
Nenhum descanso
sem amor,
nenhum sono
sem sonhos
de amor -
quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
ou por máquinas
o último desejo
é o amor
- não pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contido
quando negado:
o peso é demasiado
deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda a excelência
do seu excesso.
Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho -
sim, sim,
é isso que
eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.
(1926-1997)
CANÇÃO
O peso do mundo
é o amor.
Sob o fardo
da solidão,
sob o fardo
da insatisfação
o peso
o peso que carregamos
é o amor.
Quem poderia negá-lo?
Em sonhos
nos toca
o corpo,
em pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se
até tornar-se
humano -
sai para fora do coração
ardendo de pureza -
pois o fardo da vida
é o amor,
mas nós carregamos o peso
cansados
e assim temos que descansar
nos braços do amor
finalmente
temos que descansar nos braços
do amor.
Nenhum descanso
sem amor,
nenhum sono
sem sonhos
de amor -
quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
ou por máquinas
o último desejo
é o amor
- não pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contido
quando negado:
o peso é demasiado
deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda a excelência
do seu excesso.
Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho -
sim, sim,
é isso que
eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.
sábado, janeiro 22, 2005
mestre cuca da vida
Embarque
Cebola, Alho, molho de tomate, soja, arroz.
Euforia, decepção, cansaço, impossibilidade.
Forno, fogão, relógio, al dente, temperatura.
Gastura, dor, sujeição, resignação, calor.
Barba, óculos, olhos, mãos, hálito, saliva.
Queimadura, textura, limão, rádio, tempo.
Pegue duas cebolas e as descasque junto com alguns dentes de alho.
Mergulhe ambos num pouco de água para desprender as cascas e não fazer chorar tanto. Já basta de lágrimas.
O saco de soja espera ser aberto, o faça e jogue uma boa quantidade numa vasilha com água quente e sal. Para dar um gosto salgado já antes do tempero, encorpar.
Algumas cervejas no ato, vão muito bem.
Depeche Mode também.
Jogar as cebola, alho picado na panela com óleo quente e deixar fritar um pouco, seguidamente jogar o molho de tomate e um pouco de leite para livrar da acidez que poderia eventualmente vir a luz. Deixe ferver e jogue a soja, misture prove e sirva.
Com arroz vai muito bem.
Aqui um retrato do dia de hoje. Ontem brigas, discussões e insubordinações.
Hoje paz, sossego, sono, travesseiro quente. Banho tomado, perfume e lençóis.
Mestre cuca da vida....ah esqueci das azeitonas
Desembarque
Cebola, Alho, molho de tomate, soja, arroz.
Euforia, decepção, cansaço, impossibilidade.
Forno, fogão, relógio, al dente, temperatura.
Gastura, dor, sujeição, resignação, calor.
Barba, óculos, olhos, mãos, hálito, saliva.
Queimadura, textura, limão, rádio, tempo.
Pegue duas cebolas e as descasque junto com alguns dentes de alho.
Mergulhe ambos num pouco de água para desprender as cascas e não fazer chorar tanto. Já basta de lágrimas.
O saco de soja espera ser aberto, o faça e jogue uma boa quantidade numa vasilha com água quente e sal. Para dar um gosto salgado já antes do tempero, encorpar.
Algumas cervejas no ato, vão muito bem.
Depeche Mode também.
Jogar as cebola, alho picado na panela com óleo quente e deixar fritar um pouco, seguidamente jogar o molho de tomate e um pouco de leite para livrar da acidez que poderia eventualmente vir a luz. Deixe ferver e jogue a soja, misture prove e sirva.
Com arroz vai muito bem.
Aqui um retrato do dia de hoje. Ontem brigas, discussões e insubordinações.
Hoje paz, sossego, sono, travesseiro quente. Banho tomado, perfume e lençóis.
Mestre cuca da vida....ah esqueci das azeitonas
Desembarque
quinta-feira, janeiro 20, 2005
doce e salgado
Embarque
Intercalar sensações é difícil e controlar o peso de certas situações requer uma capacidade imensa, e força de vontade para anular certos pensamentos que circulam por todos nós.
Sou falho, n'algumas destas não obtenho o êxito tão esperado por mim mesmo, e quando a tempestade vem, sou um dos primeiros a cair.
Ao contrário do que poderiam dizer, me levanto rápido.
Quem me disse que o tempo passou?
A ultima taça de vinho barato foi tomado,
e degustado por horas como uma rosa,
gorfado após o sonho de nossos corpos em brasa.
Como saber se o tempo passou?
Senti o caminhar das últimas gotas,
e daquela taça vi meu desenho
traçado a lágrimas no vidro que quebrei
E se ele passou mesmo?
Aceito e passo a frente a taça
Sinto nela um gosto amargo
É de mim mesmo, da minha saliva.
Queira corporificar o tempo
Vai, caminha, vença
A taça já se quebrou e me sangrou
dela não sobra mais nada.
A euforia me segue e precedida de caídas num abismo,
cravo meus dedos nas rochas sem conseguir segurar
dentre a unha e a carne, a carne da terra se deposita
e entre minha vida,
o feito e o imaginado,
a possibilidade e impossibilidade,
alegria e tristeza,
incompletude e completude,
rosas e merda,
inverno e verão,
doce e salgado,
Desembarque
Intercalar sensações é difícil e controlar o peso de certas situações requer uma capacidade imensa, e força de vontade para anular certos pensamentos que circulam por todos nós.
Sou falho, n'algumas destas não obtenho o êxito tão esperado por mim mesmo, e quando a tempestade vem, sou um dos primeiros a cair.
Ao contrário do que poderiam dizer, me levanto rápido.
Quem me disse que o tempo passou?
A ultima taça de vinho barato foi tomado,
e degustado por horas como uma rosa,
gorfado após o sonho de nossos corpos em brasa.
Como saber se o tempo passou?
Senti o caminhar das últimas gotas,
e daquela taça vi meu desenho
traçado a lágrimas no vidro que quebrei
E se ele passou mesmo?
Aceito e passo a frente a taça
Sinto nela um gosto amargo
É de mim mesmo, da minha saliva.
Queira corporificar o tempo
Vai, caminha, vença
A taça já se quebrou e me sangrou
dela não sobra mais nada.
A euforia me segue e precedida de caídas num abismo,
cravo meus dedos nas rochas sem conseguir segurar
dentre a unha e a carne, a carne da terra se deposita
e entre minha vida,
o feito e o imaginado,
a possibilidade e impossibilidade,
alegria e tristeza,
incompletude e completude,
rosas e merda,
inverno e verão,
doce e salgado,
Desembarque
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Segurar o grito que explode minhas entranhas.
Embarque
Eu esqueci de ter de esquecê-la,
e lembrei de ter tido a condição de ser a dor,
e de ter sido o fardo espinhoso que a fiz carregar.
Eu vi o mundo nos seus olhos. A dor
A indisposição me faz deitado sempre,
e engole o ânimo de abrir os olhos,
onde voçê estava quando eu me afoguei,
e por todo tempo que lá estive eu chorei.
O medo é a minha cruz,
que me rasga a todo momento,
e fico a voar pelos paisagens passadas.
Eu quebrei os vidros e os espelhos da minha vida.
Quando me lembrei de ter de esquecê-la,
era já muito tarde e minha garganta doía
subi a montanha mais alta
a tentar de lá voar.
O grito que dou a ninguém toca
O vomito que escorre de minha boca tem gosto de sangue
e a ninguém sufoca, só a mim mesmo.
Meu sangue chapisca o caminho da vida
A poeira se espraia por todos os lugares
e vemos o tempo passar e as coisas a se acomodarem.
Mas eu queria fugir, e nem isso posso.
Desembanho o sabre que é a minha vitória.
O fim
Suplantar, lutar, viver, sofrer, chorar, vencer, sucesso, regressão, impostor, fracasso, fuga, sangue, vomito, cuspe, saliva, cheiro, textura, amor, respostas, perguntas, caminhos, dor.
Segurar o grito que explode minhas entranhas.
Desembarque
Eu esqueci de ter de esquecê-la,
e lembrei de ter tido a condição de ser a dor,
e de ter sido o fardo espinhoso que a fiz carregar.
Eu vi o mundo nos seus olhos. A dor
A indisposição me faz deitado sempre,
e engole o ânimo de abrir os olhos,
onde voçê estava quando eu me afoguei,
e por todo tempo que lá estive eu chorei.
O medo é a minha cruz,
que me rasga a todo momento,
e fico a voar pelos paisagens passadas.
Eu quebrei os vidros e os espelhos da minha vida.
Quando me lembrei de ter de esquecê-la,
era já muito tarde e minha garganta doía
subi a montanha mais alta
a tentar de lá voar.
O grito que dou a ninguém toca
O vomito que escorre de minha boca tem gosto de sangue
e a ninguém sufoca, só a mim mesmo.
Meu sangue chapisca o caminho da vida
A poeira se espraia por todos os lugares
e vemos o tempo passar e as coisas a se acomodarem.
Mas eu queria fugir, e nem isso posso.
Desembanho o sabre que é a minha vitória.
O fim
Suplantar, lutar, viver, sofrer, chorar, vencer, sucesso, regressão, impostor, fracasso, fuga, sangue, vomito, cuspe, saliva, cheiro, textura, amor, respostas, perguntas, caminhos, dor.
Segurar o grito que explode minhas entranhas.
Desembarque
domingo, janeiro 16, 2005
Cegueira
Embarque
A quanto tempo o tempo passa e as coisas mais e mais se complicam, e quando penso estar resolvendo, ou tentando estrair a certeza, na cara com a porta me dou.
Sinceramente tentar fugir do cárcere das próprias situações mal-resolvidas requer um certo tipo de tato que não tive.
Vivo sob o jugo da concreticidade, e a busca por todos os lugares mesmo levando a mim mesmo a mais incerteza e solidão.
Não fujo, não me submeto mais a minha própria sabotagem, eu só quero o certo. O visto, nós vesmos, mas me segure por alguns minutos e mostre-me que a segurança não apenas provém de mim mesmo. Mas sim de uma situação.
Só queria um pouco de colo, e que me falassem docemente à meus ouvidos que estava errado, e que tudo caminharia.
Mas esperar pelo que? Se mesmo assim estaria a outros inserindo um ritmo que não seria o dito "natural" a ser imprimido.
Eu sou rápido demais e quero rápido demais. O movimento não sendo reconhecido por mim é cegueira
Eu sou cego!
Desembarque
A quanto tempo o tempo passa e as coisas mais e mais se complicam, e quando penso estar resolvendo, ou tentando estrair a certeza, na cara com a porta me dou.
Sinceramente tentar fugir do cárcere das próprias situações mal-resolvidas requer um certo tipo de tato que não tive.
Vivo sob o jugo da concreticidade, e a busca por todos os lugares mesmo levando a mim mesmo a mais incerteza e solidão.
Não fujo, não me submeto mais a minha própria sabotagem, eu só quero o certo. O visto, nós vesmos, mas me segure por alguns minutos e mostre-me que a segurança não apenas provém de mim mesmo. Mas sim de uma situação.
Só queria um pouco de colo, e que me falassem docemente à meus ouvidos que estava errado, e que tudo caminharia.
Mas esperar pelo que? Se mesmo assim estaria a outros inserindo um ritmo que não seria o dito "natural" a ser imprimido.
Eu sou rápido demais e quero rápido demais. O movimento não sendo reconhecido por mim é cegueira
Eu sou cego!
Desembarque
domingo, janeiro 02, 2005
Ah ! A Angústia, A Raiva Vil, o Desespero
Ah ! A Angústia, A Raiva Vil, o Desespero
AH! A ANGÚSTIA, a raiva vil, o desespero
De não poder confessar
Num tom de grito, num último grito austero
Meu coração a sangrar!
Falo, e as palavras que digo são um som Sofro, e sou eu.
Ah! Arrancar à música o segredo do tom
Do grito seu!
Ah! Fúria de a dor nem ter sorte em gritar,
De o grito não ter
Alcance maior que o silêncio, que volta, do ar
Na noite sem ser!
Fernando Pessoa
AH! A ANGÚSTIA, a raiva vil, o desespero
De não poder confessar
Num tom de grito, num último grito austero
Meu coração a sangrar!
Falo, e as palavras que digo são um som Sofro, e sou eu.
Ah! Arrancar à música o segredo do tom
Do grito seu!
Ah! Fúria de a dor nem ter sorte em gritar,
De o grito não ter
Alcance maior que o silêncio, que volta, do ar
Na noite sem ser!
Fernando Pessoa
sábado, janeiro 01, 2005
Abro a geladeira, milhões de anos num condensado contraste de temperatura.
Embarque
Os momentos mais engraçados de nossas vidas, sinto eu, que são os que mais nos colocam(os) como os bobos da corte. Numa disposição que os olhares as falas, ou seja, todo o movimento da vida caçoe de nossas faces e vidas.
Posturas, interpretações.
Provavelmente, se ceifamos a muito custo a cabeça dos deuses, da utopia, do sonho, penso que elevamos a suprema arrogancia ao mesmo suporte alto com que d'antes esses mesmos deuses estavam dispostos. Compreender e captar esse movimento dói, até porque nada está incólume a dor. Absolutamente nada vivo está ausente dessa prerrogativa.
A dor.
Não há mais nada a ser feito, sinta a brisa que passa e a contemple de forma que nada mais está sob seu controle, brincamos com a vida e voltas ela dá, passeia pelos perímetros não navegáveis e assim delimita novas possibilidades. Aí sim ceifando a vida a todo momento e por assim dizer pessoas, atos, posturas.
Abro a geladeira, milhões de anos num condensado contraste de temperatura. Vidas foram dizimadas, mas eu tenho a possibilidade de ser Deus e tão arrogante quanto o mesmo, eu dissimulo, volteio sobre sua face a iluminar as idiotices de sua vida medíocre...E assim todos riem com seus estomagos gordos, e suas mentes como sempre a planejar armadilhas, fugazes e efemêras. Quando menos perceber BUM!
Caiu e não reclame e nem ao menos tente argumentar...lembra-se Deus foi morto e no seu lugar está as palavras, só que manipuladas de jeito tal a rasgar o corpo e as mentes, a sangrar e jorrando como lava quente que verte de uma fêmea, são estocadas em seu estomago.
Eu vivo e sofro por isso, sofro por amar, sofro por ter amado.
Os diálogos soltos de boca a boca, reivindicará o fim deste que vos fala e direcionará segundo a tantos outros parâmetros o Deus palavra organizada de tal forma a fazer chorar e a sangrar...pois é seja bem vindo, é este o mundo a ser vivído e a degladiarmos com todos os nossos corações de "a a z"
Desembarque
Os momentos mais engraçados de nossas vidas, sinto eu, que são os que mais nos colocam(os) como os bobos da corte. Numa disposição que os olhares as falas, ou seja, todo o movimento da vida caçoe de nossas faces e vidas.
Posturas, interpretações.
Provavelmente, se ceifamos a muito custo a cabeça dos deuses, da utopia, do sonho, penso que elevamos a suprema arrogancia ao mesmo suporte alto com que d'antes esses mesmos deuses estavam dispostos. Compreender e captar esse movimento dói, até porque nada está incólume a dor. Absolutamente nada vivo está ausente dessa prerrogativa.
A dor.
Não há mais nada a ser feito, sinta a brisa que passa e a contemple de forma que nada mais está sob seu controle, brincamos com a vida e voltas ela dá, passeia pelos perímetros não navegáveis e assim delimita novas possibilidades. Aí sim ceifando a vida a todo momento e por assim dizer pessoas, atos, posturas.
Abro a geladeira, milhões de anos num condensado contraste de temperatura. Vidas foram dizimadas, mas eu tenho a possibilidade de ser Deus e tão arrogante quanto o mesmo, eu dissimulo, volteio sobre sua face a iluminar as idiotices de sua vida medíocre...E assim todos riem com seus estomagos gordos, e suas mentes como sempre a planejar armadilhas, fugazes e efemêras. Quando menos perceber BUM!
Caiu e não reclame e nem ao menos tente argumentar...lembra-se Deus foi morto e no seu lugar está as palavras, só que manipuladas de jeito tal a rasgar o corpo e as mentes, a sangrar e jorrando como lava quente que verte de uma fêmea, são estocadas em seu estomago.
Eu vivo e sofro por isso, sofro por amar, sofro por ter amado.
Os diálogos soltos de boca a boca, reivindicará o fim deste que vos fala e direcionará segundo a tantos outros parâmetros o Deus palavra organizada de tal forma a fazer chorar e a sangrar...pois é seja bem vindo, é este o mundo a ser vivído e a degladiarmos com todos os nossos corações de "a a z"
Desembarque
domingo, dezembro 26, 2004
O mestre, ainda na sessão, os criadores...
Embarque
"Sou eu, mulheres: meu caminho eu traço, sou acre, ríspido, indissuadível, grande, mas eu as amo e não as faço sofrer além do quanto voçês acham bom, pingo a semente que há de dar início a filhos e filhas para estes Estados, empurro com lento músculo rude, abraço com eficácia, não dou ouvido a exigências, e não faço menção de retirar-me sem ter antes depositado e bem o que tanto se acumulava em mim."
Walt Whitman
Desembarque
"Sou eu, mulheres: meu caminho eu traço, sou acre, ríspido, indissuadível, grande, mas eu as amo e não as faço sofrer além do quanto voçês acham bom, pingo a semente que há de dar início a filhos e filhas para estes Estados, empurro com lento músculo rude, abraço com eficácia, não dou ouvido a exigências, e não faço menção de retirar-me sem ter antes depositado e bem o que tanto se acumulava em mim."
Walt Whitman
Desembarque
sábado, dezembro 25, 2004
Salve Fernando!
Embarque
Eu amo tudo o que foi
EU AMO TUDO o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Fernando Pessoa
Desembarque...eu giro em torno do mundo
Eu amo tudo o que foi
EU AMO TUDO o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Fernando Pessoa
Desembarque...eu giro em torno do mundo
sexta-feira, dezembro 17, 2004
desgaste
Embarque
E mais um ano se ai, como se fosse água a escorrer pelas minhas mãos. Fico me perguntando se um dia, ou melhor, como isso vai acabar.
Onde afinal e como isso vai acabar? Cada um com seu inferno astral que de semanas a semanas circundam a necessidade por algum gole de algo que valha realmente a pena.
Dezenas de semanas e meses, centenas de dias para provar que é tudo um circo.
O desespero que nos abate não foi muito diferente do que abateu sobre nossos entes queridos a alguns anos atrás?
Escolhas.
As vezes eu me canso de mim mesmo, e da forma como penso conduzir as coisas da vida. Me acho tão sublimemente austero e indissuadível que dá gosto a quem não me conhece. Projetar essa responsabilidade sobre meu próprios ombros.
Também não sou um sujeito reclamão e mimado que fica a choramingar os reveses mais estomacais da vida. Engulo tudo a seco, sapo a sapo, gota a gota. Trilhar a incerteza da vida é dificil e na verdade cansa muito, sair desse cárcere que o olhar determina.
Se mais algumas cervejas existissem, lhe garanto o teor destas poucas linhas seria outro. Seria necessariamente algo talvez um pouco mais viscoso que a nossos dedos escorressem...ah baby please don't go!
Preciso alterar a minha própria interpretação. Senão logo menos, como diz uma amiga, estarei sem fôlego para continuar.
Sinto informar, mas a estrutura de tal indivíduo não anda nada bem.
Meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos e passam, passam, passam, e eu aqui sentado a tentar versar sobre a minhas (i)responsabilidades.
Admito a sede se abateu sobre a minha carcassa podre. E no decorrer deste ano o que mais senti foi sede e pareco não ver o oasis. Mas isso é apenas uma interpretação.
Não me levem a mal, mas muitas vezes gostaria que o mundo sumisse, e que eu ficasse a gravitar sobre uma poeira cósmica que bilhões de anos depois convencionou-se Terra. Apenas acompanhar com meu esgasgar o desenvolvimento do egoísmo e da podridão.
Mas algo de bom há de vir...e se eu a vir...logo ali na esquina correrei a seu encontro, mesmo que para levar um soco na boca do estomago, e assim perderia a respiração e os transeuntes ficariam a me observar estupefatos pela falta de força que tenho.
Acredito no bom! No beijo e no amor!
Mesmo que fique com falta de ar de tanta preguiça de beber o suco da nossa vida.
Que droga! Isso é bom pra voçê? Já testou todas as capacidades do que pareca ser a concreticidade da vida? Se não testou nem tente, não conseguiremos caminhar pelas praias banhadas pelo muco que verte de nossos corpos. Ah, e por favor me avise quando algum dia que valha a pena amanhecer...mesmo assim e atropelando tudo isso, amo viver.
Mesmo de mau humor e afim de uma cordinha estar desgastada dando voltas no meu pescoço.
Taque o foda-se, chute o balde, pendure a chuteira. Corra de encontro, as ondas não machucarão, apenas gostaria que elas me lavassem e me levassem a outros lugares.
Desembarque
E mais um ano se ai, como se fosse água a escorrer pelas minhas mãos. Fico me perguntando se um dia, ou melhor, como isso vai acabar.
Onde afinal e como isso vai acabar? Cada um com seu inferno astral que de semanas a semanas circundam a necessidade por algum gole de algo que valha realmente a pena.
Dezenas de semanas e meses, centenas de dias para provar que é tudo um circo.
O desespero que nos abate não foi muito diferente do que abateu sobre nossos entes queridos a alguns anos atrás?
Escolhas.
As vezes eu me canso de mim mesmo, e da forma como penso conduzir as coisas da vida. Me acho tão sublimemente austero e indissuadível que dá gosto a quem não me conhece. Projetar essa responsabilidade sobre meu próprios ombros.
Também não sou um sujeito reclamão e mimado que fica a choramingar os reveses mais estomacais da vida. Engulo tudo a seco, sapo a sapo, gota a gota. Trilhar a incerteza da vida é dificil e na verdade cansa muito, sair desse cárcere que o olhar determina.
Se mais algumas cervejas existissem, lhe garanto o teor destas poucas linhas seria outro. Seria necessariamente algo talvez um pouco mais viscoso que a nossos dedos escorressem...ah baby please don't go!
Preciso alterar a minha própria interpretação. Senão logo menos, como diz uma amiga, estarei sem fôlego para continuar.
Sinto informar, mas a estrutura de tal indivíduo não anda nada bem.
Meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos e passam, passam, passam, e eu aqui sentado a tentar versar sobre a minhas (i)responsabilidades.
Admito a sede se abateu sobre a minha carcassa podre. E no decorrer deste ano o que mais senti foi sede e pareco não ver o oasis. Mas isso é apenas uma interpretação.
Não me levem a mal, mas muitas vezes gostaria que o mundo sumisse, e que eu ficasse a gravitar sobre uma poeira cósmica que bilhões de anos depois convencionou-se Terra. Apenas acompanhar com meu esgasgar o desenvolvimento do egoísmo e da podridão.
Mas algo de bom há de vir...e se eu a vir...logo ali na esquina correrei a seu encontro, mesmo que para levar um soco na boca do estomago, e assim perderia a respiração e os transeuntes ficariam a me observar estupefatos pela falta de força que tenho.
Acredito no bom! No beijo e no amor!
Mesmo que fique com falta de ar de tanta preguiça de beber o suco da nossa vida.
Que droga! Isso é bom pra voçê? Já testou todas as capacidades do que pareca ser a concreticidade da vida? Se não testou nem tente, não conseguiremos caminhar pelas praias banhadas pelo muco que verte de nossos corpos. Ah, e por favor me avise quando algum dia que valha a pena amanhecer...mesmo assim e atropelando tudo isso, amo viver.
Mesmo de mau humor e afim de uma cordinha estar desgastada dando voltas no meu pescoço.
Taque o foda-se, chute o balde, pendure a chuteira. Corra de encontro, as ondas não machucarão, apenas gostaria que elas me lavassem e me levassem a outros lugares.
Desembarque
segunda-feira, dezembro 13, 2004
Incompleto e Insatisfeito
Embarque
Insatisfação
Algumas cervejas e talvez a possibilidade de viajar ao infinito.
Esquecer desta vida, mas almejando outra. Algumas cervejas cairiam bem neste momento que escorre pelos meus dedos e nõa consigo nem me satisfazer com essa pretensa dúvida de vida.
Um espelho reflexivo da minha alma a todo momento se constrói nas expressões que são vistas em meu rosto cansado.
Linhas e mais linhas sem explicação alguma, sem contemplação.
Hoje é um daqueles dias que se concretiza na impossibilidade de estar n'outros lugares.
Não queria estar aqui! Talez só, sim...mas em ooutra localidade. Talvez assim com outros horizontes, hoje o dia poderia se transvestir em algo mais contemplativo a mim mesmo.
Eis, ele ali nú. E triste, mas ainda com um gosto amargo na boca e uma esperança por mudar, pelo deve devir que o contemple.
Meras linhas numa tarde sem graça.
Incompleto
Desembarque
Insatisfação
Algumas cervejas e talvez a possibilidade de viajar ao infinito.
Esquecer desta vida, mas almejando outra. Algumas cervejas cairiam bem neste momento que escorre pelos meus dedos e nõa consigo nem me satisfazer com essa pretensa dúvida de vida.
Um espelho reflexivo da minha alma a todo momento se constrói nas expressões que são vistas em meu rosto cansado.
Linhas e mais linhas sem explicação alguma, sem contemplação.
Hoje é um daqueles dias que se concretiza na impossibilidade de estar n'outros lugares.
Não queria estar aqui! Talez só, sim...mas em ooutra localidade. Talvez assim com outros horizontes, hoje o dia poderia se transvestir em algo mais contemplativo a mim mesmo.
Eis, ele ali nú. E triste, mas ainda com um gosto amargo na boca e uma esperança por mudar, pelo deve devir que o contemple.
Meras linhas numa tarde sem graça.
Incompleto
Desembarque
domingo, novembro 28, 2004
o que eu me tornei?
i hurt myself today
eu machuquei a mim mesmo hoje
to see if i still fell
para ver se eu ainda sinto
i focus on the pain
eu focalizo a dor
the only thing that'S REAL
E A UNICA COISA REAL
the needle tears a hole
a agulha abre um buraco
the old familiar sting
a velha picada familiar
try to kill it all away
tento mata-la de todos os jeitos
but i remember everything
mas eu me lembro de tudo
what have i be come
o que eu me tornei?
my swetest friend
meu doce amigo
everyone i know goes away
todos que eu conheco vao embora
in the end
no final
and you could have it all
e voce poderia ter tudo isso
my empire of dirty
meu imperio de sujeira
i will let you down
eu vou deixar vc pra baixo
i will make you hurt
eu vou fazer voçê sofrer
i wear this crown of thorns
eu uso essa coroa de espinhos
upon my lear's chair
sentado em meu trono de mentiras
full of broken thoughts
cheio de pnsamentos quebrados
i cannot repare
eu nao posso consertar
beneath the stains of time
debaixo das manchas do tempo
the feelings disappear
os sentimentos desaparecem
you are someone else
vc e outro alguem
i'm still right here
eu ainda estou certo disto
chorus
what i have i be come
o que eu me tornei
my sweetest friend
meu doce amigo
everyone i know goes away
todos que conheco vao embora
in the end
no final
and you could have it all
e voç poderia ter tudo isso
my empire of dirty
meu imperio de sujeira
i will let you down
eu vou deixar vc pra baixo
i will make you hurt
eu vou fazer vc sofrer
if i could start again
se eu pudesse comecar de novo
a million miles away
a milhoes de milhas daqui
i would keep myself
eu poderia me encontrar
i would find away
eu poderia achar um caminho
eu machuquei a mim mesmo hoje
to see if i still fell
para ver se eu ainda sinto
i focus on the pain
eu focalizo a dor
the only thing that'S REAL
E A UNICA COISA REAL
the needle tears a hole
a agulha abre um buraco
the old familiar sting
a velha picada familiar
try to kill it all away
tento mata-la de todos os jeitos
but i remember everything
mas eu me lembro de tudo
what have i be come
o que eu me tornei?
my swetest friend
meu doce amigo
everyone i know goes away
todos que eu conheco vao embora
in the end
no final
and you could have it all
e voce poderia ter tudo isso
my empire of dirty
meu imperio de sujeira
i will let you down
eu vou deixar vc pra baixo
i will make you hurt
eu vou fazer voçê sofrer
i wear this crown of thorns
eu uso essa coroa de espinhos
upon my lear's chair
sentado em meu trono de mentiras
full of broken thoughts
cheio de pnsamentos quebrados
i cannot repare
eu nao posso consertar
beneath the stains of time
debaixo das manchas do tempo
the feelings disappear
os sentimentos desaparecem
you are someone else
vc e outro alguem
i'm still right here
eu ainda estou certo disto
chorus
what i have i be come
o que eu me tornei
my sweetest friend
meu doce amigo
everyone i know goes away
todos que conheco vao embora
in the end
no final
and you could have it all
e voç poderia ter tudo isso
my empire of dirty
meu imperio de sujeira
i will let you down
eu vou deixar vc pra baixo
i will make you hurt
eu vou fazer vc sofrer
if i could start again
se eu pudesse comecar de novo
a million miles away
a milhoes de milhas daqui
i would keep myself
eu poderia me encontrar
i would find away
eu poderia achar um caminho
domingo, novembro 21, 2004
frases aos ventos...e Fernando Pessoa
Embarque
amamos...
e despimos o cárcere de nossos corpos e almas,
para que se abram ao infinito poder dos sonhos em terra e do inferno.
Sofremos e amamos...para que o nosso percurso seja assim mais doloroso e amável.
Autor desconhecido.
Como
Como se cada beijo,
Fora de despedida,
Minha Cloe, beijemo-nos, amando.
Talvez que já nos toque
No ombro a mão, que chama
À barca que não vem senão vazia;
E que no mesmo feixe
Ata o que mútuos fomos
E a alheia soma universal da vida.
Fernando Pessoa
amamos...
e despimos o cárcere de nossos corpos e almas,
para que se abram ao infinito poder dos sonhos em terra e do inferno.
Sofremos e amamos...para que o nosso percurso seja assim mais doloroso e amável.
Autor desconhecido.
Como
Como se cada beijo,
Fora de despedida,
Minha Cloe, beijemo-nos, amando.
Talvez que já nos toque
No ombro a mão, que chama
À barca que não vem senão vazia;
E que no mesmo feixe
Ata o que mútuos fomos
E a alheia soma universal da vida.
Fernando Pessoa
quarta-feira, novembro 17, 2004
de jardins e lagrimas...
Embarque
Sobre jardins e luzes
Certo dia, um velho ancião de uma cidadezinha a costa de algum mar, avistou um estranho brilho na praia. Obrservou atentamente o estranho dançar das luzes que chegavam a sua retina, e assim quieto, ficou a investigar tal brilho.
Não eram todos os dias que aquele dançar ensinuante a ele se apresentava. Mesmo assim, ele esquecia, por vários motivos...dentre eles um bem peculiar, para sua posição de ancião daquela cidadezinha que lá emcima do morro víamos quando chegávamos a aquelas redondezas.
Ele era uma espécie de jardineiro. Muito competente por sinal e responsável também. Levantava todos os dias ao amanhecer e começava vagarosamente a cuidar do jardim da cidade. Trabalho de perícia e delicado.
Passavam anos, e todos o viam cruzar no devagar trajeto da pequena cidade a caminho do jardim, que todos orgulhavam-se de dizer que era de todos.
E contribuiam com ele também. Davam tudo, sementes, adubo, ferramentas. Todas as coisas que eram necessário a um bom jardineiro a ele foram dadas, o velho senhor também ensinava seu ofício a jovens meninos e meninas que nele se espelhavam para um dia cuidarem de seus jardins.
Anos se passaram e o velho senhor, sempre a trabalhar, todos os dias e nem sequer uma folga. Ele amava aquilo.
Com suas mãos, pegava cada semente e afundava no leito da terra, assim pensava ele, que a aquele ser vivo estava fadado a se desenvolver no ventre da terra.
Dias e noites, as luzes daquela coisa no mar parece que o seguia. A espreita com um pouco de medo, ficava olhando, embasbacado tal dançar.
Ele morava no topo do alto monte, de lá tinha uma visão, não apenas da cidadezinha, mas da vastidão incomensurável, azul cristalina do mar.
E de dias a dias as luzes apareciam...ficavam até a noite, e só sumiam quando morto de cansado suas palpebras não se sustentavam mais e ele caia a beira da janela cansado.
Certo dia preparou uma trouxa com roupas e comida. enfiou na cabeça que seguiria aquela luz aonde quer que a mesma fosse.
Saiu de mansinho do vilarejo ao cair da noite, deixou o jardim preparado como sempre, para que nos outros dias, as crianças já podessem cuidar do mesmo. Seguiu a passos largos, descendo o morro íngreme a praia.
Chegou lá, pousou seus mantimentos na areia lisa e ficou a esfregar os grãos em seus pés. Numa reza que durou por mais de vinte minutos, ficou a evocar seus deuses para que o ajudasse nessa longa viagem, que parecia estar por vir.
Ajoelhou a areia nas últimas frases da oração, e sentiu uma gota de lágrima escorrer por entre seu marcado rosto. Algo muito forte o impulssionava ao mar. A luz naquela altura da noite mais forte se fazia.
E lá seguiu o velho ancião, e seus mantimentos à suas costas. A nadar construindo seu próprio zênite, cortando as águas. Nadou por duas horas e impacientemente viu a luz se mover também. E engraçado, ele a via mover-se impacientemente como ele.
Ficava boiando nas frias águas a pensar, o que poderia fazer para nela chegar e assim desvendar aquele segredo.
Tentou mergulhando, se esconder e chegar nela mais facilmente...engano. Ao mergulhar a luz desceu também e ficou a observá-lo. Agora quem ordenava era ela, a luz. A seus comandos o velho ancião a seguia aonde quer que fosse, mesmo exausto e faminto.
A luz mergulhou, pensou ele.
Prendeu a respiração e fortemente nadando tentou ir a seu encontro. Colocou-se atrás de um recife, a se esconder parecia. O ancião nadou até essa recife, parecia uma cuia enorme. Ao entrar cortou o braço e a sangrar não desistiu de procurar pela luz. Ali nada havia mais, apenas a água turva, e seu sangue ia espraiando-se pelo mar.
Sentiu o braço fisgar, e seu peito a doer. Saiu da recife e nadou a superfície. Lá chegando viu novamente a luz. Cansado e faminto tentou novamente ir a seu encontro, não conseguiu. Quase se entrgou às águas, foi vagarosamente nadando a praia com o braço sangrando e cansado.
Sentia-se frustrado. Não quis naquele momento subir de volta a cidade, apenas avistou alguns corvos a voarem pela cidade, mas a aquela altura, de tão cansado que estava nem se deu conta do que estava acontecendo.
Horas depois, dia já claro, tomou o caminho de volta e pôs-se a voltar a cidade. No meio do caminho encontrou alguns moradores, que a ele não olharam. Passando pela cidade, todos cochichavam frases pelas suas costas. Ele não mais entendia tudo aquilo. Quis ir a sua própria casa, talvez descançar e pensar sobre o ocorrido na noite anterior.
Surpresa...triste supresa. A paisagem desolada imprimia em seus rosto, muito mais que uma lágrima descida na noite anterior. Seu jardim tinha sido completamente devastado pelos corvos que ali, procuravam alimentos. Exausto e sem forças nem mais para produzir lágrimas, viu novamente a luz brilhar no meio do oceano, e como costumeiramente a dançar como anteriormente.
O ancião, não mais entendia o que tinha se passado. Seu jardim tão bem cuidado, desaparecera apenas naquela situação. Quando chorando pegou um punhado de terra e roicha e atacou à casa, de lá todos os corvos sairam voando de encontro a luz, numa algazarra imensa. De supetão lançou seu velho corpo ao cânion construido pelo mar. Ficou alí por horas, sendo debatido nas rochas. A população antonita o pegou. Morto foi enterrado na área de seu jardim.
Anos se passaram. o jardim veio florescer pelas dos jovens que o ancião ensinava...a luz, depois de enterrado sumiu para nunca mais aparecer.
"O que é que se encontra no ínicio? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo o pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro" Rubem Alves
A respeito de morte e escuridão
Desembarque
Sobre jardins e luzes
Certo dia, um velho ancião de uma cidadezinha a costa de algum mar, avistou um estranho brilho na praia. Obrservou atentamente o estranho dançar das luzes que chegavam a sua retina, e assim quieto, ficou a investigar tal brilho.
Não eram todos os dias que aquele dançar ensinuante a ele se apresentava. Mesmo assim, ele esquecia, por vários motivos...dentre eles um bem peculiar, para sua posição de ancião daquela cidadezinha que lá emcima do morro víamos quando chegávamos a aquelas redondezas.
Ele era uma espécie de jardineiro. Muito competente por sinal e responsável também. Levantava todos os dias ao amanhecer e começava vagarosamente a cuidar do jardim da cidade. Trabalho de perícia e delicado.
Passavam anos, e todos o viam cruzar no devagar trajeto da pequena cidade a caminho do jardim, que todos orgulhavam-se de dizer que era de todos.
E contribuiam com ele também. Davam tudo, sementes, adubo, ferramentas. Todas as coisas que eram necessário a um bom jardineiro a ele foram dadas, o velho senhor também ensinava seu ofício a jovens meninos e meninas que nele se espelhavam para um dia cuidarem de seus jardins.
Anos se passaram e o velho senhor, sempre a trabalhar, todos os dias e nem sequer uma folga. Ele amava aquilo.
Com suas mãos, pegava cada semente e afundava no leito da terra, assim pensava ele, que a aquele ser vivo estava fadado a se desenvolver no ventre da terra.
Dias e noites, as luzes daquela coisa no mar parece que o seguia. A espreita com um pouco de medo, ficava olhando, embasbacado tal dançar.
Ele morava no topo do alto monte, de lá tinha uma visão, não apenas da cidadezinha, mas da vastidão incomensurável, azul cristalina do mar.
E de dias a dias as luzes apareciam...ficavam até a noite, e só sumiam quando morto de cansado suas palpebras não se sustentavam mais e ele caia a beira da janela cansado.
Certo dia preparou uma trouxa com roupas e comida. enfiou na cabeça que seguiria aquela luz aonde quer que a mesma fosse.
Saiu de mansinho do vilarejo ao cair da noite, deixou o jardim preparado como sempre, para que nos outros dias, as crianças já podessem cuidar do mesmo. Seguiu a passos largos, descendo o morro íngreme a praia.
Chegou lá, pousou seus mantimentos na areia lisa e ficou a esfregar os grãos em seus pés. Numa reza que durou por mais de vinte minutos, ficou a evocar seus deuses para que o ajudasse nessa longa viagem, que parecia estar por vir.
Ajoelhou a areia nas últimas frases da oração, e sentiu uma gota de lágrima escorrer por entre seu marcado rosto. Algo muito forte o impulssionava ao mar. A luz naquela altura da noite mais forte se fazia.
E lá seguiu o velho ancião, e seus mantimentos à suas costas. A nadar construindo seu próprio zênite, cortando as águas. Nadou por duas horas e impacientemente viu a luz se mover também. E engraçado, ele a via mover-se impacientemente como ele.
Ficava boiando nas frias águas a pensar, o que poderia fazer para nela chegar e assim desvendar aquele segredo.
Tentou mergulhando, se esconder e chegar nela mais facilmente...engano. Ao mergulhar a luz desceu também e ficou a observá-lo. Agora quem ordenava era ela, a luz. A seus comandos o velho ancião a seguia aonde quer que fosse, mesmo exausto e faminto.
A luz mergulhou, pensou ele.
Prendeu a respiração e fortemente nadando tentou ir a seu encontro. Colocou-se atrás de um recife, a se esconder parecia. O ancião nadou até essa recife, parecia uma cuia enorme. Ao entrar cortou o braço e a sangrar não desistiu de procurar pela luz. Ali nada havia mais, apenas a água turva, e seu sangue ia espraiando-se pelo mar.
Sentiu o braço fisgar, e seu peito a doer. Saiu da recife e nadou a superfície. Lá chegando viu novamente a luz. Cansado e faminto tentou novamente ir a seu encontro, não conseguiu. Quase se entrgou às águas, foi vagarosamente nadando a praia com o braço sangrando e cansado.
Sentia-se frustrado. Não quis naquele momento subir de volta a cidade, apenas avistou alguns corvos a voarem pela cidade, mas a aquela altura, de tão cansado que estava nem se deu conta do que estava acontecendo.
Horas depois, dia já claro, tomou o caminho de volta e pôs-se a voltar a cidade. No meio do caminho encontrou alguns moradores, que a ele não olharam. Passando pela cidade, todos cochichavam frases pelas suas costas. Ele não mais entendia tudo aquilo. Quis ir a sua própria casa, talvez descançar e pensar sobre o ocorrido na noite anterior.
Surpresa...triste supresa. A paisagem desolada imprimia em seus rosto, muito mais que uma lágrima descida na noite anterior. Seu jardim tinha sido completamente devastado pelos corvos que ali, procuravam alimentos. Exausto e sem forças nem mais para produzir lágrimas, viu novamente a luz brilhar no meio do oceano, e como costumeiramente a dançar como anteriormente.
O ancião, não mais entendia o que tinha se passado. Seu jardim tão bem cuidado, desaparecera apenas naquela situação. Quando chorando pegou um punhado de terra e roicha e atacou à casa, de lá todos os corvos sairam voando de encontro a luz, numa algazarra imensa. De supetão lançou seu velho corpo ao cânion construido pelo mar. Ficou alí por horas, sendo debatido nas rochas. A população antonita o pegou. Morto foi enterrado na área de seu jardim.
Anos se passaram. o jardim veio florescer pelas dos jovens que o ancião ensinava...a luz, depois de enterrado sumiu para nunca mais aparecer.
"O que é que se encontra no ínicio? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo o pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro" Rubem Alves
A respeito de morte e escuridão
Desembarque
terça-feira, novembro 09, 2004
Servidão... ou não...vida amordaçada
Embarque
Então diga que não lhe sirvo!
Expresse em teu corpo a afirmação de que tudo seja um engodo! De que a vida não é necessária e de que nada vale.
E mesmo a sonhar com corpos gozados e bucetas vermelhas de tanta vezes a penetrar-las, nada disso nos contempla...
E quantos cus piscaram devido a potentes estocadas?
E quantas vidas se passaram e se desencontraram pela perdas de ônibus?
E pensar que amordaço o grito que rasga minha garganta por horas de sexo, afim de escutar o pulsar da minha pica enquanto a mesma lateja vida.
Bundas!
Eu amo as bundas! Com formas arredondas e também e simétricas.
O simetrismo das bundas ao andar é lindo, é a assimetria da vida.
O que estou aqui a escrever...linhas depois de um banho com uma punheta xoxa e sem graça, mas ainda com uma vontade louca de jogar alguém a cama, e, brutalmente arrancar suas vestes, afim de possuir, estocar, gritar. Morrer!
Contemplar, viver o latejamento da vida. Das picas e bucetas avermelhadas de horas, dias, momentos, tudo.
Ver o movimento de doces seios, como se nos mesmos houvesse mel, adocicando minha boca e a correr pelo perímetro do meu pensar. Assim minha boca já seca, pede mais, que me bezunte nas macias e molhadas carnes que estão em além mar.
A cada estocada, feroz, potente e aguda, o dançar insinuante se materializa e se desfaz n'outra mais potente e divina.
Sou sugado pelo vortex da falha entumecida, sumarenta. Gosto forte e salgado, a saciar minha sede
Bezunte-me! Agora!
Assim, diga que não lhe sirvo!
Desembarque
Então diga que não lhe sirvo!
Expresse em teu corpo a afirmação de que tudo seja um engodo! De que a vida não é necessária e de que nada vale.
E mesmo a sonhar com corpos gozados e bucetas vermelhas de tanta vezes a penetrar-las, nada disso nos contempla...
E quantos cus piscaram devido a potentes estocadas?
E quantas vidas se passaram e se desencontraram pela perdas de ônibus?
E pensar que amordaço o grito que rasga minha garganta por horas de sexo, afim de escutar o pulsar da minha pica enquanto a mesma lateja vida.
Bundas!
Eu amo as bundas! Com formas arredondas e também e simétricas.
O simetrismo das bundas ao andar é lindo, é a assimetria da vida.
O que estou aqui a escrever...linhas depois de um banho com uma punheta xoxa e sem graça, mas ainda com uma vontade louca de jogar alguém a cama, e, brutalmente arrancar suas vestes, afim de possuir, estocar, gritar. Morrer!
Contemplar, viver o latejamento da vida. Das picas e bucetas avermelhadas de horas, dias, momentos, tudo.
Ver o movimento de doces seios, como se nos mesmos houvesse mel, adocicando minha boca e a correr pelo perímetro do meu pensar. Assim minha boca já seca, pede mais, que me bezunte nas macias e molhadas carnes que estão em além mar.
A cada estocada, feroz, potente e aguda, o dançar insinuante se materializa e se desfaz n'outra mais potente e divina.
Sou sugado pelo vortex da falha entumecida, sumarenta. Gosto forte e salgado, a saciar minha sede
Bezunte-me! Agora!
Assim, diga que não lhe sirvo!
Desembarque
terça-feira, novembro 02, 2004
Embarque
Vamos...
vamos, vamos, vamos...
Para onde ninguém sabe.
Ao menos o fato das palavras não ditas, direcionam as situaçôes.
Muito tempo sem internet e muito tempo para comigo, sózinho a reinterpretar as frases do mundo.
O mundo é assim...interpretável. E afinal de contas, se tudo o que é sólido desmancha no ar, aqui jaz alguém que se desmancha a todo momento.
Esperar pelo inesperável.
Respirar o inesgotável
Viva o relógio que resgistra a imortalidade do tempo.
E nos engana a todo MOMENTO!
Fui...
Desembarque
Vamos...
vamos, vamos, vamos...
Para onde ninguém sabe.
Ao menos o fato das palavras não ditas, direcionam as situaçôes.
Muito tempo sem internet e muito tempo para comigo, sózinho a reinterpretar as frases do mundo.
O mundo é assim...interpretável. E afinal de contas, se tudo o que é sólido desmancha no ar, aqui jaz alguém que se desmancha a todo momento.
Esperar pelo inesperável.
Respirar o inesgotável
Viva o relógio que resgistra a imortalidade do tempo.
E nos engana a todo MOMENTO!
Fui...
Desembarque
sábado, setembro 11, 2004
Lucidez e saúde. Aqui sempre jaz alguém...e rumo ao firmamento.
Embarque
Lúcidez
Pois é…perdi a minha capacidade de arquitetar a própria desgraça. Fiz o que achava ser impossível. Dar um fim em tal coisa. E ainda me esqueci de outras. A vida passou.
As linhas desta pequena mensagem a quem lê, podem soar totalmente desconexas e sem sentido algum.
Mas só eu sei o que se passa dentro de mim.
Preciso romper certos invólucros, tenho de digerir minha própria dor e continuar a frente, como sempre fiz. Calmo, paciente e compenetrado nas minhas obrigações que não são poucas.
Pode ser que não seja tão ruim assim,
pode ser que a maior dor é a ausencia não sentida,
pode ser que meu espaço ficará ainda mais espaçoso,
e meu lugar assim,
não será tocado tão sublimente.
Meu lugar! Mesmo sabendo que me acho na incompatibilidade de mim mesmo e assim, com muita dor, dou um passo à frente não acho que um lugar mais específico que não seja esse do conflito possa ser ocupado tão facilmente.
Mas que estou eu falando? Lugar a ser ocupado? Não!
O lugar não está em mim! O lugar, sou Eu.
Nada de facilidade didática em explicar as coisas. Se o lugar sou eu, e não apenas uma bacia. Sou o mesmo lugar de ontem a noite e de hoje?
Não, acredito que não...então que se foda o Descartes, Newton e o Kant.
Nada de espaço a priori, e nem lugar substrato.
O meu lugar é um colo, mas num caráter bem definido da relação.
Lá se foi o cartesianismo geometrico... puffffff.
Venceremos!
Com meu suor escorrendo pelo rosto e pelo corpo em extase profundo, eu me enxerguei. Não sou mais como era, e é ótimo poder ter essa capacidade de abstração a partir dos conflitos pelo que passei.
Por isso busco cada vez mais a minha lúcidez e paz, vamos dizer uma paz interior mais específica do que a proclamada por gregos e troianos ascendentes do sujo senso comum.
Num rompante de coragem, pude capturar o que sempre esteve em mim e que necessariamente penso ter perdido por algum tempo, é verdade.
Não que essa perda tenha gerado coisas ruins, muito pelo contrário. O conflito que vivi e ainda sou palco do mesmo, me faz ir adiante sempre e rompendo com minhas próprias amarras e construo mais fortemente esse Alessandro que todos conhecem.
Estou triste sim é verdade. Mas a dizer...fui contemplado por mim mesmo. Por me achar no meio do turbilhão de sentimentos e mais uma vez, poder dizer que tomei a atitude certa neste momento em que meu coração rasga cada centímetro puro de meu corpo.
Romper o invólucro do medo, me é sempre bom. Sinto capaz de ir a todas as áreas do mundo seja com quem for. Com Deus ou Diabo...seja na terra, seja no sol...
Poder caminhar, tendo eu mesmo a autonomia de poder arquitetar e testar, mesmo que com um vazio que a palavra “vazio” não abarca, as minhas próprias verdades de vida construídas, e muitas vezes colocadas em xeque no decorrer desses 26 anos.
Enquanto observava e ouvia sua voz a me cortar.
Vi em seus lindo olhos, a paisagem do nada.
E a me entristecer o coração.
Corri a sua perdição,
me perdendo também.
Mas sabendo da nossa incapacidade de viver,
Vivi!
E como nunca a provar das frutas no pé
Subi na copa da árvore...
E de lá, de repente voei...
Ao firmamento agora eu vivo.
Saúde.
Desembarque
Lúcidez
Pois é…perdi a minha capacidade de arquitetar a própria desgraça. Fiz o que achava ser impossível. Dar um fim em tal coisa. E ainda me esqueci de outras. A vida passou.
As linhas desta pequena mensagem a quem lê, podem soar totalmente desconexas e sem sentido algum.
Mas só eu sei o que se passa dentro de mim.
Preciso romper certos invólucros, tenho de digerir minha própria dor e continuar a frente, como sempre fiz. Calmo, paciente e compenetrado nas minhas obrigações que não são poucas.
Pode ser que não seja tão ruim assim,
pode ser que a maior dor é a ausencia não sentida,
pode ser que meu espaço ficará ainda mais espaçoso,
e meu lugar assim,
não será tocado tão sublimente.
Meu lugar! Mesmo sabendo que me acho na incompatibilidade de mim mesmo e assim, com muita dor, dou um passo à frente não acho que um lugar mais específico que não seja esse do conflito possa ser ocupado tão facilmente.
Mas que estou eu falando? Lugar a ser ocupado? Não!
O lugar não está em mim! O lugar, sou Eu.
Nada de facilidade didática em explicar as coisas. Se o lugar sou eu, e não apenas uma bacia. Sou o mesmo lugar de ontem a noite e de hoje?
Não, acredito que não...então que se foda o Descartes, Newton e o Kant.
Nada de espaço a priori, e nem lugar substrato.
O meu lugar é um colo, mas num caráter bem definido da relação.
Lá se foi o cartesianismo geometrico... puffffff.
Venceremos!
Com meu suor escorrendo pelo rosto e pelo corpo em extase profundo, eu me enxerguei. Não sou mais como era, e é ótimo poder ter essa capacidade de abstração a partir dos conflitos pelo que passei.
Por isso busco cada vez mais a minha lúcidez e paz, vamos dizer uma paz interior mais específica do que a proclamada por gregos e troianos ascendentes do sujo senso comum.
Num rompante de coragem, pude capturar o que sempre esteve em mim e que necessariamente penso ter perdido por algum tempo, é verdade.
Não que essa perda tenha gerado coisas ruins, muito pelo contrário. O conflito que vivi e ainda sou palco do mesmo, me faz ir adiante sempre e rompendo com minhas próprias amarras e construo mais fortemente esse Alessandro que todos conhecem.
Estou triste sim é verdade. Mas a dizer...fui contemplado por mim mesmo. Por me achar no meio do turbilhão de sentimentos e mais uma vez, poder dizer que tomei a atitude certa neste momento em que meu coração rasga cada centímetro puro de meu corpo.
Romper o invólucro do medo, me é sempre bom. Sinto capaz de ir a todas as áreas do mundo seja com quem for. Com Deus ou Diabo...seja na terra, seja no sol...
Poder caminhar, tendo eu mesmo a autonomia de poder arquitetar e testar, mesmo que com um vazio que a palavra “vazio” não abarca, as minhas próprias verdades de vida construídas, e muitas vezes colocadas em xeque no decorrer desses 26 anos.
Enquanto observava e ouvia sua voz a me cortar.
Vi em seus lindo olhos, a paisagem do nada.
E a me entristecer o coração.
Corri a sua perdição,
me perdendo também.
Mas sabendo da nossa incapacidade de viver,
Vivi!
E como nunca a provar das frutas no pé
Subi na copa da árvore...
E de lá, de repente voei...
Ao firmamento agora eu vivo.
Saúde.
Desembarque
sábado, agosto 21, 2004
Embarque
Vácuo
... sem mesmo poder ir,
a meu encontro me perdi.
não podendo lutar,
meu coração me furtou, a chance de amar.
Levem-me daqui, antes que eu apodreça...
e tragam-me uma xicará de café para eu não dormir, nesse sujo lugar e perder a estação que sempre eu desço.
Ou...despejem-me de sua casa. Afim de ter mais espaço para sua vida.
E assim continuo a caminhar pelos tortuosos caminhos que nos levam a lugares díspares.
Estou disparatado e sem chão.
a contemplar um pedaço de rosa,
a caminhar sem horizonte ou razão.
A fugir do mesmos não's.
Como conseguirei? Até que a morte os separe?
Como conseguirei? Afim de um dia celebrar, mesmo que só, a minha vitória.
e fugir...e andar, e a correr pelos prados verdejantes que a entrar em meu coração, me deixa um pouco mais feliz.
Porque tudo é tão grande, e sendo eu um grão, sumirei no advento das nossas convenções.
Sem rumo.
Sem vida.
Sem espera.
Apatia.
Silencio.
Dor.
Fuga.
Medo.
Impossibilidades.
Saidas?
Quais?
Silencio
Desembarque.
Vácuo
... sem mesmo poder ir,
a meu encontro me perdi.
não podendo lutar,
meu coração me furtou, a chance de amar.
Levem-me daqui, antes que eu apodreça...
e tragam-me uma xicará de café para eu não dormir, nesse sujo lugar e perder a estação que sempre eu desço.
Ou...despejem-me de sua casa. Afim de ter mais espaço para sua vida.
E assim continuo a caminhar pelos tortuosos caminhos que nos levam a lugares díspares.
Estou disparatado e sem chão.
a contemplar um pedaço de rosa,
a caminhar sem horizonte ou razão.
A fugir do mesmos não's.
Como conseguirei? Até que a morte os separe?
Como conseguirei? Afim de um dia celebrar, mesmo que só, a minha vitória.
e fugir...e andar, e a correr pelos prados verdejantes que a entrar em meu coração, me deixa um pouco mais feliz.
Porque tudo é tão grande, e sendo eu um grão, sumirei no advento das nossas convenções.
Sem rumo.
Sem vida.
Sem espera.
Apatia.
Silencio.
Dor.
Fuga.
Medo.
Impossibilidades.
Saidas?
Quais?
Silencio
Desembarque.
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